Lançamento e conversa com os autores Sacerdotisas voduns e rainhas do Rosário: mulheres africanas e Inquisição em Minas Gerais (século XVIII) será lançado no dia 11 de abril, terça, em São Paulo

FONTEEnviado ao Portal Geledés
Foto: Divulgação

Sacerdotisas voduns e rainhas do Rosário: mulheres africanas e Inquisição em Minas Gerais (século XVIII)

Aldair Rodrigues & Moacir Maia (org.)

 “Sacerdotisas voduns e rainhas do Rosário”, escrito e organizado pelos historiadores Aldair Rodrigues e Moacir Maia, será lançado na livraria Megafauna na próxima terça-feira, dia 11 de abril, às 19h. 

Sacerdotisas voduns e rainhas do Rosário: mulheres africanas e Inquisição em Minas Gerais (século xviii) reúne transcrições de documentos inéditos sobre a vida e as crenças de mulheres africanas perseguidas no Brasil por forças militares e pela Inquisição.

Essas mulheres pertenciam a grupos étnicos que habitavam a região da África ocidental chamada pelos portugueses de Costa da Mina. Escravizadas e trazidas para o Brasil, algumas se tornaram lideranças de comunidades negras na posição de sacerdotisas voduns (vodúnsis), ao mesmo tempo que exerciam cargos de juízas e rainhas da irmandade católica de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos — a principal confraria negra mineira.

Os manuscritos dos processos contra as sacerdotisas foram localizados em Portugal no Arquivo da Torre do Tombo, entre os códices do Tribunal da Inquisição de Lisboa. O primeiro, de 1747, descreve um complexo culto em Paracatu (mg) dedicado ao “Deus da Terra de Courá”. O segundo e o terceiro referem-se a Ângela Gomes, “mestra” de práticas rituais africanas na comarca de Ouro Preto, coroada como rainha do Rosário. O quarto, datado de 1759, oferece detalhes sobre as práticas de Teresa Rodrigues e Manoel mina na comarca de Sabará.

Sacerdotisas voduns e rainhas do Rosário, publicado pela Chão Editora, inclui também papéis preservados nos arquivos históricos de Minas Gerais. Embora registrados por agentes do Império português, os depoimentos reproduzidos nos processos desvelam a multiplicidade de vozes e das trajetórias de vida das mulheres africanas, evidenciando a ideologia e a violência do racismo religioso.

Serviço

Dia: 11 de abril de 2023 (terça-feira)


Horário: 19h 


Local: Livraria Megafauna, Edifício Copan – Av. Ipiranga, 200 – loja 53
(11) 91015 0156
livrariamegafauna.com.br

Mediação: Taina Silva Santos (Casa Sueli Carneiro).

Sobre os autores:

Aldair Rodrigues, historiador e doutor em História pela USP. É professor do Departamento de História da Unicamp. É autor de “Limpos de sangue” (2011) e “Igreja e Inquisição no Brasil” (2015). 

Aldair Rodrigues (Foto: Wanezza Soares)

Moacir Rodrigo de Castro Maia nasceu em Mariana. É historiador, doutor em História Social pela UFRJ e pesquisador associado ao NPHED/ UFMG. É autor de “De reino traficante a povo traficado: a diáspora dos courás do Golfo do Benim para Minas Gerais” (2022) e vencedor do Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa, em 2019. 

Moacir Maia (Foto: Eduardo Tropia)
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