terça-feira, outubro 4, 2022
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Lil Wayne põe rock no seu rap e se dá mal

O que leva um artista que ganhou o apelido de maior rapper vivo e vendeu mais de um milhão de cópias de seu último álbum na primeira semana de lançamento a mudar radicalmente para o rock pouco mais de um ano depois?

Este texto não tem a explicação. Muito menos o sucessor do multiplatinado The Carter III, disco de 2008 de Lil Wayne, que adornou a prateleira do rapper com quatro Grammys.

Quando arrisca rock… uhn… puro em Rebirth, Wayne fica como uma cópia mal-ajambrada do grupo Nickelback. Quando mescla rap e rock, o leite talha como em qualquer tentativa sonora do Limp Bizkit.

American Star, música de abertura, tem groove e tem rock, mas entra em caixinha com carimbo de sub Lenny Kravitz. Prom Queen, primeiro single, é pesada mas sem ritmo nem poesia.

A fórmula acrônima do rap mescla rock no crossover Ground Zero, que faria diferença se composta no meio dos 1980.

Tem ainda pancadão com simulação de bateria orgânica em Da Da Da, mas o disco fica constrangedor de verdade quase na metade – Paradice é uma viagem ao mau gosto das baladas circa 1985, e On Fire parece arrancada da trilha de Ruas de Fogo, numa simulação de Electric Light Orchestra sem a cafonice deliciosa de Jeff Lynne.

Salvam Get a Life e Drop the World, mas são tentos marcados quando o placar já está elasticamente desfavorável.

 

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