Murray corrige jornalista e protagoniza novo episódio contra sexismo no esporte

Tenista número 1 do mundo, britânico Andy Murray interrompeu jornalista em coletiva e lembrou das mulheres em novo episódio de combate ao sexismo no tênis

Do Globo Esporte 

O tenista britânico Andy Murray se despediu do torneio de Wimbledon, mas protagonizou um dos momentos mais marcantes do dia. O número 1 do mundo corrigiu um jornalista novamente e voltou a mostrar por que é um ícone contra o sexismo no esporte.

Durante a coletiva de imprensa nesta quarta-feira, um jornalista disse que seu algoz Sam Querrey era o primeiro americano a atingir a semifinal do torneio desde 2009. O escocês respondeu “jogador masculino” (“male player”).

Todos riram no calor do momento, mas o tenista permaneceu sério e repetiu a afirmação quando o jornalista disse que não havia entendido.

Se os americanos não iam longe em Londres há oito anos, as tenistas do país continuaram dominando o torneio. Serena Williams venceu cinco títulos nos últimos dez anos. Um dia antes de Querrey, a irmã Venus havia atingido a semifinal do torneio.

Não é a primeira vez que o tenista ressalta o tênis feminino. Ele rebateu Djokovic no ano passada e defendeu a premiação igualitária e ainda protagonizou uma cena parecida aqui no Rio de Janeiro. Quando um jornalista britânico disse que ele era o primeiro tenista a vencer duas medalhas de ouro, Murray lembrou que Venus e Serena possuíam quatro ouros, somando simples e duplas.

Além de ser muito próximo a mãe Judy, capitã da Grã Bretanha na Fed Cup, Murray foi o primeiro tenista top a ser treinado por uma mulher, a francesa Amélie Mauresmo.

– Se eu me tornei feminista? Bem, se ser feminista é lutar para que uma mulher seja tratada igual a um homem, então sim, acho que me tornei – disse o tenista quando trabalhava com Mauresmo, em 2015.

Atual líder do ranking, Murray permanece na liderança após o torneio londrino. Ele poderá ser ultrapassado pelo espanhol Rafael Nadal, número 2 do mundo, a partir do mês de agosto.

+ sobre o tema

Teoria que não se diz teoria

A separação entre teoria e prática é um histórico...

‘Perdemos cada vez mais meninas e jovens’, diz pesquisadora

Jackeline Romio participou da Nairóbi Summit e aponta os...

Sou mulher. Suburbana. Mas ainda tô na vantagem: sou branca

Ontem ouvi algo que me cativou a escrever sobre...

Por um feminismo de baderna, ira e alarde

Neste 8M, ocuparemos politicamente as ruas e as nossas...

para lembrar

Moçambique descriminaliza homossexualidade e aborto

O Moçambique descriminalizou a homossexualidade, ao aprovar reformas a...

Feminismo: ativistas explicam conceitos ligados à filosofia

Movimento social e político luta pelos direitos das mulheres Do...

Machismo na universidade: as putas que “dão trabalho”

Fotos: Ana Lucena e Paula Guimarães "Puta" está entre os...
spot_imgspot_img

Documento final da CONAE segue para o Congresso; entenda seus principais pontos

Para quem não é da Educação ou não acompanha de perto esta aérea, é preciso entender alguns pontos importantes do documento final aprovado durante...

Quando universidades destroem estudantes

Ir para a universidade pode significar correr maiores riscos de ter crises de ansiedade e profundos quadros depressivos. A preocupação com dinheiro e desempenho acadêmico é somente...

“Eu condeno a violência que há contra as mulheres, sejam as africanas ou não”, diz Oumou Sangaré

Oumou Sangaré é uma das maiores vozes africanas na luta contra o sexismo e o racismo. Originária da região Wassoulou, no Mali, Oumou canta...
-+=