segunda-feira, julho 6, 2020

    Resultados da pesquisa por 'escravidão'

    O tráfico de Escravos

    O tráfico ilegal de africanos escravizados

    Por volta da década de 1840 a maioria das nações européias e americanas havia reconhecido oficialmente a bárbara natureza do tráfico de escravos e assinou tratados de apoio à sua eliminação. No entanto os incentivos econômicos que criavam e mantinham o tráfico não terminaram e, na verdade, aumentaram significativamente. Durante os próximos cinquenta anos, a cada ano milhares de africanos continuaram a ser raptados e traficados para as Américas. Até os anos 50 a Marinha Real Britânica operou virtualmente sozinha para interditar os navios negreiros e deter o fluxo de carga humana. Apesar de seus esforços, os africanos continuavam a ser raptados e contrabandeados em número cada vez maior a fim de satisfazer uma necessidade, aparentemente insaciável, de trabalhadores para a economia agrícola das Américas e de outras regiões. A grande maioria era direcionada para o Brasil e Cuba, onde os engenhos de açúcar prosperavam, mas muitos africanos ainda continuavam ...

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    Beatriz Nascimento (Foto: Arquivo Nacional)

    A trajetória intelectual ativista de Beatriz Nascimento •

    Abordar a trajetória de Beatriz Nascimento para a revista Eparrei! tem uma dupla exigência. É necessário indicar qual o propósito de um homem negro que pesquisa relações de gênero e raça. O encontro com o feminismo negro, com os textos de autoras ativistas brasileiras e estadunidenses, tem provocado uma viagem sem volta na minha construção de pessoa e na formação intelectual. Além disso, devo dizer que escrever acerca de uma mulher negra é um exercício de interagir com sua voz, e não tentar sobrepô-la ou substituí-la (o que tem sido habitual numa sociedade racista e sexista). Não conheci pessoalmente Beatriz Nascimento e a pesquisa que realizo tem como cerne a sua obra, ou seja, seus textos escritos (alguns inéditos) e narrados (a exemplo de comunicações transcritas ou da participação em documentários). Os levantamentos são efetuados no Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo, no Arquivo Nacional e com ...

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    Beatriz Nascimento (Foto: Arquivo Nacional)

    A mulher negra e o amor

    Esta contradição histórica no terreno das idéias e do real, sabemos que impunha o poder da razão, no seu interior. Para exemplificar a mecânica dessa ideologia na prática do pensamento ocidental onde a afirmação corresponde à afirmação corresponde à negação, reflitamos sobre esta frase por Martinho Lutero no século XVII - " a razão é uma mulher astuta" . Contraporíamos : logo, é preciso que seja aprisionada pelo homem e expressada como atributo masculino, só assim pode ser dominante . Por esse pensamento formulado, a mulher seria um homem, embora não sendo total. Seria ciclicamente homem, conforme seu próprio ciclo natural(puberdade e maternidade). Fora desses estados, sua capacidade de trabalho estaria a reboque da necessidade do desenvolvimento econômico (mão de obra anexada ou excludente de acordo com as variações da Economia) . Fora desses espaços, ou mesmo aí ela não o é . Será a razão de lugar, ou exercerá ...

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    rainha_nzinga00

    A Rainha Guerreira Nzinga

    Na África como nas Américas resistiram à dominação colonial e à escravidão. Foi uma luta marcada por batalhas sangrentas, negociações, atos heróicos e traições. E nos combates dos negros contra o colonialismo português uma mulher se destacou como símbolo de coragem e persistência. Ela foi Nzinga ou Ginga; como ficou conhecida no Brasil a grande rainha do povo negro de Angola. Nzinga Mbandi Ngola Kiluanji nasceu em 1582, quando Angola (que na época se chamava reino do Ndongo) começava a ser ocupada pelos portugueses. Sua mãe, Guemguela Camcombe, era uma escrava mbundo. Quando Nzinga nasceu, os pais-de-santo do reino previram que caso ela chegasse à idade adulta e se tornasse rainha, os rios do reino seriam inundados pelo sangue de muitas vítimas. Previram também que a nação seria invadida por homens brancos vindos do mar e que haveria doenças, fome, guerras, tristeza e miséria em Angola. Cronistas da época diziam ...

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    Debatedores pedem o fim da desigualdade racial em bancos

    Fonte: Portal da Câmara dos Deputados  Shutterstock Parlamentares e integrantes de organizações não governamentais cobraram nesta quarta-feira, em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, providências contra a desigualdade racial no mercado de trabalho dos bancos. Os debatedores acusaram as instituições financeiras do Brasil de resistirem a empregar negros. Convidada a apresentar uma pesquisa sobre a contratação de negros no setor, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não enviou nenhum representante à audiência. O estudo foi encomendado à Febraban, em 2007, por iniciativa do Grupo de Trabalho pela Diversidade no Mercado de Trabalho Bancário. De acordo com o autor do requerimento para realização da audiência, deputado Luiz Alberto (PT-BA), na época a Febraban demonstrou interesse em debater o assunto e realizou uma série de reuniões com o grupo. Ele lamentou que, quase dois anos depois, a instituição não tenha respondido às indagações feitas. Resistência à inclusão Luiz Alberto ...

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    Estudo analisa comportamento de futuros professores em relação à etnia dos alunos

    A situação das crianças negras em sala de aula é desvantajosa, constatou pesquisa empreendida pela UFS com futuros professores. Eles apresentaram atitudes e comportamentos diferenciados em função da etnia dos alunos. A formação inadequada desses profissionais, porém, acaba influenciando a maneira como se colocam em sala de aula. Fonte: Plenário - A Notícia Agora - Foto: @TERRICKSNOAH O estudo chegou à conclusão através das análises do julgamento que os professores fizeram em cima de redação escrita por um aluno do ensino fundamental e de um questionário com perguntas sobre temas étnicos, como preconceito e racismo. Para alguns professores, na redação estava anexada uma foto de uma criança negra e para outros, a de uma branca. Duzentos e oito componentes da antiga Escola Normal e do curso de Letras da UFS participaram do trabalho. Num universo de zero a dez, os membros da Escola Normal atribuíram notas superiores à redação da ...

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    octavi-ianni

    Entrevista – Otavio Ianni: O Preconceito Racial no Brasil

      Na entrevista realizada no dia 11 de dezembro passado, Octavio Ianni revela vários traços de sua personalidade como o autêntico scholar, ao examinar a trajetória do pensamento acadêmico paulista dentro do panorama brasileiro, relembrando a contribuição dos grandes mestres e definindo os dados principais das controvérsias em que a USP se engajou. Ele não se furta à oportunidade de emitir sua opinião a respeito de um tema que hoje se tornou candente - as cotas para os estudantes negros na universidade brasileira. Como sua postura como scholar é completada por um outro traço de sua personalidade - o militante que dá o melhor de si a fim de contribuir para a alteração de uma realidade social inaceitável e injusta -, Ianni analisa o preconceito racial em termos mundiais, onde "esses surtos de diferentes manifestações de racismo e intolerância estão imbricados com a dinâmica da sociedade". Aqui apresentamos os principais ...

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    fatima oliveira

    Afinal, o que os letrados chamam de “racialização”?

    Por: Fátima Oliveira     {xtypo_quote}"Mas é preciso ter força, é preciso ter raça/ É preciso ter gana sempre/ Quem traz no corpo a marca/ Maria, Maria mistura a dor e a alegria/ Mas é preciso ter manha, é preciso ter graça/ É preciso ter sonho sempre/ Quem traz a fé nessa marca/ Possui a estranha mania de ter fé na vida"... (Maria, Maria, Fernando Brant e Milton Nascimento){/xtypo_quote} É certo que não construiremos um país justo e democrático sem que os brancos compartilhem com os negros os seus privilégios seculares. No caso brasileiro, compartilhar privilégios significa também que os brancos terão menos do que sempre foi exclusivamente seu. Não há como ser diferente. O caderno Mais! da Folha de S.Paulo, de 9 de julho de 2006, sob a manchete "A guerra das cotas", além de outros textos contém duas entrevistas exemplares das posições pró e contra as cotas: Peter ...

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    octavi-ianni

    Entrevista – Otavio Ianni: O Preconceito Racial no Brasil

    Na entrevista realizada no dia 11 de dezembro passado, Octavio Ianni revela vários traços de sua personalidade como o autêntico scholar, ao examinar a trajetória do pensamento acadêmico paulista dentro do panorama brasileiro, relembrando a contribuição dos grandes mestres e definindo os dados principais das controvérsias em que a USP se engajou. Ele não se furta à oportunidade de emitir sua opinião a respeito de um tema que hoje se tornou candente - as cotas para os estudantes negros na universidade brasileira. Como sua postura como scholar é completada por um outro traço de sua personalidade - o militante que dá o melhor de si a fim de contribuir para a alteração de uma realidade social inaceitável e injusta -, Ianni analisa o preconceito racial em termos mundiais, onde "esses surtos de diferentes manifestações de racismo e intolerância estão imbricados com a dinâmica da sociedade". Aqui apresentamos os principais trechos ...

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    Abdias Nascimento em Nova York, 1997. (Foto: Cheste Higgins Jr/ ACERVO ABDIAS NASCIMENTO/ IPEAFRO)

    Ação afirmativa: o debate como vitória

    DA TRIBUNA DA Câmara costumava dizer que a Abolição da Escravatura no Brasil não passava de uma bela mentira cívica. Hoje posso reafirmá-lo com o apoio de pesquisas quantitativas produzidas nas últimas décadas por instituições respeitadas como o IBGE e o DIEESE, que vêm revelando a extensão do hiato entre negros e brancos no Brasil. A diferença nos salários, na escolaridade, na expectativa de vida e na mortalidade infantil mostra uma desigualdade racial tão ampla, persistente e difusa que não pode ser explicada pela herança da escravidão ou as diferenças de classe. Pesquisas qualitativas mostram os mecanismos de racismo nas escolas e nos meios de comunicação, responsáveis por manter, reforçar e atualizar a imagem (e auto-imagem) negativa da população negra. A polícia e o Judiciário dispensam um tratamento discriminatório aos afro-brasileiros no contexto de um quadro de violência em que os jovens negros sofrem uma elevadíssima taxa de mortalidade. Tudo ...

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    onu

    Comitê da ONU faz sugestões ao Brasil

    Fonte: lista [email protected]       O Comitê de Direitos Econômicos Sociais e Culturais das Nações Unidas encerrou em 22 de maio corrente o 42º período de sessões no qual,entre outros procedeu a análise do Segundo Relatório Periódico sobre o cumprimento do Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais pelo Brasil. Mesmo que o documento oficial, com o texto das observações conclusivas sobre o Brasil, ainda não tenha sido publicado, segundo o release publicado pelo site das Nações Unidas, o Comitê fez as seguintes observações sobre o Brasil. "O Comitê, entre aspectos positivos no segundo relatório periódico do Brasil, deu boas-vindas à adoção da "Lei Maria da Penha", em 2006, que previu a repressão da violência doméstica contra as mulheres,incluindo o auxílio às vítimas; a remoção do código penal do conceito discriminatório de "mulher honesta", que era aplicado em determinados casos da violência sexual contra as mulheres; a introdução, ...

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    Ricardo Stuckert/Agência Brasil

    Ação afirmativa: o debate como vitória

    Por: Abdias Nascimento DA TRIBUNA DA Câmara costumava dizer que a Abolição da Escravatura no Brasil não passava de uma bela mentira cívica. Hoje posso reafirmá-lo com o apoio de pesquisas quantitativas produzidas nas últimas décadas por instituições respeitadas como o IBGE e o DIEESE, que vêm revelando a extensão do hiato entre negros e brancos no Brasil. A diferença nos salários, na escolaridade, na expectativa de vida e na mortalidade infantil mostra uma desigualdade racial tão ampla, persistente e difusa que não pode ser explicada pela herança da escravidão ou as diferenças de classe. Pesquisas qualitativas mostram os mecanismos de racismo nas escolas e nos meios de comunicação, responsáveis por manter, reforçar e atualizar a imagem (e auto-imagem) negativa da população negra. A polícia e o Judiciário dispensam um tratamento discriminatório aos afro-brasileiros no contexto de um quadro de violência em que os jovens negros sofrem uma elevadíssima taxa ...

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    DIREITOS DOS NEGROS: Deputados votam Estatuto

    - Fonte: Írohín - Jornal Online - Estabelecer medidas para combater a discriminação racial e promover a participação de afrodescendentes nas esferas institucionais e de poder em condições de igualdade com as outras etnias. Esses são os principais objetivos do Estatuto da Igualdade Racial, que deverá ser votado pela Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira (27). Há dez anos, o Estatuto tramita no Congresso Nacional em meio a muitas polêmicas. Como o projeto provocou reações, ele deverá perder o caráter conclusivo e ser enviado ao plenário. Em seguida, voltará para o Senado, por ter sido alterado na Câmara. Segundo o deputado Carlos Santana (PT-RJ), presidente da comissão especial que analisa o documento na Câmara, o valor simbólico do Estatuto está em mostrar que, 121 anos depois da assinatura da Lei Áurea, a abolição da escravatura ainda não foi concluída no País. Santana analisa como um dos pontos positivos do projeto ...

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    A educação das relações étnico-raciais em compasso de espera

    É sabido que sem adotar uma segregação legal, a República elegeu o princípio formal da "igualdade perante a lei" que foi incorporada à carta constitucional já em 1891. Como resultado dessa orquestração, pautado na ideologia dominante de embraquecimento, pouco foi feito no campo educacional para favorecer a população afro-brasileira, tanto no que diz respeito à legislação quanto à elaboração e implementação de políticas públicas, para a construção da dignidade da população negra e para o rompimento, via educação, de práticas racista e discriminatórias. Por: Eliane Cavalleiro Reprodução/Facebook A primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, lei 4024 de 1961 determina " condenação a qualquer tratamento desigual por motivo de convicção filosófica, política ou religiosa, bem como quaisquer preconceitos de classe ou de raça" Todavia, não prescreve um ensino de valorização da diversidade étnico-racial presente na sociedade, menos ainda orienta para a eliminação das desigualdades raciais que ...

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    Foto: Sojourner Truth (autor original) Biblioteca do Congresso (digitalização) (Biblioteca do Congresso), [Domínio público], via Wikimedia Commons

    Sojourner Truth

    Isabella Baumfree Data e local de nascimento: c. 1797 Swartekill, Nova York Data e local de falecimento: 26 de novembro de 1883, com cerca de 86 anos, Battlecreek, Michigan, Ocupações: Empregada doméstica, abolicionista, escritora Pais: James e Elizabeth Baumfree Sojourner Truth (1797 - 26 de novembro de 1883) foi o nome adotado, a partir de 1843, por Isabella Baumfree, uma abolicionista afro-americana e ativista dos direitos da mulher. Truth nasceu no cativeiro em Swartekill, Nova York. Seu discurso mais conhecido,"Não sou uma mulher?", foi pronunciado em 1851, na Convenção dos Direitos da Mulher em Akron, Ohio. Juventude Foi um dos treze filhos de James e Elizabeth Baumfree, escravos do Coronel Hardenbergh. A propriedade dos Hardenbergh situava-se numa região de colinas, conhecida por Swartekill, um nome holandês, ao norte da atual Rifton, e localizada na pequena cidade de Esopus, Nova York, ao norte da cidade de Nova York1. Morrendo o coronel, a posse dos escravos da ...

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    movi

    História recente dez anos dos movimentos negros

    Hamilton Cardoso Há uma década, apenas, em 1978 os movimentos negros travaram, principalmente na cidade de São Paulo, o seguinte debate: o que fazer, no dia 13 de Maio, data da abolição da escravatura? Hoje o debate pertence a toda sociedade. A Globo, por exemplo, diz Axé. Na época, duas tendências da esquerda digladiavam-se, ao mesmo tempo que se contrapunham ao setor mais tradicional, favorável a comemorações da abolição. Uma delas queria uma postura passiva: "não devemos fazer nada, no dia 13", diziam. "Não devemos, sequer trabalhar". A outra queria uma denúncia ativa, com ampla participação, sob forma de protesto, de todas atividades comemorativas. Os ativistas partiam de algumas premissas: uma delas era o reconhecimento de que, independente da reflexão ou do caráter da abolição decretada no Brasil, a maior parte da população negra sempre comemorou no candomblé e na umbanda, nas congadas e escolas de samba e outras entidades ...

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    Hamilton Cardoso (Foto: Imagem retirada do site Piseagrama)

    Hamilton Cardoso

    Hamilton Cardoso (1953-1999) Sensibilidade, inteligência e solidariedade na luta contra o racismo  No dia 25 de Abril de 2004 a"Folha de S. Paulo" publicou uma foto com articuladores das "Diretas Já". Hamilton está lá, no movimento pelas Diretas Já, em 1984. 20 anos depois era um dos ausentes, entre aqueles que voltaram para a foto atualizada, revivendo duas décadas de avanço da democracia. Certamente, se aqui estivesse faria um balanço para dizer que, além das formalidades e de obtermos alguma representação e visibilidade, como coletivo pouco caminhamos. Apoiaria os programas de cotas, mas certamente diria que são insuficientes. Hamilton Bernardes Cardoso nasceu em Catanduva, em 10 de julho de 1953. Filho de Onofre Cardoso, músico, e de Deolinda Bernardes Cardoso, responsável pela estruturação da família e educação dos filhos. Segundo filho de quatro irmãos, cresceu em São Paulo e tinha muito orgulho de ter estudado no Colégio Caetano de Campos. ...

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    Imagem: John F Burns / New York Times

    Steve Biko

    Grandes mudanças estão para acontecer na África do Sul. A primeira Constituição pós-apartheid está em fase de elaboração e as primeiras eleições multirraciais da história daquele país estão marcadas para 27 de abril do ano que vem. Isso significa que o surgimento de um governo de maioria negra, que colocaria um fim em 350 anos de dominação branca, deixou de ser apenas uma possibilidade teórica. E claro que nem tudo são flores. A violência racista continua existindo, uma vez que o aparelho de Estado montado pelos racistas ainda sobrevive. Além disso, um setor mais radical da população branca parece ter optado pela resistência armada às mudanças. E grande parte das cenas de violência que se tomaram habituais na África do Sul têm como protagonistas os próprios negros. Os choques entre militantes do Congresso Nacional Africano, de Nelson Mandela, e do Partido da Liberdade Inhkata, do chefe zulu Mangosutu Gatsha Buthelezi, ...

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    zumbidospalmares

    Movimento Negro

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre Movimento Negro (ou MN) é o nome genérico dado ao conjunto dos diversos movimentos sociais afro-brasileiros, particularmente aqueles surgidos a partir da redemocratização pós-Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro e São Paulo.   Histórico   Movimentos sociais expressivos envolvendo grupos negros perpassam toda a História do Brasil. Contudo, até a Abolição da Escravatura em 1888, estes movimentos eram quase sempre clandestinos e de caráter radical, posto que seu principal objetivo era a libertação dos negros cativos. Visto que os escravos eram tratados como propriedade privada, fugas e insurreições, além de causarem prejuízos econômicos, ameaçavam a ordem vigente e tornavam-se objeto de violenta repressão não somente por parte dos classe senhorial, mas do próprio Estado e seus agentes.   Resistência negra pré-Abolição   Quilombos, quilombolas, quilombagem A principal forma de exteriorização dos movimentos negros rebeldes contra a escravização, nos cerca de quatro séculos em que ...

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    Movimento negro diz que igrejas foram omissas na escravatura

    Fonte: Írohín Jornal Online Foto: Getty Images Organizações vinculadas ao movimento negro pedem, em manifesto divulgado na quarta-feira, 13, que as igrejas históricas se pronunciem sobre os 121 anos da abolição inacabada, e peçam perdão "pela cumplicidade e omissão diante da escravidão e racismo sofrido pelo povo negro". O Brasil lembrou, na quarta-feira, o dia em que foi assinada lei que terminava com a escravidão formal. O manifesto negro sustenta, contudo, que o país "mantém uma das mais acentuadas desigualdades social e econômica do mundo" e que a população negra está à margem da riqueza produzida pela sociedade brasileira. "Conclamamos a Igreja brasileira a romper com o silêncio e com o mito da democracia racial, a fim de que ocorra uma profunda transformação em toda a sociedade", diz o manifesto. Tal pedido de perdão, aponta o texto, deve vir acompanhado de ações afirmativas e de reparações. Dentre as ações afirmativas ...

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