Resultados da pesquisa por ' Cota'

    Foto: Marcus Steinmayer

    Sueli Carneiro – Coordenação Executiva – Portal Geledés – app JUNTAS

    Sueli Carneiro - Coordenação Executiva [email protected] Filósofa, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo; coordenadora executiva de Geledés Instituto da mulher Negra; coordenadora da área de Direitos Humanos de Geledés; editora do Portal Geledés e coordenadora do Projeto PLP 2.0 aplicativo de combate a violência contra a mulher vencedor do Desafio de Impacto Social Google .  É também diretora vice-presidente do Fundo Brasil de Direitos Humanos. É ativista do Movimento Feminista e do Movimento Negro do Brasil; autora de artigos sobre gênero, raça e direitos humanos em diversas publicações nacionais e internacionais. É também membro do Grupo de Pesquisa “Discriminação, Preconceito e Estigma” da Faculdade de Educação da USP, membro do Conselho Consultivo do projeto Saúde das Mulheres Negras do Conectas em parceria com o Geledés, do Conselho Consultivo da Ouvidoria da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, do Conselho Consultivo do Projeto Mil Mulheres, e membro da Articulação ...

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    Mulher negra

    Mais 1,34 milhão de pessoas se autodefinem de cor preta

    Participação sobe de 6,3% para 6,9%; especialistas vêem influência de ações afirmativas IBGE afirma que mais pessoas passaram a assumir a própria cor; população de cor branca passa de 49,9% em 2005 para 49,7% em 2006 Fonte: Folhapress data: 15/09/2007A população negra começa a ganhar mais visibilidade nas estatísticas oficiais em um período em que se ampliaram as políticas públicas de ação afirmativa, destinadas, em tese, a promover maior eqüidade racial. Dados da Pnad mostram que o número de pessoas que se declaram de cor preta cresceu em 1,34 milhão de 2005 para 2006. Na prática, a população de cor preta passou de 11,5 milhões de pessoas para 12,9 milhões.A pesquisa do IBGE mostra que, em 2006, as pessoas de cor preta começaram a "sair do armário", como definiu uma especialista. O instituto afirma que uma das explicações possíveis é que mais pessoas estejam assumindo a própria cor. Com isso, ...

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    o-grito-do-ipiranga-quadro-de-pedro-americo-1888-museu-do-ipiranga-sp1

    As dores do pós colonialismo

    - Folha de S.Paulo 11 de Agosto de 2006 - Boaventura de Sousa Santos   Cento e oitenta quatro anos depois, o Brasil parece finalmente estar a passar do período da pós-independência para o período pós-colonial. A entrada neste último período dá-se pela constatação, discutida  na esfera pública, de que o colonialismo, longe de ter terminado com a independência, continuou sob outras formas mas sempre em coerência com o seu princípio matricial: o racismo como uma forma de hierarquia social não intencional porque assente na desigualdade natural das raças. Esta constatação pública é o primeiro passo para se iniciar a viragem descolonial, mas esta só ocorrerá se o racismo for confrontado por uma vontade política desracializante firme e sustentável. A construção dessa vontade política é um processo complexo mas tem a seu favor, não só um punhado de convenções internacionais, como também e, sobretudo, a força política dos movimentos sociais ...

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    educação brasileira2

    O fim do “apartheid” na educação brasileira

    Escrito por Serys  Slhessarenko   Apartheid. Um regime que foi abolido quando se realizaram as eleições de 1994, na África do Sul. A palavra cuja tradução é "vida separada", e naquele país, significou que os brancos detinham o poder, e os povos restantes - os negros, principalmente - eram obrigados a viver separados dos brancos, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos. Ao meu ver, algo semelhante acontece no Brasil, porém no plano educacional.       Fui professora por mais de 20 anos na Universidade Federal de Mato Grosso e me recordo que eram poucos negros ou índios que frequentavam cursos superiores. Quem possui graduação, pode atestar o que escrevo, seja em universidade pública ou privada.   Você se lembra de quantos negros estudavam em sua sala de aula, na época da faculdade? Ouso até dizer sobre quantos negros ou índios você conhece que são ...

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    Projeto Geração XXI- Memória Institucional

    O Geração XXI foi a primeira ação afirmativa em educação com jovens negros no Brasil.   Nome do Projeto: Projeto Geração XXI Nome da organização: Fundação BankBoston Qual a missão da organização? Contribuir para a melhoria da educação de crianças e jovens, garantindo a igualdade de oportunidades e o pleno desenvolvimento do seu potencial, por meio de ações desenvolvidas em parcerias e com a mobilização para o voluntariado. Qual(is) a(s) área(s) temática(s) da organização? Educação Qual(is) o(s) principal(is) público(s)-alvo da organização? Crianças e Jovens IDENTIFICAÇÃO DO CASO DE PARCERIA Caso de parceria: Projeto Geração XXI Data do início da parceria (mês e ano): Março de 1999 A parceria está: Em andamento DADOS DO CASO DE PARCERIA Resumo da parceria: O Geração XXI foi a primeira ação afirmativa em educação com jovens negros no Brasil. O projeto envolve 21 jovens negros de famílias de baixa renda de São Paulo e é desenvolvido através de uma parceria estratégica e ...

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    Epsy Campbell Barr

    Epsy Campbell Barr

    Epsy Campbell Barr é ativista feminista e antiracista e ex-deputada. Economista e uma das fundadoras do Partido Ação Cidadã da Costa Rica. Ela anunciou a intenção de se candidatar à presidência de seu país nas próximas eleições que ocorrerão em 2010, sendo a primeira mulher negra a almejar este posto na Costa Rica. Entrevista com Epsy Campbell Entrevista concedida ao Jornal Irohin “Este é o momento para que nós, homens e mulheres negras, nos percebamos como estadistas” – afirma Epsy Campbell Epsy Campbell se autodefine como uma feminista negra latino-americana. Com formação em Economia, aos 42 anos de idade, preside o Partido Ação Cidadã (PAC), tendo sido eleita, em 2002, a quinta deputada negra da Assembléia Nacional da Costa Rica. Em 2006, ficou a um ponto percentual de se tornar vice-presidenta de seu país e derrotar candidatos tradicionais da direita local. Dirigiu até 2005 o Centro de Mulheres Afro-Costarricenses, organização ...

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    iStockphoto.com

    Centro de Estudos Jurídicos

    O estudo e a análise da legislação nacional e internacional, no que diz respeito à discriminação racial, surgiu da demanda de criar instrumentos teóricos capazes de sensibilizar a sociedade brasileira sobre as contradições vividas pela população negra. Dentre os estudos realizados por este módulos destacamos a pesquisa A criminalidade negra no banco dos réus, desenvolvida em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo. Este estudo procurou demonstrar a existência de tratamento diferenciado a negros e brancos pela Justiça, através da análise de penas atribuídas em processos de crimes semelhantes praticados por ambos. A conclusão é de que "no cômputo geral, infratores negros são quantitativamente menos punidos do que cidadãos brancos, mas a punição de um réu negro é qualitativamente superior a de um réu branco". O Centro de Estudos Jurídicos viabilizou também a publicação do Quadro Comparativo da Legislação Penal sobre Discriminação Racial, de ...

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    Foto: JEWEL SAMAD/AFP/Getty Images

    Discurso de Posse

    Meus caros concidadãos Estou aqui hoje humildemente diante da tarefa que temos pela frente, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos serviços que prestou à nação, assim como pela generosidade e a cooperação que ele demonstrou durante esta transição. Quarenta e quatro americanos já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram pronunciadas durante marés ascendentes de prosperidade e nas águas plácidas da paz. Mas de vez em quando o juramento é feito entre nuvens carregadas e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu em frente não apenas por causa da visão ou da habilidade dos que ocupavam os altos cargos, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antepassados e leais aos nossos documentos fundamentais. Assim foi. Assim deve ser para esta geração de americanos. Que estamos em meio a uma crise hoje é ...

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    (Foto: Mônica Rodrigues)

    As arestas da (des)igualdade

    Dificuldade do País nesse campo expõe um racismo peculiar, entre a ignorância e o cinismo Por Roseli Fischamnn (Foto: Mônica Rodrigues) Ações afirmativas são medidas voltadas para atender grupos, nas singularidades e necessidades historicamente construídas de cada um, de forma a garantir bases efetivas para a democracia, pelo reconhecimento do valor insubstituível da contribuição de cada grupo à composição política da sociedade. Pressupõe-se que o mero enunciado do princípio da igualdade não a garanta, e se a garantia da igualdade é o que está em jogo, então é necessário pensar a eqüidade, trazendo medidas de encaminhamento efetivo em direção à igualdade material, como proposto, por exemplo, por John Rawls, não bastando reiterar uma suposta igualdade absoluta, que evidentemente inexiste. A categorização por grupos é questão metodológica, que facilita a adoção de políticas públicas voltadas para a eqüidade, e não questão ontológica; não se trata de categorizar pessoas, ...

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    Getty Images / Thinkstock

    Cientista publica primeiro genoma de homem negro

    Esta semana está sendo especial para os negros não só no campo da política. Ontem, um dia após Barack Obama discursar como presidente eleito dos EUA, cientistas publicaram o primeiro genoma individual de um homem africano. Getty Images / Thinkstock O trabalho, que sai na revista "Nature" juntamente com o genoma de um asiático, é um marco, dizem especialistas, pois amplia os dados que ajudam a revelar quantas e quais são as diferenças genéticas entre pessoas de etnias distintas. A data de divulgação do estudo, porém, foi "mera coincidência", disse à Folha David Bentley, da empresa de biotecnologia Illumina, que liderou o trabalho. "Nós não sabíamos que Obama seria eleito." O trabalho da Illumina e da equipe chinesa que seqüenciou um homem asiático não são exatamente análises do significado das diferenças genéticas entre indivíduos. Eles criam, porém, um material inédito sobre o qual outros cientistas poderão ...

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    Foto: EVAN VUCCI / BLOOMBERG

    Obama lá, e aqui?!

    Foto: EVAN VUCCI BLOOMBERG E no Brasil, quando vamos ter um(a) presidente(a) da República negro(a)? A pergunta procede porque se hoje há um consenso nas declarações públicas, de cima a baixo, a começar de Lula, festejando a vitória de Barack Obama lá no norte, quantas gerações ainda o Brasil aguardará para sentir o mesmo orgulho visto mundo afora pelo exemplo dado pela vigorosa democracia estadunidense? Quantas décadas ainda serão necessárias para que se geste aqui um(a) candidato(a) com similares back-ground e antecedentes étnicos, para o(a) qual sejam oportunizadas - como os Estados Unidos agora enfatiza - condições iguaise equitativas de disputa política pelo poder real? É muito gostoso, confortável até, palpitar sobre a vida e a sociedade alheias. Mas, e a nossa? Os Estados Unidos tem uma minoria negra que em sua história em média nunca ultrapassou os 13% no conjunto da população. Óbvio que não ...

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    chromosome

    Cientista publica primeiro genoma de homem negro

    Esta semana está sendo especial para os negros não só no campo da política. Ontem, um dia após Barack Obama discursar como presidente eleito dos EUA, cientistas publicaram o primeiro genoma individual de um homem africano. Por RAFAEL GARCIA, da Folha de S.Paulo O trabalho, que sai na revista "Nature" juntamente com o genoma de um asiático, é um marco, dizem especialistas, pois amplia os dados que ajudam a revelar quantas e quais são as diferenças genéticas entre pessoas de etnias distintas. A data de divulgação do estudo, porém, foi "mera coincidência", disse à Folha David Bentley, da empresa de biotecnologia Illumina, que liderou o trabalho. "Nós não sabíamos que Obama seria eleito." O trabalho da Illumina e da equipe chinesa que seqüenciou um homem asiático não são exatamente análises do significado das diferenças genéticas entre indivíduos. Eles criam, porém, um material inédito sobre o qual outros cientistas poderão trabalhar. A ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    Amicus Curiae, por Sueli Carneiro

    Em maio deste ano, foi criado em Montevidéu o Grupo de Afinidades sobre Ações Afirmativas, que envolve organizações e personalidades da sociedade civil de diferentes áreas do conhecimento de Brasil, EUA e Uruguai. Tem por objetivo discutir estratégias e promover o intercâmbio das idéias e lições aprendidas na implementação de medidas de ações afirmativas, como desdobramento dos compromissos assumidos pelos Estados-membros das Nações Unidas com a implementação do Plano de Ação aprovado na III Conferência Mundial Contra o Racismo, realizada em Durban (África do Sul) em 2001. Guardadas as diferenças, Brasil e EUA são colhidos neste momento numa conjuntura semelhante em relação à questão racial. Em ambos, um acalorado debate sobre as ações afirmativas levou o tema às instâncias jurídicas superiores dessas sociedades. No caso brasileiro, trata-se especificamente de um dos instrumentos das ações afirmativas que são as cotas. A Corte Suprema dos EUA acaba de decidir sobre a ação ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    Os prós e os contras

    Fonte: Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião Há anos vimos discutindo com as principais organizações da sociedade civil brasileira o fato de que, ao contrário do que ocorreu em outros países marcados por diferenças e conflitos raciais, no Brasil nunca emergiu um posicionamento político efetivo de lideranças brancas contra as práticas racistas de nossa sociedade. Para citar apenas dois casos emblemáticos, lembremos a presença histórica de Marlon Brando na memorável Marcha pelos Direitos Civis liderada por Martin Luther King, ou o papel extraordinário do jornalista Donald Woods contra o regime do apartheid sul-africano. Personalidades brancas, simbolizando com suas presenças nessas lutas outros anônimos brancos que se recusaram a aceitar o racismo como estratégia de obtenção de privilégios às custas da opressão de outros grupos raciais. No Brasil, ao contrário, mesmo o abolicionismo brasileiro, com as exceções de praxe, não alcançou exprimir vontade política de inclusão da massa de ex-escravos. Esgotou-se ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    Ideologia Tortuosa, por Sueli Carneiro

    O mito de a desigualdade racial ser produto das diferenças educacionais também está em xeque No artigo “Tortuosos Caminhos” publicado na revista Caros Amigos de junho último, César Benjamin, a propósito de questionar a adoção de cotas para negros, reproduz a fórmula clássica do modus pensante e operandi nos marcos de nossa democracia racial: o Brasil é um país mestiço, portanto é impossível determinar quem é negro e quem é branco. E, ainda que isso fosse possível, raça é um conceito falacioso já desmascarado pela ciência contemporânea e, por fim, “constituir uma identidade baseada na raça é especialmente reacionário”, conclui Benjamin. Portanto, políticas afirmativas/cotas para negros seriam um anacronismo em nossa sociedade. São argumentos de fácil aceitação pelo que reiteram das ideologias presentes no senso comum em que o elogio à mestiçagem e a crítica ao conceito de raça vem se prestando historicamente, não para fundamentar a construção de uma ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    De novo a raça, por Sueli Carneiro

    Fonte: Jornal Correio Braziliense- Coluna Opinião Os novos resultados obtidos pelas pesquisas sobre as origens genéticas da população brasileira realizadas pelo grupo de cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), liderados por Flávia Parra e Sérgio Danilo Pena, repõem o debate sobre o conceito de raça. Como divulgado pela imprensa, as conclusões seriam assim resumidas, “Nem todo negro no Brasil é geneticamente um afrodescendente, nem todo afro-brasileiro é necessariamente um negro”. Disso decorre, de acordo com os pesquisadores, que raça é somente um conceito social, o que as ciências sociais há muito tempo vem demonstrando. E, como não poderia deixar de ser, a primeira conseqüência que é extraída,do resultado desse estudo, é de natureza política. Diz Sérgio Danilo Pena, a propósito da infeliz observação do presidente eleito em debate durante a campanha sobre a utilização de critérios científicos para a determinação dos grupos raciais de modo a viabilizar a ...

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    Questão de Raça

    Foto: Getty Images/iStockphoto Nunca a grande imprensa brasileira falou tanto sobre a questão racial quanto agora. De algum tempo para cá, o tema comparece em editoriais, artigos, crônicas, reportagens, dando ou não seguimento a acontecimentos significativos, como a ida de um grupo de intelectuais ao Supremo Tribunal Federal para entregar um manifesto contra as cotas que favorecem negros nas universidades. Por Muniz Sodré, do Observatório da Imprensa As posições favoráveis e contrárias já são mais ou menos conhecidas (embora não tanto as motivações profundas dos opositores). Mas uma notícia que pode ter passado despercebida é capaz de lançar uma luz nova sobre o assunto: a atriz Marília Pera convidou o ator negro Lázaro Ramos para um dos papéis principais da peça The Vortex, que será encenada no Rio. O personagem a ser vivido por Lázaro é, no texto, branco, de família tradicional inglesa (O Globo, 9/6). O notável do fato é ...

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    Foto: Tânia Rêgo/ABr

    Eu sou neguinho

    O meu amigo Caetano, que no debate público é um provocador tão genial quanto na arte, também é, sem dúvidas, um atento observador da realidade racial brasileira desde jovem, quando Dona Canô gritava "meu filho corra, venha ver na TV aquele preto de que você tanto gosta!". Ou quando se irritou ao ver jovens de esquerda chamando Clementina de Jesus de macaca no Teatro Paramount, em 1968. Ou quando não deixou o país esquecer que o Haiti é também aqui. Mas agora, depois de tão bela história, depois de ter produzido poemas tão poderosos e belos sobre a negritude baiana, ele parece acreditar que o país acompanhou a sua cabeça e seu desejo de viver em uma democracia pós-racial. Foto: Tânia Rêgo/ABr " Não é possível ignorar as cotas como um movimento natural e necessário, apesar das imperfeições no processo " O Brasil pós-racial é uma ...

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    (Foto: João Godinho)

    Em conflitos de interesses pudor faz falta

    Pudor é discrição, pejo, vergonha, recato e freio que impede que se diga ou faça algo ofensivo à honestidade, à modéstia e, também, à decência e à tolerância inerentes à democracia. Ao pé da letra pudor é o oposto de ato obsceno. Fascinada pelas palavras, não encontrei outra mais adequada que falta de pudor para traduzir a má-fé do teor argumentativo dos "113 cidadãos anti-racistas contra as leis raciais" (28.04.08), que apóiam duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Coisa de gente se "acha" o "Ó do borogodó". Sem novidades o retorno dos arquitetos do "Todos são iguais na República Democrática" (30.05.06), igualmente açoite e saudosista da senzala. É mais do mesmo da fé bandida do racismo. A ADI 3.330: contra o ProUni; e a ADI 3.197: contra a lei de cotas nos vestibulares das universidades estaduais do Rio de Janeiro, impetradas pela Confederação ...

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    Professora Roseli Fischmann

    As arestas da (des)igualdade

    Dificuldade do País nesse campo expõe um racismo peculiar, entre a ignorância e o cinismo Por Roseli Fischmann Ações afirmativas são medidas voltadas para atender grupos,da desigualdade nas singularidades e necessidades historicamente construídas de cada um, de forma a garantir bases efetivas para a democracia, pelo reconhecimento do valor insubstituível da contribuição de cada grupo à composição política da sociedade. Pressupõe-se que o mero enunciado do princípio da igualdade não a garanta, e se a garantia da igualdade é o que está em jogo, então é necessário pensar a eqüidade, trazendo medidas de encaminhamento efetivo em direção à igualdade material, como proposto, por exemplo, por John Rawls, não bastando reiterar uma suposta igualdade absoluta, que evidentemente inexiste. A categorização por grupos é questão metodológica, que facilita a adoção de políticas públicas voltadas para a eqüidade, e não questão ontológica; não se trata de categorizar pessoas, mas grupos de problemas e de ...

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