terça-feira, abril 20, 2021

Resultados da pesquisa por ' Cota'

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Desemprego é maior entre mulheres negras, afirma assessora do Dieese

As mulheres negras enfrentam maiores dificuldades de encontrar emprego que os demais trabalhadores brasileiros e, quando conseguem uma vaga, trabalham mais, quase sempre sem carteira assinada, e ganham menos que outros segmentos, informou Lilian Arruda Marques, assessora do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No mesmo sentido, Luiz Alberto de Vargas, juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, apontou preconceito "arraigado na cultura do país" segundo o qual o trabalhador branco é melhor do que o negro. Ambos participaram de audiência pública realizada nesta quarta-feira (30) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Fonte: Senado  Ao discutir a situação dos negros no mercado de trabalho, Lilian Marques citou dados de estudo do Dieese mostrando que a taxa de desemprego entre a população negra chega a ser, em algumas regiões metropolitanas, 46% maior que o índice verificado entre os não-negros, sendo esse um problema ainda ...

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Foto: Shutterstock

Novo vestibular unificado permite a candidato concorrer em cinco federais

O novo vestibular unificado das universidades federais proposto pelo Ministério da Educação (MEC) deverá permitir que os candidatos escolham até cinco opções de curso que podem ser oferecidos por até cinco instituições. Fonte: Folha Online - Uol Educação Foto: Shutterstock No ato da inscrição, o aluno teria que ordenar as suas preferências. Quem colocou um curso como primeira opção teria prioridade, mesmo que a sua nota tenha sido menor, sobre outro candidato que escolheu o mesmo curso como segunda opção e não foi selecionado para a sua primeira escolha.   A prova de seleção seria um Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) modificado. O exame passaria a exigir mais conteúdo específico --como os vestibulares tradicionais--, mas priorizando mais a capacidade analítica do que a "decoreba".   Ficaria a critério das instituições realizar uma segunda fase.   O aluno elencaria as suas opções de curso após já ...

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(Foto: João Godinho)

Vamos crucificar a negra?

A versão que caiu em domínio público foi que a ministra incitou o racismo e colocou em risco a decantada harmonia racial do Brasil Por Fátima Oliveira Fui espectadora atenta do affaire ministra Matilde Ribeiro e do affaire rabino Henry Sobel, duas personalidades pelas quais tenho enorme e profundo respeito, decorrente da história de vida de ambos, cuja marca é o empenho pela democracia e pelos direitos humanos. É nítida a disparidade de tratamentos da grande mídia nos dois casos. Também vale à pena mirar como cada setor de pertencimento de ambos reagiu. Em que consistiu o affaire ministra Matilde Ribeiro? Nos 200 anos da proibição do comércio de escravos pelo Império Britânico, ela concedeu entrevista à rádio BBC de Londres (BBC Brasil). BBC: "Como o Brasil se coloca no contexto internacional? O Brasil gosta de pensar que não tem discriminação e gosta de se citar como exemplo de integração. É ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Obama para todos os gostos

A onda de mudanças políticas que parecia fenômeno latino-americano atinge as eleições presidenciais dos EUA. Em cada lugar ela se manifesta de diferentes maneiras guardando respeito às características culturais e políticas de cada país ou região, mas elas têm em comum os ventos de mudança. Nada mais emblemático do que a polarização das candidaturas do senador negro Barack Obama e a senadora Hillary Clinton pela indicação do Partido Democrata para a sucessão do presidente George Bush na Casa Branca. Gênero e raça são temas importantes na sociedade norte-americana porque representam um desafio para a realização da igualdade. E a possibilidade de um homem negro ou uma mulher branca se tornarem presidente dos EUA renovam a confiança na vitalidade da democracia americana, na sua capacidade de se renovar e se reinventar. Os que simbolizam grupos historicamente excluídos ou discriminados são chamados a ofertar originalidade, renovação, mudança e esperança na (des)ordem do ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Racistas? Não, por Sueli Carneiro

O vice-presidente José Alencar afirmou em comentário à frase da ministra Matilde Ribeiro que "o racismo realmente não existe" no país. Como não somos racistas, devemos entender que o incêndio criminoso praticado em moradias de estudantes africanos na UnB "não se coaduna com o espírito aberto, tolerante e acolhedor do povo brasileiro", conforme recomenda nota do Ministério das Relações Exteriores sobre o caso. Portanto, além de não sermos racistas, somos também cordiais e acolhedores e é, em conformidade com esse "espírito", que, como informa o site Globo.com de 23/3/07, a prefeitura de Apucarana, no Paraná, "adotou uma solução radical para acabar com os moradores de rua: recolheu os mendigos e mandou-os embora do município. A administração municipal diz que a medida é uma resposta à reclamação de cidadãos incomodados: "A gente está tomando essa medida mais enérgica para poder acabar com isso", justificou a assistente social Edilaine Lima. A foto ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Velhas teses, novas estratégias

A constatação óbvia é repetida em certos veículos de comunicação como se a genética brasileira tivesse realizado um feito semelhante ao da descoberta da pólvora. Quando foi que raça existiu, a não ser como instrumento de exploração dos povos não-brancos que teve no racismo científico sua legitimação como doutrina teórica? Seria bizarro, não fossem as repercussões desse falso debate. Por Sueli Carneiro, do Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião Com a ajuda da ciência derretem-se as negritudes biológicas para decretar não a morte da raça sociológica e sim das políticas de eliminação das desigualdades sociais fundadas na rejeição à raça ou à cor dos indivíduos. É o resultado político que parece ser buscado com a investigação da ascendência genética dos negros. Veja-se o caso dos gêmeos Alex e Alan, submetidos a perversa, e constrangedora exposição, sendo usados por meio da generalização de seu caso particular e peculiar para atacar a política ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Faz-de-conta, por Sueli Carneiro

Acaba de ser lançado o livro Não somos racistas, de Ali Kamel, diretor-executivo da Central Globo de Jornalismo. Produto de uma reflexão que o autor vem construindo no calor das disputas de opinião acerca das cotas raciais para negros e indígenas no acesso à universidade e em relação às quais ele vem se posicionando frontalmente contra em diversos artigos no jornal O Globo. As idéias são as de sempre: o risco das cotas promoverem cisão racial na sociedade; não há problema racial no Brasil, apenas social; e a impossibilidade de determinar quem é negro, porque somos um país miscigenado. Dentre as menções apologéticas ao livro de Kamel lê-se que "o título do livro não é uma negação de que o racismo existe em todo lugar onde há seres humanos, mas um gesto de indignação contra a sugestão de que o ódio racial seja um componente da identidade brasileira". Então, há ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Sintonia fina, por Sueli Carneiro

De 26 a 28 de julho de 2006, Brasília sediou a Conferência Regional das Américas, também chamada Santiago+5, por haver sido convocada para avaliar os avanços obtidos e os desafios persistentes para a implementação dos consensos alcançados entre os governos e a sociedade civil das Américas na Conferência de mesmo nome realizada em dezembro de 2000 em Santiago do Chile. Esse evento, por sua vez, foi preparatório da participação da região americana na III Conferência Mundial Contra o Racismo, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, em 2001, na África do Sul. Dessa vez coube ao Brasil sediar o evento organizado em parceria com o governo chileno e com o Alto Comissariado das Nações Unidas e a sociedade civil representada por um comitê internacional formado por organizações do continente americano. Estiveram presentes 21 países com representação oficial e entidades da sociedade civil dos 35 países da América Latina, Caribe, América Central e América ...

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Foto: Marcus Steinmayer

A guerra das estatísticas, por Sueli Carneiros

Demorou, mas enfim aconteceu e deve se transformar numa verdadeira enxurrada. São as novas fornadas de pesquisas que ameaçam proliferar em contraposição aos estudos, pesquisas e evidências empíricas sobre as desigualdades raciais no Brasil. Elas nos trazem novos números, que revelam realidades sociais inusitadas. A primeira, realizada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), e divulgada pela revista Veja (23/3/05), apresenta os seguintes números sobre a composição racial dos alunos das universidades federais: 59,4% de brancos. 5,9% de negros, 28,3% de pardos e 6,4% de outros (indígenas e amarelos). Na sociedade brasileira, a proporção é de 52,1% de brancos, 5,9% de pretos, 41,4% de pardos e 0,6% de outros (indígenas e amarelos) por Sueli Carneiro A primeira conclusão desse estudo, a partir dos dados acima, é que o número de negros nas universidades federais corresponde exatamente à sua participação na população brasileira, que é de ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Trabalho e exclusão racial, por Sueli Carneiro

Um estudo sobre o atual perfil profissional que está sendo exigido pelo mercado de trabalho brasileiro foi realizada pelo Ministério do Trabalho/IBGE. As preferências para o preenchimento das novas vagas recaem sobre aqueles que têm mínimo de 11 anos de estudos. É um alto nível de exigência em termos de escolaridade para os padrões nacionais, em que a média de escolaridade para brancos é da ordem de 6,6 anos de estudo e, para negros, 4,4. Por Sueli Carneiro Num contexto econômico marcado por altas taxas de desemprego e pelo desemprego estrutural, agrega-se à intensa disponibilidade de mão-de-obra desempregada exigências de altos níveis de escolarização para os trabalhos mais banais, que afastam cada vez mais os negros do mercado de trabalho, posto que reconhecidamente compõem o segmento social que experimenta as maiores desigualdades educacionais. Sessenta e quatro por cento das pessoas que conseguiram emprego segundo esse estudo têm 40 anos ou ...

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(Foto: Marcus Steinmayer)

Tributo por Sueli Carneiro

Quase tudo já foi dito sobre a importância histórica de Leonel Brizola. Mais eloqüente do que as palavras escritas ou proferidas foram as extraordinárias manifestações populares de carinho e apreço ao velho líder que se foi. Ele não tinha um discurso competente ou politicamente correto sobre a questão racial. Ao contrário, algumas de suas manifestações públicas sobre o tema ficaram aquém dos atos concretos e pioneiros que foi capaz de realizar em relação a questão racial. É o caso daquela declaração contra a Rede Globo, em que ele dizia que ‘‘na Globo até preto fica bonito''. Mas, para além de um discurso politicamente correto ou incorreto, prevaleceram os atos de Leonel Brizola em relação aos compromissos por ele assumidos em relação ao combate à discriminação racial, sob influência de seu companheiro de exílio Abdias do Nascimento. Por Sueli Carneiro Daí resulta o fato de ter sido o PDT o primeiro ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Negros de pele clara por Sueli Carneiro

Vários veículos de imprensa publicaram com destaque fotos dos candidatos selecionados que vão concorrer às vagas para negros da Universidade de Brasília (UnB). Veículos que vêm se posicionando contra essa política percebem, no largo espectro cromático desses alunos, mais uma oportunidade para desqualificar o critério racial que a orienta. por Sueli Carneiro no Jornal Correio Braziliense  Uma das características do racismo é a maneira pela qual ele aprisiona o outro em imagens fixas e estereotipadas, enquanto reserva para os racialmente hegemônicos o privilégio de serem representados em sua diversidade. Assim, para os publicitários, por exemplo, basta enfiar um negro no meio de uma multidão de brancos em um comercial para assegurar suposto respeito e valorização da diversidade étnica e racial e livrar-se de possíveis acusações de exclusão racial das minorias. Um negro ou japonês solitários em uma propaganda povoada de brancos representam o conjunto de suas coletividades. Afinal, negro e japonês ...

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Foto: Marcus Steinmayer

UnB

Há muito havia desistido da expressão vontade política pela banalização em que ela foi lançada. No entanto, um novo evento repõe em meu glossário um sentido efetivo para essa expressão. É a adoção pela Universidade de Brasília (UnB) do sistema de cotas para negros no marco institucional de um Plano de Metas para Integração Social, Étnica e Racial daquela universidade. Segundo o release da UnB, o plano de metas consiste num "conjunto de medidas que pretendem gerar na UnB uma composição social, étnica e racial capaz de refletir minimamente a situação do Distrito Federal e a diversidade da sociedade brasileira como um todo. O fundamento supremo do Plano de Metas é o propósito de promover a inclusão social de negros e indígenas por meio do acesso ao ensino superior, em um contexto de políticas de ação afirmativa (...)  Os três pontos básicos do plano são: o acesso de negros e ...

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Ódio racial por Sueli Carneiro

O ódio racial emerge como tema de maneira insólita por intermédio dos saudosistas do mito da democracia racial. É o que manifesta o editorial do jornal O Globo de 30/12, intitulado ‘‘Risco racial'', no qual é combatida a proposta do governo de adoção de políticas de cotas para negros nas universidades brasileiras. Assumindo a posição de um dos últimos baluarte da velha democracia racial, o jornal insiste em negar as evidências de discriminação racial brilhantemente descritas, em diversos momentos, por uma de suas mais respeitadas e competentes colunistas, que é Míriam Leitão. Por Sueli Carneiro Diz o editorial: ‘‘O governo federal deverá, em breve, criar um sistema de cotas para negros nas universidades públicas. Com isso, o assunto voltará com força ao debate. Esse tipo de ação afirmativa já vem sendo discutido, motivado por legislação semelhante aprovada no Rio de Janeiro para disciplinar a entrada de negros na universidade estadual. ...

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Racismos contemporâneos

Será lançada no próximo dia 9 no Plenário da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal a publicação Racismos contemporâneos, realização da Takano Cidadania e Ashoka Empreendedores Sociais que reúne um pouco da vasta produção crítica que vem sendo desenvolvida, na obscuridade, pelo conjunto da militância negra deste país. É isso que o livro representa: mais uma contribuição na direção da quebra do silêncio e da invisibilidade a que tem sido historicamente submetida a crítica que o pensamento negro vem engendrando sobre as relações raciais no Brasil. Por Sueli Carneiro A primeira questão que o livro coloca de imediato no título é o rompimento com os eufemismos com que se tenta amenizar a realidade de exclusão de natureza racial a que os negros se acham submetidos no Brasil. Explicitar o racismo é recusar o que a nossa tradição cultural instituiu como um não-dito. A nossa etiqueta social se ...

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(Foto: Marcus Steinmayer)

De novo a raça

Os novos resultados obtidos pelas pesquisas sobre as origens genéticas da população brasileira realizadas pelo grupo de cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), liderados por Flávia Parra e Sérgio Danilo Pena, repõem o debate sobre o conceito de raça. Como divulgado pela imprensa, as conclusões seriam assim resumidas, “Nem todo negro no Brasil é geneticamente um afrodescendente, nem todo afro-brasileiro é necessariamente um negro”. Disso decorre, de acordo com os pesquisadores, que raça é somente um conceito social, o que as ciências sociais há muito tempo vem demonstrando. Por Sueli Carneiro, do Jornal Correio Braziliense- Coluna Opinião E, como não poderia deixar de ser, a primeira conseqüência que é extraída,do resultado desse estudo, é de natureza política. Diz Sérgio Danilo Pena, a propósito da infeliz observação do presidente eleito em debate durante a campanha sobre a utilização de critérios científicos para a determinação dos grupos raciais de modo a ...

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História da África

Invariavelmente alguns jornais vêm se manifestando contra diferentes medidas voltadas para o combate ao racismo e a discriminação racial. Qualquer iniciativa de promoção da igualdade racial recebe a acusação de ‘‘golpes de caneta'' argumento já utilizado em crítica à época ao projeto de iniciativa do então deputado federal Paulo Paim, que dispunha sobre a representação étnica e racial nos filmes e peças publicitária veiculadas; em relação à adoção de cotas para afrodescendentes e agora para a lei sancionada pelo presidente Lula, que institui a obrigatoriedade do ensino da história da África e da cultura negra brasileira. Por Sueli Carneiro É um argumento capcioso que nega ser essa lei, em primeiro lugar, uma resposta a reivindicações históricas dos movimentos sociais negros. Em segundo lugar, ela pretende corrigir uma injustiça histórica reconhecida pelo editorial de 14/01/2003 da Folha, segundo o qual ‘‘a percepção, absolutamente correta, de que também a historiografia discrimina o ...

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Foto: Marcus Steinmayer

“Passando o Brasil a limpo…”

"Causa espécie o posicionamento manifestado por alguns democratas de vários matizes contrários às cotas. Distanciando-se da própria tradição de solidariedade, e , mesmo recorrendo a argumentos com aparência robusta, tais pessoas acabam de braços dados com o conservadorismo e com a visão de que apenas o desenvolvimento e o progresso podem resolver os dilemas nacionais. Em países injustos como o Brasil, com distorções sociais criadas e consolidadas ao longo de extenso período histórico, apenas o desenvolvimento econômico não basta para superar certas iniqüidades e perversidades como é o caso da discriminação racial. Exige, para isso, também, políticas públicas afirmativas - e a discriminação positiva das cotas seria uma delas. por Sueli Carneiro Basta olhar para todos os lados, para as nossas universidades, Forças Armadas, instituições, entidades, empresas públicas e privadas, nossa burocracia, enfim, a sociedade falante, pensante e mandante para ver que as mazelas da escravidão ainda estão presentes na ...

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Foto: Marcus Steinmayer

OSCAR por Sueli Carneiro

Mais uma cerimônia do Oscar e um fato inédito ocorre, contrariando as expectativas acerca dos vencedores. Pela primeira vez, os prêmios de melhor ator e melhor atriz são dados a atores negros, e o ator e diretor Sidney Poitier recebeu um Oscar especial pelo conjunto de sua obra.  As manchetes do dia seguinte à premiação eram variações do mesmo tema: Oscar é negro! Em todos os 72 anos de existência do evento em que não aconteceu de dois principais intérpretes serem negros não ocorreu a ninguém assim noticiar: Oscar é branco! Por Sueli Carneiro Uma das facetas da crueldade do racismo é essa: produzir estigmas e exclusões que condicionam os julgamentos e atuam sempre como mediadores da avaliação das pessoas negras. Alguns analistas consideraram o resultado ‘‘politicamente correto'' em função de um esforço coletivo da sociedade norte-americana pós 11 de setembro para tornar coesa a nação americana; outros entenderam que ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Nós? por Sueli Carneiro

A juíza federal Mônica Sifuentes em artigo contrário à adoção de cotas para os afro-descendentes nas universidades, no caderno Direito & Justiça do Correio Braziliense de 18 de fevereiro último, argumenta que: Por Sueli Carneiro (...) para nós mulheres não houve necessidade de se estipular quotas. Bastou a concorrência em igualdade de condições com os homens para que hoje fôssemos maioria em todos os cursos universitários do país. A utilização do pronome nobre pela juíza faz supor que as mulheres são um grupo homogêneo, que compartilham igualitariamente das oportunidades sociais, em especial no que concerne ao acesso a educação. No entanto, segundo dados do Ministério da Educação, em 2000 apenas 2,2% do contingente de formandos nas universidades eram negros, enquanto os brancos representaram 80%. O argumento da juíza não leva em conta o fato dos homens entrarem mais cedo do que as mulheres no mercado de trabalho com prejuízos para ...

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