quarta-feira, agosto 5, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Frantz Fanon'

    Pessoa segura um cartaz com os dizeres 'Black lives matter' ("vidas negras importam", em português) durante um protesto na sexta-feira (29) em Detroit, no Michigan, pela morte de George Floyd. (Foto: Seth Herald/AFP)

    Vidas negras importam! Mas por que precisamos afirmar o óbvio?

    Quando um homem branco, a serviço do Estado, assassina brutalmente um homem negro, sob os olhos do mundo inteiro; quando, mais uma vez, incontáveis tiros da polícia terminam com a vida de uma pessoa negra em uma favela; não é mais possível silenciar as vozes que gritam, no Brasil e no mundo: Vidas Negras Importam! Mas, por que é necessário afirmar que vidas negras importam, já que isso é óbvio? Porque, assustadoramente, não é tão óbvio para muitos brancos, nem para as estruturas racistas da nossa sociedade. A vida – e a morte – de pessoas negras é banalizada na sociedade ocidental, há mais de 500 anos. “A carne mais barata do mercado é a carne negra”, lembra-nos a artista brasileira Elza Soares. Vidas negras são banalizadas quando um agente do Estado mata uma pessoa negra, sem que ela esteja apresentando nenhuma ameaça. A isso chamamos Genocídio da População Negra ...

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    O racismo, tal como o conhecemos hoje, tem seu espírito competitivo e hierárquico, tão bem cultivado nas curtidas das redes sociais, entranhado no longo processo de nascimento e construção do capitalismo (Foto: Seth Herald/AFP)

    Branco, você é racista

    Se você é branco/a, mora no Brasil e está lendo esse texto, você é racista. Frantz Fanon nos ensina isso. Você, branco/a, nascido em uma sociedade racista, cresce sendo racista. Esse é o pressuposto do qual devemos partir para refletir sobre as questões raciais em nosso país tendo em conta a branquitude. O racismo está gravado em nós – e ele é estrutural, institucional e cotidiano Do lugar que eu e você sabemos que ocupamos na estrutura social, podemos adotar uma postura antirracista. Ser antirracista é uma construção diária e relacional, por ser uma experiência singular, mas que só é possível, assim como o racismo, de se realizar na coletividade. É diante do outro que somos racistas ou antirracistas. Isto não é sinônimo de aderir a campanhas publicitárias de curta duração. Colocar uma tela toda preta no seu Instagram durante um dia não tem necessariamente significado concreto. Pelo contrário: pode ...

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    Crédito: Reprodução/Twitter @georgegalloway

    Sejamos honestos as ruas são preciosas demais para abandoná-las aos perversos

    ESTAMOS VIVENDO UM DAQUELES MOMENTOS HISTÓRICOS DECISIVOS. Aquele ponto a partir do qual, nada mais será como antes. A pergunta que está aberta neste momento é qual a intensidade da piora ou se há chances de reverter o jogo: um governo genocida, miliciano e corrupto, eleito por fake news, que opta por boicotar medidas sanitárias diante de uma crise pandêmica sem precedentes (levando milhares à morte); aproveita a comoção para privatizar bens públicos e legalizar a grilagem de terras indígenas e áreas de proteção ambiental; um governo perverso que tem um projeto de ultra-direita que caminha declaradamente na direção de um recrudescimento antidemocrático, amparado pelos já conhecidos (e nunca sancionados) militares brasileiros e um empresariado que tem saudades da escravidão . ATÉ ANTES DE ONTEM, a principal oposição política à essa calamidade era composta pelo Dória (da pior facção do PSDB), o Witzel (que atirava na favela, de helicóptero) e ...

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    Babu Santana BBB20 (Reprodução/TVGlobo)

    As convicções de Babu Santana

    Não, esse não é um texto sobre a atual edição do Big Brother Brasil. Não iremos fazer uma análise moral sobre os participantes do programa ou suas torcidas. Aqui queremos tratar de um tema presente no programa a partir de apontamentos e fala de um dos jogadores. Alexandre da Silva Santana, ou somente Babu. De forma simples e direta, Babu, trouxe em diversos momentos o tema racial em seus diversos aspectos. Uma das principais convicções apresentadas por Babu é que o Brasil é um país racista, e que ele é um homem negro inserido nessa realidade. É sobre isto que este texto aborda: raça, racismo, negritude e branquitude no Brasil. A raça como processo histórico Devolver o orgulho pro gueto, e dar outro sentido pra frase “tinha q ser preto” Leandro Oliveira, ou Emicida A noção de raça, como forma de dividir e categorizar seres humanos, surgiu durante a expansão ...

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    Foto: Getty Images

    Coronavírus e África: reflexos

    Os dados sobre o Coronavírus-19 no Continente Africano são poucos. Nas principais agencias de noticias o assunto é escasso e apresenta uma oscilação em relação aos números dos países afetados e total de casos confirmados. O Globo registra mais 42 países africanos com casos confirmados; na sua maioria pessoas que vieram do exterior. Já o Terra, no dia 21 de março, fala em 40 países afetados, o Jornal de Angola apresenta 38 países, e o Observatório da África apresenta um total de 29 países atingidos pela pandemia. Por  Gilda Portella, enviado para o Portal Geledés Foto: Getty Images Por que não se fala sobre a pandemia do Covid-19 na África? Invisíveis para quem? Por quê? Quem não consegue ver que estatísticas não são meros números. São vidas. São vidas negras. E vidas negras importam. As concepções brasileiras de ciência, de doença, vida e morte são baseadas numa ...

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    (Foto: Enviado por Maria do Carmo Rebouças dos Santos ao Portal Geledés)

    Amílcar Cabral: o pedagogo político-cultural das lutas anticoloniais africanas

    Mario de Andrade, combatente contra o colonialismo português em Angola, primeiro biógrafo político de Amílcar Cabral e seu companheiro de luta, vai nos lembrar que na trágica história da África revolucionária, em meio a uma débil memória de grandes revolucionários, três figuras ganham indubitável destaque: Kwame Nkrumah, o visionário que liderou a independência de Gana; Patrice Lumumba, o mártir, assassinado enquanto lutava pela independência do Congo; e Amílcar Cabral, o unificador, o líder político da teoria e da ação que conduziu a luta pela independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (ANDRADE, 2008). No 47a ano de sua morte, na coluna Amefricanidades – Apontamentos sobre o Atlântico Negro, pretendo desvelar uma pequena parte do pensamento e da ação política do principal idealizador de uma das mais bem sucedidas lutas pela independência colonial do século XX no Continente africano – Amílcar Cabral e demonstrar a potência e a contemporaneidade de suas ideias ...

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    "Nos revoltamos simplesmente porque por muitas razões não podemos mais respirar." Arte homenageia Faton - Tony Webster/ Wikicommons

    Como combater um mundo estreito e repleto de violência

    Dossiê do Instituto Tricontinental insere o pensamento do intelectual negro Frantz Fanon na atualidade Por Nara Lacerda, do Brasil de Fato "Nos revoltamos simplesmente porque por muitas razões não podemos mais respirar." Arte homenageia Faton - Tony Webster/ Wikicommons Em 1961, sofrendo com os sintomas de uma leucemia em estágio terminal, o pensador, pesquisador e militante negro Frantz Fanon, ditou seu último livro Os condenados da terra, no qual faz um relato angustiante sobre as divisões sociais. Nas palavras do intelectual, o sistema colonial deixava uma herança a ser combatida “um mundo estreito, repleto de violência”. Quase 60 anos depois, o pensamento e a percepção de Fanon parecem carregar ainda mais o peso da realidade. No dossiê Frantz Fanon: o brilho do metal, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social faz uma análise sobre a atualidade das pesquisas e conclusões do intelectual. Nascido na ilha caribenha Martinica ...

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    O chicote, o racismo e o poder de mulheres

    Que existe racismo no Brasil, não há dúvidas. Que isto é estrutural, institucional ou (como diria Frantz Fanon) existencial, também é sabido por parte da população que tem autocrítica. Porém, pouco se fala sobre o que acontece quando o poder está em mãos de mulheres negras. Por  Jaqueline Vasconcellos, enviado para o Portal Geledés Jaqueline Vasconcellos (Arquivo Pessoal) Na pirâmide social da exclusão, são as mulheres negras que estão no assoalho e que são pisadas por toda sorte de opressores. Porém, em se tratando de mulheres com algum nível de poder, existe certo esforço social, em especial dos homens ao seu redor, em tornar velado o racismo e o machismo, mas ainda assim, não deixá-las achar que as ordens são dadas por elas. Alexandra Loras, ex-consulesa da França, mulher negra, denomina essa cordialidade como “apartheid cordial”, para definir o que mulheres negras enfrentam em nosso país. ...

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    Freepick

    Os olhares racistas causam constrangimentos

    “Você tá dirigindo um carro O mundo todo tá de olho em você, morou? Sabe por quê? Pela sua origem, morou irmão?” Racionais MC´s Por Ricardo Corrêa para o Portal Geledés Freepick "Entramos em uma loja de roupas para comprar umas peças, e num descuido de minha parte o meu filho de 10 anos abriu a mochila para pegar o pacote de bolacha pra comer. Fiquei desesperada, arranquei da mão dele e rapidinho fechei a mochila”. Esse é o relato da minha amiga, Fernanda (nome fictício), sobre a situação que a deixou bastante nervosa numa loja no centro de São Paulo. E continuou "Imagine se alguém visse a gente com a mochila aberta, poderiam pensar que estávamos roubando alguma coisa. Quem é negro precisa estar sempre atento.” Lamentei muito o ocorrido e sabia perfeitamente quais os sentimentos que a acometeram naquele momento. Nós, negros, vivemos aprisionados em ...

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    Autora e autoridade da própria história

    'Aprendi mais com o candomblé do que na universidade', diz a artista portuguesa Grada Kilomba, convidada da Flip Por Paula Carvalho, Da A Revista dos livros  A escritora e artista portuguesa Grada Kilomba (Foto: Esra Rotthoff/Cortesia do Gorki Theatre e do artista Moses Leo) Na vídeo instalação Illusions 2, a artista portuguesa Grada Kilomba faz uma releitura da história do trágico Édipo, aquele que mata o pai e casa com a própria mãe em plena ignorância. Ao se apropriar da narração da tragédia grega, ela cria um nó na interpretação freudiana da história e traz à tona uma série de elementos que se relacionam ao racismo. Além de narradora, Kilomba tomou para si o papel mais enigmático de todos: o da misteriosa esfinge, o monstro que desafia a entrada de Édipo em Tebas com um enigma. “Decifra-me ou devoro-te” parece ser o mantra decolonial em torno do ...

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    VÍDEO: O professor que ajuda a desconstruir masculinidades

    Caio César tem 24 anos, é morador de Mesquita e professor de geografia. Ele pesquisa e escreve sobre masculinidades desde 2016. Começou a se interessar pelo assunto depois de ler “Peles negras, máscaras brancas”, do filósofo e psiquiatra Frantz Fanon. Da ONUBR Esta leitura o fez refletir sobre temas como a solidão da mulher negra e as preferências afetivas dos homens negros. Caio percebeu a importância de debater as masculinidades negras. No final de 2017, integrou o projeto MEMOH – referência à palavra ‘homem’ de trás para frente –, que organiza oficinas e rodas de conversa entre homens para discutir o assunto. “A gente está pensando em construir homens que sejam mais saudáveis. A gente tem uma masculinidade que é montada e impossível de ser exercida sobre vários aspectos, e isso causa nos homens uma série de questões muito ruins do ponto de vista pessoal, mas também da forma com que ele ...

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    Achilie Mbembe e Sueli Carneiro: filósofos das epistemologias insurgentes

    Programa Em um contexto tão refratário à reflexão e à teoria e tão apegado a crenças e opiniões, como fazer do exercício do pensamento uma forma de materialização da política, ao modo da filósofa Hannah Arendt? É possível aproximar a filosofia da vida? É plausível renová-la com aquilo que há de mais pulsante e perturbador no nosso mundo? Do Sesc São Paulo  Foto: Caroline Lima/ Nicolas Marques/KR Entendemos que o enfrentamento destas questões nos leva, pelo menos, a uma via que se bifurca em duas: de um lado, temos o predomínio de um tipo de eficácia social que se construiu desdenhando o exercício do pensar, dando primazia à razão técnica; muito rapidamente a nossa educação privilegiou a formação instrumentalizada, desconsiderando outras formas de conhecimento. De outro lado, nos deparamos com a subalternidade e invisibilidade de modalidades do saber e do pensamento que foram postos à margem ...

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    Isto é um negro?

    O espetáculo é um estudo sobre o que é ser negro e negra no Brasil e, especificamente, sobre o que é ser um artista negro no país hoje. Do jornalspnorte Cena do espetáculo (Imagem retirada do site Jornal SP Norte) Algumas perguntas e tentativas de respostas permearam a construção desse ensaio: como discutir negritude e questões raciais a partir de experiências singulares? Por outro lado: como transformar teoria em cena? Partindo das leituras das obras de Fred Moten, AchilleMbembe, Bell Hooks, Grada Kilomba, Frantz Fanon (1925-1961), Sueli Cordeiro e AiméCesaire (1913- 2008), o grupo elaborou as questões que tenta materializar em cena. Dia 20/3, às 20h. Dia 21/3, às 17h. Ingresso R$40. 18 anos. Teatro Alfredo Mesquita Av. Santos Dumont, 1.770 Fone: 2221-3657

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    Onisajé (Fotos: Adeloyá Magnoni)

    Espetáculo da Companhia de Teatro da Ufba tem direção de uma negra

    Pela primeira vez, uma mulher negra dirige um espetáculo da Companhia de Teatro da Ufba: Pele Negra, Máscaras Brancas. Por Flavia Azevedo, do Correio 24 Horas  Onisajé (Fotos: Adeloyá Magnoni) A montagem Com elenco 100% composto por pessoas negras, a Companhia de Teatro da Universidade Federal da Bahia estreia, em março, espetáculo que traz a temática do racismo. Um momento histórico para o grupo. Ao conduzir essa equipe para a encenação de "Pele Negra, Máscaras Brancas", Onisajé (Fernanda Júlia) se torna a primeira mulher negra a dirigir um espetáculo da companhia que já tem quase quarenta anos de existência. A dramaturgia (de Aldri Anunciação) se baseia em obra homônima de Frantz Fanon, leitura obrigatória para aqueles que discutem, estudam e lutam contra o racismo.   O espetáculo passeia por três períodos (1950, 2019 e 2888) e, nessa viagem, fala sobre processo de colonização e a construção de ...

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    James Baldwin (Foto: Ralph Gatti / AFP/Getty Images)

    James Baldwin. Ninguém sabe o meu nome.

    O que vais ouvir, ler ou ver foi produzido pela equipa do Fumaça, um projecto de media independente, progressista e dissidente e foi originalmente publicado em www.fumaca.pt. PARTE 0 James Baldwin, escritor norte-americano, ativista anti-racista, anti-colonialista e anti-imperialista, morreu a 1 de dezembro de 1987. James Baldwin:  Uma das coisas que mais aflige este país é que as pessoas brancas não sabem quem são e de onde vêm. É por isso que pensam que eu sou um problema. Eu não sou um problema. A vossa história é. E enquanto vocês fingirem que não conhecem a vossa história serão prisioneiros dela. E não há dúvida sobre se estão a libertar-me ...

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    JACQUES d'ADESKY foto de Rosanea Santos

    Jacques d’Adesky lança livro no Rio de Janeiro

    ‘Percursos para o Reconhecimento, Igualdade e Respeito’, de Jacques d'Adesk, será lançado na livraria da Travessa, Rio de Janeiro hoje  JACQUES d'ADESKY foto de Rosanea Santos "Ainda que o fio condutor deste livro remeta à abordagem teórica do reconhecimento de Axel Honneth e à perspectiva multicultural dialógica formulada por Charles Taylor, o livro apoia-se numa interlocução com intelectuais e universitários do Movimento Negro, sobre temas como justiça social, diversidade, igualdade de oportunidades, racismo e reconhecimento. Nesse contexto, o livro aponta que a despeito das políticas públicas de ação afirmativa brasileira que têm proporcionado avanços no campo do ensino superior, no início deste século XXI, as populações afrodescendentes permanecem no patamar mais baixo da escala social, não tendo o pleno poder de enunciação bem como o igual acesso ao poder político.” conta Jacques d’Adesky   CAPA LIVRO JACQUES DIVULGAÇÃO Confira depoimento sobre o livro:   “A trajetória intelectual de Jacques d’Adesky ...

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    JACQUES d'ADESKY foto de Rosanea Santos

    “A intolerância pode se tornar nos próximos anos um inimigo comum” , diz Jacques d’Adesky

    O mais novo livro de Jacques d’Adesky, Percursos para o Reconhecimento – Igualdade e Respeito –se torna urgente com seu resgate histórico e consistente do período da escravatura ao início do século XXI, com uma série de provocações que nos apontam novas alternativas para as questões étnico - raciais brasileiras. Com linguagem clara e simples, o doutor em Antropologia Social pela USP e licenciado em Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, retoma o pensamento de ícones como por Léopold Sédar Senghor, Aimé Césaire e Frantz Fanon, dialogando com a atualidade sobre racismo e as práticas coloniais. Nesta entrevista à coluna Geledés no debate, Jacques d’Adesky discute o poder de emancipação da população negra e a possível “via libertadora das mentalidades de subserviência geradas pela escravidão e colonização”. O intelectual aponta ainda que mesmo diante da vigente intolerância no Brasil, não há motivos para desanimar. [caption id="attachment_138708" align="aligncenter" ...

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    Cartaz Divulgação

    “Preto”, uma peça preta

    Pode algo “ser” preto? Pode uma determinação explicar um ser? Pode uma pessoa ser preta? A resposta é não e sim. A peça (de teatro) “Preto”, da Companhia Brasileira de Teatro, dirigida por Márcio Abreu, com dramaturgia dele, de Grace Passô e Nadja Naira, vai a fundo com o questionamento sobre o que significa “ser preto” no Brasil a partir, predominantemente, do “ser preta”. O carro-chefe da peça são narrativas, reflexões e performances sobre racismo, violência cotidiana, empatia e a posição da “mulher preta” no Brasil, uma construção contextualizada, em conexão com a questão abstrata por trás do racismo: da redução e reificação de pessoas a um tipo de identidade, a “ser preto”. por Thiago Aguiar Simim para o Portal Geledés Cartaz Divulgação / Companhia Brasileira de Teatro “Preto” trata o racismo no Brasil pela perspectiva da “mulher preta lésbica”, como sujeito revolucionário, como ponto de partida ...

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    Faxineira brasileira palestrará para doutores norte-americanos

    A mineira Alline Parreira narrará sua história de vida em primeira pessoa na Cuny University, em Nova Iorque, na semana que vem. Evento será transmitido online Por Tássia di Carvalho para o Portal Geledés  Imagem enviada para o Portal Geledés Nem todo conhecimento vem de livros, e Alline Parreira, 27 anos, é a prova viva disso: Nascida no sertão mineiro, no Município de Manga, adotada ilegalmente na barriga de sua mãe biológica por uma mulher intersexual. Adotada novamente aos três meses de idade por uma mulher branca idosa. Alline seguiu, pobre, preta, lutando contra racismo e preconceito na construção de seu gênero e da sua aceitação identitária como mulher negra sem referência racial em sua família adotiva. Ela tem muita história para contar, e no próximo dia 15, às 19h, narrará sua trajetória em primeira pessoa em uma palestra documental inovadora, mesclando poesia, oralidade e projeções de sua trajetória de Manga ...

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    Foto: Getty Images/Arquivo

    Uma quilombola brasileira em Harvard: reflexões sobre estigma e autoestima

    No final do ano passado, recebi de uma amiga e companheira militante do Movimento Negro Unificado, a advogada Margareth Ferreira, uma mensagem contendo uma chamada de seleção de trabalhos para participar de um workshop de teses no Instituto de Pesquisas Afro-Latino-Americanas em Harvard.   Entrei no site e vi os critérios para seleção, que consistiam em envio do resumo da tese e uma carta do orientador falando sobre o trabalho. Fiquei pensando logo nos impedimentos com relação à língua, pois não sou fluente em inglês, mas li que os trabalhos poderiam ser enviados nas três línguas: português, inglês e espanhol. Primeira barreira, rompida. Então pensei: “Por que não?” Entretanto um complexo de inferioridade ainda falava lá dentro de mim: “Eu em Harvard?” E, por outro lado, uma voz dizia: “Vai! Por que não?” Havia também meu companheiro reforçando o lado positivo, é claro, incentivando-me a enviar o resumo. O lado ...

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