Resultados da pesquisa por 'Orun'

Samuel Vida. FOTO: DIVULGAÇÃO

Democracia não combina com racismo

A frase que dá título a este texto é uma espécie de síntese do difícil ano de 2020. A  pandemia do covid-19 exigiu redefinição dos parâmetros de sociabilidade, dos arranjos econômicos hegemônicos, seja na esfera da produção e do capital, seja na esfera das relações de consumo e do funcionamento das instituições privadas e públicas em todo o mundo. Entretanto, as mudanças e ajustes realizados não deram conta de redefinir os padrões de violência racial, exclusão e genocídio de indígenas e negros no Brasil. Aqui, o racismo se mostrou imune à pandemia e a todos os deslocamentos realizados em seu combate. Das políticas de enfrentamento ao covid-19, baseadas nas condições do homem médio branco, urbano, letrado, vinculado a tarefas laborais que comportam a manutenção de atividades em home office e com acesso garantido aos produtos sanitizantes necessários à higienização recomendada como medida primária para a prevenção. Em todos os estudos ...

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Notas sobre a produção racial cotidiana do cárcere

“Mais uma vez quero afirmar que minhas reflexões como um jurista negro me levaram a conhecer a relevância do protagonismo negro. Não há possibilidade de construção de uma sociedade racialmente justa quando praticamente todas as instituições sociais são controladas por pessoas do mesmo grupo racial.” (Adilson José Moreira) Hoje, assim como o fez Abdias Nascimento em oportunidade pública (NASCIMENTO, 2019), evocaremos as vozes da população negra objeto de intimidações, ameaças e agressões de todas as naturezas – quase sempre impedidas de serem ouvidas nesse país que se diz “democrático” –, mas em especial daqueles negros e negras silenciados pelo sistema de justiça, ainda tão pautado pela razão e pelos privilégios da branquitude. Evocaremos vozes negras que, em plena pandemia, passarão a virada desse terrível ano encarceradas de maneira degradante. No Brasil, diversas pesquisas apontam o caráter seletivo do sistema penal que contribui para a violação sistemática de direitos humanos fundamentais ...

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Ubirany morreu aos 80 anos vítima de covid-19 (Foto: Greg Salibian/Folhapress)

Morre Ubirany, sambista do grupo Fundo de Quintal, aos 80 anos 

O sambista, e um dos integrantes do grupo Fundo de Quintal, Ubirany Félix do Nascimento, o Ubirany, morreu hoje aos 80 anos. Segundo a assessoria do grupo, a morte foi em decorrência de complicações da covid-19. Ele estava internado em um hospital do Rio de Janeiro se tratando. O grupo não informou quando ocorrerá o velório e o enterro.   Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por Grupo Fundo de Quintal (@grupofundodequintal) Ubirany era um dos nomes fortes do samba e do pagode pela tradição e referência que o Fundo de Quintal trouxe ao ritmo. O grupo se formou em meados dos anos 70 nos pagodes do cacique de Ramos, ambiente que deu ao mundo da música nomes como Zeca Pagodinho. Desde então, passou a influenciar uma série de grupos e cantores. O sambista ficava com o repique de mão, ao lado de Sereno, que teve a ...

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Protesto contra o racismo e pelo assassinato do Beto, em uma das lojas da rede Carrefour, em Porto Alegre (RS)  (Foto: Sérgio Lima/Poder360 )

Carrefour é excluído do quadro de sócios do Instituto Ethos

Fez recomendações à empresa Ações serão avaliadas no período Em 6 meses, empresa será reavaliada Um dia após o anúncio de exclusão de um índice de responsabilidade social da Bolsa de Valores, o Carrefour Brasil foi removido 4ª feira (9.dez.2020) do quadro de associados do Instituto Ethos, uma das principais organizações para a promoção de responsabilidade social no setor privado. A medida acontece após processo de análise das respostas da empresa ao caso de João Alberto Silveira Freitas, espancado e morto por 2 seguranças terceirizados de uma unidade do supermercado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. De acordo com o Instituto Ethos, com a suspensão do quadro associativo, o Carrefour Brasil fica impedido de participar das atividades da entidade destinadas às empresas associadas ou patrocinadoras institucionais. Durante esse período, o Carrefour Brasil fica ainda suspenso de realizar a contribuição associativa e o patrocínio a projetos e eventos e, ...

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Eduardo Pereira da Silva/ Arquivo Pessoal

O manifesto dos 34 de Pernambuco

No Dia da Consciência Negra de 2020, um grupo de 34 juízes pernambucanos publicou nas redes sociais um manifesto em repúdio à realização pela Associação dos Magistrados de Pernambuco – AMEPE do webinário Racismo e Suas Percepções na Pandemia, e à promoção da cartilha Racismo nas Palavras. A imprensa divulgou, também, que quatro magistrados pediram para se desligar da associação por não concordar com a realização deste tipo de evento, ressalvando que a AMEPE possui mais de 500 associados. O webinário, diga-se de passagem, contava com a participação de juízes negros vinculados a tribunais diversos do país, além de debatedores negros oriundos de outras instituições que compõem o sistema de justiça. A íntegra do manifesto pode ser encontrada facilmente na internet. Aqui destacaremos apenas alguns trechos do Manifesto pela Magistratura de Pernambuco: “…A infiltração ideológica das ‘causas sociais’ nas pautas levantadas pela AMEPE vem causando indignação e desconforto em um ...

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Foto Poliana Rodrigues

Tecnologia ancestral

Saudações,  Hoje é um dia no futuro que foi sonhado pelos nossos ancestrais.  Nessa encruzilhada em quem seus olhos encontram as minhas palavras, seu corpo dança.  Danço eu, dança você.  Vamos fazer de conta que estamos bem perto. Você me dá licença, e com a permissão do seu Ori, leio no seu semblante trejeitos herdados de um ancestral, o piscar de olhos, talvez um fogo azul cintilando atrás dos óculos quando se enfurece, a mão na cintura quando se coloca, o dedo em riste quando diz não. Leio a memória trêmula e enfurecida dos teus músculos, quando colocado de cara pro muro com as mãos na cabeça, o sorriso de canto de boca “igual o da sua mãe”, aquele gesto que lembra o parente antigo, e as pessoas dizem “é a cara do avô”.  Leio devagar e discretamente seu peito arfar com a mensagem que chega no whats up, seus ...

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(Foto: rudall30 via Getty Images)

Não foi culposo, foi coletivo!

O que é a figura do estupro? O Código Penal é muito claro em prever no seu Art. 213 que constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso é estupro. Mas, não podemos esquecer da figura do estupro de vulnerável prevista no Art. 217-A que diz que ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos e o seu parágrafo primeiro que assevera que incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. Passada a fase de conceituação fica claro que podemos tratar, a grosso modo, de três tipos de estupro: o praticado com violência ou grave ameaça, o ...

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Indígenas de diversas etnias participam de sessão solene em homenagem aos povos indígenas no plenário do Senado Federal (Imagem retirada do site Diplomatique)

Quem tem medo da sociedade civil?

Quem tem poder para escrever uma declaração universal de direitos? Quem sabe mobilizar milhares de pessoas e parar a economia? Quem resiste firmemente ao racismo e à violência por séculos? Não são indivíduos isolados, mas principalmente os grupos, coletivos e movimentos; são organizações da sociedade civil. Em 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. No plenário da ONU apareceram os grandes personagens que ajudaram a produzir esse documento, como Eleanor Roosevelt, Rene Cassin e outros. Entretanto, quando se recorre aos arquivos de memória desse período, às atas das reuniões, às propostas apresentadas, vemos que havia grandes personagens nos bastidores do processo, personagens coletivos que representavam milhares, centenas de milhares de indivíduos e vozes. Eram as organizações da sociedade civil, que traziam a esses fóruns de debate global as demandas e histórias de pessoas de todos os cantos do mundo. ...

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Divulgação

Eleições 2020 e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A Agenda 2030 é um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade, a ser alcançado através da persecução das metas e indicadores estabelecidos nos ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, compromisso global pactuado por 193 países na ONU em 2015. A erradicação da pobreza, o combate às desigualdades e às injustiças e o controle das mudanças climáticas, são seus maiores desafios e, para vencê-los, é preciso transformar a realidade nos territórios, onde a vida acontece. No Brasil, neste ano de pandemia e de eleições, uma campanha inédita de mídia e advocacy chamada Mudar o Jogo será lançada nacionalmente na próxima segunda-feira (19/10) com o objetivo de divulgar os 17 ODS e fazer com que candidaturas ao Executivo e Legislativo municipais e eleitores e eleitoras se comprometam com a ideia de que é possível mudar o mundo para melhor. A realização da campanha é do ...

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GUI PRÍMOLA / METRÓPOLES

Em 16 anos de cotas raciais, UnB formou 4.791 pretos, pardos e indígenas

Pioneira na adoção de política de cotas raciais para acesso ao ensino superior, a Universidade de Brasília (UnB) formou 4.791 jovens pretos, pardos e indígenas desde a implantação do sistema, em 2004. Atualmente, 10.524 cotistas raciais estudam na instituição. Neste ano, denúncias de fraudes levaram a universidade a punir 25 estudantes e ex-alunos, acusados de burlar a política pública. Dezessete acusados recorrem da decisão, inédita na história da UnB, e a instituição ainda apura outras 137 denúncias de supostas irregularidades nas cotas. Ainda assim, a Universidade de Brasília ocupa as primeiras posições no ranking de inclusão racial à graduação no país. A Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, ainda não formou cotistas. Desde 2006, a USP adota ações de inclusão social, mas o sistema de cotas só entrou em marcha em 2018, razão pela qual não há graduados nesta modalidade pela instituição. Segundo a assessoria da universidade, aproximadamente 8 mil cotistas estão matriculados ...

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Arquivo Pessoal

Juventude e política de morte no Brasil

Sangue, vidas e glórias, abandono, miséria, ódio Sofrimento, desprezo, desilusão, ação do tempo Misture bem essa química e pronto (Diário De Um Detento, Racionais MC's, 1997). No próximo dia 12 de agosto será o Dia Internacional da Juventude, uma data estabelecida pela Organização das Nações Unidas há cerca de 20 anos. No Brasil, um longo processo de reconhecimento do jovem como sujeito de direitos se deu nos últimos 15 anos, embora o país tivesse desde 1990 o Estatuto da Criança e do Adolescente, o qual rege o conjunto de direitos voltados ao público de 0 a 18 anos, havia uma necessidade de reconhecer aqueles e aquelas que estavam entre a adolescência e a vida adulta, requerendo uma série de demandas ao Estado e a sociedade e ainda sem instrumentos legais que as validassem. Com o desenvolvimento de uma institucionalidade para gestão e monitoramento de políticas públicas de juventude, como a ...

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impacto social em resposta à Covid-19

Prêmio vai reconhecer 30 iniciativas de impacto social em resposta à Covid-19

A Folha e a Fundação Schwab lançaram nesta segunda-feira (3) o prêmio Empreendedor Social do Ano em Resposta à Covid-19 para reconhecer lideranças de destaque no enfrentamento à pandemia no Brasil. A edição especial do principal concurso de empreendedorismo social da América Latina recebe inscrições até 15 de setembro em três categorias: Ajuda Humanitária, Mitigação dos Impactos e Legado Pós-Pandemia. O regulamento do concurso pode ser encontrado no site da Folha. Já as inscrições devem ser feitas pela plataforma Prosas, parceira do Empreendedor Social nesta edição especial do prêmio. "O TOP 30 da área social é uma forma de a Folha contribuir para difundir e reconhecer as boas práticas no enfrentamento de uma crise sanitária, social e econômica sem precedentes", afirma Sérgio Dávila, diretor de Redação. ONGs, negócios sociais, movimentos, coalizões de grupos ou organizações e articulações multisetoriais vão poder se candidatar à premiação. Os finalistas de 2020 serão anunciados em novembro. A suspensão da prêmio regular em sua 16a edição ...

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Reprodução/Youtube

Bolsonaro é denunciado em Haia por genocídio e crime contra humanidade

O presidente Jair Bolsonaro é denunciado por crimes contra a humanidade e genocídio no Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia. A iniciativa, protocolada na noite deste domingo, está sendo liderada por uma coalizão que representa mais de um milhão de trabalhadores da saúde no Brasil e apoiado por entidades internacionais. A Rede Sindical Brasileira UNISaúde acusa o presidente de "falhas graves e mortais" na condução da resposta à pandemia de covid-19. "No entendimento da coalizão, há indícios de que Bolsonaro tenha cometido crime contra a humanidade durante sua gestão frente à pandemia, ao adotar ações negligentes e irresponsáveis, que contribuíram para as mais de 80 mil mortes pela doença no país", destacam. Bolsonaro já foi alvo de uma outra denúncia no mesmo tribunal, envolvendo a situação dos indígenas. Naquele momento, a acusação era de risco de genocídio. Desta vez, porém, trata-se da primeira ação de iniciativa dos trabalhadores da ...

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Feira Preta 2013 (Foto: Natália de Sena Carneiro)

As matemáticas das negras que ninguém vê: saberes emancipatórios tecidos por trancistas afro

Debates em torno do uso das tranças afro tem sido cada vez mais frequentes nas redes sociais; quem pode, quem deve e quem não pode usar tranças? Temos vistos uma série de grupos, páginas, perfis e reportagens que abordam o uso dos cabelos trançados por pessoas negras e não-negras. De um modo geral, nota-se que os penteados têm sido bastante utilizados por personalidades, intelectuais e pela população. Neste fenômeno devemos reconhecer o protagonismo e ações dos movimentos negros para afirmação da corporeidade negra e sobretudo a forma pela qual os movimentos negros tornaram penteados trançados, bitôs, dreadlooks e black power, no contexto da diáspora, símbolos de identidade negra. Apesar dessas inegáveis vitórias chama atenção ainda a pouca visibilidade que tem as profissionais que trabalham com o serviço de estilizar cabelos crespos e não crespos com arranjos capilares trançados entre outros afro. Ou seja, quais são as visibilidades sociais e quais ...

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colagem Geledés

Educação: Ações durante e pós pandemia são necessárias para evitar evasão

O provável aumento de índices de evasão escolar tem sido apontado por especialistas como uma das principais consequências desse período prolongado de paralisação das atividades presenciais. Embora as redes de ensino venham buscando, por meio da oferta de atividades de ensino remoto, reduzir os prejuízos na aprendizagem de seus estudantes, o desafio de mantê-los engajados nos estudos é grande. Além da autonomia e disciplina exigidas dos alunos nessa reorganização da vida escolar, a falta de acesso ou o acesso limitado à internet configura-se como um primeiro obstáculo para que a totalidade dos estudantes seja contemplada. Diante desse cenário, especialistas e organizações têm reforçado a importância dos gestores educacionais e escolares desenvolverem ações específicas com foco nos alunos com maior risco de evasão durante esse período. Uma recomendação em comum entre as elaboradas por organismos internacionais como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Unesco e Banco Mundial é ...

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Ilustração: Linoca Souza

Enquanto houver racismo, não haverá democracia

Quando o joelho de um policial branco norte-americano sufocou e matou George Floyd, muitos de nós por aqui pudemos sentir o peso daquele corpo sobre o pescoço e também os últimos suspiros deste, agora símbolo contemporâneo eterno contra a brutalidade racial e do combate ao racismo. No Brasil, conhecemos bem o significado da violência policial contra a população negra, jovens negros, moradores de nossas favelas, periferias e alagados. Não há entre eles quem não tenha dezenas de histórias como essas para contar e, muitas vezes, em protesto, grite: “Basta!”. Sim, as comunidades reagem, as mães e os familiares gritam por justiça e não são ouvidos. O Mapa da Violência 2019, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), é categórico. Entre 2007 e 2017, mais de 420 mil pessoas negras – mulheres e homens – foram vítimas de homicídio sob incontestável violência policial, ...

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(Foto: Incredible_backgrounds/Shutterstock)

12 de Junho

Em 2020, a Campanha 12 de junho tem por objetivo alertar para o risco de crescimento do trabalho infantil motivado pelos impactos da pandemia do novo coronavírus. Com o slogan “Covid-19: agora mais do que nunca, protejam crianças e adolescentes do trabalho infantil”, a campanha nacional está alinhada à iniciativa global proposta pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Para o Fórum Nacional é preciso evidenciar os impactos da pandemia na vida das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil e a responsabilidade do Estado brasileiro na adoção de medidas emergenciais de proteção, uma vez que neste cenário sem precedentes são estes os sujeitos sociais mais vulneráveis. O cenário brasileiro já tinha desafios consideráveis para a proteção dos direitos de crianças e adolescentes, especialmente para a eliminação do trabalho infantil, entretanto, os impactos socioeconômicos da pandemia evidenciam e aprofundam as desigualdades sociais existentes e potencializam as vulnerabilidades de muitas famílias ...

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Ivan Aleksic/Unsplash

Paremos, porque a vida não pode parar

O contexto imposto pela pandemia de covid-19 me faz questionar, como mãe e professora, os itinerários da educação na contemporaneidade, especialmente, quanto ao distanciamento da escolarização com tempo presente e com a vida: Quando a vida está coletivamente em risco, o que cabe à educação? Por que mantemos padrões pedagógicos hegemônicos em uma situação tão distinta? Nos parece aceitável que a educação seja pensada para o futuro? Como relacionamos a atividade educativa à vida? Frente à calamidade da pandemia, a educação, que deveria atuar na criação e difusão de éticas em prol da vida, tem contribuído no alargamento do fosso de nossas relações com o mundo, inclusive com as desigualdades sociais. Há um apelo para que mantenhamos o ritmo de produção que nos subjetiva como o homo faber arendtiano e, em relação à atividade educativa, isso significa a ininterrupção do conteudismo no ensino e na aprendizagem. Assim, diversas instituições educacionais ...

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DragonImages/Getty Images

Quando começaremos a punir os crimes de racismo na internet?

Por motivos de economia de caracteres, racismo e injúria racial neste artigo serão tratados como se a mesma coisa fossem. Mesmo reconhecendo que há uma definição distinta para cada um, ambos possuem a mesma natureza e motivação: a ideia de superioridade racial. Dizer que o racismo é uma eterna pedra no sapato da sociedade brasileira seria subestimar a complexidade e extensão de um problema que traz conflitos sociais desde o período colonial. Na verdade, o racismo para nós está mais próximo de um grande elefante vivendo na sala. Dados e estatísticas nos mostram como ainda estamos longe de uma resolução do problema, mesmo após a promulgação da Constituição Cidadã. Ainda que devidamente reconhecendo que a legislação brasileira, ao longo dos anos, tentou tratar do racismo e da tutela de vidas negras, produzindo leis históricas como a do Ventre Livre (1871), a Lei Áurea (1888), a Lei 7.716/1989 (ou Lei Caó, ...

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Tony Allen (Foto: Ennio Leanza/EPA/Shutterstock)

Morre Tony Allen, o baterista nigeriano que ajudou a criar o afrobeat

Morreu nesta quinta-feira, aos 79 anos de idade, em Paris, o nigeriano Tony Allen, um dos bateristas mais influentes da África. "Sem Tony Allen, não haveria o afrobeat", disse certa vez o saxofonista Fela Kuti, criador e grande propagador desses estilo musical sincopado e elétrico, que ganhou o mundo nos anos 1970 e influenciou muitos artistas jovens a partir dos anos 2000 — da estrela pop Rihanna ao grupo brasileiro Bixiga 70. A morte foi anunciada em rede social por Sandra Iszadore, cantora e ativista americana, e ex-mulher de Fela. A causa do óbito não foi divulgada. Músico autodidata, Tony Allen começou a tocar bateria aos 18 anos, enquanto trabalhava em uma emissora de rádio nigeriana. Ele foi influenciado pela música que seu pai ouvia, o jùjú (estilo popular iorubá da década de 1940), mas também pelo jazz americano. O baterista trabalhou duro para desenvolver uma estilo próprio, estudando febrilmente ...

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