terça-feira, novembro 24, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Samora Machel'

    Flávia Oliveira. (Foto: Marta Azevedo)

    O aceno da utopia

    Num dia histórico, a Maré marchou por ruas e vielas e preencheu com flores buracos de balas Por FLÁVIA OLIVEIRA, do O Globo    Foto: Marta Azevedo O grupo de líderes comunitários, moradores e ativistas partiu da Praça do Parque União e serpenteou ruas e vielas por hora e meia, até alcançar a comunidade da Nova Holanda pela Rua Principal. Ali, no cruzamento seguinte ao Ciep Samora Machel — nome do líder da guerra de independência e primeiro presidente de Moçambique — encontrou os manifestantes que partiram do Conjunto Esperança, passaram pela Vila do João, pela Vila do Pinheiro e chegaram à Baixa do Sapateiro. O ato no quarteirão conhecido como Faixa de Gaza, tamanha a frequência e a intensidade dos confrontos armados, foi inédito. Cerca de cinco mil pessoas — homens, mulheres, jovens e crianças — se reuniram de forma pacífica, ordenada e emocionada para pedir ...

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    Adeus a mais um sonho europeu: reflexos no Brasil

    “Sonhei, que estava sonhando um sonho sonhado, Um sonho de sonho, magnetizado...” Martinho da Vila (Samba enredo do GRES Vila Isabel)  Enviado por Amauri Mendes Pereira via Guest Post para o Portal Geledés  Ainda tinha muito cabelo quando aprendi que havia nações europeias comandando o mundo. E que lá havia tudo de bom: civilização, arte, filosofia, tecnologia, beleza, LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE… Ao contrário daqui: Américas  do Sul, Brasil, Rio de Janeiro, Zona Norte, favela… Depois foi o tempo de tentar entender: como eram tudo de bom, se bolsilivros, filmes, alguns gibis, partes dos livros didáticos, mostravam guerras terríveis – duas em menos de quarenta anos: mortes sem fim, terror, fomes, desgraças e destruição, covardias, embora também heroísmos? Adiante foi o tempo da dor e da raiva, mas também de encantamentos: As agruras do tráfico descritas por Ki-Zerbo; “Como a Europa subdesenvolveu a África”, de Walter Rodney; a densidade total dos escritos ...

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    (Foto: Imagem retirada do site Oganpazan)

    Curso Negro: Movimentos de libertação na África

    De segunda-feira a sexta-feira  (18 a 22 de janeiro de 2016) Horário: 19h30 às 22h00 Coordenação e organização: Danilo Ramos – Curador do Espaço Cultural Dona Leonor (CCDL) e Deivison Nkosi (Grupo Kilombagem). O curso tem a finalidade de apresentar os debates teóricos e políticos presentes nas lutas de libertação dos países africanos a partir da segunda metade do século XX e, sobretudo, refletir sobre  a validade desse debate para o entendimento do racismo contemporâneo.  No curso serão apresentadas as biografias de algumas das principais lideranças e correntes que disputaram o interior do movimento pan-africanista, tais como o marxismo, o nacionalismo “africano”, a negritude cultural e científica, entre outros. Serão problematizados ainda os dilemas e escolhas tomadas diante da chamada Guerra Fria, em especial as barganhas e intervenções dos países imperialistas como a Inglaterra e os Estados Unidos da América na contrarrevolução e para o desmantelamento dos movimentos de libertação ...

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    Arte: Romulo Arruda

    Militância Negra nas Universidades Pública: Ensinamentos do século 20

     Ilustração: Vinicius Araújo “Não há revolução sem teoria revolucionária!” A tese é do revolucionário soviético Vladimir Ilitch Lênin (1870-1924), dirigente da revolução russa, em 1917. Lênin foi um ativo militante na universidade. por Juarez Xavier no Alma Preta via Guest Post para o Portal Geledés Arte: Romulo Arruda A mesma questão está na raiz dos movimentos revolucionários negros, ao longo do século 20: todos se debruçaram sobre essa questão, em todos os continentes, onde a temática negra esteve presente. Nas lutas contra a escravidão, em Palmares, conduzida por Zumbi dos Palmares (1655-1695) e Ganga Zumba (1678) e no Haiti conduzida por François-Dominique Toussaint Louverture (1743-1803), há registros de saberes tradicionais nas linhas de ações dos revolucionários: das fortificações às “invocações dos ancestrais” para acompanhá-los na frente de luta. No século 20, as lutas contra o racismo e o extermínio da população negra ensinam que a advertência ...

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    Militância negra nas Universidades Públicas: ensinamentos do século 20

    “Não há revolução sem teoria revolucionária!” A tese é do revolucionário soviético Vladimir Ilitch Lênin (1870-1924), dirigente da revolução russa, em 1917. Lênin foi um ativo militante na universidade. Por Texto: Juarez Xavier / Ilustração: Vinicius Araújo, do Alma Preta  A mesma questão está na raiz dos movimentos revolucionários negros, ao longo do século 20: todos se debruçaram sobre essa questão, em todos os continentes, onde a temática negra esteve presente. Nas lutas contra a escravidão, em Palmares, conduzida por Zumbi dos Palmares (1655-1695) e Ganga Zumba (1678) e no Haiti conduzida por François-Dominique Toussaint Louverture (1743-1803), há registros de saberes tradicionais nas linhas de ações dos revolucionários: das fortificações às “invocações dos ancestrais” para acompanhá-los na frente de luta. No século 20, as lutas contra o racismo e o extermínio da população negra ensinam que a advertência de Lênin é válida, e que a universidade é um espaço possível para ...

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    Discurso proferido por Mia Couto ao receber o título Doutor “Honoris Causa”, pela Universidade Politécnica de Maputo

    O livro que era uma casa. A casa que era um país Por Mia Couto, do Conti Outra  Todos os povos amam a Paz. Os que passaram por uma guerra sabem que não existe valor mais precioso. Sabem que a Paz é um outro nome da própria Vida. Vivemos desde há meses sob a permanente ameaça do regresso à guerra. Os que assim ameaçam devem saber que aquele que está a ser ameaçado não é apenas um governo. O ameaçado é todo um povo, toda uma nação. Pode não ser este o momento, pode não ser este o lugar. Mas é preciso que os donos das armas escutem o seguinte: não nos usem, a nós, cidadãos de Paz, como um meio de troca. Não nos usem como carne para canhão. Diz o provérbio que “sob os pés dos elefantes quem sofre é o capim”. Mas nós não somos capim. Merecemos ...

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    Edição fac-similar da seção Afro-Latino-América do jornal alternativo Versus, dos anos 1970

    Edição fac-similar da seção Afro-Latino-América do jornal alternativo Versus, dos anos 1970, apresenta ao Brasil do século XXI a memória da imprensa negra e socialista na segunda metade do século passado. por Flavio Jorge Rodrigues da Silva e Gevanilda Santos via Guest Post para o Portal Geledés O suplemento Afro-Latino-América, publicado entre os anos 1977 e 1979, é lançado agora em versão fac-similar e apresenta as 20 edições encartadas nos números 12 a 31 do jornal Versus. Com uma imprensa especial, típica da imprensa negra paulista da época, com seu caráter socialista pouco conhecido e divulgado e muito marginalizado pela grande mídia. A seção Afro-Latino-América foi editada por uma geração de jornalistas, estudantes e ativistas antirracistas que àquela época resistiu à ditadura militar empunhando a bandeira do combate ao racismo para desmistificar a ideologia oficial do mito da democracia racial no Brasil. Denunciar o racismo disfarçado pelo autoritarismo do regime militar imposto em 1964 ...

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    África

    África dos mistérios profundos, da ancestralidade humana, dos eternos desafios, do tráfego negreiro e das guerras de ontem e hoje. Da pujança, da tecnologia, dos recursos minerais infindáveis e da secular cobiça ocidental. Dos grandes líderes Nelson Mandela, Samora Machel, Patrice Lumumba e Winnie Mandela. Enviado por Maurício Pestana via Guest Post para o Portal Geledés Um pouco da visão real, sem os estereótipos costumeiros da fome, guerra, atraso e ignorância, como o ocidente costumeiramente insiste em retratá-la, é o que o público pode conferir até o final de agosto na exposição ‘Africa Africans’, no museu Afro Brasil, no parque do Ibirapuera, em São Paulo. A mostra reúne mais de 20 artistas africanos que moram no continente, assim como alguns que hoje fazem sucesso vivendo em outras partes do mundo e também afrodescendentes de fora da África, mas que se inspiraram na pluralidade estética e social presente na região. Em um momento em que se discute tanto a questão ...

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    Os 40 anos de independência de Moçambique

    Os moçambicanos comemoram hoje o fim do período colonial. Do Rede Angola Cada veterano uma causa, a causa era comum, em cada ruga do rosto uma memória e até estas são semelhantes, a mesma motivação e um passado repartido entre guerrilheiros da Frelimo ouvidos pela Lusa a propósito dos 40 anos da independência de Moçambique, assinalados hoje. Os primeiros a sair para o mato foram os pais, depois Félix Nkumi, quando os padres da Missão do Sagrado Coração de Jesus, em Nangololo, província de Cabo Delgado, abandonaram em 1964 a região tornada teatro de guerra, deixando o então jovem moçambicano sem escola para estudar. “Não consegui sair com os padres, mas consegui localizar os meus pais, e juntei-me a eles na luta de libertação”, relata o antigo combatente da Frelimo, que atravessou em Cabo Delgado os dez anos de guerra colonial e que, depois da independência, serviu no exército contra as ...

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    rapper

    A música política do Rapper Azagaia – por Joseh Silva

    Em letras de enorme sucesso, e num estilo que lembra o dos “Racionais”, o moçambicano Azagaia denuncia injustiça social e misérias políticas de seu país     O rapper Azagaia, 30 anos, faz história na música de Moçambique e no hip hop mundial. Nascido na Vila de Namaacha, filho de uma moçambicana e de um cabo verdeano, Azagia vai para Maputo, capital da província, aos 10 anos de idade. Foi lá que concluiu o ensino médio e entrou na universidade e na música, fazendo parte do grupo Dinastia Bantu. Na mesma época conheceu o movimento humanista. Iniciava-se aí, a carreira de um rapper ativista no sul do continente africano. Sua música assemelha-se muito com o rap brasileiro da década de 90, quando grupos como Racionais MC’s, RZO e Thayde e Dj Hum, GOG, Consciência Humana, De Menos Crime (entre outros) denunciavam o que acontecia em suas comunidades. Apesar de muita ...

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    paulina

    O ato de colonizar está na mente – Por Douglas Freitas e Marcelo Hailer

    Ela é a primeira mulher a lançar um romance em Moçambique; na juventude foi militante do Partido Frelimo, que lutou pela independência do país; é atuante no movimento feminista do país; e possui uma espiritualidade marcante. Ela é Paulina Chiziane Por Douglas Freitas e Marcelo Hailer, da Bastião Tambores vibram no palco da maior universidade privada de Moçambique. Sentada entre os sete músicos, Paulina Chiziane entoa um cântico evocando os espíritos dos ex-presidentes Eduardo Mondlane e Samora Machel. A música tem a intenção de convocar o passado para convencer os governantes atuais a firmar a paz no presente. Em um país extremamente formal, batucar dentro de uma instituição é uma quebra de tabu. Na verdade, lançar o livro “Por que vibram os tambores do além”, que conta a história do curandeiro Rasta Pita, dá sequência a uma série de rompimentos de paradigmas que Paulina acumula. Ela é a primeira mulher a ...

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    Foto: IEA

    Racismo nas altas esferas, quem tem medo de um negro que sabe? Professor Kabengele Munanga quebra o silêncio acadêmico

    O Professor Kabengele Munanga foi preterido na seleção dos 59 estudiosos que foram beneficiados pela bolsa do programa "Professor Visitante Nacional Sênior " da Capes. Foto: IEA por marcos romão Kabengele havia aceito a sondagem da Professora Georgina Gonçalves dos Santos, para atuar na jovem Universidade do Recôncavo Bahiano -UFRB-, através de uma posssível bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Kabengele foi preterido, foi desmeritado na alta esfera de decisão, na cúpula do poder que decide no Brasil, quem foi, é e será beneficiado por bolsas para aprender ou distribuir seus conhecimentos. Segundo palavras do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio à Kabengele para reivindicar a bolsa: "Com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição político-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, docência e pesquisa, talvez Kabengele fosse ...

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    kabengele-mulanga

    Quem tem medo de um negro que sabe?

    Racismo nas altas esferas, quem tem medo de um negro que sabe? por Marcos Romão O Professor Kabengele Munanga, foi preterido na seleção dos 59 estudiosos que foram beneficiados pela bolsa do programa "Professor Visitante Nacional Sênior " da Capes. Kabengele havia aceito a sondagem da Professora Georgina Gonçalves dos Santos, para atuar na jovem Universidade do Recôncavo Bahiano -UFRB-, através de uma posssível bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Kabengele foi preterido, foi desmeritado na alta esfera de decisão, na cúpula do poder que decide no Brasil, quem foi, é e será beneficiado por bolsas para aprender ou distribuir seus conhecimentos. Segundo palavras do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio à Kabengele para reivindicar a bolsa: "Com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição político-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, ...

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    Congresso luso-afrobrasileiro traz escritor Mia Couto a Salvador

    “Mia Couto: “À porta da modernidade, há sete sapatos sujos que necessitamos descalçar”

    Começo pela confissão de um sentimento conflituoso: é um prazer e uma honra ter recebido este convite e estar aqui convosco. Mas, ao mesmo tempo, não sei lidar com este nome pomposo: “oração de sapiência”. De propósito, escolhi um tema sobre o qual tenho apenas algumas, mal contidas, ignorâncias. Todos os dias somos confrontados com o apelo exaltante de combater a pobreza. E todos nós, de modo generoso e patriótico, queremos participar nessa batalha. Existem, no entanto, várias formas de pobreza. E há, entre todas, uma que escapa às estatísticas e aos indicadores numéricos: é a penúria da nossa reflexão sobre nós mesmos. Falo da dificuldade de nós pensarmos como sujeitos históricos, como lugar de partida e como destino de um sonho. Falarei aqui na minha qualidade de escritor tendo escolhido um terreno que é a nossa interioridade, um território em que somos todos amadores. Neste domínio ninguém tem licenciatura, ...

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    Media24/Gallo Images/Getty Images

    Madiba Nelson Mandela: inigualável

    NELSON MANDELA (1918-5/12/2013) esteve no Brasil em 1991, em seu périplo mundial depois de solto da prisão onde amargou 27 anos de isolamento por sua luta contra o odioso regime do apartheid. Apartheid que os boeres e outros copiaram, em meados do século XX, dos Estados Unidos da América e sua doutrina de separate but equal (separados mas iguais). Que vigorou abaixo do Estado de Virginia até o final de 1960, cobrando o assassinato, entre outros, de Martin Luther King Jr., do senador Bob e seu irmão, presidente John Kennedy. Um parênteses. Linchamentos e negação de direitos políticos, sim. Mas o que dizer que U.S. e South Africa, por conta dessa doutrina, ofereciam aos seus negros oportunidades econômicas e de educação, já na segunda metade do século, que colocam os negros brasileiros em pé de chinelo? No Brasil o apartheid vige até hoje. Mas, como já escreveu o economista Hélio ...

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    (Foto: Bryan Steffy/ Getty Images)

    A mulher que nem Mandela eclipsou

    Comentaristas sublinharam o silêncio no estádio Soccer City, dias atrás, em Johannesburgo, quando Winnie Mandela, de 77 anos, curvou-se diante de Graça Machel, de 68, para lhe dar condolências pela morte de Nelson Mandela, aos 95. O encontro das viúvas titânicas do mesmo homem, o herói sem fronteiras, foi selado por dois beijos na boca, costume africano, e por iniciativa daquela que se curvou. por LAURA GREENHALGH, "Mas estas mulheres não se falam", exclamou uma radialista incrédula, ao vivo. Seria mais uma cena inusitada numa cerimônia com direito a aperto de mão entre Barack Obama e Raúl Castro, autorretrato de governantes pelo celular da primeira-ministra da Dinamarca e um atrapalhado tradutor para surdos-mudos, que jura ter visto anjos no palco. No entanto, o beijo de Winnie na rival não se explica por ousadia ou deslize de protocolo. Tem-se ali o reconhecimento público de uma grande líder africana: a "mama" Graça, ...

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    Media24/Gallo Images/Getty Images

    Nelson Mandela: 15 curiosidades sobre a vida do líder sul-africano

    1. O nome de nascimento de Mandela – Rolihlahla – tem origem na língua Xhosa e significa “aquele que ergue o galho da árvore”. Coloquialmente, também significa “encrenqueiro”. Seu nome em inglês, Nelson, foi dado por uma professora. 2. Mandela foi expulso da Universidade de Fort Hare após se juntar a uma manifestação estudantil. Mais tarde, ele completou o ensino superior na Unisa (Universidade da África do Sul), se formando em Direito.Imagem de Mandela falando quando estava preso:  3. Ele fugiu do Cabo Oriental para Johanesburgo após Jongintaba Dalindyebo, líder do povo Tembu, tentar arrastá-lo para um casamento arranjado. Após chegar à cidade, ele encontrou trabalho como vigia noturno de uma mina. 4. Mandela viveu na township de Alexandra em princípio, mas depois se mudou para a casa do amigo Walter Sisulu e da mãe dele em Orlando, Soweto. Wikicommons Favela de Alexandra, township em Joanesburgo, África do Sul, primeiro ...

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    Media24/Gallo Images/Getty Images

    Hoje na História, dia 5 de dezembro morre Nelson Mandela, ícone da luta pela igualdade racial

    O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu aos 95 anos em Pretória, anunciou o presidente do país, Jacob Zuma. Mandela ficou internado de junho a setembro devido a uma infecção pulmonar. Ele deixou o hospital e estava em casa. “Ele partiu, ele se foi pacificamente na companhia de sua família”, afirmou o presidente. “Ele agora descansou, ele agora está em paz. Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu seu pai.” Foram quatro internações do ex-presidente desde dezembro. Em abril, as últimas imagens divulgadas do ex-presidente mostraram bastante fragilidade – ele foi visto sentado em uma cadeira, com um cobertor sobre as pernas. Seu rosto não expressava qualquer emoção. No início de março de 2012, o ex-presidente sul-africano havia sido hospitalizado por 24 horas, e o governo informou, na ocasião, que Mandela tinha sido internado para uma bateria de exames rotineira. Em dezembro, porém, ele permaneceu 18 dias hospitalizado, em ...

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    “O grande medo dos alunos era o caveirão”

    Como a lógica de guerra operada pelo Estado do Rio de Janeiro nos espaços populares deixa em segundo plano o direito das crianças de aprender e se sociabilizar Por Artur Voltolini Embora o direito à educação seja garantido pela Constituição de 1988, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 e pela Lei de Diretrizes Bases da Educação de 1996, ele vem sido sistematicamente violado pelo Estado nos territórios populares do Rio de Janeiro. O Observatório de Favelas teve acesso a parte de um dossiê elaborado pelo SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) e enviado à OAB do Rio de Janeiro que relata violações aos direitos à educação pelas forças do Estado na favela da Maré entre os meses de abril e maio deste ano. Um dos casos relata policiais armados pulando o muro do CIEP Operário Vicente Mariano no meio do horário de aulas para revistar as ...

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    Abdias Nascimento em Nova York, 1997. (Foto: Cheste Higgins Jr/ ACERVO ABDIAS NASCIMENTO/ IPEAFRO)

    Abdias Nascimento: 13 de maio uma mentira cívica

    Discurso proferido pelo Senador Abdias Nascimento por ocasião dos 110 anos da Abolição no Senado Federal. O SR. ABDIAS NASCIMENTO (Bloco/PDT-RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Srªs. e Srs. Senadores, sob a proteção de Olorum, inicio este meu pronunciamento. Na data de hoje, 110 anos passados, a sociedade brasileira livrava-se de um problema que se tornava mais agudo com a proximidade do século XX, ao mesmo tempo em que criava condições para o estabelecimento das maiores questões com que continuamos a nos defrontar às vésperas do Terceiro Milênio. Assim, a 13 de Maio de 1888, a Princesa Isabel, então regente do trono em função do afastamento de seu pai, D. Pedro II, assinava a lei que extinguia a escravidão no Brasil, pondo fim a quatro séculos de exploração oficial da mão-de-obra de africanos e afro-descendentes nesta Nação, mais que qualquer outra, por eles construída. Durante muito tempo, a propaganda ...

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