terça-feira, janeiro 26, 2021

Resultados da pesquisa por 'MNU'

Conferência pede avanços do Estatuto da Igualdade Racial

Fonte: Terra Notícias - A 2ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial terminou neste domingo com um intenso debate entre sociedade civil e governo sobre as áreas em que as políticas públicas necessitam avançar e, principalmente, a respeito do Estatuto da Igualdade Racial, em tramitação no Congresso Nacional. No que diz respeito às políticas em andamento, sob a coordenação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), representantes de movimentos sociais cobraram mais recursos para as ações e empenho na divulgação dos resultados já obtidos a partir dos programas em áreas como saúde, educação e trabalho. Os delegados sugeriram que seja garantido orçamento no Plano Plurianual para a execução de políticas de igualdade racial, especialmente no que diz respeito às ações com comunidades quilombolas e povos indígenas. O Movimento Negro Unificado (MNU), uma das entidades que defende a garantia de financiamento para as políticas, criticou o ...

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edsoncardoso

Marcha Zumbi – Por uma política de combate ao racismo e à desigualdade racial

Fonte: Jornal Írohin - Memória     Por: Edson Lopes Cardoso, Executiva Nacional da Marcha/MNU Documento histório resultante da Marcha ocorrida em 1995, por ocasião dos 300 anos de falecimento de ZumbiCom a divulgação deste trabalho, encerram-se as tarefas da secretaria nacional da marcha zumbi dos palmares em Brasília.A reprodução do documento da marcha faz-se aqui com a incorporação de três partes anexas: a primeira as contribuições advindas do I Encontro Nacional das Comunidades negras rurais, realizado em Brasília nos dias 17, 18 e 19 de novembro de 1995, e foi entregue, juntamente o documento da Marcha, ao presidente de Republica no dia 20 de novembro. A segunda parte anexa é o decreto presidencial, assinado solenemente na presença de diversos ministros, representantes das entidades que compunham a Executiva da Marcha e convidados. O decreto criou um Grupo de Trabalhos Internacional, "com a finalidade de desenvolver política para a valorização da ...

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osmundo

Movimento Negro e a Crítica das Representações Raciais – Osmundo de Araujo Pinho

"...Is arising. The sun is arising " . A mensagem otimista e radiante de Bob Marley expressa bem a transfiguração típica das formas culturais do Atlântico Negro que transcendem a dor e o sofrimento do "terror racial" em formas de representação de uma identidade em trânsito fundada na luta por libertação e dignidade (Gilroy, 2001). Estas formas são parte integrante da luta e do ambiente político simbólico e material que ao ser representado se inscreve. Ora, não existindo saber político fora de sua representação o momento da ação política "deve ser pensado como parte da história de sua forma de escrita" (Bhabha, 2000: 15). Não existe um campo exterior à representação para pensar o conjunto dos problemas da emancipação e da dominação destacados de sua contingência e de sua materialidade, nesse sentido, este texto faz parte da história de escritura dedicada à reinvenção de posições de sujeito afrodescendentes no Brasil ...

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cotas sociais

Movimento Negro teme que ações judiciais prejudiquem o sistema de cotas

Fonte: A Tarde Online     O Movimento Negro Unificado (MNU) teme que as ações judiciais comecem a prejudicar o sistema de cotas para estudantes negros, índios e de escolas públicas no Brasil. Isso porque na última segunda-feira, 25, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu liminar suspensiva para anular os efeitos da lei estadual que estabelece cotas em universidades estaduais do Rio. Na Bahia, ações desse mesmo modelo já foram julgadas, mas sempre beneficiaram a manutenção do percentual de vagas por cotas. Para o coordenador nacional do MNU, Marcos Alessandro Mauwsí, apesar da decisão afetar somente o Rio, pode servir de referência para decisões judiciais em outros estados. "É um atraso. Hoje deveríamos discutir meios de ajustar a política de cotas e não tentar barrar seu avanço", comenta. Mauwsí lamenta que alguns alunos cotistas tenham enfrentado dificuldades na hora de assumir os custo de ...

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Hamilton Cardoso (Foto: Imagem retirada do site Piseagrama)

Hamilton Cardoso

Hamilton Cardoso (1953-1999) Sensibilidade, inteligência e solidariedade na luta contra o racismo  No dia 25 de Abril de 2004 a"Folha de S. Paulo" publicou uma foto com articuladores das "Diretas Já". Hamilton está lá, no movimento pelas Diretas Já, em 1984. 20 anos depois era um dos ausentes, entre aqueles que voltaram para a foto atualizada, revivendo duas décadas de avanço da democracia. Certamente, se aqui estivesse faria um balanço para dizer que, além das formalidades e de obtermos alguma representação e visibilidade, como coletivo pouco caminhamos. Apoiaria os programas de cotas, mas certamente diria que são insuficientes. Hamilton Bernardes Cardoso nasceu em Catanduva, em 10 de julho de 1953. Filho de Onofre Cardoso, músico, e de Deolinda Bernardes Cardoso, responsável pela estruturação da família e educação dos filhos. Segundo filho de quatro irmãos, cresceu em São Paulo e tinha muito orgulho de ter estudado no Colégio Caetano de Campos. ...

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Conferência Nacional de Comunicação: os caminhos até dezembro

Vencida a etapa de convocação da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, o momento é de planejar os próximos passos dos setores progressistas da sociedade civil. Entre as tarefas imediatas estão a de organizar o acúmulo histórico dos movimentos que lutam pelo direito à comunicação e pela democratização do setor e pactuar o caminho comum a ser percorrido até dezembro. Não há dúvidas de que a convocação da Conferência é, em si, um marco; mas é preciso tomá-la apenas como a primeira conquista. A Conferência vai inaugurar um espaço público de debate sobre os temas da comunicação, historicamente tratados a portas fechadas entre governo e empresariado. Nesse sentido, será o momento tanto de afirmar objetivos gerais para um sistema de comunicações no Brasil - em especial de defesa do direito à comunicação - quanto de apontar diretrizes para regulação e políticas públicas para o setor, estabelecendo referências para a construção de ...

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zumbidospalmares

Movimento Negro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre Movimento Negro (ou MN) é o nome genérico dado ao conjunto dos diversos movimentos sociais afro-brasileiros, particularmente aqueles surgidos a partir da redemocratização pós-Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro e São Paulo.   Histórico   Movimentos sociais expressivos envolvendo grupos negros perpassam toda a História do Brasil. Contudo, até a Abolição da Escravatura em 1888, estes movimentos eram quase sempre clandestinos e de caráter radical, posto que seu principal objetivo era a libertação dos negros cativos. Visto que os escravos eram tratados como propriedade privada, fugas e insurreições, além de causarem prejuízos econômicos, ameaçavam a ordem vigente e tornavam-se objeto de violenta repressão não somente por parte dos classe senhorial, mas do próprio Estado e seus agentes.   Resistência negra pré-Abolição   Quilombos, quilombolas, quilombagem A principal forma de exteriorização dos movimentos negros rebeldes contra a escravização, nos cerca de quatro séculos em que ...

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Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia

Lélia Gonzalez

Fato da maior importância (comumente “esquecido” pelo próprio Movimento Negro), era justamente o da atuação das mulheres negras que, ao que parece, antes mesmo da existência de organizações do Movimento de Mulheres, reuniam-se para discutir o seu cotidiano marcado, por um lado, pela discriminação racial e, por outro, pelo machismo não só dos homens brancos, mas dos próprios negros.... Nesse sentido, o feminismo negro possui sua diferença específica em face do ocidental: a da solidariedade, fundada numa experiência histórica comum. (1984) Lélia Gonzalez (Belo Horizonte, 1 de fevereiro de 1935 — Rio de Janeiro, 10 de julho de 1994) foi uma intelectual, política, professora e antropóloga brasileira. Seus escritos, simultaneamente permeados pelos cenários da ditadura política e da emergência dos movimentos sociais, são reveladores das múltiplas inserções e identificam sua constante preocupação em articular as lutas mais amplas da sociedade com a demanda específica dos negros e, em especial das mulheres negras. Os livros ...

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Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Lembrando Lélia Gonzalez, por Luiza Bairros

∗ Militante do movimento negro e do movimento de mulheres, mestre em sociologia, atual secretária da Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi), órgão do governo do estado da Bahia. Havia uma aldeia. Um dia chegou a essa aldeia uma amazona de torço estampado de esperança, montada num cavalo negro como nossa ancestralidade. E ela, como um antigo “griot”, contava e contava histórias. Histórias das mulheres guerreiras, histórias dos Núbios, de civilizações egípcias cor da noite que construíram a base da humanidade. Contava história de Nani, no centro da América defendendo seu povo. O que ela queria, todo tempo, era passar para o povo da aldeia o entendimento daquilo que eles viam a seu redor. O tempo todo ela contava a perspicácia dos caminhos que outras tribos percorreram. Ela transmitia CONHECIMENTO. A idéia de liberdade passada por essa amazona, de torço estampado de esperança, montada em seu cavalo negro como nossa ...

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Cadernos Geeledes nº 1

Saúde Reprodutiva da População Negra no Brasil: Entre Malthus e Gobineau

Saúde reprodutiva da população negra representa um novo campo de produção de estudos e conhecimentos, que se encontra em construção no Brasil a partir da confluência de duas áreas de estudos: a da saúde reprodutiva e a das relações raciais. Representa ao mesmo tempo um campo de produção teórica e de ação política. Por Edna Roland Délcio da Fonseca Sobrinho destaca três grandes momentos da história do planejamento familiar no Brasil (Congresso Nacional, 1993). O primeiro, anterior a 1964, "cujas origens remontam ao período imperial e primórdios do republicano, era marcado por um sentimento natalista difuso e pela ideia racista de busca de melhoria da raça brasileira". O segundo caracterizou-se pela polêmica do controle versus anticontrole, da qual participaram os militares, "que buscavam argumentos de ordem estratégica e de segurança nacional, a Igreja, que alinhava razões de ordem moral e religiosa, e as correntes de esquerda, que argumentavam tratar-se de ...

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Saúde reprodutiva da população negra representa um novo campo de produção de estudos e conhecimentos, que se encontra em construção no Brasil a partir da confluência de duas áreas de estudos: a da saúde reprodutiva e a das relações raciais.

Programa de Saúde – Memória Institucional de Geledés

Edna Roland foi diretora do Geledés e coordenadora do Programa de Saúde até 1996.  Saúde Reprodutiva da População Negra no Brasil: Entre Malthus e Gobineau Saúde reprodutiva da população negra representa um novo campo de produção de estudos e conhecimentos, que se encontra em construção no Brasil a partir da confluência de duas áreas de estudos: a da saúde reprodutiva e a das relações raciais. Representa ao mesmo tempo um campo de produção teórica e de ação política. Délcio da Fonseca Sobrinho destaca três grandes momentos da história do planejamento familiar no Brasil (Congresso Nacional, 1993). O primeiro, anterior a 1964, "cujas origens remontam ao período imperial e primórdios do republicano, era marcado por um sentimento natalista difuso e pela ideia racista de busca de melhoria da raça brasileira". O segundo caracterizou-se pela polêmica do controle versus anticontrole, da qual participaram os militares, "que buscavam argumentos de ordem estratégica e ...

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Foto: Marcus Steinmayer

At Last

O imaginário racista que povoa as representações sobre o negro comumente propõem imagens estigmatizadoras das famílias negras. Em geral essas representações reiteram a visão de anomia das famílias negras. Ou, como no caso do Brasil soma-se a essa representação, a valorização, quase como uma forma de imposição, da imagem de casais que se prestam a referendar a ideologia da miscigenação como paradigma privilegiado das relações raciais exaustivamente utilizados por nosso mito de democracia racial. Esses clichês não deixam espaço para a visibilidade desses modelos de famílias negras que a era Obama traz à luz. Especialistas norte-americanos das áreas de propaganda e marketing comentam sobre a mudança de paradigma que foi estabelecida com a ascensão de uma família negra à condição de first family e o impacto dessa novidade sobre os parâmetros consagrados de representação familiar; essa inflexão impõe mudanças nos critérios estabelecidos segundo os quais, o modelo de família seria ...

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Oliveira Silveira morreu em 2009, mas deixou 12 livros publicados (Foto: Neco Varella / AE)

Morre no Rio Grande do Sul idealizador do Dia da Consciência Negra

O movimento negro gaúcho está de luto. Morreu na noite de quinta-feira (1º), aos 67 anos, o professor, poeta e pesquisador Oliveira Ferreira da Silveira, um dos idealizadores do Dia da Consciência Negra - 20 de novembro, data da morte da morte de Zumbi do s Palmares. Vítima de câncer, Oliveira Silveira estava internado há 15 dias no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre, e seu corpo foi levado para Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, para ser cremado. Natural de Rosário do Sul, Oliveira Silveira era formado em letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com especialização em língua francesa, e professor aposentado da rede pública de ensino. Autor de vários livros, ele também foi integrante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial. No ano passado, durante as comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra, Oliveira Silveira foi entrevistado pela Agência Brasil. Na entrevista, ele ...

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Oliveira Silveira morreu em 2009, mas deixou 12 livros publicados (Foto: Neco Varella / AE)

Oliveira Silveira

"OLIVEIRA SILVEIRA  por  OLIVEIRA FERREIRA DA SILVEIRA" Poeta negro brasileiro, nascido em 1941 na área rural de Rosário do Sul,Estado do Rio Grande do Sul. Filho de Felisberto Martins Silveira, branco brasileiro de pais uruguaios, e de Anair Ferreira da Silveira, negra brasileira de cor preta, de pai e mãe negros gaúchos. Graduado em Letras – Português e Francês com as respectivas Literaturas – pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul,UFRGS. Docente de português e literatura no ensino médio. Atividades jornalísticas. Ativista do Movimento Negro. Oliveira Silveira foi um dos criadores do Grupo Palmares, de Porto Alegre. Estudou a data e sugeriu a evocação do 20 de Novembro, lançada e implantada no Brasil pelo Grupo Palmares a contar de 1971,tornando-se Dia Nacional da Consciência Negra em 1978, denominação proposta pelo Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, MNUCDR. Como escritor, publicou até 2005 dez títulos individuais de poesia – ...

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Clóvis Moura foi um grande estudioso da luta de classes com atenção ao papel do trabalhador negro brasileiro e sua história. (Foto: Imagem retirada do site Observatório Social)

Clóvis Moura: 5 anos sem o “pensador quilombola”

"Eu aprendi a me conhecer lendo Clóvis Moura. Sou negro e me vi em Brasil: raízes do protesto negro". (Aílson do Carmo de Souza) Em 23 de dezembro, faz 5 anos que perdemos Clóvis Moura. De forma antecipada, e como parte das reflexões sobre a Semana da Consciência Negra, nada mais apropriado do que homenageá-lo. Sua obra e sua militância foram a melhor síntese da práxis que uniu a reflexão teórica e a luta por um Brasil de igualdade racial. Desde que Zumbi passou a ser reconhecido como símbolo da luta antiescravista brasileira, foi reconsiderada parte de nossa visão de história, não feita por heróis, mas tendo o Quilombo dos Palmares como personificação e síntese da luta dos negros, nos mais de 300 anos de escravidão em nosso País, e nos quase 500 anos de luta pela liberdade e contra o preconceito. Foi justamente isto que os movimentos negros, independente ...

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Foto: Acervo pessoal/Reprodução/Yahoo

Clovis Moura: 5 anos sem o “pensador quilombola”

"Eu aprendi a me conhecer lendo Clóvis Moura. Sou negro e me vi em Brasil: raízes do protesto negro". (Aílson do Carmo de Souza) Em 23 de dezembro, faz 5 anos que perdemos Clóvis Moura. De forma antecipada, e como parte das reflexões sobre a Semana da Consciência Negra, nada mais apropriado do que homenageá-lo.  Sua obra e sua militância foram a melhor síntese da práxis que uniu a reflexão teórica e a luta por um Brasil de igualdade racial. Desde que Zumbi passou a ser reconhecido como símbolo da luta antiescravista brasileira, foi reconsiderada parte de nossa visão de história, não feita por heróis, mas tendo o Quilombo dos Palmares como personificação e síntese da luta dos negros, nos mais de 300 anos de escravidão em nosso País, e nos quase 500 anos de luta pela liberdade e contra o preconceito. Foi justamente isto que os movimentos negros, independente ...

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Confira a íntegra do manifesto a favor das cotas

"Manifesto em favor da lei de cotas e do estatuto da igualdade racial     "Manifesto em favor da lei de cotas e do estatuto da igualdade racial Aos/as deputados/as e senadores/as do Congresso brasileiro A desigualdade racial no Brasil tem fortes raízes históricas e esta realidade não será alterada significativamente sem a aplicação de políticas públicas específicas. A Constituição de 1891 facilitou a reprodução do racismo ao decretar uma igualdade puramente formal entre todos os cidadãos. A população negra acabava de ser colocada em uma situação de completa exclusão em termos de acesso à terra, à instrução e ao mercado de trabalho para competir com os brancos diante de uma nova realidade econômica que se instalava no país. Enquanto se dizia que todos eram iguais na letra da lei, várias políticas de incentivo e apoio diferenciado, que hoje podem ser lidas como ações afirmativas, foram aplicadas para estimular a ...

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