terça-feira, janeiro 26, 2021

Resultados da pesquisa por 'Orun'

Movimento negro diz que igrejas foram omissas na escravatura

Fonte: Írohín Jornal Online Foto: Getty Images Organizações vinculadas ao movimento negro pedem, em manifesto divulgado na quarta-feira, 13, que as igrejas históricas se pronunciem sobre os 121 anos da abolição inacabada, e peçam perdão "pela cumplicidade e omissão diante da escravidão e racismo sofrido pelo povo negro". O Brasil lembrou, na quarta-feira, o dia em que foi assinada lei que terminava com a escravidão formal. O manifesto negro sustenta, contudo, que o país "mantém uma das mais acentuadas desigualdades social e econômica do mundo" e que a população negra está à margem da riqueza produzida pela sociedade brasileira. "Conclamamos a Igreja brasileira a romper com o silêncio e com o mito da democracia racial, a fim de que ocorra uma profunda transformação em toda a sociedade", diz o manifesto. Tal pedido de perdão, aponta o texto, deve vir acompanhado de ações afirmativas e de reparações. Dentre as ações afirmativas ...

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As Máscaras de Gelede

As energias que se tornam visíveis na dança Gęlędę, valorizadas pelos trajes, têm um paralelismo na fascinante imaginária de suas máscaras. Ao retratar praticamente tudo o que pode ser visto no universo iorubá, as máscaras Gęlędę documentam e comentam o domínio das mães, isto é, o mundo. Apesar da enorme diversidade das imagens em Gęlędę , a forma ou morfologia das máscaras pouco varia. Em contraste, a morfologia das mascaradas noturnas de Ęfę, tais como Arabi, as mães noturnas ou Ọrọ Ęfę, variam significativamente de uma região a outra e até mesmo entre as comunidades. Reconhecimento dos papéis Os Iorubá dividem todas as máscaras Gęlędę em categorias masculinas (akǫgi) e femininas (abogi), algumas vezes baseadas no tema retratado na máscara. Por exemplo, uma máscara com um penteado feminino seria denominada abogi (literalmente "madeira feminina"); uma que usasse um gorro masculino seria identificada como akǫgi (literalmente "madeira masculina"). Um tema relacionado ...

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Conferência de Durban

Vitoriosas, porém insatisfeitas

Intervenção das organizações não-governamentais Criola, Geledés , Cfemea e Agere na Revisão de Durban. Há oito anos, os movimentos de mulheres latino-americanos e caribenhos (negras, indígenas, lésbicas e anti-racistas) iniciaram e intensificaram suas ações para fazer valer a Declaração e o Plano de Ação aprovados em Durban. Com muito esforço político, com recursos escassos, participamos dos processos de construção dos Fóruns da Sociedade Civil das Américas e da Conferência Regional para a revisão destes documentos, realizada em junho de 2008, no Brasil, e finalmente chegamos este espaço das Nações Unidas para Conferência de Revisão de Durban. Viemos porque estamos comprometidas com a Conferência de Durban e porque sabemos que o racismo é uma enorme injustiça e um dos maiores entraves que a humanidade tem de enfrentar para acabar com a violência e avançar no sentido da realização progressiva, plena e universal dos direitos humanos. Por que sabemos que há interesses ...

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Geledés e a Comunicação – Memória Institucional

Geledés e Comunicação: No princípio era o Verbo Retrospectiva Desde sua criação, em 1988 ao definir a Comunicação como um dos pilares estruturantes da sua ação, o Geledés- Instituto da Mulher Negra já apontava para a necessidade de se trabalhar esse tema como forma de fazer avançar a luta anti-sexista e antirracista. Um pouco ousado para sua época, o Programa de Comunicação demorou um pouco para encontrar seu eixo. A falta de recursos específicos e da compreensão sobre sua importância levou o programa a ser trabalhado, inicialmente como um programa de suporte aos demais programas da instituição (Saúde e Direitos Humanos), e a se responsabilizar pelas publicações da instituição.Também passa a influenciar a mídia numa postura mais objetiva, entretanto de maneira empírica e sem uma base metodológica. Isso não significou entretanto, uma acomodação frente ao tema, que se fazia presente em todos os fóruns de comunicação, nacional e internacional, como ...

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suelaine

Suelaine Carneiro – Programa de Educação

Suelaine Carneiro [email protected] Suelaine Carneiro é socióloga, coordenadora do Programa de Educação. Geledés concebe a educação como um direito humano pautando sua ação para proteger, assegurar e expandir os direitos educativos de negras e negros. Desenvolve projetos e ações de formação de professoras e professores na temática racial e de gênero, projetos de ação afirmativa para jovens negros em parcerias com escolas, faculdades e universidades, bem como parcerias em projetos desenvolvidos por empresas, promovendo e criando condições para o ingresso no ensino superior, em escolas públicas ou privadas, visando a diminuição das desigualdades raciais no que concerne ao acesso, permanência e sucesso de pessoas negras no ensino superior. Atua também como Assessora da Relatoria do Direito Humano à Educação, projeto vinculado à Plataforma DHESCA (Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais), uma articulação de trinta e quatro organizações e redes nacionais de direitos humanos. A Relatoria tem por objetivo verificar e ...

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Projeto Rappers

Projeto Rappers – Memória Institucional de Geledés

Desenvolvemos de 1992 a 1998 um projeto específico para a juventude negra chamado Projeto Rappers. Não foi um projeto que decorreu de uma definição institucional; ele foi provocado por demanda de jovens negros pertencentes a bandas de rap da cidade de São Paulo. Esses jovens chegaram ao Geledés trazendo-nos questões muito complexas que nos questionaram institucionalmente nos impulsionando a assumir responsabilidades e protagonismo em relação às diferentes facetas da violência que se abate sobre os jovens negros na cidade de São Paulo. O que ocorria naquele momento? Bandas de rap formadas por esses jovens que se exibiam nas periferias de São Paulo para um público semelhantes a eles, com músicas com denúncias contundentes sobre as condições de marginalização social, racismo, preconceitos e violência a que estão expostos os jovens negros eram sistematicamente vítimas da violência policial que, via de regra, os tiravam dos palcos em que se apresentavam com agressão ...

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Folha Imagem

CNE Relatório de Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva

O Movimento Negro honrou-me, em 2002, ao indicar, aos senhores Presidente da República e Ministro da Educação, meu nome, que foi aceito, para compor o Conselho Nacional de Educação, ocupando função de conselheira junto à Câmara de Educação Superior.Ao final do mandato, em abril 2006, consultados meus registros pessoais e os feitos pela assessoria do CNE, foi possível constatar que, nestes 4 anos, examinei cerca de 160 processos, relatei 148, formulei 4 indicações, participei de 8 comissões internas, de 3 comissões externas, de 8 reuniões do Fórum Brasil de Educação, de 20 reuniões de debates a respeito  de temáticas contundentes na Educação Brasileira, visitei 9 instituições de ensino superior, coordenei reuniões de trabalho com outros representantes do Movimento Negro que entre 2002 e 2003 exerciam funções em órgãos públicos em Brasília, elaborei 7 documentos de diferente natureza .Entre estes documentos, destaco a proposta que foi entregue à Comissão de Transição ...

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Inclusão da História da África nas Escolas

Após décadas de lutas por políticas educativas de  inclusão da história da população negra na história oficial do Brasil, em 9 de janeiro de 2003 entrou em vigor, a Lei Federal 10639/2003, alterando a Lei 9.394 que estabelece as diretrizes curriculares e bases da educação nacional (escolas públicas e privadas, e qualquer estabelecimento e modalidade de ensino de 1º, 2º e 3º graus), onde, em seu artigo 26-A, torna obrigatória a inclusão do estudo das “Relações Étnico-Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana”. A Lei 10.639 é um grande avanço, mas que até o momento não foi implementada com suficiente energia, existindo até o momento apenas ações tímidas e parciais, diferente do que está descrito na lei. Da Ação Educativa @_WILLPOWER_ Diante da constatação de que a existência da Lei não significou uma mudança do Estado na forma de agir e ver a população negra, em ...

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História e Cultura Afrobrasileira

Apresentação e contextualização  @DAZZLE_JAM Na década de 90 o Governo Brasileiro, durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso, reconheceu publicamente a existência do racismo no país, acatando parte das reivindicações e confirmando antigo apontamento e constatação, tanto por parte do Movimento Negro (MN) quanto de pesquisadores da área de Educação e Relações Étnico-Raciais, que uma educação fundada em uma visão eurocêntrica do mundo perpetua a discriminação racial e fere a auto-estima das pessoas que não se sentem contempladas e portanto não encontram identificação no ambiente escolar. Por: Suelaine Carneiro e Tania Portella, da Ação Educativa A ação mais explícita de reconhecimento do racismo brasileiro pelo Governo Federal foi a criação do Grupo de Trabalho para Valorização da População Negra no dia 20 de novembro de 1995, data de tricentenário de Zumbi dos Palmares. Implementado no âmbito do Ministério da Justiça mas com caráter interministerial, o chamado GTI População Negra, foi ...

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Geledés no Monitoramento e Incidência em Políticas Públicas

Geledés participa de diversas iniciativas da sociedade civil de monitoramento e incidência em políticas públicas, nos âmbitos municipal, estadual e federal, atuando em diversas instâncias de controle social tais como: Fórum Itinerante e Paralelo da Previdência Social, Fórum Brasil do Orçamento, Movimento Nacional pró Reforma Política, Campanha Nacional em Defesa da Legalização do Aborto, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Relatoria do Direito Humano à Educação, GT Educação do Movimento Nossa São Paulo, Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnicorracial do Estado de São Paulo, Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra. Na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, participa do esforço de diversas organizações da sociedade civil das Américas pela aprovação da Convenção Interamericana Contra Todas as Formas de Discriminação Racial, e da Convenção Interamericana dos Direitos Sexuais e dos Direitos Reprodutivos. Geledés participa ainda dos seguintes espaços de incidência e monitoramento em políticas públicas:  II ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Perigo, por Sueli Carneiro

Novo tema ganhou destaque na imprensa nos últimos dias. Trata-se de concordata (acordo ou tratado firmado entre um papa e um governante a respeito de assuntos religiosos) que estaria sendo urdida entre o Vaticano e o governo brasileiro. O objetivo seria conceder vantagens religiosas e educacionais à igreja católica. O assunto veio a público em artigo de Roseli Fischmann publicado na imprensa, no qual a autora revela que, segundo um advogado representante da CNBB "estariam quase totalmente prontos, com poucos pontos a ajustar, os termos de concordata entre o Estado do Vaticano e o Brasil". Disse ainda o advogado que seria concordata "muito completa, com repercussões legais, políticas, administrativas, tributárias e financeiras" e que a decisão do papa de vir ao Brasil em maio próximo estaria ligada a isso. Outras manifestações da igreja na mídia indicam que a visita se liga ao decréscimo do número de católicos na América Latina ...

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(Foto: Marcus Steinmayer)

Nós e o papa

O papa João Paulo II surpreendeu as mulheres que lutam em prol da igualdade entre os gêneros com o documento intitulado Carta sobre a Colaboração entre Homem e Mulher na Igreja Mundial. O avanço político do conservadorismo católico é um fenômeno a que vimos assistindo e confrontando há mais de uma década, notadamente o ativismo do Vaticano nos fóruns, como as conferências da ONU que tratam sobre a questão da mulher e, sobretudo, de seus direitos reprodutivos. Por Sueli Carneiro O tema do aborto tem sido objeto de demonstrações por vezes grotescas ou escatológicas por parte de representantes dos interesses da Santa Sé, em que não falta a exposição de fetos humanos conservados em recipientes, como expediente de sensibilização de sua cruzada antiaborto. Somem-se a isso as agressões verbais a todas e todos que entendem ser o aborto uma questão de saúde pública e de consciência moral ou religiosa de ...

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O lugar das novas pautas políticas

Na semana passada, ocorreu o seminário O papel da sociedade civil nas novas pautas políticas, organizado pela Abong (Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais). Nele esteve presente o ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência da República, responsável pela relação política do governo com a sociedade civil. Ele definiu a posição governamental, segundo a qual o governo atual é produto do processo de luta da sociedade e de seus movimentos sociais, intelectuais, etc. Luta dos que, explicou, depositaram suas expectativas e demandas na alternativa de poder que ora governa. Por Sueli Carneiro Em tal sentido, as forças sociais mencionadas seriam co-autoras desse projeto e, conseqüentemente, co-responsáveis pelo seu destino. Tudo entendido como direito e dever, resguardadas a independência e autonomia que asseguram a identidade política da sociedade civil. O PT, segundo o ministro, tenta criar nova forma contemporânea de democracia, novo método com base na luta reinvindicatória. Por isso, acrescenta ...

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(Foto: Marcus Steinmayer)

O Brasil e os direitos humanos

A nomeação, pelo secretário das Nações Unidas, Kofi Annan, do brasileiro Sérgio Vieira de Mello para chefia do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos cria enormes expectativas nas organizações de direitos humanos do Brasil pela atenção que se espera da parte do Alto Comissariado, sob o comando de um brasileiro, para os graves problemas de violação desses direitos no país. As expectativas positivas se manifestam, por exemplo, na opinião de José Miguel Vivando, diretor-geral do Human Rights Watch para as Américas, expressa neste jornal em 23 de julho: "Com um brasileiro na CDH, as autoridades nacionais podem ter a oportunidade de negociar a abertura de um escritório permanente da comissão no Brasil" e, como disse na mesma oportunidade a represente da ONG Justiça Global, Sandra Carvalho, "proporcionar à população um acesso maior ao sistema internacional de direitos humanos".  Em particular, as organizações voltadas para a proteção dos direitos ...

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