Resultados da pesquisa por 'ideologia'

    Membros das comunidades quilombolas durante reunião em Alcântara (MA)
Imagem: Arquivo Pessoal

    Noite sobre Alcântara: Os quilombolas e a lógica do racismo institucional

    Em 1978, o prestigiado romancista maranhense Josué Montello publicou seu famoso livro "Noite sobre Alcântara", em que narra a derrocada econômica da cidade. Embora sem ser o objetivo principal do livro, Montello acaba por narrar a "fuga dos brancos", que, ao fugirem, abandonaram os negros escravizados à própria sorte*. Esse episódio ajudou Alcântara a se transformar no município com a maior quantidade de comunidades quilombolas do Brasil. Dois anos depois da publicação, uma outra noite longa se iniciava sobre Alcântara: a publicação do decreto desapropriatório nº 7.820 de 1980, que declarou como sendo interesse público 52 mil hectares de terra aos militares, sob a justificativa de que o município configurava vazio demográfico. Não satisfeitos, os militares usaram de lobby e influência política para ampliar em mais 10 mil hectares, por meio de outro decreto sem número na década de 1990, feito pelo então presidente Fernando Collor de Melo. A atitude ...

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    Ação Educativa

    Por unanimidade, STF reafirma inconstitucionalidade de proibição de gênero em escolas

    Em dois julgamentos realizados nos últimos dias, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, por unanimidade, a inconstitucionalidade de leis municipais que proibiam a abordagem de gênero em escolas. No último dia 8, foi anunciada a decisão sobre a ADPF - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 526, que versava sobre legislação de Foz do Iguaçu (PR). Anteriormente, no dia 24 de abril, a corte havia reconhecido a inconstitucionalidade de uma lei do município de Novo Gama (GO). Um novo julgamento, com conteúdo similar, está marcado para o dia 22 de maio. Trata-se da ADPF 467, referente a lei de Ipatinga (MG), que veda qualquer temática relacionada à diversidade de gênero na rede de ensino municipal. Para organizações e redes de educação e direitos humanos, os resultados são mais uma vitória na defesa de uma educação de qualidade, pois a censura às escolas e à atividade docente e proibição da abordagem ...

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    Coronavírus — Foto: Getty Images/BBC

    CPFs negros importam? Racismo estrutural e políticas públicas no contexto da COVID-19

    ALEXSANDRO SANTOS, pós-doutorando em Administração Pública e Governo (FGV EAESP), Diretor-Presidente da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo e Coordenador do curso de Pedagogia da FEDUC. Pesquisador do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) ANA CAROLINA NUNES, doutoranda em Administração Pública e Governo (FGV EAESP). Pesquisadora do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) EDNEIA GONÇALVES, socióloga (FESP-SP), e coordenadora executiva da Ação Educativa MORGANA G. Martins Krieger. Doutora em Administração Pública e Governo (FGV EAESP) Os dados do boletim epidemiológico quinzenal sobre a Pandemia de COVID-19, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, publicado em 30 de abril, apontam que as taxas de mortalidade associadas ao diagnóstico de COVID-19 na capital apresentam uma distribuição racial desigual na população. Na população branca, essa taxa é de 9,67%; na população parda, a taxa sobe para 11,88% e, na população preta, a taxa alcança escandalosos 15,64%. Traduzindo de modo ...

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    GABRIELA BILÓ / ESTADÃO

    Deputada Benedita da Silva: “A escravidão mudou do chicote para a caneta”

    Preta e nascida na favela carioca, de pai pedreiro e mãe lavadeira, a deputada federal Benedita da Silva (PT), diz, aos 78 anos, que nunca sentiu medo pela sua raça como nos dias de hoje. E decreta que o 13 de maio, data em que a princesa Isabel assinou a abolição da escravatura, não se celebra: "O extermínio da população negra continua". Evangélica e mãe de dois, Benedita diz que ora todos os dias para que esse quadro não piore já que, na avaliação dela, o Brasil vive "um retrocesso inigualável", com "gestores machistas" e "governantes e executivos que querem que a gente morra". Benedita foi a primeira mulher negra em muitos locais de destaque: na Câmara dos Vereadores do Rio, onde chegou em 1982 sob o slogan "negra, mulher e favelada"; no Senado, em 1994, e no governo do Rio (2002- 2003), quando substituiu Anthony Garotinho, que se afastou ...

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    Babu Santana BBB20 (Reprodução/TVGlobo)

    As convicções de Babu Santana

    Não, esse não é um texto sobre a atual edição do Big Brother Brasil. Não iremos fazer uma análise moral sobre os participantes do programa ou suas torcidas. Aqui queremos tratar de um tema presente no programa a partir de apontamentos e fala de um dos jogadores. Alexandre da Silva Santana, ou somente Babu. De forma simples e direta, Babu, trouxe em diversos momentos o tema racial em seus diversos aspectos. Uma das principais convicções apresentadas por Babu é que o Brasil é um país racista, e que ele é um homem negro inserido nessa realidade. É sobre isto que este texto aborda: raça, racismo, negritude e branquitude no Brasil. A raça como processo histórico Devolver o orgulho pro gueto, e dar outro sentido pra frase “tinha q ser preto” Leandro Oliveira, ou Emicida A noção de raça, como forma de dividir e categorizar seres humanos, surgiu durante a expansão ...

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    Imagem retirada do site Mega Pop

    Estudo sobre comunidade quilombola abolição

    O trabalho “Quilombo Abolição: História e Identidade (2005-2018)”, de Cléia Batista da Silva Melo, buscou compreender o processo de construção e fortalecimento da identidade étnica dos remanescentes da Comunidade Quilombola Abolição, localizada no município de Santo Antônio do Leverger, em Mato Grosso, a 60 km de Cuiabá, na BR 364, próximo a Serra de São Vicente durante os anos de 2005 e 2018. Os quilombos contemporâneos são espaços de resistência, de autonomia, de luta por liberdade e simbolizam a afirmação da identidade negra. Os remanescentes dos quilombos lutam por reparações, reconhecimento e valorização de suas histórias e contribuições dadas para a formação da sociedade brasileira. A Comunidade Quilombola Abolição é o objeto dessa pesquisa com suas particularidades e singularidades. Foram analisados documentos tais como: Requerimentos e Cartas de Sesmarias, Certidões de Batistério e Escrituras de Terras. O método de pesquisa foi a prosopografia (biografia coletiva) que possibilitou conhecer a população ...

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    Poesia é boa aliada na era da pandemia, avalia Mia Couto

    Mia Couto, em entrevista ao Correio, pende para um otimismo velado: acredita no futuro da ciência e da valorização da humanidade, sem minimizar capitalismo desmedido Por Jose Carlos Vieira, Do Correio Braziliense Mia Couto (foto: AFP PHOTO/FRANCOIS GUILLOT) Conversar com o poeta e biólogo moçambicano Mia Couto faz bem à saúde. Nesta entrevista exclusiva ao Correio, ele traça com leveza e contundência um cenário poético e, ao mesmo tempo, real da pandemia. “O problema, ou melhor, os problemas, foram os fatores de desumanização que estão inscritos nos modelos de fazer economia e política (atualmente). Há quem acredite que tudo isso vai ser repensado depois desta epidemia. Mas eu não sou tão otimista”, afirma. “A imbecilidade não será vencida num virar da folha”, acrescenta. Mas destaca: “É possível que valorizemos de forma mais justa quem está à nossa volta e são ofuscados pelo brilho das carreiras de ...

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    ilustrações Amanda Favali (@favali_)

    Trajetória: Nuances sobre o racismo brasileiro

    Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! (ALVES, Castro. Navio Negreiro, 1880) Por Jaqueline Lima Sales da Silva*,  enviado para o Portal Geledés  ilustrações Amanda Favali (@favali_) No Brasil do século XXI, não é raro encontrarmos pessoas fingidas que não declaram abertamente suas “preferências”, seus medos, seu racismo e sua direcionada covardia social. Ficamos sem saber como estruturar pensamentos e ideias diante da hipocrisia nos seus variados segmentos, mas a hipocrisia racista brasileira é a que mais chama atenção. Nessa mesma lógica nos orienta Abdias Nascimento, em seu livro: O genocídio do negro brasileiro: Processo de um racismo mascarado (1978) que “a realidade brutal que os brasileiros têm de aceitar é que o racismo é em toda a parte diferente, e em toda a parte ...

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    As não Brancas- Identidade Racial e Colorismo no Brasil

    No decorrer da história, as classificações raciais no Brasil sofreram diversas mudanças. Por volta do século XV, a Europa era considerada o centro do mundo – em uma visão de 3 continentes, agrupando também África e América. As relações econômicas eram baseadas no trabalho escravo. O africano escravizado era um objeto, uma máquina de trabalho. Ao mesmo tempo, um produto mercantil de grande valor. Por Gabriele de Oliveira da Silva, Do Fala Universidades  As mulheres não brancas. (Ilustração: Ana Luiza Pips) Posteriormente, com a abolição da escravatura, em 1888, o negro torna-se livre no Brasil. Porém, é marginalizado por diversos setores da sociedade, inclusive o Estado. Iniciou-se, então, um projeto de miscigenação, cujo objetivo era o extermínio gradativo da população negra. O processo ocorreu através do estupro de mulheres negras e indígenas – medida considerada civilizatória, na época. No primeiro censo demográfico nacional, em 1872, as ...

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    Foto: Shutterstock

    Escola remota

    Apaixonei-me pela educação dentro de uma sala de aula, como estagiária. Antes disso, era um misto de amor e ódio, porque ao mesmo tempo em que a escola parecia abrir portas e oferecer esperança, ela me aniquilava como ser, ao me subjugar por uma disciplina esterilizante. Por Gláucia Portela*, enviado para o Portal Geledés  Foto: Shutterstock De aluna a professora e coordenadora, passei a ser uma estudiosa da cultura escolar, a fim de entender melhor os processos e aprimorar o meu fazer. Estes são os meus lugares de fala. E, depois de ler tantos escritos sobre a reinvenção da escola, espaço sagrado para mim, onde vivo mergulhada há exatos 35 anos, cheguei às reflexões que agora compartilho com vocês. Muito tem sido dito sobre os destinos da escola em época de pandemia, por meio das falas de todos os tipos e vindas das diferentes vozes que compõem ...

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    STF vai julgar ação sobre escola sem partido

    Na próxima sexta-feira (17/4), começa julgamento da ADPF 457, uma das quinze ações no STF que questionam leis baseadas em propostas do movimento Escola Sem Partido. O ministro Alexandre de Moraes é o relator da matéria. Entidades querem o julgamento do mérito. O Supremo Tribunal Federal (STF) tem julgamento marcado a partir da próxima sexta-feira sobre a ADPF - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 457, proposta pela Procuradoria Geral da República (PGR), que questiona a constitucionalidade da Lei n. 1516, aprovada pela Câmara Municipal de Novo Gama (GO) em 2015. A lei municipal proibiu a utilização de materiais que tratam sobre questões de gênero e sexualidade em escolas municipais, com base na justificativa que tais materiais promoveriam a chamada “ideologia de gênero”. A PGR explicita que a lei municipal de Novo Gama viola princípios e dispositivos constitucionais como o direito à igualdade, a vedação de censura em atividades culturais, ...

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    Rosinei Coutinho/STF

    E se fizéssemos diferente?

    Podemos sair do desastre humanitário da pandemia mais ricos como cidadãos Por Luís Roberto Barroso, do O Globo Luís Roberto Barroso (Foto: Rosinei Coutinho/STF) Uma recessão mundial parece inevitável. E ela nos colherá após anos de recessão doméstica. Não virão tempos fáceis. Parece inevitável que todos ficaremos, ao menos temporariamente, mais pobres do ponto de vista material. Porém, na vida, tudo pode servir de aprendizado. Sou convencido de que podemos sair do desastre humanitário da pandemia da Covid-19 mais ricos como cidadãos e, talvez, também espiritualmente. Para isso, procuro alinhavar uma agenda pós-crise, mas que já pode ser colocada em prática desde logo. Toda escolha dessa natureza tem alguma dose de subjetividade, mas eis a minha lista de propostas: integridade, solidariedade, igualdade, competência, educação e ciência e tecnologia. A integridade é a premissa de tudo o mais. Ela precede a ideologia e as escolhas políticas. Ser ...

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    Violência, intolerância e a falsa cordialidade dos brasileiros

    A escritora e antropóloga Lilia Schwarcz fala sobre a conjuntura política do país e coloca em xeque a imagem de cordialidade projetada pelos brasileiros no exterior Por Marcelo Menna Barreto, Do Extra Classe “A grande ideologia do branqueamento no Brasil esconde uma sociedade de privilégios muito estabelecidos. E são privilégios brancos” (Foto: Renato Parada) Professora titular do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP) e visitante em Princeton, a escritora e antropóloga Lilia Schwarcz declina do rótulo de historiadora mais importante da atualidade no Brasil. “Agradeço, mas não sou”, avisa a autora de Raça e Diversidade e As barbas do Imperador. Modéstia à parte, seu mais recente trabalho, Sobre o autoritarismo brasileiro (Cia. das Letras, 2019, 280 p.) foi publicado pela Princeton University Press sete meses após o lançamento no Brasil e, agora em abril, será lançado em Portugal pela Objectiva. Doutora em Antropologia ...

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    Capitalismo de vigilância

    A pandemia e a fragilidade da democracia estão fazendo as tecnologias cibernéticas penderem claramente para o controle exacerbado. O diagrama de poder que se instala é baseado em desenhos autoritários Por Sergio Amadeu da Silveira, Do A Terra é redonda (Foto: Imagem retirada do site Brasil247) A pandemia do novo coronavírus despertou a voracidade dos vendedores de dispositivos de vigilância. Tecnologias de rastreamento de pessoas estão em alta. O pressuposto é que a ciência de dados será fundamental para derrotar o inimigo invisível. Ao presumir o sucesso da China e da Coreia no combate ao novo coronavírus, líderes políticos das democracias liberais, da direita à esquerda, se encantaram com a capacidade de controle dos dispositivos digitais e da modelagem estatística dos algoritmos que extraem padrões e realizam predições. Câmeras, softwares, sensores, celulares, aplicativos, detectores são apresentados como as armas mais sofisticadas para o combate ao vírus. ...

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    Foto: Russell Lee/Domínio Público

    Considerações sobre a segregação racial nos Estados Unidos (EUA)

    Contemporaneamente a segregação racial ainda pode ser definida como uma espécie de política do Estado que visa separar os indivíduos ou grupos de indivíduos de uma mesma sociedade com base em critérios étnicos ou raciais. Tal medida foi executada particularmente ao final do século XIX e encontrou ênfase no século XX, em países como a Alemanha nazista, que empreendera uma política antissemitista, na África do Sul, com a instituição do apartheid e igualmente nos EUA. Nesse último país, a questão racial reporta ao processo de formação dos EUA, principalmente em razão de diferenças básicas entre o Sul e o Norte. Os EUA inicialmente foram colonizados pelos ingleses, que originaram as famosas Treze Colônias no leste do país. No entanto, as colônias do Sul obtiveram desenvolvimento diferente das colônias do Norte. Pois, enquanto que no Norte firmou-se o modelo de pequena propriedade privada, do trabalho livre e assalariado, propiciando o desenvolvimento ...

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    Retrato de Felipe Santa Cruz, Presidente da OAB
Imagem: Fernando Moraes/UOL

    “O autoritarismo é um vírus presente na sociedade brasileira”, diz Santa Cruz

    Desde a independência, em 1822, o Brasil vive sob sua sétima Constituição — uma no Império, uma sob a antiga República, duas durante o varguismo, duas sob período democrático (1946 e 1988) e uma na ditadura militar (1967). Por Emerson Voltare, André Boselli e Rafa Santos, do ConJur Retrato de Felipe Santa Cruz, Presidente da OABImagem: Fernando Moraes/UOL A atual, sob a redemocratização, inaugurou um novo arcabouço jurídico-institucional, com ampliação das liberdades civis e direitos e garantias individuais. Mas na visão do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, "nossa história não nos autoriza sermos lenientes com qualquer movimento autoritário". A entrevista exclusiva foi concedida antes da pandemia do novo coronavírus tomar o debate nacional. Para o advogado filho único de Fernando Santa Cruz, desaparecido político aos 26 anos de idade no Carnaval de 1974, "o Brasil é terra fértil ...

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    (Foto: Reprodução/ Twitter)

    Diário do isolamento social, LAURIÑA

    “quando morre um africano idoso, é como se queimasse uma biblioteca”.  Hampâté Bâ Por Lelê Teles enviado para o Portal Geledés Reprodução/ Twitter pelo noticiário, a pequena lauriña soube que, em alguns países europeus, por conta do novo coronavírus, estavam a oferecer a cabeça dos idosos à senhora da foice vestida de negro, porque isso faria com que sobrassem leitos nos hospitais para cuidar dos mais jovens. isso a intrigou bastante, e ela se lembra dos debates que ocorriam em sua casa contra essa absurda decisão; para a família de lauriña, não se tratava de uma escolha de sofia, mas de uma opção. lauriña vive em uma sociedade em que tudo tem que ser trocado antes que “envelheça”. em que as mulheres se olham no espelho aterrorizadas com os aparecimentos dos primeiros fios brancos; estes serão arrancados à unha. quando passam a abundar, são retocados com tinta ...

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    Foto: Natália Carneiro/Geledés Instituto da Mulher Negras

    Janaina, Jair, impeachments e a seleção artificial

    Antes de tudo, preciso pontuar o que tenho afirmado no decorrer de minha vida política, tanto institucional quanto do cotidiano: não é satisfatório dizer-me de esquerda! Antes, durante e depois de qualquer coisa, sou negra, travesti e nordestina - digo isso, em termos ocidentais, para auxiliar alguma compreensão do que me move nesta conjuntura. Dizer isso é importante, também, porque há muitas falhas nas construções do que dizemos esquerda. Por Erica Malunguinho, da UOL  Erica Malunguinho (Foto: Natália Carneiro/Geledés Instituto da Mulher Negras) Dizem "identidade", ou "pautas identitárias", talvez numa tentativa fracassada de reduzir a competência ou aptidão desta ou daquela para o debate político, ignorando que tudo sempre foi sobre identidades, tanto étnicas, quanto culturais. Stuart Hall, em seu precioso tratado "Identidades Culturais", e Edward Said, em "Orientalismo", textos fundamentais para elaboração desta disputa sócio antropológica, colaboram com que afirmo. Primeiro, em poucas palavras, o ...

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    Reprodução/Facebook

    Reverenc’Yás: memória, resistência e preservação

    O quilombo é um avanço, é produzir um momento de paz. Quilombo é um guerreiro quando precisa ser um guerreiro. E também é o recuo se a luta não é necessária. É uma sapiência, uma sabedoria. A continuidade da vida, o ato de criar um momento feliz, mesmo quando o inimigo é poderoso, e mesmo quando ele quer matar você. A resistência. Uma possibilidade nos dias de destruição  Maria Beatriz do Nascimento     Por Cássia Cristina – Makota Kidoiale e  Jair da Costa Junior, enviado para o Portal Geledés Nas tradições de matriz africana, na cultura africana, e esta refletida na cultura afro-brasileira como herança de nossos ascendentes (ancestrais), bem como nas comunidades e populações afro-brasileiras, de maioria negra, as mais velhas e os mais velhos têm uma importância vital na transmissão e preservação de saberes e conhecimentos que estão sendo esquecidos ao longo dos anos e dos processos institucionalizados ...

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    “O Brasil é um modo de violência racista” diz Luiz Eduardo Soares

    Luiz Eduardo Soares é escritor, dramaturgo, antropólogo, cientista político e pós-doutor em Filosofia Política. Foi Secretário Nacional de Segurança Pública, Sub-Secretário de Segurança Pública e Coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro, além de Secretário Municipal de Prevenção da Violência em Porto Alegre e Nova Iguaçu. É professor visitante da UFRJ, professor aposentado da UERJ e ex-professor do IUPERJ e da UNICAMP. Foto: Gabriel Sayad Luiz Eduardo é um dos maiores pesquisadores da violência policial no Brasil e uma das primeiras autoridades da Segurança Pública a fazer o corte racial nessa temática, destacando o impacto do racismo estrutural nas formações das polícias e em suas instituições, temática que aborda em dois de seus livros, Desmilitarizar; segurança pública e direitos humanos (Boitempo, 2019) e O Brasil e seu Duplo (Todavia, 2019). Nesta entrevista à coluna Geledés no debate, durante a campanha “Memória ...

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