quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Resultados da pesquisa por 'branquitude'

negros_febraban

Um outro lugar para os brancos na questão racial

“Os candidatos precisam compreender melhor as relações raciais no Brasil, as lutas das últimas décadas, as políticas em discussão. Há uma enorme violência contra mulheres, crianças e jovens em geral, mas em particular contra os jovens negros. A começar pela violência cometida pela polícia, algo assustador: eles matam muitos dos nossos meninos, são quase todos negros... como se cria a idéia de que alguém é suspeito e alguém está fora de suspeição? Como se construiu este monstro, o jovem negro?”. Cida Bento, 58, doutora em Psicologia Social pela USP é diretora do CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, entidade que fundou há 20 anos ao lado de Hédio Silva Junior (ex-secretário da Justiça de São Paulo) e Ivair Augusto (hoje na Secretaria Nacional de Direitos Humanos). Entre outros projetos do CEERT, impressiona o fôlego e os resultados do Prêmio Educar Pela Igualdade Racial (já em ...

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A lógica branca da morte de Johnny Alf

Quando o mundo branco se põe a fazer elogios desmedidos a respeito do trabalho ou da personalidade de um negro, sempre me preparo para o pior. Por favor, não me venham falar em baixa estima, que estou na defensiva e tudo o mais. O furo aqui é bem mais embaixo. Segundo Friedrich Nietzsche, “o comentário demasiadamente elogioso produz mais indiscrições que a censura”. As louvações, neste caso, têm fundo culposo − efetivam-se sem que possamos lhes prever as consequências. Desvelam a imprudente face do preconceito. Para compensar toda uma série de episódios aniquiladores do ânimo de muitas personalidades negras fundamentais para a nossa cultura, o senso comum carrega nas tintas da apologia purgativa sobre aqueles que perecem ter vivido vidas que poderiam ter sido, mas não foram. Parodiando o adágio relativo à vingança, pode-se dizer que tal espécie de elogio é um prato que se oferece frio ao seu maior ...

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O Brasil visto através da MPB

A professora Liv Sovik lança "Aqui Ninguém É Branco", em que analisa o país por meio da música por: João Pombo Barile "Aqui Ninguém É Branco", novo livro que a suíça Liv Sovik acaba de publicar pela editora Aeroplano, traz de volta a discussão da convivência entre as raças no Brasil. Num país onde ninguém se diz racista, o livro da professora da Escola de Comunicação da UFRJ cai como uma bomba ao tocar numa questão essencial: afinal, por que o brasileiro cultua tanto a mestiçagem? Desde Gilberto Freyre - e seu sedutor discurso de "Casa Grande e Senzala" -, nos acostumamos com um certo discurso que afirma uma certa harmonia entre as raças.   "Será?", parece questionar o livro de Liv. Através do estudo de lugares-comuns na música popular brasileira e da maneira com que a grande imprensa nacional trata a questão entre as raças, Liv conseguiu desmascarar o ...

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O Brasil visto através da MPB

A professora Liv Sovik lança "Aqui Ninguém É Branco", em que analisa o país por meio da música por: João Pombo Barile "Aqui Ninguém É Branco", novo livro que a suíça Liv Sovik acaba de publicar pela editora Aeroplano, traz de volta a discussão da convivência entre as raças no Brasil. Num país onde ninguém se diz racista, o livro da professora da Escola de Comunicação da UFRJ cai como uma bomba ao tocar numa questão essencial: afinal, por que o brasileiro cultua tanto a mestiçagem? Desde Gilberto Freyre - e seu sedutor discurso de "Casa Grande e Senzala" -, nos acostumamos com um certo discurso que afirma uma certa harmonia entre as raças. "Será?", parece questionar o livro de Liv. Através do estudo de lugares-comuns na música popular brasileira e da maneira com que a grande imprensa nacional trata a questão entre as raças, Liv conseguiu desmascarar o cínico ...

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Defesa das açoes afirmativas e das cotas raciais para a populaçao negra, povos indigenas e alunos egressos das escolas publicas brasileiras

Marcos Antonio Cardoso Exmo Senhor Ministro Enrique Ricardo Lewandowski A nossa luta pelas ações afirmativas e por cotas raciais no Brasil tem uma perspectiva de futuro. O racismo não escolhe tempo, nem espaço, nem lugar. O racismo é mais que uma ideologia, é uma instituição em si, constituído na História. O racismo se realimenta, cotidianamente, pois, reforça-se no apoio incondicional das elites econômicas, movidas que são pelos seus privilégios e pelo que o eurocentrismo legou à Ciência e ao Mercado. As doutrinas eurocêntricas formaram parte significativa dos intelectuais brasileiros e influenciaram as instituições do Estado e as instituições privadas, entre essas, as instituições educacionais, de modo que, o processo de exclusão racial na sociedade brasileira funcione sem conflitos e na base de pseudos consensos. Entretanto, sabemos que explicitar o racismo e, por ventura, os conflitos étnicos e raciais, é necessário e fundamental para evidenciar a desigualdade entre campos de Poder ...

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Aqui ninguém é branco: 18 de março de 2010, às 19h na Livraria da Vila

Aqui ninguém é branco chega às livrarias com o selo da Aeroplano.  O lançamento em São Paulo será quinta feira, 18 de março de 2010, às 19h na Livraria da Vila, Alameda Lorena 1731, tel.11-3062-1063. No prefácio Silviano Santiago afirma: “O talento e a originalidade da ensaísta Liv Sovik estão no fraseado.   No tópico em questão, o da mestiçagem consensual do ser brasileiro, o fraseado sobre a branquitude é o milagre de Lázaro.  Ressuscita o europeu marinheiro, colonizador, escravocrata, latifundiário, capitão de indústria, banqueiro, capitalista etc., com a intenção de falar de seu silêncio e da sua invisibilidade.” Através do estudo de lugares-comuns na música popular brasileira, Aqui ninguém é branco propõe releituras do cosmopolitismo brasileiro, do corpo dançante como emblema da nação, da marca deixada pelos escravos e da ligação entre branco e negro no cotidiano. Discute as maneiras em que, na grande imprensa, o branco é valorizado ...

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LIV SOVIK: Aqui ninguém é branco

Lançamentos Rio: Quinta - feira dia 4 São Paulo: Quinta - feira dia 18 às 19h na Livraria da Vila/Lorena   Aqui ninguém é branco chega às livrarias com o selo da Aeroplano. O lançamento no Rio de Janeiro será quinta feira, 4 de março de 2010, às 19h na Blooks Livraria (no cinema Arteplex, Praia de Botafogo 316, Tel. 21-2559-8776). No prefácio Silviano Santiago afirma: "O talento e a originalidade da ensaísta Liv Sovik estão no fraseado. No tópico em questão, o da mestiçagem consensual do ser brasileiro, o fraseado sobre a branquitude é o milagre de Lázaro. Ressuscita o europeu marinheiro, colonizador, escravocrata, latifundiário, capitão de indústria, banqueiro, capitalista etc., com a intenção de falar de seu silêncio e da sua invisibilidade." Através do estudo de lugares-comuns na música popular brasileira, Aqui ninguém é branco propõe releituras do cosmopolitismo brasileiro, do corpo dançante como emblema da nação, ...

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anapaulamaravalho

Dia da Consciência Negra – ainda precisamos disso?

por: Ana Paula Maravalho   O ano é 2009. Segundo alguns calendários esotéricos, neste ano entramos na Era de Aquário, período de modificação da humanidade para melhor: "harmonia e entendimento, simpatia e confiança reinarão; não mais falsos e ridículos", na letra do The Mamas and the Papas (para quem tem mais de 30...). Neste contexto, é fácil concordar com aqueles que insistem na inutilidade da comemoração de uma data como o 20 de novembro - afinal, já somos mais do que conscientes que o Brasil é o segundo país mais negro do mundo, que o tempo da escravidão já acabou, que o negro contribuiu historicamente para a construção do país, e todo esse blá-blá-blá. Ninguém aguenta mais as eternas celebrações com rodas de capoeira e batuques, as reivindicações pelo fim do racismo...ufa! Ainda precisamos mesmo disso?   Não terão sido suficientes os libelos dos negros que se revoltaram e reagiram ...

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CPI da Violência Urbana ouve Vilma Reis e Marcelo Paixão

Fonte: Lista Racial- Tema: "Juventude Negra, a principal vítima da violência no Brasil"   A Comissão Parlamentar de Inquérito que apura a violência urbana vai tratar do tema "Juventude Negra, a principal vítima da violência no Brasil" nesta quarta-feira (11/09), às 14:30h, na Câmara dos Deputados. O economista Marcelo Paixão e a cientista social Vilma Reis foram convidados a partir de requerimento do Deputado Federal Luiz Alberto (PT/BA).   É a primeira vez que a questão será tratada como tema principal nesta CPI. Alguns dados foram apresentados por outra(o)s convidada(o)s em relação ao perfil da maioria que morre por causa de homicídios: jovens, negros, na faixa etária entre 15 e 24 anos. Entretanto, o debate desta realidade como foco prioritário acontecerá nesta Audiência.   CONVIDADA - Vilma Reis é mestra em Ciências Sociais no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH/UFBA), onde defendeu a Dissertação "As ...

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CPI da Violência Urbana ouve Vilma Reis e Marcelo Paixão

CPI da Violência Urbana ouve Vilma Reis e Marcelo Paixão

Fonte: Lista Racial- Tema: "Juventude Negra, a principal vítima da violência no Brasil" A Comissão Parlamentar de Inquérito que apura a violência urbana vai tratar do tema "Juventude Negra, a principal vítima da violência no Brasil" nesta quarta-feira (11/09), às 14:30h, na Câmara dos Deputados. O economista Marcelo Paixão e a cientista social Vilma Reis foram convidados a partir de requerimento do Deputado Federal Luiz Alberto (PT/BA). É a primeira vez que a questão será tratada como tema principal nesta CPI. Alguns dados foram apresentados por outra(o)s convidada(o)s em relação ao perfil da maioria que morre por causa de homicídios: jovens, negros, na faixa etária entre 15 e 24 anos. Entretanto, o debate desta realidade como foco prioritário acontecerá nesta Audiência. CONVIDADA - Vilma Reis é mestra em Ciências Sociais no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH/UFBA), onde defendeu a Dissertação "As políticas de Segurança ...

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ALUNO NA SALA DE AULA

O desafio pedagógico de formar professores para promover a igualdade racial na escola

MERGULHO NAS PROFUNDEZAS DO (NÃO) SABER... Lucimar Rosa Dias1 Em 2002, Antônia Lucivânia da Costa Silva2, aluna de pedagogia, solicitou-me que respondesse a algumas "perguntinhas" sobre  racismo e educação, essas fariam parte de atividades de uma disciplina do curso. As perguntas eram complexas e me proporcionaram pensar na minha experiência como professora,  nas experiências de outras professoras que compartilhei, na minha pesquisa de mestrado e em tudo que sei e que não sei sobre essa questão. Fiz um  mergulho profundo durante dias e quase me afoguei procurando respostas definitivas para questões complexas e não totalmente resolvidas, quando fui obrigada a enfrentar as limitações de meus conhecimentos como pesquisadora e estudiosa da área, a aluna queria as respostas para concluir seu trabalho, prometi-lhe que em dois dias as entregaria.Tive que tirar a cabeça fora da água para tomar um pouco de ar e enfrentar as "perguntinhas". E, quando não se sabe ...

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racismoll

Não somos racistas? Eu tenho vergonha alheia da classe média racista e da polícia que compactua com ela

Fonte: Maria Frô -   Morro de vergonha alheia quando vejo este show de horror, preconceito e discriminação e mais quando tudo, apesar de registrado, é entendido pela polícia como algo que não é demonstração de racismo.   O que mais esta médica sem noção e descontrolada deveria fazer para o delegado entender que suas ações foram desrespeitosas, injuriosas, preconceituosas e discriminatórias?   O que mais os leitores deste blog, que afirmam que não existe racismo no Brasil, que acusam os negros (ao lutarem contra este tipo de situação vivida cotidianamente como a que viveu este funcionário do check-in da Gol do aeroporto de Aracaju) de ‘racializar o Brasil’, de quererem ‘acabar com a belíssima democracia racial que temos’, de desejarem criar ‘ódio racial no Brasil’, precisam ver para se convencerem que vivemos em um país onde o racismo impera, humilha, exclui e mata?   A classe média conservadora representada ...

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O Preconceito Racial e suas Repercussões na Instituição Escola

INTRODUÇÃO por: Waléria Menezes A sociedade brasileira caracteriza-se por uma pluralidade étnica, sendo esta produto de um processo histórico que inseriu num mesmo cenário três grupos distintos: portugueses, índios e negros de origem africana. Esse contato favoreceu o intercurso dessas culturas, levando à construção de um país inegavelmente miscigenado, multifacetado, ou seja, uma unicidade marcada pelo antagonismo e pela imprevisibilidade. Apesar do intercurso cultural descrito acima, esse contato desencadeou alguns desencontros. As diferenças se acentuaram, levando à formação de uma hierarquia de classes que deixava evidentes a distância e o prestígio social entre colonizadores e colonos. Os índios e, em especial, os negros permaneceram em situação de desigualdade situando-se na marginalidade e exclusão social, sendo esta última compreendida por uma relação assimétrica em dimensões múltiplas - econômica, política, cultural. Sem a assistência devida dos órgãos responsáveis, os sujeitos tornam -se alheios ao exercício da cidadania. Esse acontecimento inicial parece ter ...

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Foto: IEA

Kabengele Munanga responde a Demétrio Magnoli

Foto: IEA Em matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo de 14 maio de 2009 , intitulada "Monstros tristonhos", o geógrafo Demétrio Magnoli critica e acusa agressivamente as Universidades Federais de Santa Maria (UFSM) e de São Carlos (UFSCAR) e também a mim, Kabengele Munanga, Professor do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. As duas universidades são criticadas e acusadas por terem, segundo o geógrafo, criado "tribunais raciais" que rejeitam as matrículas de jovens mestiços que optam pelas cotas raciais. No caso da Universidade Federal de Santa Maria, trata-se apenas de Tatiana de Oliveira, cuja matrícula foi cancelada menos de um mês após o início do curso de Pedagogia.. No caso da Universidade Federal de São Carlos, trata-se do estudante Juan Felipe Gomes. O acusador acrescenta que um quarto dos candidatos aprovados na UFSCAR ...

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História recente dez anos dos movimentos negros

Hamilton Cardoso Há uma década, apenas, em 1978 os movimentos negros travaram, principalmente na cidade de São Paulo, o seguinte debate: o que fazer, no dia 13 de Maio, data da abolição da escravatura? Hoje o debate pertence a toda sociedade. A Globo, por exemplo, diz Axé. Na época, duas tendências da esquerda digladiavam-se, ao mesmo tempo que se contrapunham ao setor mais tradicional, favorável a comemorações da abolição. Uma delas queria uma postura passiva: "não devemos fazer nada, no dia 13", diziam. "Não devemos, sequer trabalhar". A outra queria uma denúncia ativa, com ampla participação, sob forma de protesto, de todas atividades comemorativas. Os ativistas partiam de algumas premissas: uma delas era o reconhecimento de que, independente da reflexão ou do caráter da abolição decretada no Brasil, a maior parte da população negra sempre comemorou no candomblé e na umbanda, nas congadas e escolas de samba e outras entidades ...

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Hamilton Cardoso (Foto: Imagem retirada do site Piseagrama)

Hamilton Cardoso

Hamilton Cardoso (1953-1999) Sensibilidade, inteligência e solidariedade na luta contra o racismo  No dia 25 de Abril de 2004 a"Folha de S. Paulo" publicou uma foto com articuladores das "Diretas Já". Hamilton está lá, no movimento pelas Diretas Já, em 1984. 20 anos depois era um dos ausentes, entre aqueles que voltaram para a foto atualizada, revivendo duas décadas de avanço da democracia. Certamente, se aqui estivesse faria um balanço para dizer que, além das formalidades e de obtermos alguma representação e visibilidade, como coletivo pouco caminhamos. Apoiaria os programas de cotas, mas certamente diria que são insuficientes. Hamilton Bernardes Cardoso nasceu em Catanduva, em 10 de julho de 1953. Filho de Onofre Cardoso, músico, e de Deolinda Bernardes Cardoso, responsável pela estruturação da família e educação dos filhos. Segundo filho de quatro irmãos, cresceu em São Paulo e tinha muito orgulho de ter estudado no Colégio Caetano de Campos. ...

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Passe racista do Linha de passe

Chegamos ao cinema cedo. Tivemos tempo para aquele docinho que após o almoço ninguém rejeita. Água para rebater e refrescar a consciência e aliviar seu peso. Bom lugar no centro da sala. Enquanto aguardávamos, cometendo nosso delitozinho açucarado, comentamos um penteado em cabelo crespo de uma mulher que entrara e fora sentar mais à frente. Era um penteado simples, porém realçava o rosto feminino. Umas tranças presas à frente e o restante do cabelo bem lua cheia, o que se chamou na década de 70 de "black-power", que de power teve pouca duração, pois logo retornou a febre dos alisantes e surgiu essa mania de raspar que, no Brasil, teve início com alguns jogadores de futebol complexados e se alastrou. O penteado da moça era mesmo uma obra de arte que fez minha parceira - uma das muitas (ainda poucas) que ousa não alisar nem fritar seu cabelo -, ficar ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Em Legítima Defesa, por Sueli Carneiro

Marcharemos em 16 de novembro próximo sobre Brasília em ato de indignação e protesto convocado pelo Movimento Negro Brasileiro. Por que o faremos? Por Sueli Carneiro, do Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião Muitas são as razões que advêm de uma realidade inaceitável contra a qual a militância negra vem historicamente lutando e frente à qual as respostas do Estado permanecem insuficientes, exigindo permanente esforço de compreensão. Assim, contrato racial, biopoder e epistemicídio, por exemplo, são conceitos que se prestam como contribuição ao entendimento da perversidade do racismo.São marcos conceituais que balizaram a tese de doutorado que defendemos junto à USP em agosto passado sob o título "A construção do outro" como não-ser como fundamento do ser. Nela procuramos demonstrar a existência no Brasil de um contrato racial que sela um acordo de exclusão e/ou subalternização dos negros, no qual o epistemicídio cumpre função estratégica em conexão com a tecnologia do ...

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Passe racista do “Linha de passe”

Chegamos ao cinema cedo. Tivemos tempo para aquele docinho que após o almoço ninguém rejeita. Água para rebater e refrescar a consciência e aliviar seu peso. Bom lugar no centro da sala. Enquanto aguardávamos, cometendo nosso delitozinho açucarado, comentamos um penteado em cabelo crespo de uma mulher que entrara e fora sentar mais à frente. Era um penteado simples, porém realçava o rosto feminino. Umas tranças presas à frente e o restante do cabelo bem lua cheia, o que se chamou na década de 70 de "black-power", que de power teve pouca duração, pois logo retornou a febre dos alisantes e surgiu essa mania de raspar que, no Brasil, teve início com alguns jogadores de futebol complexados e se alastrou. O penteado da moça era mesmo uma obra de arte que fez minha parceira - uma das muitas (ainda poucas) que ousa não alisar nem fritar seu cabelo -, ficar ...

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Questão de Raça

Foto: Getty Images/iStockphoto Nunca a grande imprensa brasileira falou tanto sobre a questão racial quanto agora. De algum tempo para cá, o tema comparece em editoriais, artigos, crônicas, reportagens, dando ou não seguimento a acontecimentos significativos, como a ida de um grupo de intelectuais ao Supremo Tribunal Federal para entregar um manifesto contra as cotas que favorecem negros nas universidades. Por Muniz Sodré, do Observatório da Imprensa As posições favoráveis e contrárias já são mais ou menos conhecidas (embora não tanto as motivações profundas dos opositores). Mas uma notícia que pode ter passado despercebida é capaz de lançar uma luz nova sobre o assunto: a atriz Marília Pera convidou o ator negro Lázaro Ramos para um dos papéis principais da peça The Vortex, que será encenada no Rio. O personagem a ser vivido por Lázaro é, no texto, branco, de família tradicional inglesa (O Globo, 9/6). O notável do fato é ...

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