terça-feira, abril 20, 2021

Resultados da pesquisa por 'branquitude'

ALUNO NA SALA DE AULA

O desafio pedagógico de formar professores para promover a igualdade racial na escola

MERGULHO NAS PROFUNDEZAS DO (NÃO) SABER... Lucimar Rosa Dias1 Em 2002, Antônia Lucivânia da Costa Silva2, aluna de pedagogia, solicitou-me que respondesse a algumas "perguntinhas" sobre  racismo e educação, essas fariam parte de atividades de uma disciplina do curso. As perguntas eram complexas e me proporcionaram pensar na minha experiência como professora,  nas experiências de outras professoras que compartilhei, na minha pesquisa de mestrado e em tudo que sei e que não sei sobre essa questão. Fiz um  mergulho profundo durante dias e quase me afoguei procurando respostas definitivas para questões complexas e não totalmente resolvidas, quando fui obrigada a enfrentar as limitações de meus conhecimentos como pesquisadora e estudiosa da área, a aluna queria as respostas para concluir seu trabalho, prometi-lhe que em dois dias as entregaria.Tive que tirar a cabeça fora da água para tomar um pouco de ar e enfrentar as "perguntinhas". E, quando não se sabe ...

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Não somos racistas? Eu tenho vergonha alheia da classe média racista e da polícia que compactua com ela

Fonte: Maria Frô -   Morro de vergonha alheia quando vejo este show de horror, preconceito e discriminação e mais quando tudo, apesar de registrado, é entendido pela polícia como algo que não é demonstração de racismo.   O que mais esta médica sem noção e descontrolada deveria fazer para o delegado entender que suas ações foram desrespeitosas, injuriosas, preconceituosas e discriminatórias?   O que mais os leitores deste blog, que afirmam que não existe racismo no Brasil, que acusam os negros (ao lutarem contra este tipo de situação vivida cotidianamente como a que viveu este funcionário do check-in da Gol do aeroporto de Aracaju) de ‘racializar o Brasil’, de quererem ‘acabar com a belíssima democracia racial que temos’, de desejarem criar ‘ódio racial no Brasil’, precisam ver para se convencerem que vivemos em um país onde o racismo impera, humilha, exclui e mata?   A classe média conservadora representada ...

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O Preconceito Racial e suas Repercussões na Instituição Escola

INTRODUÇÃO por: Waléria Menezes A sociedade brasileira caracteriza-se por uma pluralidade étnica, sendo esta produto de um processo histórico que inseriu num mesmo cenário três grupos distintos: portugueses, índios e negros de origem africana. Esse contato favoreceu o intercurso dessas culturas, levando à construção de um país inegavelmente miscigenado, multifacetado, ou seja, uma unicidade marcada pelo antagonismo e pela imprevisibilidade. Apesar do intercurso cultural descrito acima, esse contato desencadeou alguns desencontros. As diferenças se acentuaram, levando à formação de uma hierarquia de classes que deixava evidentes a distância e o prestígio social entre colonizadores e colonos. Os índios e, em especial, os negros permaneceram em situação de desigualdade situando-se na marginalidade e exclusão social, sendo esta última compreendida por uma relação assimétrica em dimensões múltiplas - econômica, política, cultural. Sem a assistência devida dos órgãos responsáveis, os sujeitos tornam -se alheios ao exercício da cidadania. Esse acontecimento inicial parece ter ...

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Foto: IEA

Kabengele Munanga responde a Demétrio Magnoli

Foto: IEA Em matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo de 14 maio de 2009 , intitulada "Monstros tristonhos", o geógrafo Demétrio Magnoli critica e acusa agressivamente as Universidades Federais de Santa Maria (UFSM) e de São Carlos (UFSCAR) e também a mim, Kabengele Munanga, Professor do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. As duas universidades são criticadas e acusadas por terem, segundo o geógrafo, criado "tribunais raciais" que rejeitam as matrículas de jovens mestiços que optam pelas cotas raciais. No caso da Universidade Federal de Santa Maria, trata-se apenas de Tatiana de Oliveira, cuja matrícula foi cancelada menos de um mês após o início do curso de Pedagogia.. No caso da Universidade Federal de São Carlos, trata-se do estudante Juan Felipe Gomes. O acusador acrescenta que um quarto dos candidatos aprovados na UFSCAR ...

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História recente dez anos dos movimentos negros

Hamilton Cardoso Há uma década, apenas, em 1978 os movimentos negros travaram, principalmente na cidade de São Paulo, o seguinte debate: o que fazer, no dia 13 de Maio, data da abolição da escravatura? Hoje o debate pertence a toda sociedade. A Globo, por exemplo, diz Axé. Na época, duas tendências da esquerda digladiavam-se, ao mesmo tempo que se contrapunham ao setor mais tradicional, favorável a comemorações da abolição. Uma delas queria uma postura passiva: "não devemos fazer nada, no dia 13", diziam. "Não devemos, sequer trabalhar". A outra queria uma denúncia ativa, com ampla participação, sob forma de protesto, de todas atividades comemorativas. Os ativistas partiam de algumas premissas: uma delas era o reconhecimento de que, independente da reflexão ou do caráter da abolição decretada no Brasil, a maior parte da população negra sempre comemorou no candomblé e na umbanda, nas congadas e escolas de samba e outras entidades ...

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Hamilton Cardoso (Foto: Imagem retirada do site Piseagrama)

Hamilton Cardoso

Hamilton Cardoso (1953-1999) Sensibilidade, inteligência e solidariedade na luta contra o racismo  No dia 25 de Abril de 2004 a"Folha de S. Paulo" publicou uma foto com articuladores das "Diretas Já". Hamilton está lá, no movimento pelas Diretas Já, em 1984. 20 anos depois era um dos ausentes, entre aqueles que voltaram para a foto atualizada, revivendo duas décadas de avanço da democracia. Certamente, se aqui estivesse faria um balanço para dizer que, além das formalidades e de obtermos alguma representação e visibilidade, como coletivo pouco caminhamos. Apoiaria os programas de cotas, mas certamente diria que são insuficientes. Hamilton Bernardes Cardoso nasceu em Catanduva, em 10 de julho de 1953. Filho de Onofre Cardoso, músico, e de Deolinda Bernardes Cardoso, responsável pela estruturação da família e educação dos filhos. Segundo filho de quatro irmãos, cresceu em São Paulo e tinha muito orgulho de ter estudado no Colégio Caetano de Campos. ...

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Passe racista do Linha de passe

Chegamos ao cinema cedo. Tivemos tempo para aquele docinho que após o almoço ninguém rejeita. Água para rebater e refrescar a consciência e aliviar seu peso. Bom lugar no centro da sala. Enquanto aguardávamos, cometendo nosso delitozinho açucarado, comentamos um penteado em cabelo crespo de uma mulher que entrara e fora sentar mais à frente. Era um penteado simples, porém realçava o rosto feminino. Umas tranças presas à frente e o restante do cabelo bem lua cheia, o que se chamou na década de 70 de "black-power", que de power teve pouca duração, pois logo retornou a febre dos alisantes e surgiu essa mania de raspar que, no Brasil, teve início com alguns jogadores de futebol complexados e se alastrou. O penteado da moça era mesmo uma obra de arte que fez minha parceira - uma das muitas (ainda poucas) que ousa não alisar nem fritar seu cabelo -, ficar ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Em Legítima Defesa, por Sueli Carneiro

Marcharemos em 16 de novembro próximo sobre Brasília em ato de indignação e protesto convocado pelo Movimento Negro Brasileiro. Por que o faremos? Por Sueli Carneiro, do Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião Muitas são as razões que advêm de uma realidade inaceitável contra a qual a militância negra vem historicamente lutando e frente à qual as respostas do Estado permanecem insuficientes, exigindo permanente esforço de compreensão. Assim, contrato racial, biopoder e epistemicídio, por exemplo, são conceitos que se prestam como contribuição ao entendimento da perversidade do racismo.São marcos conceituais que balizaram a tese de doutorado que defendemos junto à USP em agosto passado sob o título "A construção do outro" como não-ser como fundamento do ser. Nela procuramos demonstrar a existência no Brasil de um contrato racial que sela um acordo de exclusão e/ou subalternização dos negros, no qual o epistemicídio cumpre função estratégica em conexão com a tecnologia do ...

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Passe racista do “Linha de passe”

Chegamos ao cinema cedo. Tivemos tempo para aquele docinho que após o almoço ninguém rejeita. Água para rebater e refrescar a consciência e aliviar seu peso. Bom lugar no centro da sala. Enquanto aguardávamos, cometendo nosso delitozinho açucarado, comentamos um penteado em cabelo crespo de uma mulher que entrara e fora sentar mais à frente. Era um penteado simples, porém realçava o rosto feminino. Umas tranças presas à frente e o restante do cabelo bem lua cheia, o que se chamou na década de 70 de "black-power", que de power teve pouca duração, pois logo retornou a febre dos alisantes e surgiu essa mania de raspar que, no Brasil, teve início com alguns jogadores de futebol complexados e se alastrou. O penteado da moça era mesmo uma obra de arte que fez minha parceira - uma das muitas (ainda poucas) que ousa não alisar nem fritar seu cabelo -, ficar ...

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Questão de Raça

Foto: Getty Images/iStockphoto Nunca a grande imprensa brasileira falou tanto sobre a questão racial quanto agora. De algum tempo para cá, o tema comparece em editoriais, artigos, crônicas, reportagens, dando ou não seguimento a acontecimentos significativos, como a ida de um grupo de intelectuais ao Supremo Tribunal Federal para entregar um manifesto contra as cotas que favorecem negros nas universidades. Por Muniz Sodré, do Observatório da Imprensa As posições favoráveis e contrárias já são mais ou menos conhecidas (embora não tanto as motivações profundas dos opositores). Mas uma notícia que pode ter passado despercebida é capaz de lançar uma luz nova sobre o assunto: a atriz Marília Pera convidou o ator negro Lázaro Ramos para um dos papéis principais da peça The Vortex, que será encenada no Rio. O personagem a ser vivido por Lázaro é, no texto, branco, de família tradicional inglesa (O Globo, 9/6). O notável do fato é ...

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Foto: Tânia Rêgo/ABr

Eu sou neguinho

O meu amigo Caetano, que no debate público é um provocador tão genial quanto na arte, também é, sem dúvidas, um atento observador da realidade racial brasileira desde jovem, quando Dona Canô gritava "meu filho corra, venha ver na TV aquele preto de que você tanto gosta!". Ou quando se irritou ao ver jovens de esquerda chamando Clementina de Jesus de macaca no Teatro Paramount, em 1968. Ou quando não deixou o país esquecer que o Haiti é também aqui. Mas agora, depois de tão bela história, depois de ter produzido poemas tão poderosos e belos sobre a negritude baiana, ele parece acreditar que o país acompanhou a sua cabeça e seu desejo de viver em uma democracia pós-racial. Foto: Tânia Rêgo/ABr " Não é possível ignorar as cotas como um movimento natural e necessário, apesar das imperfeições no processo " O Brasil pós-racial é uma ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Velhas teses, novas estratégias

A constatação óbvia é repetida em certos veículos de comunicação como se a genética brasileira tivesse realizado um feito semelhante ao da descoberta da pólvora. Quando foi que raça existiu, a não ser como instrumento de exploração dos povos não-brancos que teve no racismo científico sua legitimação como doutrina teórica? Seria bizarro, não fossem as repercussões desse falso debate. Por Sueli Carneiro, do Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião Com a ajuda da ciência derretem-se as negritudes biológicas para decretar não a morte da raça sociológica e sim das políticas de eliminação das desigualdades sociais fundadas na rejeição à raça ou à cor dos indivíduos. É o resultado político que parece ser buscado com a investigação da ascendência genética dos negros. Veja-se o caso dos gêmeos Alex e Alan, submetidos a perversa, e constrangedora exposição, sendo usados por meio da generalização de seu caso particular e peculiar para atacar a política ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Negros de pele clara por Sueli Carneiro

Vários veículos de imprensa publicaram com destaque fotos dos candidatos selecionados que vão concorrer às vagas para negros da Universidade de Brasília (UnB). Veículos que vêm se posicionando contra essa política percebem, no largo espectro cromático desses alunos, mais uma oportunidade para desqualificar o critério racial que a orienta. por Sueli Carneiro no Jornal Correio Braziliense  Uma das características do racismo é a maneira pela qual ele aprisiona o outro em imagens fixas e estereotipadas, enquanto reserva para os racialmente hegemônicos o privilégio de serem representados em sua diversidade. Assim, para os publicitários, por exemplo, basta enfiar um negro no meio de uma multidão de brancos em um comercial para assegurar suposto respeito e valorização da diversidade étnica e racial e livrar-se de possíveis acusações de exclusão racial das minorias. Um negro ou japonês solitários em uma propaganda povoada de brancos representam o conjunto de suas coletividades. Afinal, negro e japonês ...

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Rompendo com a conspiração do silêncio

Importante mesmo é a clareza do invólucro. É um dom de Deus ter uma dessas peles que não toleram qualquer descuido sob o sol, e cujas transparências denunciam os processos interiores que desembocam em fortes ruborizações. Esse é o meu caso. Sou de tal branquitude que minhas veias são como minúsculos rios verdes a percorrerem a superfície de meu corpo. Mas os olhos, em compensação, têm uma opacidade onde só meus antepassados europeus conseguiriam penetrar. Com esses olhos de branco, identifico incansavelmente todos que são de minha raça, porque desde cedo, aprendi a ter orgulho de minha clareza. Por Sueli Carneiro Não. Essa frase não sai de um manifesto da Ku Klux Klan. Não é uma declaração de Thomas Blanton que acaba de ser condenado, nos EUA, á prisão perpétua, pela morte de 4 meninas negras por um atentado a bombas da KKK cometida em 1963. O autor não é ...

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