segunda-feira, maio 25, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Feminismo Negro'

    Taís Araujo e Lázaro Ramos em 'Mister Brau'; e Octavia Spencer em 'Self made' (Foto: Divulgação TV Globo e Netflix)

    Especial quarentena: séries com protagonistas negros

    Octavia Spencer protagoniza brilhantemente a obra que mostra a história de Madam C.J. Walker, primeira mulher negra a se tornar milionária nos EUA, no início do século 20. A produção inspira essa lista com obras protagonizadas por personagens que lutaram contra o racismo em suas diversas áreas de atuação. Pioneirismo História verdadeira que aconteceu no início do século XX, "Self made" mexe com antigas batalhas que seguem atuais: aborda a segregação, o racismo, o colorismo e o feminismo. Entre os méritos da série estão: a dimensão humana da personagem central, figurinos e cenografia de qualidade, um formato agradável (quatro episódios de menos de uma hora) e um elenco que, por si, já vale a viagem. Cotação: Ótima Onde: Netflix Crime e História Em “Quem matou Malcolm X?”, de seis episódios curtos (cerca de 40 minutos), o espectador acompanha uma trama de investigação misturada a um enredo sobre crimes da vida ...

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    Imafem teriradao do site GSHOW

    BBB20: feministas liberais, monstrualização de corpos negros e hierarquização identitária na mídia de massa

    Muito foi falado sobre as ações e comentários racistas voltados ao ator Alexandre da Silva Santana (vulgo Babu Santana), homem negro e favelado, na 20ª edição do reality show Big Brother Brasil (BBB20) realizado pela Rede Globo. Tais falas e atitudes tiveram como protagonistas Marcela Mc Gowan, participante do programa autodeclarada feminista e assim qualificada pela mídia, e suas melhores amigas no reality, Gizelly Bicalho e Ivy Moares -- todas mulheres brancas associadas, sobretudo no começo do programa, com discursos pelo fim da opressão contra mulheres e em prol dos chamados empoderamento e liberdade femininas.   O tema e as análises a seu respeito chamaram nossa atenção por mobilizarem questões que, ao nosso ver, merecem ser ainda mais verticalizadas (o que nos propomos a fazer aqui), considerando: 1) a relação entre Big Brother Brasil, um produto midiático de massa, e a realidade de seus participantes, realizadores e espectadores; 2) a porosidade ...

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    (AP Photo/Mahesh Kumar A.)

    Capital, pandemia e os papéis do feminismo

    Ultraliberais querem decidir quem vive ou morre. A maioria — com raça, gênero e classe social segregadas — amarga o medo e a exclusão. É a necropolítica, descrita pelo filósofo Achile Mbembe. Mas brecha da mudança foi aberta… Por SOS Corpo, no Outras Palavras Foto: AP Photo/Mahesh Kumar A. Por SOS Corpo, na coluna Baderna Feminista A rápida expansão da pandemia de coronavírus pelo mundo e a tragédia sanitária e socioeconômica por ela instalada nos coloca face a face com a profunda insegurança social em que o capitalismo jogou populações inteiras, as mais empobrecidas. Já ultrapassamos os 30 mil mortos e não temos condições de prever até onde vamos diante deste cenário de incertezas. A outra questão impiedosa deste processo é a voz dos poderosos querendo transparecer como algo que nos afeta indistintamente, em termos de classe, gênero, raça/etnia. Isso é um mito. Em tempos de pandemias, as ...

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    Por um feminismo de baderna, ira e alarde

    Neste 8M, ocuparemos politicamente as ruas e as nossas casas, em festa e protesto. Não queremos flores, parabéns e elogios — mas sacudir uma ordem social irrespirável, que tem a mesma cara dos machos rivalistas e opressores Por SOS Corpo, no Outras Palavra  Arte: Rafael Werkema/CFESS O feminismo veio para ocupar tudo! Não tem como conter essa forma de ver, pensar e transformar o mundo. O pensamento feminista foi fundamental para que a democracia ganhasse demandas reais em espaços do cotidiano, foi fundamental para compreendermos que ele é uma forma de organizar a vida social. Nós mulheres não só denunciamos as declarações sexistas de políticos ou escrachamos os machos que se esfregam “nelas” no metrô ou no carnaval. É mais que isso: o feminismo revelou que o espaço “privado” imposto a nós mulheres, à família e à casa nada tinha de privado, mas representou e representa ...

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    Na luta contra as opressões atuais, mulheres camponesas se aprofundam na história do feminismo

    Luiza Mahin, Teresa de Benguela, Sojourner Truth, Olympe de Gouges, Emily Davison. Esses nomes que são desconhecidos para muitos/as correspondem a mulheres que fizeram parte da história das lutas femininas, no Brasil e no mundo, mas, que muitas vezes são esquecidas. Com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o movimento de mulheres por igualdade e direitos, a segunda etapa da Formação Continuada Gênero e Agroecologia da Rede Mulher do Sertão do São Francisco teve como tema a história do feminismo. Do CPT Nacional Imagem: Comunicação IRPAA   A Formação, que tem como público mulheres camponesas, aconteceu entre os dias 29 de fevereiro e 1º de março, no Centro de Formação Dom José Rodrigues, em Juazeiro (BA). No encontro, agricultoras, pescadoras e apicultoras conheceram a origem do feminismo através dos marcos históricos – a exemplo da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã (1791) e ...

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    Imagem retirada do site

    “Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula “

    Obra discute educação e inclusão, e Jaycelene Brasil conta sua experiência em escolas de Xapuri Por TIÃO MAIA, , do ContilNet Imagem retirada do site ContilNet A coluna “Opinião” do UOL, um dos maiores sites de notícias do país, publica, nesta quarta-feira (12), artigo da professora acreana Jaycelene Brasil. Socióloga, militante de direitos humanos e pesquisadora das questões raciais e de gênero, Brasil escreve sobre o livro da também professora, historiadora mineira, mestra em educação e militante do movimento negro e feminista Luana Tolentino. O livro, intitulado “Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula”, lançado pela editora Mazza em 2019, é, de acordo com a autora do artigo, “uma obra icônica de crônicas que evidenciam suas experiências vividas ao longo de dez anos à frente de turmas dos Ensinos Fundamental e Médio”. De acordo com Jaycelene Brasil, o livro “chama a ...

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    Foto Getty Images

    Pacote “anticrime”: não há redução de danos aos negros!

    Meu irmão, também negro, depois de ouvir minha explicação sobre o famigerado pacote “anticrime”, indagou-me o seguinte: – redução de danos? Qual a parte boa? Boa pra quem? Devemos comemorar? Por Djefferson Amadeus, do Justificando  Respondi, citando Mano Brown: não há o que comemorar; não curta esse clima de festa, ao que ele me interrompeu, indagando-me o porquê. – Porque somos negros, disse eu. E concluí: nosso povo não pode mais aceitar ser tratado como corpos negociáveis. Teu corpo não é passível de escambo!!! Se aceitares a morte, ainda que por intermédio de uma redução de danos, que o faça você, porque decidir o modo como tu morrerás – se na cadeira elétrica ou com um tiro de fuzil (“redução de danos”?) – é algo que só pode ser decidido por você. Com isso, quero dizer-lhe o seguinte: que legitimidade tem um Congresso representado por 96% de pessoas brancas (ou ...

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    Carolina Oms/Believe.Earth

    Negros, os credores que incomodam

    A presença negra que cresce e fica mais visível gera medo e se torna alvo da violência por Cida Bento, da Folha de S. Paulo  Cida Bento Foto: Carolina Oms/Believe.Earth Nesta semana em que se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos, a forte mobilização social da sociedade civil na luta pela manutenção e pela ampliação de seus direitos e conquistas vem acompanhada do medo e de respostas institucionais de extrema violência. Um exemplo é, de um lado, o Mês da Consciência Negra, marcado por vibrante profusão de iniciativas por todo o país, em áreas tais como a literatura, com debates e lançamento de livros e revistas, a dramaturgia, com belíssimas peças fazendo releituras do Brasil, a dança e os cantos, na comunicação digital com coletivos jovens e periféricos trazendo novos conteúdos e formas e na intensificação do debate sobre feminismos negros. Debates e iniciativas focaram ...

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    Cem movimentos negros se articulam para resistir à retirada de direitos

    Discurso histórico de Sueli Carneiro marca evento da Coalizão Negra: “Seguiremos com força. Faremos Palmares de novo" Por Igor Carvalho, Do Brasil de Fato “Nós nunca deixamos de fazer trabalho de base”, lembrou a jornalista e escritora Bianca Santana (Foto: Igor Carvalho/Brasil de Fato) O primeiro Seminário Internacional da Coalizão Negra, nesta sexta-feira (29), marcou um espaço de consagração da nova entidade, que reúne cerca de cem movimentos ligados à defesa dos direitos de negras e negros. A coalizão, criada este ano, atuou dentro do Congresso Nacional em um corpo a corpo com os parlamentares e, também, em instâncias internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), na União Europeia e na Organização das Nações Unidas (ONU), denunciando o desrespeito do governo brasileiro contra a população negra. Uma das mais importantes intelectuais brasileiras, a filósofa e escritora Sueli Carneiro, fez um discurso histórico de análise conjuntural ...

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    ‘Tinder dos livros’ conecta leitores negros a doadores e mobiliza mais de mil títulos

    ‘Gerações de leitores criam gerações de escritores’, diz Winnie Bueno, idealizadora do projeto que completou 1 ano em novembro Por Giovanna Galvani, Da CartaCapital (Foto: Reprodução/ Twitter) “Tá todo mundo preocupado com o racismo, mas são poucas pessoas que têm ações para combatê-lo”. A fala é pesquisadora Winnie Bueno, e resume bem o que ela, em novembro de 2018, quis expressar ao criar o chamado Tinder dos Livros – que, nesta terça-feira 19, se concretizou como “Winnieteca” após uma parceria feita com o Twitter e com o Instituto Gelédes da Mulher Negra. A ideia do projeto é conectar pessoas negras que queiram um livro com quem está disposto à doá-lo. Segundo Winnie, a primeira provocação surgiu no intuito de cobrar mais prática e menos discurso quando se trata de antirracismo. “Você não doa o livro que está parado na sua casa, você doa o livro que ...

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    Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

    Novembro Negro: relembre acontecimentos importantes na luta pelos direitos à população negra

    Marchas, leis e reivindicações recentes demonstrando que ainda há um longo caminho para a igualdade racial Por Luciana Freire, Da Agenda Arte e Cultura Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil) Nesse especial do Novembro Negro, a Agenda Arte e Cultura relembra acontecimentos que foram importantes na tomada de direitos à população Negra. São eles atos políticos e culturais, que ainda que recentes já contribuem para a mudança no arranjo da população brasileira em busca de igualdade. Todos os acontecimentos também podem ser acompanhados toda sexta-feira do mês de novembro nos Stories do perfil da Agenda Arte e Cultura no Instagram. Marcha Zumbi dos Palmares No dia 20 de novembro de 1995, cerca de 30 mil pessoas se reuniram, em Brasília, na ...

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    Feminismo precisa ser cuidadoso para não ‘perder sentido’, diz Patricia Hill Collins

    Socióloga e influente autora feminista está no Brasil para o lançamento de "Pensamento Feminista Negro", sua primeira obra, lançada originalmente em 1990. Por Andréa Martinelli, do Huffpost Brasil Patricia Hill Collins (Foto: Julia Dolce) Durante boa parte do século 20, o movimento feminista não abraçou questões enfrentadas por grande parte das mulheres no mundo. “O feminismo tem sido muito sobre ‘feminismo branco’ e hoje existe uma luta para que ele não seja só isso”, afirma Patricia Hill Collins, 71, socióloga e professora da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, em entrevista ao HuffPost Brasil. Collins está no Brasil para lançar o livro Pensamento Feminista Negro - conhecimento, consciência e a política do empoderamento — que só em 2019, três décadas depois de sua primeira publicação, em 1990, ganhou tradução para o português, pela editora Boitempo. Ela recebeu a reportagem na semana passada, em São Paulo, durante ...

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    Divulgação

    Paulistanos defendem lei dura e direitos de mulheres e negros, diz pesquisa

    Estudo da USP mostra que há consensos entre grupos de orientações ideológicas diversas Por Thiago Amâncio, da Folha de São Paulo Divulgação O país está rachado, a cizânia das eleições veio para ficar e não dá mais nem para fazer um almoço de domingo em casa de vó sem que dois primos se engalfinhem. Certo? Sim. Mas um estudo da Universidade de São Paulo mostra que ainda há certos consensos na sociedade, ao menos na capital paulista. Pesquisa do Monitor do Debate Político no Meio Digital mostra que, em geral, os paulistanos são contra a discriminação racial, a favor da liberdade da mulher, favoráveis ao respeito aos grupos LGBTs e defensores de punições mais severas a criminosos. Os pesquisadores ouviram 1.144 pessoas com perfil representativo dos habitantes da cidade em 28 de setembro. Submeteu a eles um questionário com 22 perguntas que ilustram, nas palavras dos ...

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    Getty Images... - Veja mais em https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/entretenimento/2018/02/19/manual-para-negros-se-protegerem-de-abusos-policiais-viraliza-no-brasil.htm?cmpid=copiaecola

    Jamais os brancos pensariam situações que emergem das percepções dos negros

    Não terceirizamos as vozes negras!   “Ninguém pode me ensinar quem eu sou.” Chinua Achebe Os brancos antirracistas que me perdoem, mas eles não podem achar que a solidarização em favor dos negros autoriza a compreensão do racismo em todas as nuances. Existem questões tão profundas que somente a gente consegue explicar, e ainda assim calham situações que ficamos até confusos. Por Ricardo Alexandre Corrêa, do  Carta Campinas  Foto: Getty Images No entanto, este texto não tem a pretensão de desmerecer a importância dos brancos que seguem lutando contra a discriminação e o preconceito racial, a intenção é somente alertar sobre os limites do discurso que eles lançam mão. Mesmo que reconheçam o privilégio branco não tem como se despirem, pois o racismo está enraizado nas estruturas da sociedade, engendrando, segundo a escritora Reni Eddo-Lodge, na “ausência das consequências do racismo. Ausência de discriminação estrutural, ausência ...

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    Foto: Caroline Lima

    De Sueli Carneiro a Patricia Hill Collins, encontros esmiúçam pensamento feminista negro do Brasil e dos EUA

    De agosto a dezembro, o pensamento de mulheres negras que se tornaram marco na história do feminismo no Brasil e nos Estados Unidos será detalhadamente exposto, estudado e debatido em palestras de especialistas na temática. O projeto, que acontece no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, em São Paulo, está sendo realizado em parceria com a editora Boitempo. no Preta, Preto, Pretinhos Foto: Caroline Lima A brasileira Sueli Carneiro é a intelectual em estudo em agosto, em encontro que acontece na segunda-feira, 5. A contribuição da filósofa, ativista, fundadora e atual diretora do Geledés – Instituto da Mulher Negra estará no centro da exposição da pesquisadora Bianca Santana (que está escrevendo a biografia de Carneiro), com mediação de Carine Nascimento, educadora no Cursinho Popular Carolina de Jesus e apresentadora e produtora do podcast Ideias Negras, entre outros projetos. Em setembro, os participantes se aprofundarão no ...

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    Chimamanda: a voz do feminismo critica o racismo e defende homens feministas

    Chimamanda Ngozi Adichie é protagonista de dois TEDs com mais de 20 milhões de views, virou música da Beyoncé e tema de coleção da Dior. Trajetória para lá de incomum para uma escritora de ficção que jamais pensou em ser ícone feminista. A nigeriana de 41 anos, autora de seis livros e mãe de uma menininha de 3, encontrou-se com Marie Claire Brasil em Washington para uma conversa franca e exclusiva sobre liberdade, gênero, racismo e amor. Polêmica, cravou que os homens são essenciais na luta das mulheres e que podem (e devem) ser feministas Quando Chimamanda Ngozi Adichieentrou no estúdio em Washington D.C. onde foram realizadas as fotos e a entrevista desta edição de aniversário, chegava ao fim uma epopeia marcada por intensas emoções e muitos altos e baixos (por vezes, desanimadores), que começou há pouco mais de um ano e envolveu a dedicação e a energia de uma ...

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    Heloisa Buarque de Hollanda lança obras sobre feminismo

    Uma festa para as velhinhas. Assim Heloisa Buarque de Hollanda define esse momento de redescoberta do feminismo. “Todo mundo achou que ia acabar quando a gente morresse, e então tivemos esse susto fantástico, que é toda uma geração botando para quebrar”, diz a pesquisadora que vem dedicando sua vida aos estudos culturais, durante entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em sua casa no Rio. Do InstoÉ Socióloga Heloisa Buarque de Hollanda (Rebecca Ela se refere primeiro ao apagão que o ativismo sofreu dos anos 1990 aos 2000, com as principais demandas atendidas e as ativistas não mais na luta, mas nos lugares de ação. E depois, a essa nova geração que vem se descobrindo feminista desde 2013, quando o brasileiro foi às ruas protestar por causas diversas. Às vésperas de completar 80 anos e à frente de cursos e laboratórios na UFRJ, ela percebeu, também ...

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    Imagem retirada do site Claudia

    Feminismo: onda conservadora exige força das mulheres

    O crescimento de regimes fundamentalistas ao redor do mundo coloca em perigo os avanços alcançados pelo feminismo Por Isabella Marinelli, da Ravista CLAUDIA Imagem retirada do site Claudia O movimento feminista amplificou discussões nos últimos anos. Retomou espaços coletivos e se fortaleceu com a presença de jovens nas lideranças. As pautas já não podem ser ignoradas, mas ameaças de retrocesso são constantes. Foi um relatório da Organização das Nações Unidas de 2018 que apontou tudo isso. Também acendeu um alerta: o crescimento de regimes fundamentalistas e ultraconservadores ao redor do mundo coloca em perigo a luta pela igualdade de direitos. “A resistência aos movimentos progressistas sempre existiu, mas agora se manifesta de forma diferente. Os conservadores os enfraquecem criando narrativas em que aparecem como grandes inimigos”, explica Flávia Biroli, professora de ciência política da Universidade de Brasília. Nessa toada maniqueísta, ganha força o discurso que tira os papéis ...

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    “Jé Oliveira e sua Cia apresenta no Centro Cultural São Paulo a reedição de Gota D’Agua de Chico Buarque e Paulo Pontes, com elenco predominantemente negro”

    Foto: Evandro Macedo Em Gota D’Água {PRETA}, nova versão do texto de 1975, o premiado ator, diretor, dramaturgo e fundador do Coletivo Negro, realça a realidade negra, a discussão social e de classes e o protagonismo da mulher preta. A cantora e atriz Juçara Marçal, do Metá Metá, interpreta Joana e o próprio Jé faz o papel de Jasão, personagens principais da peça Por Elcio Silva para o Portal Geledés  A trama traz para a cena paulistana a realidade negra que perpassa a obra, mas pela primeira vez tem um elenco predominantemente negro. Nesta montagem, o artista mostra sua versatilidade ao transitar entre o Rap e a MPB. Em seu último trabalho, homenageou os Racionais MC’s com a peça-show Farinha com Açúcar que rodou o país por três anos. Inspirado na tragédia Medeia, de Eurípedes, Gota D’Água {PRETA} tem como personagem principal Joana, mulher madura, sofrida, moradora de ...

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    Nu masculino (sem data), por Boscoe Holder.

    A Exclusão e o Preterimento do Negro Gay Afeminado

    Um quadro ancestral com desenhos lúdicos de cor negra que reluz ouro e não se é exposto na parede principal. A metáfora poética da não existência dos corpos negros gays afeminados na redoma das afetividades. A solidão que ocupa a grande parte de nossas vidas e orquestra nossos silêncios. Por Marcos Wandebaster, para o Portal Geledés  Nu masculino (sem data), por Boscoe Holder. Hoje aprecio refletir no espelho a imagem de um belo quadro. Negro e banhado em ouro… Mas lembro-me bem dos dolorosos dias em que esse quadro não aparecia. No lugar dele, um menino, e anos depois, um adolescente que via seus olhos refletirem o auto-ódio que aprendeu desde cedo por ser negro, e em seguida, por não caber na lata de lixo tóxico que a sociedade preparou para moldar o que seria um menino, e posteriormente, um homem. É quase missão impossível construir autoestima ...

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