terça-feira, julho 7, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Frantz Fanon'

    A Consciência Negra pressupõe auto-amor. Auto-amor pressupõe refletir sobre preterimentos afetivos

    Entre tantos temas que poderíamos escrever juntos, e eles não são poucos, resolvemos revisitar um assunto espinhoso. Toda a vez que surge um novo texto sobre a questão da solidão afetiva da mulher negra, o lado preto da internet entra em polvorosa. Homens negros, na sua ampla maioria, correm para dizer que as mulheres negras também são palmiteiras, ou então a reforçar que eles não são palmiteiros. Isso sem falar do discurso do amor não tem cor. Mas se não tem, se o diagnóstico de que as mulheres negras vivenciam a solidão de maneira brutal é uma falácia, como é que a Ana Clara Pacheco conseguiu até escrever uma tese de doutorado abordando esse tema? por Winnie Bueno e Caio César enviando para o Portal Geledés via Guest Post Os preterimentos sociais dos quais as mulheres negras são alvo não se restringem só ao mercado de trabalho, eles se expandem ...

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    Colonialismo, Neocolonialismo e Balcanização: As três idades de uma dominação

    À mutação da base material do capitalismo corresponde uma mutação das formas da dominação política. O principal objectivo já não é instalar governos títeres que já não conseguem resistir de forma duradoura à cólera popular, mas sim balcanizar por meio da guerra para fazer com que esses países se tornem ingovernáveis. Do Afeganistão à Somália, do Iraque ao Sudão o resultado das guerras é igual por toda a parte: a destruição da própria base das nações Por Said Bouamama Do Galizacig Regresso a Cristóvão Colombo A visão dominante do eurocentrismo explica a emergência e posterior extensão do capitalismo a partir de factores internos das sociedades europeias. Dai se depreende a famosa tese de que algumas sociedades (algumas culturas, algumas religiões, etc.) estão dotadas de uma historicidade e outras carecem dela. Quando Nicolas Sarkozy afirma em 2007 que «o drama de África é que o homem africano não entrou suficientemente na história ...

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    A atualidade 
da négritude

    O encontro dos intelectuais negros fora de seus espaços geográficos gerou uma importante reunião de pensadores engajados na “questão negra”. Léopold Senghor, do Senegal, era o mais antigo do grupo, Aimé Césaire, da Martinica, o criador da palavra négritude, e Léon Gontram Damas, o divulgador das caracterizações desse conceito no ambiente cultural das Antilhas. Em meados de 1930, a négritude foi considerada como uma espécie de “patrimônio cultural dos negros”, levando Senghor e seus companheiros à busca de bases para uma contestação do domínio político-administrativo das populações negras. Por Gustavo de Andrade Durão Do Revista Cult O conceito de négritude deve ser diferenciado do Movimento da Négritude, pois, enquanto o primeiro ainda hoje encontra diversas definições, o segundo tem um lugar específico no tempo e no espaço. Esse movimento aconteceu uma única vez e, apesar das críticas, teve amplas repercussões no campo literário. A Négritude, como movimento, reuniu ao mesmo tempo ...

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    Racismo: Por que se matou a psicanalista negra que fazia sucesso no Rio?

    Em 2008, às vésperas da comemoração dos 120 anos da abolição da escravidão com a Lei Áurea, pedi um texto especial à escritora Neusa Santos Souza para a edição de 13 de maio do jornal Correio da Baixada, vespertino diário voltado para a periferia do Rio. Eu o editava até a crise mundial de setembro botar o veículo do Grupo Monitor Mercantil no limbo, depois de mais de seis meses de jornalismo cotidiano valorizando o povo sofrido da Baixada Fluminense. Neusa era uma psicanalista lacaniana bem sucedida profissionalmente, negra baiana que, contrariando as estatísticas e as dificuldades de berço pobre, estudou e estudou muito, Medicina e Psicanálise, estabelecendo-se no Rio de Janeiro, onde convivia com intelectuais e dava uma importante contribuição na luta contra a discriminação racial. por Alfredo Herkenhoff, do Mamapress Neusa não agüentou chegar a 2009 para comemorar os 120 anos de proclamação da República. No sábado, 20 ...

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    “Cem negros valem um branco”

    A figura do malandro é mais um dos fatores que colocam a comunidade negra sob os olhares do braço armado do Estado Texto: Pedro Borges / Edição de Áudio: Pedro Borges No Alma Preta O tráfico de seres humanos do continente africano às diversas partes do mundo constituiu aquilo que é conhecido como diáspora africana. De acordo com relatos e documentos, o número de humanos sequestrados varia de 5 a 20 milhões, dados que colocam o Brasil como principal destino de pessoas na condição de escravo nascidas no continente africano. A principal motivação europeia para a continuidade desse regime econômico era a formação e a manutenção da mão obra escravizada. No Brasil, a super-exploração sobre o povo negro possibilitou lucros exorbitantes para as elites brancas, seja por meio da colheita de cana de açúcar e café, ou pela extração de minérios, ou ainda pelo tráfico de seres humanos. É essa herança escravagista que ...

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    Foto: Edson Jonathan/Divulgação

    Hiperssexualização e autoestima do homem negro

    O livro “Pele negra, Máscaras brancas” do Frantz Fanon foi um divisor de águas na minha vida. É incrível como, mesmo sendo escrito em outro país e em outra época, reflete bastante a forma como as pessoas negras lidam em relação as questões raciais na sociedade. O capítulo 2, intitulado “O homem de cor e a mulher branca”, trouxe nos dois primeiros parágrafos palavras que caíram sobre mim como uma bomba (trecho aqui nesse texto). Foi o trecho que me fez entender o motivo dos homens negros preferirem, de forma geral, mulheres brancas, mas também me trouxe inúmeros questionamentos posteriores. Por Caio César, do Do Fala Pretinho  Eu lembro que há uns anos, eu considerava a minha vida amorosa parte da minha militância. O fato deu me relacionar e namorar com mulheres brancas fazia com que eu me sentisse igual aos homens brancos, como se eu fosse igualmente capaz, igualmente homem. ...

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    Getty Images

    A Poética da Esperança, um relato sobre trajetórias e memórias de Nelson Mandela

    Em continuidade à série Pesquisa em Destaque, conversamos com a Cristiane Mare, sobre dois trabalhos seus – Trajetórias e memórias de Madiba: Somente homens livres podem negociar e O lugar da tradição nos discursos políticos de Nelson Mandela – submetidos ao II Congresso das/os Pesquisadoras/es Negras/os da Região Sul (II COPENE Sul). A entrevista focou-se no histórico do líder sul-africano Nelson Mandela que foi um dos mais importantes sujeitos políticos contra o regime do Apartheid, na África do Sul, e que se tornou um ícone internacional na defesa da justiça social. Confira agora, esta entrevista! Galoá - Para começar a entrevista, gostaria de pedir que resumisse um pouco de sua pesquisa. O nome e o papel de Nelson Mandela no fim do Apartheid são conhecidos de todo o mundo, mas pelo que li nos dois artigos que você publicou com o Galoá, você critica o recorte que é feito da vida ...

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    Albert Woodfox, 2016 (Foto: © Marie-Anne Ventoura)

    Lia para manter minha sanidade mental, diz ex-Pantera Negra preso 45 anos numa solitária

    O ex-Pantera Negra Albert Woodfox afirmou nesta segunda-feira (22/02) que, durante o tempo em que permaneceu preso, no Estado da Louisiana, nos EUA, a leitura era um modo de “permanecer conectado com o mundo exterior” e essa conexão era única forma de não perder sanidade. Woodfox, que ficou preso por 45 anos em regime solitária, fez a declaração à emissora norte-americana Democracy Now!, na primeira entrevista que deu a um canal de televisão ou rádio após sair da prisão. “ era uma das ferramentas que nós usávamos para permanecer focados e conectados com o mundo exterior”, disse Woodfox, ao ser perguntado se ler era permitido durante a detenção. Ele especificou que costumava ler “livros de história e sobre Malcolm X”, além de obras de Martin Luther King, Frantz Fanon e James Baldwin. Woodfox foi libertado na última sexta-feira (19/02), dia em que completou 69 anos. Ele, a pessoa que passou mais ...

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Livros e textos de Lélia Gonzalez

    A historiografia brasileira tem sido marcada pela invisibilidade dos afro-descendentes. A imposição dessa qualidade, exercida de forma orquestrada e sistemática, fez com que, nos anos 1970, em vários estados brasileiros, grupos formados por diversos setores da comunidade afro-descendente desenvolvessem uma reflexão abrangente sobre a situação social, política, econômica e cultural do país, e em especial sobre o processo de exclusão dos afro-descendentes nesse contexto. Foram muitos os grandes pensadores/articulares que contribuíram para essa reflexão. Mas, dentre todos, destacou-se uma figura feminina: Lélia de Almeida Gonzalez, ou Lélia Gonzalez, como ficou conhecida. Sua atuação sempre foi caracterizada pela capacidade de articular, com extrema propriedade, sobre a questão do povo negro, em geral, e da mulher negra, em particular. Militante negra e feminista, atuou como desencadeadora das mais importantes propostas de atuação do Movimento Negro Brasileiro. Participou da criação do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN-RJ), do Movimento Negro Unificado (MNU), ...

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    Achille Mbembe: "Crítica da Razão Negra"

    “O mundo vai ser negro”, diz filósofo camaronês

    Teórico camaronês do pós-colonialismo Achille Mbembe é o homenageado deste ano com o Prêmio Irmãos Scholl, na Alemanha, por seu incômodo livro "Crítica da Razão Negra" Do DW "As lógicas de distribuição da violência em escala planetária não poupam nenhuma região do mundo, não mais que a vasta operação em curso de depreciação das forças produtivas", constata o filósofo e historiador Achille Mbembe no epílogo de seu livro "Crítica da Razão Negra". Trata-se de um pontapé inicial rumo a uma nova visão de mundo, o que comprova a atualidade da obra do teórico camaronês, sobretudo quando se pensa nas muitas guerras e conflitos ou nos incontáveis jovens desempregados, principalmente na África. E foi por esse olhar afiado "sobre a sociedade mundial globalizada, que não remove apenas mercadorias e capital, mas também pessoas e força de trabalho", que Achille Mbembe recebeu em Munique, na segunda-feira (30/11), o Prêmio Irmãos Scholl. A ...

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    Precisamos reconhecer nossa palmitagem

    Muito se tem discutido sobre a solidão da mulher negra e o termo Por Caio Cesar dos Santos  via Guest Post para o Portal Geledés "palmiteiro". Muitas mulheres tiveram, enfim, a coragem de expor seus sentimentos após anos e anos de preterimento e desvalorização. Eu particularmente acho isso ótimo, o que me incomoda mesmo é o mau caratismo de nós, homens, ao tratar do assunto. Somos palmiteiros. Todos nós. Alguns em desconstrução, outros não. Acredito que reconhecer isso é o primeiro passo que podemos dar. No mundo afetivo dos homens reina a ideia de que, quanto mais mulheres você tem, melhor você é, mais respeitado entre os amigos, mais popular. E nessa matemática básica, a mulher preta não tem valor. Num país onde o padrão de beleza feminino é tão forçado e reforçado em todos os veículos de mídia, se relacionar com mulheres negras não era a primeira opção dos homens. Basta olhar ...

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    UFMG realiza evento sobre I Congresso de Escritores e Artistas Negros

    NA PROGRAMAÇÃO, SERÃO EXIBIDOS FILMES SOBRE O TEMA, SEGUIDOS DE DEBATES No UFMG O Primeiro Congresso de Escritores e Artistas Negros, realizado em setembro de 1956 na Sorbonne, em Paris, foi um espaço privilegiado em que pensadores das colônias e ex-colônias francesas na África e na América e uma delegação de intelectuais estadunidenses debateram o lugar da cultura negra após o fim da II Guerra Mundial. Foi um momento de construção e (re)formulação de discursos que giravam em torno do Négritude em uma nova ordem mundial. O evento foi organizado pela Revista Présence Africaine, coordenada por Alaine Diop, e contou com a participação de mais de 600 pessoas de diversas nacionalidade, entre eles Frantz Fanon e Mário de Andrade. Para refletir sobre esse momento histórico, o Departamento de História e o Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) organizam, de 11 a 13 de novembro, o I Congresso ...

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    Cultura e Arte Negra: Enegrecer o CNPC/Minc; renovação do Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura

    “Toda ruína é um terreno em construção que enfrenta a voracidade do tempo. A pátria dos escravizados é a revolta, a resistência. Em nome de um futuro que já virou passado, nosso espetáculo terminou, nossa arte em obras finda agora. Nos despimos da maquiagem, do figurino, de nossa intenções ensaiadas. O texto descansa, o corpo repousa e voltaremos às nossas casas. Cada pessoa carregando sua própria história. Usamos o placo em legítima defesa. Pleiteamos nossa fatia no bolo do mundo. Servimos à mesa nossas dores silenciadas e fizemos de nossa carne ferramenta coletiva de mudança.” Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas Texto: Cidinha da Silva Dramaturgia: Cidinha da Silva e Os Crespos Por Pedro Neto Do Kul Tafro Ocupemos TODOS os Colegiados, pela luta de muitos e pelo entendimento da atual gestão do Ministério da Cultura, esta garantido no edital: “5.4 Na etapa nacional, a composição dos colegiados setoriais ...

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    Edição fac-similar da seção Afro-Latino-América do jornal alternativo Versus, dos anos 1970

    Edição fac-similar da seção Afro-Latino-América do jornal alternativo Versus, dos anos 1970, apresenta ao Brasil do século XXI a memória da imprensa negra e socialista na segunda metade do século passado. por Flavio Jorge Rodrigues da Silva e Gevanilda Santos via Guest Post para o Portal Geledés O suplemento Afro-Latino-América, publicado entre os anos 1977 e 1979, é lançado agora em versão fac-similar e apresenta as 20 edições encartadas nos números 12 a 31 do jornal Versus. Com uma imprensa especial, típica da imprensa negra paulista da época, com seu caráter socialista pouco conhecido e divulgado e muito marginalizado pela grande mídia. A seção Afro-Latino-América foi editada por uma geração de jornalistas, estudantes e ativistas antirracistas que àquela época resistiu à ditadura militar empunhando a bandeira do combate ao racismo para desmistificar a ideologia oficial do mito da democracia racial no Brasil. Denunciar o racismo disfarçado pelo autoritarismo do regime militar imposto em 1964 ...

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    Não existe bala perdida. Sobre as prováveis violências policiais no Brasil

    Este artigo foi escrito como texto-base para participação no debate de lançamento do livro Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação, em 29 de julho de 2015: “Violência policial: causas, efeitos e soluções”. Nele, proponho uma discussão, a partir da sociologia, sobre o papel da violência do Estado nas relações sociais e nas estratégias de transformação política. Ele pode ser lido como uma continuidade daquilo que, com o cientista político Renato Moraes, desenvolvi no capítulo “As lógicas do extermínio”, do livro. Nesse sentido, o artigo trata menos as “causas” da violência policial e mais seus “efeitos” e “soluções”, como diz o título do debate. * * * Por João Alexandre Peschanski. do Blog Boi Tempo A expressão violência policial está na base de uma questão clássica da sociologia política: Como as pessoas se localizam em relação ao Estado? Há um princípio de estratificação, uma tecnologia política de divisão social, que se funda a ...

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    Escritor Gabriel Ambrósio em entrevista ao Jet7 Angola

    Jet7 Angola - Quem é o Gabriel Ambrósio? R- Um jovem angolano, responsável e humilde, mas sem vergonha de ser ele mesmo, apesar de respeitar todos. Do Jet7 Angola Jet7 Angola - Quando é que começou a sentir interesse pela escrita? R-O meu interesse pela escrita começou exatamente quando estudava no ensino médio no Soyo/ Zaire. Escrevia frases reflexivas, líricas e inquietações sobre as emoções socioculturais. Jet7 Angola - Quas são os temas que o Gabriel gosta de abordar nos seus livros? R- Os temas que mais abordos são sobre valores culturais, com cunho filosófico, antropológico, simbólico artístico e sociopolítico. E também reflito bastante sobre o nosso comportamento como jovens angolanos e africanos no geral. Jet7 Angola - Muitos escritores e personalidades ligadas à cultura reclamam da falta de apoios do ministério da cultura. A literatura, ainda é o parente pobre das artes em Angola? R-Bem, eu penso que o ministério ...

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    Fórum Social Mundial: Democratização da comunicação e fim do racismo demandam ataque a privilégios

    Com participação de parlamentar do Syriza, Fórum Social Mundial destaca que igualdade demanda rupturas em setores poderosos da sociedade Escrito por: Luiz Carvalho, da Tunísia, do CUT  A Casa Brasil, espaço que a CUT e parceiros dos movimentos mantêm no Fórum Social Mundial em Tunis, na Tunísia, recebeu dois encontros que trataram de inclusão: pela manhã, um debate do 4º Fórum Mundial de Mídias Livres e, à tarde, uma mesa sobre combate ao racismo. Na primeira etapa, Stelios Kologlou, jornalista e membro do parlamento europeu pelo Syriza, partidorvencedor das últimas eleições presidenciais na Grécia, falou da relação entre os meios de comunicação locais e o poder. O cenário remete a muitos países sul americanos, inclusive o Brasil. Lá como aqui, as oligarquias de controle da mídia, com apoio e participação de políticos corruptos da direita, atuaram para acabar com rádios e TV públicas. O processo resultou na demissão de 2.500 ...

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    Quem matou? “todo espectador é um covarde ou um traidor”

    O escritor Frantz Fanon, referindo-se a colonização na Africa, escreveu: "todo espectador é um covarde ou um traidor". Assim me sinto. por Flávia Castro no Brasil Post As ultimas palavras do menino antes de morrer, foram: "A gente só tava brincando, senhor". O menino e seus amigos faziam um "selfie". O menino e seus amigos corriam. O policial atirou nos meninos que corriam, porque corriam. Como tantos outros meninos de sua idade mundo afora, faziam selfies e corriam. Mas aqui, Meninos negros que correm, estão fugindo. Meninos negros e pobres que correm com um celular, são ladrões. Meninos negros e pobres podem ser eliminados. Meninos negros e pobres estão sempre sob suspeita e devem ser eliminados. O homem que os matou se olha todos os dias no espelho e acha normal matar jovens negros e pobres. O motorista de táxi que peguei ontem, o empresário que fala alto no aeroporto, também acham ...

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    O racismo começa onde acaba a cultura?

    De todas as antigas potências coloniais, Portugal continua a ser um dos países colonialistas onde o debate sobre o racismo é ainda dos menos clarificadores, porque está instalado numa quimera histórica em que o luso-tropicalismo, também construído na base de um embuste histórico, segundo o qual o colonialismo português teria sido, em comparação com as restantes violações coloniais, o mais generoso e menos violento. Esta premissa assente numa falácia histórica, minada por um misto de hipocrisia e cinismo políticos, vai ganhando sedimentação ideológica e dificultando um debate sério e frontal sobre o racismo. Em Portugal, o racismo e a sua negação são estruturais no confronto ideológico sobre o lugar da diferença numa sociedade potencial e estruturalmente racista, porque estrutural e historicamente coloniais. Por Mamadou Ba, do  Buala Na presente edição da agenda 2015 do SOS pretende discutir a diversidade e pluralidade de eixos temáticos, não apenas para analisar a cultura do ...

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    Portugal deve pagar indenizações pela escravatura?

    Os países que escravizaram devem compensar os escravizados? Há quem diga que sim e até aponte um valor para uma indemnização: 30 triliões de dólares vezes 10 mil. Há quem diga que não, porque isso seria voltar à menorização dos colonizados. Antes disso, Portugal deve debater o seu passado esclavagista, dizem historiadores. Joana Gorjão Henriques no Público É um tema que tem vindo a debate regularmente, mas de que pouco se fala em Portugal. Devem os países que participaram na escravatura pagar indemnizações? Quem o deve fazer, quem deve ser indenizado? Em Maio, a organização Comunidade das Caraíbas (Caricom) reuniu-se na conferência da Comissão de Compensações/Reparações e incluiu Portugal na lista dos países europeus aos quais querem exigir indemnizações. Chegaram, na altura, a um programa de dez pontos que consideram essenciais para o processo de reparações: passa pelo pedido de desculpas formal, apoio ao repatriamento para África, criação de programas de ...

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