Resultados da pesquisa por 'Preta Gil '

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    Entrevista – Otavio Ianni: O Preconceito Racial no Brasil

    Na entrevista realizada no dia 11 de dezembro passado, Octavio Ianni revela vários traços de sua personalidade como o autêntico scholar, ao examinar a trajetória do pensamento acadêmico paulista dentro do panorama brasileiro, relembrando a contribuição dos grandes mestres e definindo os dados principais das controvérsias em que a USP se engajou. Ele não se furta à oportunidade de emitir sua opinião a respeito de um tema que hoje se tornou candente - as cotas para os estudantes negros na universidade brasileira. Como sua postura como scholar é completada por um outro traço de sua personalidade - o militante que dá o melhor de si a fim de contribuir para a alteração de uma realidade social inaceitável e injusta -, Ianni analisa o preconceito racial em termos mundiais, onde "esses surtos de diferentes manifestações de racismo e intolerância estão imbricados com a dinâmica da sociedade". Aqui apresentamos os principais trechos ...

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    movi

    História recente dez anos dos movimentos negros

    Hamilton Cardoso Há uma década, apenas, em 1978 os movimentos negros travaram, principalmente na cidade de São Paulo, o seguinte debate: o que fazer, no dia 13 de Maio, data da abolição da escravatura? Hoje o debate pertence a toda sociedade. A Globo, por exemplo, diz Axé. Na época, duas tendências da esquerda digladiavam-se, ao mesmo tempo que se contrapunham ao setor mais tradicional, favorável a comemorações da abolição. Uma delas queria uma postura passiva: "não devemos fazer nada, no dia 13", diziam. "Não devemos, sequer trabalhar". A outra queria uma denúncia ativa, com ampla participação, sob forma de protesto, de todas atividades comemorativas. Os ativistas partiam de algumas premissas: uma delas era o reconhecimento de que, independente da reflexão ou do caráter da abolição decretada no Brasil, a maior parte da população negra sempre comemorou no candomblé e na umbanda, nas congadas e escolas de samba e outras entidades ...

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    As Máscaras de Gelede

    As energias que se tornam visíveis na dança Gęlędę, valorizadas pelos trajes, têm um paralelismo na fascinante imaginária de suas máscaras. Ao retratar praticamente tudo o que pode ser visto no universo iorubá, as máscaras Gęlędę documentam e comentam o domínio das mães, isto é, o mundo. Apesar da enorme diversidade das imagens em Gęlędę , a forma ou morfologia das máscaras pouco varia. Em contraste, a morfologia das mascaradas noturnas de Ęfę, tais como Arabi, as mães noturnas ou Ọrọ Ęfę, variam significativamente de uma região a outra e até mesmo entre as comunidades. Reconhecimento dos papéis Os Iorubá dividem todas as máscaras Gęlędę em categorias masculinas (akǫgi) e femininas (abogi), algumas vezes baseadas no tema retratado na máscara. Por exemplo, uma máscara com um penteado feminino seria denominada abogi (literalmente "madeira feminina"); uma que usasse um gorro masculino seria identificada como akǫgi (literalmente "madeira masculina"). Um tema relacionado ...

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    O educador Paulo Freire, em foto de 1989 Foto: Silvio Correa / Agência O Globo

    Amílcar Cabral – por Paulo Freire

    Amílcar Cabral O Pedagogo da Revolução Paulo Freire Eu conhecia Amílcar Cabral não pessoalmente, mas através das referências que se faziam à Amílcar Cabral, à luta Africana. Parece-me que era impossível, inclusive, comentar, falar dos movimentos de libertação em África, sobretudo, da chamada África de expressão Portuguesa, que para mim é muito mais a expressão de uma postura colonialista portuguesa do que verdadeira essa afirmação, sem falar de Cabral. Eu sempre dizia que não reconhecia as Áfricas, uma de expressão Portuguesa, de expressão Francesa, de expressão Inglesa, para mim o colonialismo pairou e impôs-se sobre a África e sem ter conseguido jamais ter transformá-la em Áfricas de expressão disto ou daquilo. Mas era. E é difícil, pensar sobre os movimentos de libertação dessa chamada falsamente África de expressão Portuguesa, sem se fazer referência a Amílcar Cabral. Amílcar Cabral esteve na gestação de todos os movimentos de libertação das ex-colônias Portuguesa, ...

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    Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA

    LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências.   PHOTOGRAPH BY GETTY IMAGES   O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Título I Das Disposições Preliminares Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente. Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros ...

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    Cadernos Geeledes nº 1

    Saúde Reprodutiva da População Negra no Brasil: Entre Malthus e Gobineau

    Saúde reprodutiva da população negra representa um novo campo de produção de estudos e conhecimentos, que se encontra em construção no Brasil a partir da confluência de duas áreas de estudos: a da saúde reprodutiva e a das relações raciais. Representa ao mesmo tempo um campo de produção teórica e de ação política. Por Edna Roland Délcio da Fonseca Sobrinho destaca três grandes momentos da história do planejamento familiar no Brasil (Congresso Nacional, 1993). O primeiro, anterior a 1964, "cujas origens remontam ao período imperial e primórdios do republicano, era marcado por um sentimento natalista difuso e pela ideia racista de busca de melhoria da raça brasileira". O segundo caracterizou-se pela polêmica do controle versus anticontrole, da qual participaram os militares, "que buscavam argumentos de ordem estratégica e de segurança nacional, a Igreja, que alinhava razões de ordem moral e religiosa, e as correntes de esquerda, que argumentavam tratar-se de ...

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    Saúde reprodutiva da população negra representa um novo campo de produção de estudos e conhecimentos, que se encontra em construção no Brasil a partir da confluência de duas áreas de estudos: a da saúde reprodutiva e a das relações raciais.

    Programa de Saúde – Memória Institucional de Geledés

    Edna Roland foi diretora do Geledés e coordenadora do Programa de Saúde até 1996.  Saúde Reprodutiva da População Negra no Brasil: Entre Malthus e Gobineau Saúde reprodutiva da população negra representa um novo campo de produção de estudos e conhecimentos, que se encontra em construção no Brasil a partir da confluência de duas áreas de estudos: a da saúde reprodutiva e a das relações raciais. Representa ao mesmo tempo um campo de produção teórica e de ação política. Délcio da Fonseca Sobrinho destaca três grandes momentos da história do planejamento familiar no Brasil (Congresso Nacional, 1993). O primeiro, anterior a 1964, "cujas origens remontam ao período imperial e primórdios do republicano, era marcado por um sentimento natalista difuso e pela ideia racista de busca de melhoria da raça brasileira". O segundo caracterizou-se pela polêmica do controle versus anticontrole, da qual participaram os militares, "que buscavam argumentos de ordem estratégica e ...

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    Reprodução/youtube

    Elizeth Moreira Cardoso

    Elizeth Moreira Cardoso (Rio de Janeiro, 16 de julho de 1920 - 7 de maio de 1990) foi uma cantora brasileira. Reprodução/youtube Elizeth Moreira Cardoso, A Divina, é considerada como uma das maiores intérpretes da canção brasileira e um das mais talentosas cantoras de todos os tempos, reverenciada pelo público e pela crítica. Nasceu na rua Ceará, no subúrbio de São Francisco Xavier, e cantava desde pequena pelos bairros da Zona Norte carioca, cobrando ingresso (10 tostões) das outras crianças para ouvi-la cantar os sucessos de Vicente Celestino. O pai, seresteiro, tocava violão e a mãe gostava de cantar. Primeira apresentação Desde cedo precisou trabalhar e, entre 1930 e 1935, foi balconista, funcionária de uma fábrica de saponáceos e cabeleireira, até que o talento foi descoberto aos dezesseis anos, quando comemorava o aniversário. Foi então convidada para um teste na Rádio Guanabara, pelo chorão Jacob do Bandolim. ...

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    milton_nascimento

    Milton Nascimento

      Milton Nascimento (Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1942) é um cantor e compositor brasileiro, reconhecido mundialmente como um dos mais influentes e talentosos cantores e compositores da MPB. Conhecido também pelo apelido de Bituca. Nascido no Rio de Janeiro, filho de Maria do Carmo Nascimento, uma empregada doméstica, foi adotado por um casal cuja esposa (Lília Silva Campos) era professora de música. O pai adotivo, Josino Campos, era dono de uma estação de rádio. Mudou-se para Três Pontas, em Minas Gerais, antes dos dois anos e aos treze anos já cantava em festas e bailes da cidade.   Sobre a família, disse: {xtypo_quote}Sou fascinado pela minha família, acho que eu não poderia ter tido mais amor, educação e liberdade em nenhuma outra família no mundo. Eles moldaram a minha vida. Meu primeiro instrumento foi uma harmônica dada pela minha avó. Ela me deu um acordeão, e foi ...

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    seleção brasileira

    Seleção Brasileira negra de todos os tempos

    Para prestar uma homenagem aos melhores jogadores negros da história do Brasil montamos a  Seleção Brasileira negra de todos os tempos. Confira os escolhidos: Goleiro: Manga Destaque do Botafogo, no final da década de 50 e durante quase todos os anos 60, Manga, natural de Recife, ficou marcado pela sua elasticidade. Esteve presente na Copa do Mundo de 1966, mas não tem boas recordações daquela competição, onde entrou no lugar de Gilmar dos Santos Neves contra Portugal e não foi feliz. Defendeu também o Sport, o Grêmio, Operário, Coritiba, Nacional-URU, Barcelona-EQU e Internacional, onde fez parte do esquadrão que conquistou o bicampeonato brasileiro, em 1975 e 76. Após se aposentar, foi treinador de goleiros no Equador e nos Estados Unidos. Lateral-direito: Djalma Santos Um dos maiores craques da história do Palmeiras, Djalma Santos participou das conquistas mundiais do Brasil de 1958 e 1966. Na primeira, inclusive, foi reserva de De Sordi durante ...

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    Wikipedia

    Elizeth Cardoso

    Elizeth Moreira Cardoso (Rio de Janeiro, 16 de julho de 1920 - 7 de maio de 1990) foi uma cantora brasileira. Divulgação/Biografia Elisete Cardoso, Uma Vida Elizeth, A Divina, é considerada como uma das maiores intérpretes da canção brasileira e um das mais talentosas cantoras de todos os tempos, reverenciada pelo público e pela crítica. Nasceu na rua Ceará, no subúrbio de São Francisco Xavier, e cantava desde pequena pelos bairros da Zona Norte carioca, cobrando ingresso (10 tostões) das outras crianças para ouvi-la cantar os sucessos de Vicente Celestino. O pai, seresteiro, tocava violão e a mãe gostava de cantar. Primeira apresentação Desde cedo precisou trabalhar e, entre 1930 e 1935, foi balconista, funcionária de uma fábrica de saponáceos e cabeleireira, até que o talento foi descoberto aos dezesseis anos, quando comemorava o aniversário. Foi então convidada para um teste na Rádio Guanabara, pelo chorão ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    Racismo na educação infantil – por Sueli Carneiro

    Dia 27 de outubro, a professora Eliane Cavalleiro lançou o livro Do Silêncio do Lar ao Silêncio Escolar: racismo, discriminação e preconceito na educação infantil, Editora Contexto. Houve certa tensão entre a autora e algumas professoras presentes, mas também muito interesse dos jovens na apresentação do trabalho. O livro, originalmente apresentado como dissertação de mestrado na Faculdade de Educação da USP, é fruto da observação sistemática do cotidiano escolar de uma Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) da região central de São Paulo, durante um período de oito meses, em três salas de aula de crianças entre quatro e seis anos de idade. Observou-se a relação professor/aluno, aluno/professor e aluno/aluno, considerando as expressões verbais, as práticas não-verbais e as práticas pedagógicas do ambiente escolar. A tensão entre a exposição de Eliane, educadora negra que ousou escarafunchar o espaço sacrossanto da educação infantil, e várias outras educadoras certamente se deve ao ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    Agualusa, por Sueli Carneiro

    O olhar do outro nos constitui. Somos, grandemente, o que esse olhar do outro diz a nosso respeito. Um limite inescapável de nossa identidade. O escritor angolano José Eduardo Agualusa, em entrevista à revista Época, nos dá exemplos interessantes sobre como nós brasileiros somos percebidos por estrangeiros. Em primeiro lugar, ele alude à nossa incapacidade de nos compreender como povo e nação. Em segundo, refere-se à nossa mentalidade, segundo ele, colonizada, que impediria sobretudo às nossas elites nacionais apreciar a originalidade do ser brasileiro, para ele ‘‘uma súmula de África e Europa''. Essa súmula, no entanto, não se realiza como portadora de uma auto-estima positiva do brasileiro, porque uma das partes dessa equação, a africana, permanece rejeitada no imaginário e na prática social, em especial nas classes superiores. Como a maioria de estrangeiros, Agualusa interessa-se mais pelo que há de africano no Brasil do que pelo que seja europeu. Triste ...

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    saneamento-basico

    Negros e pardos sofrem mais com a falta de saneamento

    *Tão perto e tão longe das soluções O Brasil evoluiu em termos de saneamento básico, mas ainda há muito por fazer. Estudo da pesquisadora Maria da Piedade Morais, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que são 14,2 milhões de pessoas sem água canalizada, 34,5 milhões sem esgoto por rede ou fossa séptica e 4,4 milhões sem coleta de lixo, apenas nas áreas urbanas."Falta saneamento básico adequado principalmente para a população mais pobre, e nas áreas rurais a cobertura continua muito pequena", diz a pesquisadora. O estudo foi elaborado com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os progressos alcançados no acesso ao saneamento básico foram os seguintes:a parcela de moradores em domicílios particulares permanentes urbanos no Brasil que em 2001 não tinha água canalizada de rede geral era de 12,3%, e caiu para 9,1% em 2006; ...

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