segunda-feira, maio 25, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Feminismo Negro'

    carolina-11

    Critérios de periferia

    A tarefa de levar o modelo de organização dos movimentos sociais para a periferia teve esse resultado imprevisível: nossa organização veio trazer respostas para a periferia, mas é a favela que está colocando nossos movimentos em questão. O texto que se segue pretende contribuir com um recomeço de conversa, que trate das novas oportunidades reveladas e encobertas por nossa estrutura organizativa.   Por Carolina Malê O que foi radical ontem se encontra paralisado hoje. Os movimentos sociais sobreviventes de duas décadas de reação neoliberal vivem agora seu último fôlego, sufocados por fora e deformados por dentro. A falta de rumo não é estática: ela se aprofunda e, pior, se naturaliza. Estamos virando caricaturas de nós mesmos: mística mecanicamente comovente, formação dogmaticamente questionadora, lutas previamente ajustadas ao limite da negociação. A resistência tem limite e os movimentos existentes não podem mais se superar em seus próprios termos. Não podemos ...

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    maria_da_penha

    Entre a vida, a morte, a discriminação, a (in) justiça, a impunidade e o poder

    Por Ane Cruz, Aparecida Gonçalves e Eunice Léa de Moraes Entre copa do mundo, eleição, desaparecimento, assassinato, amor, ódio, morte, nascimento, estupro, publicidade ofensiva e desvalorização da mulher, a sociedade brasileira assistiu nas últimas semanas notícias estarrecedoras de uma barbárie contra as mulheres que choca e ainda assola o Brasil do século XXI. Ao iniciarmos esta reflexão, gostaríamos de fazer um registro do lugar de onde escrevemos - mulheres, feministas, negras, indígenas, educadoras, militantes partidárias, indignadas com as injustiças, discriminações, preconceitos e violência, que principalmente nós mulheres negras e indígenas sofremos no dia-a-dia de nossas vidas. Portanto, as duas questões: de gênero e étnico-racial, para nós, estão entrelaçadas, num contexto complexo, perverso, injusto, de muita luta diária, de muitas insistências e desistências. Mas de muita alegria e dignidade de ser mulher. E ser mulher em uma sociedade que nas últimas décadas lutou contra a ditadura militar, transitou de uma idéia ...

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    deborahduprat

    Audiência de Cotas Dra. Deborah Duprat (Vice-Procuradorageral da República)

    O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - (PRESIDENTE E RELATOR) - Declaro reiniciados os trabalhos e, segundo o cronograma preestabelecido, teremos a honra de ouvir a manifestação da Doutora Deborah Duprat, Vice- Procuradora-Geral da República, que fará uso da palavra pelo tempo regulamentar.   AUDIÊNCIA PÚBLICA - ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 186 - RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 A SENHORA DEBORAH DUPRAT (VICE-PROCURADORAGERAL DA REPÚBLICA)   - Obrigada. Senhor Presidente, Senhor Ministro Joaquim Barbosa, todos os presentes, senhoras e senhores, acho que este é o momento em que cabe ao Ministério Público fazer uma abordagem diferente daquela lançada no seu parecer que já integra os autos desta ação direta de inconstitucionalidade. Não se trata de uma abordagem diferente; trata-se mais certamente de uma abordagem complementar. Eu gostaria, portanto, de inserir o tema "cotas" dentro da Constituição - esse é o grande propósito ao final desta reunião -, e lembrar que toda ...

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    Kevin Lamarque/Reuters

    Obama chora em evento por ativista americana

    Presidente americano não segurou as lágrimas em memorial   O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não segurou suas lágrimas em um memorial nesta quinta-feira (29) para Dorothy Height, que morreu aos 98 anos no último dia 20 nos Estados Unidos. Considerada a "avó do feminismo", Dorothy militou junto com Martin Luther King (1929-1968) e esteve ao lado do líder negro quando, em 1963, ele fez seu discurso histórico "Eu tenho um sonho". (Crédito: Jim Watson/29.04.2010/AFP) Fonte: R7

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    (Foto: Lucíola Pompeu)

    A rainha do lar virou cidadã

    Neste 8 de março de 2010, o Dia Internacional da Mulher assopra cem velinhas. A data foi proposta pela socialista alemã Clara Zetkim (1857-1933). Ela e suas companheiras queriam um dia de visibilidade para a luta das mulheres. Algo semelhante ao impacto do Primeiro de Maio - Dia do Trabalhador. Por: Fernanda Pompeu Um século depois é notável o que as mulheres fizeram para si mesmas e para a sociedade como um todo. Conquistaram o direito ao voto, o direito a ser proprietárias e a tomar decisões sem a tutela do pai, tio, marido, irmão ou primo. O direito de ingressar nas universidades. O direito de prestar concursos públicos, entre muitos outros. No cotidiano, o progresso foi estonteante. Tomar uma cervejinha sem ser importunada, trocar um noivado por estudos no exterior, ter disponibilidade de viajar a trabalho, falar em público são ações cada vez mais comuns. Tendo consciência ou não, ...

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    homens-e-mulheres

    Mulheres Homens e Homens Mulheres

    Estou tentando entender quais são as diferenças entre homens e mulheres e quais dessas diferenças reforçam o sexismo e qual delas emancipam os gêneros. Sei que vou cometer excessos e isto assusta. Este mês teremos mulheres sendo reconhecidas no mundo todo. Já expressei minha opinião sobre a comemoração de "dia", mas sei que datas como esta servem para que não nos arranquem a última flor do nosso jardim e nada mais nos reste. Servem para continuarmos a luta para a conquista de todos os dias. Por: Sérgio São Bernardo Agora, precisamente sobre mulheres e homens, digo que não acredito em homens feministas, mas acredito na existência de mulheres machistas. Uma forma mimetizada de assumir parte do tipo de poder fundado em modelos de nossos algozes. O sindicalista faz isso com o empregado de seu sindicato; negros "classe A" fazem isso em relação a outros negros "classe B", ricos que foram ...

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    feminismo

    8 de março 2010 – 100 anos de luta feminista

    ARTICULAÇÃO DE MULHERES BRASILEIRAS Neste 8 de março, há cem anos instituído como dia de luta das mulheres feministas, estaremos de novo nas ruas e praças enfrentando os conservadores e representantes do sistema de dominação que nos oprime e explora: as transnacionais beneficiadas com os grandes projetos de desenvolvimento, os latifundiários, expressão mais antiga do patriarcado no país, a igreja conservadora e os fundamentalistas que criminalizam, humilham, perseguem e maltratam as mulheres que recorrem ao aborto ou que defendem a LEGALIZAÇÃO DO ABORTO. 8 DE MARÇO 2010100 ANOS DE LUTA FEMINISTA: E mais mil anos se for preciso! Em muitos estados, não estaremos sozinhas. Movimentos de defesa dos direitos humanos, movimentos de luta por terra, movimentos diversos de mulheres do campo e da cidade, diversas expressões do feminismo se juntarão contra as forças militares, da grande mídia, das oligarquias e agronegócio, e todos e todas que, desde janeiro deste ano, ...

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    FÓRUM SOCIAL MUNDIAL: Progamação Completa

      25/1, segunda-feira   9h Mesa de Saudação do Fórum Social 10 Anos Depois Grande Porto Alegre Local: Gasômetro Participantes: Autoridades locais, estaduais, federais Representantes históricos do FSM da sociedade civil Aldalice Otterloo - ABONG (Brasil) Taoufik Ben Abdallah - ENDA (Senegal) Prefeito José Fogaça     11h Mesa de Abertura Seminário Fórum Social Mundial - Balanço de 10 Anos Local: Gasômetro Participantes: Lilian Celiberti - Articulación Feminista Marcosur (Uruguai) Raffaella Bollini - ARCI (Italia) Nandita Shah - National Network of Autonomous Women's groups (India) Candido Grzyzibowski - IBASE (Brasil) Francisco Whitaker - CBJP (Brasil) João Antônio Felício - CUT (Brasil) João Pedro Stédile - MST (Brasil) / Oded Grajew - Cives - Associação Brasileira de Empresários pela Cidadania (Brasil) Olívio Dutra     14h30 Ato de assinatura do termo que oficializa Memorial do Fórum Mundial Social e Lançamento do Carimbo comemorativo aos 10 anos do Fórum. O carimbo será ...

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    Carlos Marighella

    nascimento: 5 de dezembro de 1911, Salvador, Bahia morte: 4 de novembro de 1969, São Paulo, SP Carlos Marighella foi morto em emboscada preparada pelo DOPS de São Paulo. O mulato Carlos Marighella era filho de um imigrante italiano, o operário Augusto Marighella e Maria Rita do Nascimento, negra e filha de escravos. Teve sete irmãos e irmãs. Pai de Marighella Maria Rita do Nascimento mãe de Mariguella                       Descendo de italiano. Meu pai era operário, nascido em Ferrara (Alta Itália,região de Emília).Chegara como imigrante a São Paulo e se transladara à Bahia. Minha ascendência por linha materna procede de negros haussás, escravos africanos trazidos do Sudão e afamados na história das sublevaçoes baianas contra os escravistas. Carlos Marighella. Fez os estudos iniciais no Ginásio da Bahia, hoje Colégio Central. Contrariando as expectativas ...

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    pelo-fim-do-racismo-Abre

    Pelo fim do racismo

    O Brasil acabou com a escravidão há 121 anos. Os descendentes dos escravos, porém, não são livres social e economicamente: o racismo é o obstáculo. Velado, "cordial" ou odioso, ele persiste mesmo sendo um crime. É urgente pôr fim a esse sentimento selvagem que impede o avanço do país e da humanidade - como mostram as vozes de brasileiros e estrangeiros neste manifesto "Sou capaz de relatar a ladainha usual de pequenos insultos que me foram direcionados ao longo de meus 45 anos: seguranças me seguindo quando entro em lojas de departamento, casais brancos que me jogam a chave de seus carros quando estou esperando pelo valet, carros de polícia que me param por nenhuma razão aparente... Conheço o gosto amargo da raiva ao engoli-la a seco" . BARACK OBAMA, PRESIDENTE AMERICANO, NA AUTOBIOGRAFIA A AUDÁCIA DA ESPERANÇA (ED. LAROUSSE, 2007)   "Não importa se a pessoa é branca, preta, ...

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    Foto: Paul Morigi via Getty Images

    Angela Davis: Quando Obama visitar o Brasil, vai aprender algumas lições

    Fonte: A Tarde on Line Por Cleidiana Ramos Aos 65 anos, Angela Davis continua a mostrar por que se tornou um ícone do movimento negro norte-americano nos anos 1970. Bastam minutos de conversa com a hoje pesquisadora e professora da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz (EUA), para perceber a facilidade em expor, numa linguagem clara, linhas de raciocínio complexo, fruto do aprofundamento que marca sua produção acadêmica. Um exemplo é quando explica a visão que tem do feminismo, para além do embate de gênero. A jovem ativista de outrora continua também a fascinar a juventude. Este segmento foi o público mais constante nas palestras que ela realizou, na última semana, em Salvador, como convidada da ‘XII Edição da Fábrica de Ideias', programa anual sediado no Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (Ceao/Ufba ). Coordenada pela doutora em sociologia Ângela Figueiredo e pelo doutor em antropologia Lívio ...

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    Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia

    Lélia Gonzalez: Mulher Negra na História do Brasil

    Neste ano de 2009, já contamos 15 anos que a guerreira Lélia Gonzalez passou à condição de "ancestral". A atualidade da luta que travou; sobre a qual refletiu e ensinou nos faz reviver um pouco de sua trajetória. Que seu exemplo seja guia nessa luta que, a cada caminhada, constatamos mais a fazer: a luta contra o racismo. Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia Fonte: Memória Lélia Gonzalez Lélia Gonzalez nasceu "de Almeida", em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935. Tinha 59 anos quando faleceu, em 10 de julho de 1994, no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro.   Quando Lélia era criança, sua família instalou-se no Rio, na favela do Pinto, bairro do Leblon, ao lado do Clube de Regatas do Flamengo, onde jogava (e depois foi técnico) seu irmão, Jaime de Almeida (nascido em 1920), por quem nutria enorme ...

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    Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

    Lembrando Lélia Gonzalez, por Luiza Bairos

    ∗ Militante do movimento negro e do movimento de mulheres, mestre em sociologia, atual secretária da Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi), órgão do governo do estado da Bahia. Havia uma aldeia. Um dia chegou a essa aldeia uma amazona de torço estampado de esperança, montada num cavalo negro como nossa ancestralidade. E ela, como um antigo “griot”, contava e contava histórias. Histórias das mulheres guerreiras, histórias dos Núbios, de civilizações egípcias cor da noite que construíram a base da humanidade. Contava história de Nani, no centro da América defendendo seu povo. O que ela queria, todo tempo, era passar para o povo da aldeia o entendimento daquilo que eles viam a seu redor. O tempo todo ela contava a perspicácia dos caminhos que outras tribos percorreram. Ela transmitia CONHECIMENTO. A idéia de liberdade passada por essa amazona, de torço estampado de esperança, montada em seu cavalo negro como nossa ...

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    Geledés e a Pesquisa Acadêmica

    Articula-se com centros de estudos e pesquisas para a produção de conhecimento no tema das relações raciais, gênero e de direitos humanos. Através do diálogo entre ativistas e acadêmicos, tem por finalidade a construção de uma base de conhecimento que possibilite identificar os obstáculos que ainda se impõem na superação das desigualdades. Participa dos seguintes projetos: Projeto de pesquisa Ensino religioso em escolas públicas: ameaças ao Estado laico e aos direitos reprodutivos Este é um projeto ligado o Grupo de Pesquisa "Discriminação, Preconceito e Estigma" da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), coordenado pela Profa. Dra. Roseli Fischamnn. É um projeto aprovado pelo CNPq no Edital MCT/CNPq/SPM-PR/MDA nº 57/2008 - Relações de Gênero, Mulheres e Feminismo / Edital nº 57/2008 - Categoria 1processo nº 402923/2008-1 com duração de 18 meses com início em 01/12/2008. O Geledés Instituto da Mulher Negra participa deste projeto, na condição de organização ...

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    Epsy Campbell Barr

    Epsy Campbell Barr

    Epsy Campbell Barr é ativista feminista e antiracista e ex-deputada. Economista e uma das fundadoras do Partido Ação Cidadã da Costa Rica. Ela anunciou a intenção de se candidatar à presidência de seu país nas próximas eleições que ocorrerão em 2010, sendo a primeira mulher negra a almejar este posto na Costa Rica. Entrevista com Epsy Campbell Entrevista concedida ao Jornal Irohin “Este é o momento para que nós, homens e mulheres negras, nos percebamos como estadistas” – afirma Epsy Campbell Epsy Campbell se autodefine como uma feminista negra latino-americana. Com formação em Economia, aos 42 anos de idade, preside o Partido Ação Cidadã (PAC), tendo sido eleita, em 2002, a quinta deputada negra da Assembléia Nacional da Costa Rica. Em 2006, ficou a um ponto percentual de se tornar vice-presidenta de seu país e derrotar candidatos tradicionais da direita local. Dirigiu até 2005 o Centro de Mulheres Afro-Costarricenses, organização ...

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