quarta-feira, outubro 28, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Elisa Lucinda'

    Dennis de Oliveira: Sobre as cantadas racistas

    Dennis de Oliveira: Sobre as cantadas racistas

    Charô Nunes, no final de maio, publicou um texto no blog “Blogueiras Negras”  em que enumera as cantadas racistas mais ouvidas por mulheres negras, a partir, inclusive de experiências pessoais. Já tinha lido este post e agora vi a repercussão na Folha de S. Paulo. Interessante são os comentários colocados abaixo da matéria. Chamam a blogueira que fez esta denúncia de chata, mal-humorada e que vê racismo em tudo. Eu, como homem negro, também estou de saco cheio destes reacionários e racistas de plantão que se apresentam como vítimas de um pretenso “patrulhamento do politicamente correto”. Como resposta a isto, uso a fala do escritor Marcelo Rubens Paiva que disse, certa vez que “prefiria o politicamente correto que o politicamente facista”. Charô Nunes cita um verso da poetisa Elisa Lucinda: “deixar de ser racista não é comer uma mulata”. É exatamente esta a matriz do pensamento de Gilberto Freire que ...

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    Deixar de ser racista, meu amor, não é comer uma mulata!

    Considerações sobre elogios racistas por Charô Nunes Elogio racista é toda demonstração de admiração, afetividade ou carinho que se concretiza por meio de ideias ou expressões próprias ao racismo. Com ou sem a intenção de, que fique bem claro. Um dos mais conhecidos é o famoso “negro de alma branca” que nossos antepassados tanto ouviram. Mas não são apenas nossos homens que conhecem muito bem os elogios racistas. Nós mulheres negras também somos agraciadas com esses pequenos monstrinhos, usados inadvertidamente por amigxs, familiares. Muitas vezes até por nossos parceirxs. Decidi fazer uma lista com 5 elogios racistas (e sexistas, diga-se de passagem) que muitas de nós escutamos quase que diariamente. Alguns são consenso, acredito. Outros nem tanto. Fico aguardando ansiosa para que você, mulher negra, deixe seu comentário dizendo se também acontece com você. Se concorda, se discorda. E sobretudo, o que você faz para deixar bem claro que esse tipo ...

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    Elisa Lucinda, escritora brasileira.

    Poetisas negras: gênero e etnia através dos versos

    Para começo de conversa, quantas escritoras negras vocês conhecem? Quantas vocês já estudaram ao longo da formação escolar? Quantos livros de poetisas negras vocês encontram por aí nas livrarias? Pois é, tenho certeza que a grande maioria das pessoas que começaram a ler este texto deve ter dito um “NÃO” para a maioria das questões acima, sobretudo à segunda. Desde muito cedo sempre fiquei me questionando o porquê de estudar uma infinidade de autores, majoritariamente brancos e homens. Quando estudava alguma autora e ficava feliz da vida, era uma por semestre, e nenhuma delas era negra. Ficava indignada ao pegar os livros didáticos e observar que em nenhum momento a literatura de autoria negra fazia parte dali, e se fazia, era só um pequeno resumo, sobre a obra de um homem (Cruz e Sousa, um Machado de Assis que há algum tempo o deixaram branco num comercial de TV), mas ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Branquitude! Tremei! A PEC das Domésticas veio para ficar – Por Cidinha da Silva

    A crônica “A PEC das Domésticas, os grilhões e as madames”, é o texto autoral de maior repercussão no meu perfil do Facebook. Ele unificou os três medidores de leitura e impacto em dados positivos: muitas “curtidas”, bom debate e número monstruoso de compartilhamentos, cerca de 860. Para este último item aferidor contribui a divulgação feita por páginas como as Mães de Maio, que o adotaram e reproduziram em larga escala. A PEC superou o hit anterior, “Madalena, vereadora transexual e o mendigo caucasiano”. Em ambos a análise política profunda de um tema da ordem do dia, por meio de linguagem simples foi a tônica. A reverberação de dois textos de destacada conotação política me felicita muito. Em que pese contribuírem adicionalmente para a maioria das pessoas voltarem a me cristalizar no lugar do ativismo político, sem o dinamismo da escritora, da artista que tem opinião sobre o mundo e ...

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    Coletivo-Pretas-Candangas

    Nota de repúdio à eleição de Marco Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal

    O Coletivo Pretas Candangas - DF repudia a eleição de Marco Feliciano (PSC/SP) como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal. Trata-se de um espaço importante, em que se consolidam avanços da sociedade brasileira na superação de desigualdades de gênero, raça, etnia, orientação sexual-afetiva, dentre outras. A Comissão de Direitos Humanos é um dos poucos âmbitos da Câmara Federal que dialoga com movimentos sociais brasileiros, fruto de conquistas das lutas populares. Historicamente, é presidida e composta por parlamentares sensíveis a questões afetas a mulheres negras e a população negra de modo geral, a povos indígenas, quilombolas, população LGBTTT. É uma falta de respeito com toda a sociedade brasileira deixar a presidência destaComissão nas mãos de um deputado que explicitamente assume posições racistas e homofóbicas e defende o ensino religioso evangélico em todas as escolas brasileiras. É uma ofensa à população negra, homoafetiva, ateia e de qualquer credo religioso que não seja o evangelismo, em especial as religiões de matriz africana, atacadas por setores da ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Relações inter-raciais em Lado a lado – Por Cidinha da Silva

    Por Cidinha da Silva   Danados, essa Cláudia e esse João, autores de Lado a lado. Pregaram uma peça na gente, nos pegaram na curva. Como não achar digno que Zé Maria (Lázaro Ramos) e Fátima (Juliana Knust) tenham um romance? Isabel (Camila Pitanga), metida a senhora do destino alheio, dispensou o Zé em nome do altruísmo que camufla seu egoísmo. Vamos combinar, é autoritário demais dar adeus ao amado para libertá-lo em nome da felicidade, porque ela, a semi-deusa, sabe o que é melhor, menos doído e mais proveitoso para ele. Como se Isabel proibisse uma criança de comer 200 gramas de batatas fritas por dia. Zé não é uma criança fazendo coisa errada ou comendo o que não deve, é um homem feito, responsável por suas atitudes e escolhas. O caso é que Fátima é branca e nada na trama indica que Zé trocou Isabel, a empresária negra, ...

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    Ellen Oleria

    Amigos e admiradores de Ellen Oléria revelam verdadeira devoção na torcida

    Quando ouviu Ellen Oléria cantar Maria Maria, João Gabriel Andrade chorou calado. O menino de 8 anos, fã incondicional da cantora, não sabe explicar o porquê. "Eu só chorei", lembra. João é um entre milhares de fãs que se reunirão hoje, às 16h30, para ver a final do reality show The voice Brasil, da TV Globo, no qual Ellen é uma das finalistas, ao lado de Liah Soares, Ludmillah Anjos, Maria Christina, Ju Moraes, Thalita Pertuzatti, Késia e Danilo Dyba. A popularidade da brasiliense criada no Chaparral é enorme. Formada em artes cênicas pela Universidade de Brasília, a cantora, compositora e instrumentista autodidata é uma das favoritas ao título. O prêmio só é dado àquele que for eleito pelo público. Se o critério é esse, Ellen pode mesmo se considerar uma das prediletas (leia quadro com a trajetória dela no programa). No Facebook, foram criados grupos para estimular o voto ...

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    fundacao-Ford

    Fundação Ford celebra os 50 anos na América Latina

    Esse ano marca a celebração de 50 anos da atuação da Fundação Ford na América Latina, onde conta com escritórios no Rio de Janeiro, na Cidade do México e em Santiago. Desde 1962, a Fundação já investiu aproximadamente US$ 1 bilhão na região, apoiando atores de mudanças sociais que trabalham para a promoção da justiça social, para a construção de sociedades mais inclusivas e para a criação de oportunidades para todos os cidadãos. No início deste ano, nós anunciamos uma série de doações que fortalecerão ainda mais esses esforços e empoderar pessoas por toda a América Latina para que tenham voz na definição de políticas e instituições afetam suas vidas. A Fundação marca esse momento com um simpósio de um dia e um jantar comemorativo, ambos no Rio de Janeiro, que reunirão líderes visionários e organizações para refletir sobre as cinco décadas de progresso, discutir sobre os desafios atuais e olhar o ...

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    mulheres-violencia

    Campanha ‘Quem Ama, Abraça’ Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres

    De 25 de novembro a 10 de dezembro, a campanha Quem ama, abraça estará na TV, no metrô e nas ruas de importantes capitais brasileiras, marcando os 30 anos do Dia Internacional de Luta pela Não Violência contra as Mulheres (25 de novembro) e os 20 anos dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Iniciativa da Rede de Desenvolvimento Humano e do Instituto Magna Mater, a campanha conta com veiculação nacional de um videoclipe gravado por grandes nomes da música brasileira, lançamento do portal www.quemamaabraca.org.br e intervenções urbanas. O principal objetivo desta campanha é chamar atenção da população para dados alarmantes, extraídos do Mapa da Violência 2011, do Ministério da Justiça, e da pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o SESC também este ano, tais como: • A cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil; • Seis em cada dez ...

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    Conversa com Joel Zito Araújo – posicionamento, estéticas e cinematografias

    por Sumaya Machado Lima Joel Zito Araújo é cineasta mineiro, ou baianeiro (como prefere se denominar, por ter nascido na fronteira entre os estados de Minas Gerais e Bahia). É realizador de obras sobre a questão das africanidades no Brasil. Seus filmes receberam os prêmios de maior relevância do cinema brasileiro: A Negação do Brasil (2001) recebeu prêmio de melhor filme no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade/It's all true e de melhor roteiro no Festival de Recife em 2001; o ficcional As Filhas do Vento (2005) recebeu 8 kikitos no Festival de Gramado; e o documentário Cinderelas, lobos e um príncipe encantado (2009) recebeu, pela votação do público, prêmios de melhor filme e melhor diretor na 9ª edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe. Joel Zito é também pesquisador, doutor em Ciências da comunicação pela Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo – ECA/USP, ...

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    Conversa com Joel Zito Araújo - posicionamento, estéticas e cinematografias

    Conversa com Joel Zito Araújo – posicionamento, estéticas e cinematografias

    Joel Zito Araújo é cineasta mineiro, ou baianeiro (como prefere se denominar, por ter nascido na fronteira entre os estados de Minas Gerais e Bahia). É realizador de obras sobre a questão das africanidades no Brasil. Seus filmes receberam os prêmios de maior relevância do cinema brasileiro: A Negação do Brasil (2001) recebeu prêmio de melhor filme no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade/It's all true e de melhor roteiro no Festival de Recife em 2001; o ficcional As Filhas do Vento (2005) recebeu 8 kikitos no Festival de Gramado; e o documentário Cinderelas, lobos e um príncipe encantado (2009) recebeu, pela votação do público, prêmios de melhor filme e melhor diretor na 9ª edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe. Joel Zito é também pesquisador, doutor em Ciências da comunicação pela Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo – ECA/USP, Brasil e pós-doutor pelo ...

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    chico-cesar

    Cantor Chico César assume na Paraíba

      João Pessoa/Paraíba - O cantor e compositor Chico César, 46 anos, autor de sucessos como “Mama África”, assumiu a Secretaria da Cultura da Paraíba, estado onde nasceu. Chico aceitou o convite do governador Ricardo Coutinho (PSB), e disse que seguirá o exemplo do dramaturgo Ariano Suassuna, que oocupou o mesmo cargo em Pernambuco, durante a gestão do governador Miguel Arraes (1.995/1998). Entre as idéias que prometeu levar à prática estão a realização de um levantamento das principais manifestações populares e o investimento na preservação e divulgação da cultura na população paraibana. Chico já foi diretor da Fundação Cultural de João Pessoa (PB), e é mais um dos artistas convidados por Governos estaduais para assumir a área da cultura. Anteriormente, a poeta e atriz Elisa Lucinda, foi convidada para ser Secretária da Cultura do Espírito Santo, também seu Estado de origem. Elisa, porém, não aceitou o convite devido a compromissos ...

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    (Foto: Cícero Bezerra)

    Espetáculo de dança discute condição da mulher negra

    O Recife recebe, pela primeira vez, o grupo de dança brasiliense Margaridas, que se apresenta no próximo final de semana, no Sesc de Casa Amarela. A trupe traz o espetáculo "Rainha". O grupo inspirou-se em poemas de escritoras brasileiras e estrangeiras para refletir sobre a condição da mulher negra na atualidade e levou para a cena diferentes olhares dessa realidade, abordando tanto questões políticas e sociais, como também o lirismo encontrado. Para elaboração do espetáculo, o elenco fez uma pesquisa literária durante seis meses e optou por usar poemas como base da criação. A maior dificuldade foi encontrar material de escritoras brasileiras, pela ausência de publicações de mulheres negras no País. Após reunir vários textos, alguns foram selecionados para entrar em cena. Os poemas foram usados tanto como inspiração para expressar o imaginário feminino negro, como também para compor a própria dança. A marginalização social, o preconceito racial e a ...

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    pelo-fim-do-racismo-Abre

    Pelo fim do racismo

    O Brasil acabou com a escravidão há 121 anos. Os descendentes dos escravos, porém, não são livres social e economicamente: o racismo é o obstáculo. Velado, "cordial" ou odioso, ele persiste mesmo sendo um crime. É urgente pôr fim a esse sentimento selvagem que impede o avanço do país e da humanidade - como mostram as vozes de brasileiros e estrangeiros neste manifesto "Sou capaz de relatar a ladainha usual de pequenos insultos que me foram direcionados ao longo de meus 45 anos: seguranças me seguindo quando entro em lojas de departamento, casais brancos que me jogam a chave de seus carros quando estou esperando pelo valet, carros de polícia que me param por nenhuma razão aparente... Conheço o gosto amargo da raiva ao engoli-la a seco" . BARACK OBAMA, PRESIDENTE AMERICANO, NA AUTOBIOGRAFIA A AUDÁCIA DA ESPERANÇA (ED. LAROUSSE, 2007)   "Não importa se a pessoa é branca, preta, ...

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    Revista Claudia e UNIFEM:Defendem Pelo fim do Racismo

      Com imediata adesão à campanha "Pelo fim do racismo!", UNIFEM considera decisivo o engajamento da imprensa brasileira no debate sobre as relações raciais. Nelson Mandela, Elisa Lucinda, Barack Obama, Daiane dos Santos e Oprah Winfrey são alguns dos porta-vozes da campanha da revista Claudia "Pelo Fim do Racismo", lançada neste mês. Com seis páginas dedicadas aos depoimentos de negras e negros dos cenários político, cultural e acadêmico, a revista revela histórias de luta e superação do racismo. "Racismo é o fim. Por isso, Claudia faz, nesta edição, um manifesto pelo fim do racismo, a mais abominável forma de exclusão que ainda persiste no Brasil e no mundo", explica Marcia Neder, em editorial da revista. Posicionada em relação aos grandes temas nacionais, a diretora de redação firma o compromisso. "Fomos os últimos a acabar com a escravidão, e o mito da democracia racial só fez atrasar a discussão sobre a ...

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    História e Cultura Afrobrasileira

    Apresentação e contextualização  @DAZZLE_JAM Na década de 90 o Governo Brasileiro, durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso, reconheceu publicamente a existência do racismo no país, acatando parte das reivindicações e confirmando antigo apontamento e constatação, tanto por parte do Movimento Negro (MN) quanto de pesquisadores da área de Educação e Relações Étnico-Raciais, que uma educação fundada em uma visão eurocêntrica do mundo perpetua a discriminação racial e fere a auto-estima das pessoas que não se sentem contempladas e portanto não encontram identificação no ambiente escolar. Por: Suelaine Carneiro e Tania Portella, da Ação Educativa A ação mais explícita de reconhecimento do racismo brasileiro pelo Governo Federal foi a criação do Grupo de Trabalho para Valorização da População Negra no dia 20 de novembro de 1995, data de tricentenário de Zumbi dos Palmares. Implementado no âmbito do Ministério da Justiça mas com caráter interministerial, o chamado GTI População Negra, foi ...

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    Manifesto de mulheres com Dilma reúne 1.723 nomes. Assine você também!

    Com a proximidade das eleições, mulheres das mais diversas regiões do país lançam manifesto a favor de Dilma com o título: "Porque Nós Mulheres Estamos com Dilma".  O manifesto destaca a importância das conquistas realizadas e a necessidade de que estas mudanças continuem, e destaca a coragem da Presidenta Dilma na condução dos avanços sociais e enfrentamento de toda forma de preconceito e discriminação. "Estamos com Dilma porque queremos mais mudanças e mais transformações e porque lutamos para erradicar toda a discriminação de raça, gênero, classe e orientação sexual. Estamos com Dilma porque, por toda sua vida, esta mulher teve coragem de enfrentar esse passado de injustiça para construir um presente em que caibamos mulheres e homens livres e iguais". Faça parte de quem quer continuar seguindo em frente e empoderando cada vez mais mulheres deste Brasil! Vem com Dilma! Confira a íntegra do documento: O segundo turno da eleição de 2014 é decisivo para definir o país ...

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    A representação social da mulher negra nos programas de TV: do estereótipo à sexualização

    Ao ver a imagem acima, pergunto: Qual mulher negra ao ver essa imagem consegue se identificar, ou melhor, quantas de nós, mulheres negras, olhamos no espelho e nos vemos desse jeito? Por Paula Libence* Imagino que a resposta das mulheres pretas que lerão esse post será negativa. Não. Eu não me identifico com essa imagem. Ou, não. Eu não sou o que vejo na imagem. Pois bem, é com essa enquete que levantarei alguns pontos pertinentes à representação social da mulher negra nos programas da televisão brasileira. Para tanto, farei uma breve digressão ao nosso passado escravista, a fim de compor o cabedal teórico suficiente para coadunar os pontos do que será apresentado adiante. O Brasil viveu mais de trezentos anos, mais precisamente, trezentos e cinquenta oito anos de regime escravista negroafricana. A historiografia nos diz que homens, mulheres e crianças foram sequestradas de várias regiões de África e trazidas ...

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    Pixabay

    Oralidade – Cantos e re-encantos: vozes africanas e afro-brasileiras

    Andréia Lisboa de Sousa 1 Ana Lúcia Silva Souza 2 Pixabay Os mitos são, realmente, as histórias sociais que curam. Isso porque nos são mais do que o desfecho moral que aprendemos associar, há muito tempo, às quadrinhas infantis e aos contos de fada. Lidos apropriadamente, os mitos nos deixam harmonizados com os eternos mistérios do ser, nos ajudam a lidar com as inevitáveis transições da vida e fornecem modelos para o nosso relacionamento com as sociedades em que vivemos e para o relacionamento dessas sociedades com o mundo que partilhamos com todas as formas de vida (FORD, Clyde W. O herói com rosto africano. Mitos da África ). O objetivo deste texto é ressaltar a importância dos contos, orais e escritos, africanos e afro-brasileiros, destacando-os como marcas das experiências humanas de um povo ao longo dos tempos. São narrativas com rosto africano. A história e ...

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