terça-feira, junho 15, 2021

Resultados da pesquisa por 'IBGE'

Vigília contra o assassinato de pessoas negras na Avenida Paulista nesta sexta-feira (11).  (Foto: Divulgação/Coalizão Negra por Direitos)

Coalizão Negra por Direitos faz vigília na Avenida Paulista em memória da população negra assassinada no Brasil

A Coalizão Negra por Direitos realizou, na tarde desta sexta-feira (11), em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), uma vigília em memória de Kathlen Romeu, jovem negra assassinada nesta terça-feira (8), e Gilberto Amancio de Lima, homem negro morto no último dia 14 de maio. Kathlen tinha 24 anos, era designer de interiores e estava grávida de 14 semanas. Ela levou um tiro de fuzil no tórax durante uma ação da Polícia Militar (PM) na comunidade de Lins de Vasconcelos, Zona Norte do Rio de Janeiro. A PM negou que estivesse em uma operação e alegou que os agentes foram atacados. A família da vítima, porém, contestou a versão, disse que não houve troca de tiros e que os disparos partiram da polícia. Gibinha, como era conhecido Gilberto, de 30 anos, era pedreiro e tatuador. O rapaz estava indo fazer uma tatuagem em um vizinho, na Favela da Felicidade, ...

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Contratações de estudantes negros aumenta em 2021 — Foto: Christina @ wocintechchat.com/Unplash

Contratação de estagiários negros cresce 197% no 1º trimestre, mostra levantamento

As iniciativas para reduzir a desigualdade racial no mundo corporativo já refletem na empregabilidade dos estudantes negros no país. É isso que mostra levantamento realizado pela Companhia de Estágios. As contratações de estagiários pretos e pardos praticamente triplicaram neste ano. Enquanto nos primeiros três meses de 2020, foram contratados 250 estagiários negros, no mesmo período deste ano o número saltou para 743, um aumento de 197%. “Ainda que a pandemia tenha desacelerado a média de efetivação de estagiários de modo geral no mercado, os resultados do primeiro trimestre de 2021 são satisfatórios quando olhamos para a taxa de contratação de jovens negros e mostra que o indicador aumenta ano a ano, assim como a procura das empresas”, explica Tiago Mavichian, CEO e fundador da Companhia de Estágios. Entre 2018 e 2019, o aumento na contratação de universitários negros foi de 96%. Quando o comparativo é feito com o biênio 2019-2020, ...

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"São muitas as formas de trabalho infantil e muitas vezes essa violação é naturalizada, a gente acaba não enxergando"

“Racismo estrutural contribui para naturalização do trabalho infantil”

Desde 2016, por conta de uma pesquisa de campo desenvolvida pela organização não governamental Cidade Escola Aprendiz, os jornalistas Bruna Ribeiro e Tiago Queiroz Luciano passaram a ver de perto a realidade de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Ela, apurando e escrevendo sobre. Ele, fotografando. Parte das histórias com que eles se depararam foi reunida no livro-reportagem Meninos Malabares: Retratos do Trabalho Infantil no Brasil, que a editora Panda Books lança nesta quarta-feira (09/06). De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2019, quase 1,8 milhão de crianças e adolescentes no país vivem nessa situação. "Mas acreditamos que esse número seja subnotificado e, infelizmente, não corresponda à realidade. Existem várias formas de trabalho infantil que são de difícil identificação", afirma Ribeiro. Esses trabalhadores infantis fazem parte da paisagem urbana de grandes cidades brasileiras, como São Paulo. São crianças que vendem ...

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GETTY IMAGES

Em mudança histórica, maioria dos novos alunos da USP é de escolas públicas

Em uma mudança histórica, a maioria dos novos alunos matriculados na Universidade de São Paulo (USP) vem de escolas públicas. Depois de anos de discussões e polêmicas sobre reserva de vagas na instituição de ensino mais conceituada do País, foi cumprida este ano a meta ambiciosa estabelecida em 2017 de ter metade de seus novos alunos com esse perfil. É a primeira vez que isso ocorre desde que a instituição passou a registrar o perfil dos ingressantes, em 1995.  Das 10.992 vagas preenchidas, 51,7% foram ocupadas pelos alunos que estudaram na rede pública. Há mais de dez anos, o índice geral ficava em cerca de 25%, sendo bem menor nos cursos mais concorridos.  Apesar disso, chegar aos mais pobres ainda é um desafio: a renda média da maioria dos ingressantes continua acima de cinco salários mínimos e menos de um terço do total dos estudantes é preto, pardo e indígena.  ...

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Denize Souza Leite (Foto: Arquivo pessoal)

Sankofa e as políticas de ações afirmativas: Olhar o passado para construir o futuro

A cultura oriunda dos países africanos é de uma simbologia incrível, e cuja complexidade nos traz ensinamentos profundos, demonstrando o grau de evolução do berço do mundo.  Dentre os elementos culturais encontramos os Adinkras, símbolos ideográficos dos povos Akan, da África Ocidental, região que hoje abrange parte de Gana e da Costa do Marfim. Estes conjuntos de ideogramas tinham como propósito representar valores da comunidade, ideais, provérbios, além de serem usados em cerimônias e rituais de grande importância. Sankofa é um dos Adinkras mais conhecidos, sendo representado por um pássaro que apresenta os pés firmes no chão e a cabeça virada para trás, segurando um ovo com o bico. O ovo simboliza o passado, demonstrando que o pássaro voa para frente, para o futuro, sem esquecer o passado. Ele surgiu com o provérbio ganês “Se wo were fi na wosankofa a yenkyi” que significa “não é tabu voltar para trás e recuperar ...

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A estudante Fernanda Yumi Tagashira, 20, descendente de japoneses, foi atacada no ano passado por um colega de trabalho que já havia dito que japoneses, chineses e coreanos eram "tudo um bando de gente porca" (Foto: Karime Xavier)

Brasileiros de ascendência asiática relatam ataques racistas durante a pandemia

Descendente de japoneses, Fernanda Yumi Tagashira, 20, conseguiu seu primeiro emprego em uma empresa de segurança e monitoramento virtual de São Paulo em março de 2020, início da pandemia de Covid-19 no Brasil. O entusiasmo durou apenas alguns dias, até que uma colega de trabalho responsável por sua integração disse que japoneses, chineses e coreanos eram "tudo um bando de gente porca”. A supervisora insistia diariamente nos comentários de cunho racista e, durante um almoço, enquanto higienizava a mesa com álcool, tornou a agressão, até então verbal, em física. “Ela espirrou álcool na minha cara e falou, dando risada: 'olha o coronavírus, olha o coronavírus'. O álcool pegou no meu rosto e no meu olho e ardeu muito. Voltei a trabalhar com o olho ardendo”, conta a estudante de rádio e TV. A discriminação racial contra amarelos —como são classificados os grupos étnico-raciais do Leste e Sudeste Asiático e seus ...

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Nappy.co

Como combater os efeitos do racismo na saúde de crianças negras?

“O racismo determina desigualdades ao nascer, viver e morrer para quase metade da população brasileira. O racismo desumaniza e desqualifica o trabalho em saúde e tem como resultado uma expectativa de vida menor para a população negra: as taxas de morte materna e infantil são maiores; a violência produz mais mortes e mortes mais precoces neste grupo.” A fala do professor Marcos Kisil, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, é baseada em dados de órgãos como o Unicef, OMS, IBGE, além de seu trabalho como pesquisador em gestão de saúde e sua experiência de mais de 30 anos atuando como empreendedor social no Brasil, América Latina e Caribe. Marcos Kisil, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP – Foto: Divulgação/Idis E para levar o conhecimento produzido na Universidade e pela ciência, Kisil foi convidado pela Fundação José Luiz Egydio Setubal (FJLES), instituição filantrópica ...

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Foto: Divulgação/ Projeto Asas

Projeto Asas desenvolve lideranças nas periferias

Diante da dificuldade que o Brasil tem de criar condições para a formação de um ambiente de lideranças com diversidade racial, perpetuando a desigualdade pela não inserção de negros e negras nos espaços de tomada de decisão, a Fundação Tide Setubal desenvolveu a Plataforma Alas (Apoio ao Desenvolvimento de Lideranças Negras). Uma de suas estratégias, Projeto Asas, acaba de ser lançada na zona leste de São Paulo, e será realizada no Jardim Lapena, onde a Fundação está presente há anos com o Galpão ZL, um espaço de inovação, cultura e empreendedorismo. A proposta nasce com o intuito de despertar o interesse no conhecimento e no exercício da liderança em adolescentes e jovens das periferias. Uma característica marcante das áreas periféricas das grandes cidades é a relação das juventudes com o mundo do trabalho. Para os jovens negros brasileiros de origem periférica, a entrada precoce no trabalho é, muitas vezes, a ...

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Foto: Divulgação

Novo Matchfunding Enfrente busca recuperar empregos e renda nas periferias

O financiamento coletivo é uma modalidade que estrutura projetos sociais e negócios. Pouco usada no Brasil para o segundo grupo, ela ganha agora uma nova chamada voltada para os micro e pequenos negócios periféricos, com o lançamento do Matchfunding Enfrente Geração de Trabalho e Renda, pela Fundação Tide Setubal e Benfeitoria, em parceria com Galo da Manhã, Instituto Humanize e Fundação Arymax. Pelo terceiro ano consecutivo, o Matchfunding Enfrente tem se adaptado às demandas. Lançado em 2019 para apoiar iniciativas sociais das periferias, em 2020 a plataforma ganhou destaque no primeiro semestre em virtude das ações de combate aos efeitos da pandemia de Covid-19. Já no segundo semestre, as ações foram direcionadas aos projetos estruturantes com soluções de longo prazo para o enfrentamento de problemas urbanos, sociais e econômicos. “A novidade agora é falar com os empreendedores da força do financiamento coletivo para fortalecer os seus negócios. Essa nova onda ...

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x-aluno do São Bento, do Rio, José Wallison Souza do Nascimento agora cursa medicina na UERJ
Imagem: retirada do site UOL

Negros são menos de 10% dos alunos nas 20 top escolas privadas do Brasil

Criado apenas pela mãe, José Wallison Souza do Nascimento, de 19 anos, carrega muitas mágoas, mas tem também tantos propósitos. Para conseguir tirá-los do papel, o morador do Complexo da Maré, na zona norte do Rio, contou com uma bolsa para estudar em um tradicional e conceituado colégio do Rio. Com a educação de elite, entrou para uma faculdade de medicina. A história dele, porém, é exceção entre os estudantes pretos e pardos do país. Menos de 10% de todos os alunos das 20 melhores escolas privadas do Brasil são negros, aponta um levantamento do Gemaa (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa) da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) com base no Censo Escolar de 2020. A pesquisa que mostra a desigualdade racial na elite do ensino privado do país averiguou instituições mais bem colocadas no Enem de 2019, localizadas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de ...

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Eustáquio Neves

Orçamento, necropolítica e racismo estrutural

A cena é a seguinte: o jovem negro Carter James acorda feliz após passar a noite com a namorada e deixa o apartamento localizado em área nobre de Nova York, com a intenção de ir pra casa. Na rua, um policial branco acerca-se e, em meio a abordagem, o mata por asfixiamento. O jovem acorda novamente na mesma cama, dez, cem vezes, e tenta sem sucesso evitar que o policial o mate todos os dias. A paranoia apresentada no filme Dois Estranhos (2020)1 é uma síntese primorosa do conceito de necropolítica, de Achille Mbembe (2018), tão utilizado na atualidade para descrever os horrores perpetrados pelo Estado, projeto que no Brasil encontrou o seu auge com o atual governo. Simplificando, se a biopolítica de Michel Foucault (1979) revela o poder do Estado de fazer a gestão das populações por meio dos discursos de verdade (técnico, cientifico, moral, político) e determinar quem deve viver, a necropolítica revela quem são os ...

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Foto: Pixabay / iStock

Reflexões sobre um planejamento urbano inclusivo e a saúde pública – um diálogo possível?

Pensar o planejamento urbano passa pelo desafio de instituir cidades democráticas, ‘inclusivas e saudáveis. Neste sentido, o crescimento urbano precisa acompanhar a dinâmica populacional e ao mesmo tempo atender às suas demandas. Não atendendo esta premissa o direito à cidade é restrito. No Brasil, o modelo de desenvolvimento ocorre de forma excludente e discriminatória, pautado na lógica da classe, raça e cisheteto- patriarcal. Essa lógica dominante vem instituindo uma dinastia política de reproduz de forma secular um modelo opressor que inviabiliza a mobilidade social em uma perspectiva mais progressista cujos reflexos repercutem na condição de privilégio e de vulnerabilidade dentre os sujeitos que compõe essa sociedade. A forma de gestão instituída nega a garantia de direitos da sua população em vários níveis, desde o acesso a água, moradia, alimentação, áreas de lazer, e educação, por exemplo. Essa desassistência reflete em diferentes formas de exposição ao risco, de adoecimento e morte. ...

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Foto: Fábio Vieira/FotoRua

Mais mulheres e negros na liderança: iFood anuncia metas para os próximos 2 anos

O iFood anunciou metas para aumentar, desenvolver e reter talentos diversos na empresa. O objetivo do aplicativo de delivery é ter uma equidade de gênero em cargos de liderança, alcançando os 50/50 até 2023, no máximo —atualmente, 37% dos líderes são mulheres. Na alta liderança, a ideia é partir de 26% para 35%, também em dois anos. Em relação às pessoas negras, a companhia quer sair dos 19% na liderança para chegar a 30% em 2023. Em cargos gerais, a meta é ter uma representatividade de 40% de pessoas negras em cargos gerais, em vez dos atuais 19%. "Quando você olha a nossa plataforma iFood, tentamos desenvolver uma plataforma para todas as pessoas. Por isso, pensamos que precisávamos ter essa pluralidade também dentro de casa", disse Gustavo Vitti, vice-presidente de Pessoas e Soluções Sustentáveis da empresa. Conscientização Para alcançar a meta, segundo Vitti, são necessários quatro passos: conscientização, desenvolvimento, processo ...

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A assistente social Roseli Rocha(que também faz parte da direção do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça), na biblioteca de Manguinhos. (Foto: Raquel Portugal (Fiocruz))

Diversidade é saúde: Fiocruz cria grupo pela equidade de gênero e raça 

Saúde é um conceito amplo para a Fundação Oswaldo Cruz. Presença diária nas manchetes desde o início da pandemia de coronavírus, a Fiocruz é mais que uma fábrica de vacinas, medicamentos, reagentes e kits de diagnóstico. A mais importante instituição científica da América Latina trabalha com pesquisa, ensino, assistência e informação e, justamente por isso, enxerga o respeito à diversidade como parte da definição de saúde. Para que esse preceito seja uma constante em suas diferentes frentes, desde 2009, o Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça desenvolve ações de estímulo à diversidade e enfrentamento aos preconceitos de gênero e raça dentro e fora da Fundação. Para entender a capilaridade do Comitê, é preciso lembrar que a Fiocruz é muito maior que a sua sede, o Palácio de Manguinhos, no Rio de Janeiro. A Fundação conta com mais de 7.500 funcionários em 21 unidades, sendo 11 no Rio, dez em outros ...

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Perifa Connection/Divulgação

Perda de direitos trabalhistas coloca em risco a dignidade humana

O século 20 foi marcado por muitas guerras, mas também por lutas e revoltas populares que resultaram, apesar de tardias, em importantes conquistas sociais. Durante o governo populista de Getúlio Vargas (1930-1945), os direitos trabalhistas se firmaram como resposta às reivindicações dos brasileiros. De lá para cá, pouco menos de cem anos depois, há retrocessos nas normas que garantem a dignidade dos trabalhos e que expõem as marcas da origem escravocrata do Brasil. De acordo com o IBGE, o desemprego alcançou o recorde de 14,4 milhões de pessoas em 2021. O mesmo padrão de crescimento segue com a informalidade, cuja taxa já quase corresponde à maior parte da população ocupada no país, isto é, 39,9%. Em outras palavras, cerca de 40 milhões de pessoas têm trabalhado por conta própria (sem assinatura na carteira de trabalho) e não contam com os direitos garantidos nos termos da legislação trabalhista, como o 13º ...

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Cidadania e Gente Negra no Brasil – uma incompatibilidade construída

Para o bem e – por mais estranho que pareça – para o mal das pessoas negras, desde 13 de maio de 1888, passou-se a dizer aos quatro cantos que estava abolida a escravidão no Brasil. Nos primeiros dias, não faltaram manifestações de crença no início de uma “Nova Era”, tal como feito pelos integrantes da Revista Illustrada, em 19 de maio daquele ano: “Com orgulho, podemos levantar a cabeça e encarar as nações livres do nosso continente e do mundo e fraternizar com elas, pois a palavra escravo deixou, também, de ter significação, na língua que falamos”. Legalmente, todos os homens e mulheres eram pessoas livres, logo em condições de pleitear a cidadania brasileira.  Revista Illustrada, n. 498, 19 de maio de 1888. Fonte: Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Porém, as coisas não eram tão simples assim e precisamos admitir que o gesto de virar ...

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Reprodução/Facebook

Projeção no Minhocão destaca o Dia da Defensoria Pública e campanha antirracista organizada por Defensoras e Defensores

No próximo dia 19 de maio, quarta-feira, a Associação Paulista das Defensoras e Defensores Públicos (APADEP) promoverá em São Paulo, a partir das 19h30, no Minhocão, uma projeção em alusão ao Dia da Defensoria Pública e também à campanha nacional da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (ANADEP) que tem como tema em 2021 “Racismo se combate em todo lugar: Defensoras e Defensores Públicos pela equidade racial.”. A ação faz parte de um projetaço que acontecerá simultaneamente em diversas capitais do País, com apoio da ANADEP. Desde 2008, a ANADEP, em parceria com as Associações estaduais e Defensorias Públicas dos Estados e do DF, lança no mês de maio – mês da defensora e do defensor público e Dia Nacional da Defensoria Pública – a campanha nacional. A iniciativa tem por objetivo apresentar o papel da Defensoria Pública e o trabalho da defensora e do defensor público como agentes de transformação ...

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Economista Luana Ozemela, fundadora de fundo para ajudar empreendedores - Imagem: Divulgação

Brasileira cria fundo para financiar empreendedor negro, mulher e LGBTQIA+

A economista Luana Ozemela se apresenta como uma ativista do movimento negro gaúcho que se tornou tecnocrata, depois empresária e, agora, investidora de empresas fundadas por empreendedores negros. Ela está à frente de uma das primeiras iniciativas globais de criação de um fundo de investimento o Roots Funding, voltado exclusivamente para colocar recursos em empresas criadas por negros, mulheres, LGBTQIA+ e indígenas da América Latina. Ela é CEO e fundadora da Dima, empresa que faz a ponte de negócios entre América Latina e o mercado árabe a partir do Qatar, e investidora em múltiplas áreas em empresas de tecnologia, turismo, agricultura e mercado imobiliário. Agora, se dedica a impulsionar negócios criados por grupos diversos. Focado em negros no Brasil O Brasil deve ser o principal mercado do fundo por ter o maior ambiente de negócios da região. Por aqui, o recorte racial será dominante porque, apesar de 56% dos brasileiros ...

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Carolina Maria de Jesus à margem do Rio Tietê e, ao fundo, a Comunidade do Canindé — Foto: Audálio Dantas, 1960

‘Até o feijão nos esqueceu’: o livro de 1960 que poderia ter sido escrito nas favelas de 2021

Filhos passando fome. Dificuldade para comprar itens básicos devido à alta de preços. A coleta de sucata como única fonte de renda em meio ao desemprego. A dura rotina de violências sociais vivida pela escritora negra Carolina Maria de Jesus na década de 1950 se assemelha à realidade que muitos brasileiros têm enfrentado em meio à pandemia do coronavírus. "Como é horrível ver um filho comer e perguntar: 'Tem mais?' Esta pergunta 'tem mais' fica oscilando dentro do cérebro de uma mãe que olha as panela e não tem mais", escreveu Carolina em seu livro de estreia. Quarto de despejo: diário de uma favelada foi lançado em 1960 e retrata a vida da autora e de seus três filhos na favela do Canindé, em São Paulo, entre julho de 1955 e janeiro de 1960. A obra manteve a grafia original da autora, que estudou só até o segundo ano primário. ...

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Perifa Connection/Divulgação

Deus está com os oprimidos, não com aqueles que apoiam o genocídio negro

Vivemos o fim dos tempos, do mundo, e de vidas. O Brasil que conhecemos está terminando ciclos: universidades públicas com risco de encerrarem as atividades, mais de 400 mil mortes por Covid-19, desemprego batendo recorde com 14 milhões de pessoas desocupadas, insegurança alimentar chegando na casa dos 125 milhões de brasileiros e o sistema de saúde pública em colapso. Enquanto isso, o presidente da república encomenda o quilo da picanha a R$ 1.799. O Brasil do fim do mundo é o país que, no pior momento da pandemia, fez uma operação policial que assassinou aproximadamente 30 pessoas. É um país que amanhece com gente negra e periférica lavando sangue da sua sala e das suas calçadas. É onde homens brancos à frente de grandes corporações e do governo autorizam verdadeiras chacinas . Nós crentes costumamos dizer diante da tragédia: “é o fim do mundo, Jesus está voltando”. Se olharmos os dados sabemos que os assassinatos nas terras indígenas e nas operações ...

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