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Declaração Mar Del Plata

Quarta Cúpula das Américas Declaração de Mar del Plata MAR DEL PLATA, ARGENTINA - 5 DE NOVEMBRO DE 2005 Criar Trabalho para Enfrentar a Pobreza e Fortalecer a Governabilidade Democrática 1.    Convencidos da necessidade de aprofundar a democracia e consolidar a liberdade nas Américas, de acordo com os princípios constantes da Carta da Organização dos Estados Americanos e da Carta Democrática Interamericana, e de sua plena aplicação como fundamento de nossa comunidade hemisférica, nós, os Chefes de Estado e de Governo dos países democráticos das Américas, reunidos na cidade de Mar del Plata, Argentina, por ocasião de nossa Quarta Cúpula, reafirmamos nosso compromisso de combater a pobreza, a desigualdade, a fome e a exclusão social para melhorar as condições de vida de nossos povos e fortalecer a governabilidade democrática nas Américas. Conferimos ao direito ao trabalho, tal como está estipulado nos instrumentos de direitos humanos, um lugar central na agenda ...

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cotas

Cotas Raciais Por que sim?

Apresentação Discutir aspectos relativos às ações afirmativas, especialmente cotas raciais, e oferecer argumentos favoráveis à sua adoção são os objetivos desta cartilha - fruto de uma série de debates ocorridos nos meses de maio e junho de 2005, em escolas públicas e particulares na cidade do Rio de Janeiro. Algumas das questões levantadas nesses encontros, organizados pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e instituições parceiras,1 são aqui abordadas; e muitas dúvidas dos(as) jovens sobre as políticas de ação afirmativa são reveladas e esclarecidas ao longo da publicação. Esperamos que a cartilha Cotas raciais, por que sim? seja útil para demonstrar a importância das políticas de ação afirmativa como mecanismo de inclusão social e racial, ajudando a produzir novos argumentos e pontos de vista que contribuam para uma sociedade mais justa e democrática. Para ilustrar a maioria das situações que expomos na cartilha, utilizaremos os dados da Universidade ...

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Cartola

Cartola

  {xtypo_quote}As rosas não falam, simplesmente exalam o perfume que roubaram de ti.{/xtypo_quote}   Angenor de Oliveira. Compositor, cantor, instrumentista.Rio de Janeiro RJ 11/10/1908-id. 30/11/1980. Cartola nasceu no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. Tinha oito anos quando sua família se mudou para Laranjeiras e 11 quando passou a viver no morro da Mangueira, de onde não mais se afastaria. Desde menino participou das festas de rua, tocando cavaquinho - que aprendera com o pai - no rancho Arrepiados (de Laranjeiras) e nos desfiles do Dia de Reis, em que suas irmãs saíam em grupos de "pastorinhas". Passando por diversas escolas, conseguiu terminar o curso primário, mas aos 15 anos, depois da morte da mãe, deixou a família e a escola, iniciando sua vida de boêmio. Após trabalhar em várias tipografias, empregou-se como pedreiro, e dessa época veio seu apelido, pois usava sempre um chapéu para impedir que o ...

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RacismoCrime1

Auxiliar de limpeza ganha indenização por discriminação racial

"Essa negra, para vir trabalhar, está doente, mas para pular carnaval está boa." Esta foi apenas uma das muitas atitudes discriminatórias, cometidas de forma explícita ou velada por um preposto, que levaram a Justiça do Trabalho a condenar a Fundação Educacional Encosta Inferior do Nordeste (FACCAT), da cidade de Taquara (RS), a pagar indenização de R$ 3 mil a uma auxiliar de limpeza, por dano moral pela prática de racismo. DO TST A condenação foi confirmada pela Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que rejeitou recurso de revista da fundação na sessão de julgamento de 19.11.2008. "Muito me admira que ainda se tenha que decidir litígios por conta dessa espécie de comportamento - retrógrado, ultrapassado, desrespeitoso, que atinge a dignidade da pessoa", assinalou o presidente da Quinta Turma, ministro Brito Pereira. O relator, ministro Emmanoel Pereira, lembrou que o julgamento ocorria na véspera do Dia da Consciência Negra, comemorado ...

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(Foto: Divulgação/ CBF)

Seleção Brasileira negra de todos os tempos

Para prestar uma homenagem aos melhores jogadores negros da história do Brasil montamos a  Seleção Brasileira negra de todos os tempos. Confira os escolhidos: Goleiro: Manga Destaque do Botafogo, no final da década de 50 e durante quase todos os anos 60, Manga, natural de Recife, ficou marcado pela sua elasticidade. Esteve presente na Copa do Mundo de 1966, mas não tem boas recordações daquela competição, onde entrou no lugar de Gilmar dos Santos Neves contra Portugal e não foi feliz. Defendeu também o Sport, o Grêmio, Operário, Coritiba, Nacional-URU, Barcelona-EQU e Internacional, onde fez parte do esquadrão que conquistou o bicampeonato brasileiro, em 1975 e 76. Após se aposentar, foi treinador de goleiros no Equador e nos Estados Unidos. Lateral-direito: Djalma Santos Um dos maiores craques da história do Palmeiras, Djalma Santos participou das conquistas mundiais do Brasil de 1958 e 1966. Na primeira, inclusive, foi reserva de De Sordi durante ...

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Foto: Acervo pessoal/Reprodução/Yahoo

Clovis Moura: 5 anos sem o “pensador quilombola”

"Eu aprendi a me conhecer lendo Clóvis Moura. Sou negro e me vi em Brasil: raízes do protesto negro". (Aílson do Carmo de Souza) Em 23 de dezembro, faz 5 anos que perdemos Clóvis Moura. De forma antecipada, e como parte das reflexões sobre a Semana da Consciência Negra, nada mais apropriado do que homenageá-lo.  Sua obra e sua militância foram a melhor síntese da práxis que uniu a reflexão teórica e a luta por um Brasil de igualdade racial. Desde que Zumbi passou a ser reconhecido como símbolo da luta antiescravista brasileira, foi reconsiderada parte de nossa visão de história, não feita por heróis, mas tendo o Quilombo dos Palmares como personificação e síntese da luta dos negros, nos mais de 300 anos de escravidão em nosso País, e nos quase 500 anos de luta pela liberdade e contra o preconceito. Foi justamente isto que os movimentos negros, independente ...

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Terceira edição da Semana da Consciência Negra debate cotas raciais para as Universidades

 Diversas palestras, sessões especiais e atividades estão programadas para a III Semana da Consciência Negra, que será realizada nos dias 20, 21 e 22 de novembro, no Parque da Ciência e no Centro Estadual de Educação Profissional Newton Freire Maia, em Pinhais. Um dos destaques desta terceira edição será a discussão sobre a polêmica questão das cotas raciais para o ingresso na Universidade. Na programação estão confirmadas as sessões especiais de “Astronomia Africana”(planetário do Parque) e “Mãe África” (Sala Milton Santos), atividades artísticas e culturais como roda de Capoeira, apresentação teatral na linha de intervenção do Teatro do Oprimido, da peça “Sobre Tons”, exibição do filme de animação "Armada - O outro lado do descobrimento", curta-metragem de Ric Oliveira, e sessões de ritmos musicais. Além disso, equipes de estudantes do Colégio Técnico em Meio Ambiente e Agroecologia (CEEPNFM) farão apresentações de danças e ritmos musicais de influência africana no Auditório ...

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Mídia Ninja/CC

Contra a Brutalidade Policial

Campanha Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto Associação de Familiares e Amigos de Prisioneiros e Prisioneiras do Estado da Bahia - ASFAP Resistência Comunitária- Pau da Lima Att.: ao Movimento Social mundial   Mídia Ninja/CC Nós, militantes, ativistas e indivíduos ligados ao Movimento Negro de Salvador e região metropolitana, moradores de bairros populares, articulados em torno da Campanha Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto, vimos manifestar nossa preocupação perante esta instituição aos acontecimentos que relataremos daqui por diante. Manifestamos indignação com o desrespeito ao Estado Democrático de Direitos e as instituições democráticas que são atingidas em situações de brutalidade policial, execuções sumárias, utilização de força paramilitar e criminalização da pobreza e da raça. Nesse caso, a população negra que desde o início do tráfico transatlântico, vem sofrendo, por parte do Estado, perseguição por conta de sua origem e sua situação social de ...

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Elizeth Cardoso (Foto: Reprodução / Capa LP 'Naturalmente')

Elizeth Cardoso

Elizeth Moreira Cardoso (Rio de Janeiro, 16 de julho de 1920 - 7 de maio de 1990) foi uma cantora brasileira. Elizeth, A Divina, é considerada como uma das maiores intérpretes da canção brasileira e um das mais talentosas cantoras de todos os tempos, reverenciada pelo público e pela crítica. Nasceu na rua Ceará, no subúrbio de São Francisco Xavier, e cantava desde pequena pelos bairros da Zona Norte carioca, cobrando ingresso (10 tostões) das outras crianças para ouvi-la cantar os sucessos de Vicente Celestino. O pai, seresteiro, tocava violão e a mãe gostava de cantar. Primeira apresentação Desde cedo precisou trabalhar e, entre 1930 e 1935, foi balconista, funcionária de uma fábrica de saponáceos e cabeleireira, até que o talento foi descoberto aos dezesseis anos, quando comemorava o aniversário. Foi então convidada para um teste na Rádio Guanabara, pelo chorão Jacob do Bandolim. Apesar da oposição inicial do pai, ...

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Foto: EVAN VUCCI / BLOOMBERG

Obama lá, e aqui?!

Foto: EVAN VUCCI BLOOMBERG E no Brasil, quando vamos ter um(a) presidente(a) da República negro(a)? A pergunta procede porque se hoje há um consenso nas declarações públicas, de cima a baixo, a começar de Lula, festejando a vitória de Barack Obama lá no norte, quantas gerações ainda o Brasil aguardará para sentir o mesmo orgulho visto mundo afora pelo exemplo dado pela vigorosa democracia estadunidense? Quantas décadas ainda serão necessárias para que se geste aqui um(a) candidato(a) com similares back-ground e antecedentes étnicos, para o(a) qual sejam oportunizadas - como os Estados Unidos agora enfatiza - condições iguaise equitativas de disputa política pelo poder real? É muito gostoso, confortável até, palpitar sobre a vida e a sociedade alheias. Mas, e a nossa? Os Estados Unidos tem uma minoria negra que em sua história em média nunca ultrapassou os 13% no conjunto da população. Óbvio que não ...

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Foto: EVAN VUCCI / BLOOMBERG

A trajetória

A vida de Barack Obama não foi nada convencional, desde o começo. Sua biografia - mãe branca, pai africano, infância no Havaí e na Indonésia, seu trabalho numa das comunidades mais pobres do país, os estudos e a carreira de docente em algumas das universidades mais prestigiadas dos EUA - é diferente da de qualquer outro candidato à presidência. Se por um lado esta formação eclética impulsionou sua extraordinária ascensão, por outro, o nome estrangeiro e a raça tornaram sua candidatura algo de difícil aceitação em algumas partes dos EUA. A mãe, nascida no Kansas, o pai originário do Quênia, o encontro dos dois na Universidade do Havaí, seu casamento, o nascimento de Barack - o "abençoado", em árabe - no dia 4 de agosto de 1961. A infância exótica na Indonésia, pátria do pai adotivo; a convivência com a pobreza do Terceiro Mundo. Depois do colégio, Obama cursou o ...

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Foto: EVAN VUCCI / BLOOMBERG

Líderes mundiais comentam eleição de Obama nos EUA

CINGAPURA  - O democrata Barack Obama venceu na terça-feira uma extraordinária luta de dois anos pela Casa Branca, batendo o republicano John McCain para se tornar o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. A seguir, declarações de líderes mundiais: Luís Inácio Lula da Silva - presidente do Brasil Da mesma maneira que o Brasil elegeu um metalúrgico, a Bolívia um indígena (Evo Morales), a Venezuela (Hugo) Chávez e o Paraguai um ex-bispo (Fernando Lugo), acho que será uma coisa extraordinária se na maior economia do mundo um negro for eleito presidente... no mundo todo existe uma pontada de alegria... nas mentes das pessoas que pensam em como seria bom se um negro fosse eleito presidente dos Estados Unidos... Passamos por um momento extraordinário na América do Sul. Em mais de 500 anos, com mais de 200 anos de independência para muitos países latino-americanos , não tivemos um único ...

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Foto: Marcus Steinmayer

O melhor das cotas – Por: Sueli Carneiro

O debate sobre as cotas recrudesce e toma novamente espaço na mídia em novo patamar, como reação ao fato concreto de aplicação pela UERJ da lei que assegura reserva de vagas para alunos negros e pardos. Segundo Hélio Santos, quatro argumentos básicos sustentam a negação da aplicação das ações afirmativas: que ela fere o princípio da isonomia; compromete o princípio do mérito; obscurece a questão estrutural da desigualdade que seria a pobreza; e a miscigenação que inviabilizaria a sua aplicação pela impossibilidade de determinação de quem é negro no Brasil. Todos esses argumentos se revezam no debate atual revelando o melhor das cotas que é a sua capacidade de tirar as máscaras do racismo, da discriminação racial, e explicitar a verdadeira natureza dessas ideologias: a legitimação de privilégios raciais e sociais. Elas obrigam que os diferentes interesses envolvidos e beneficiários da exclusão se manifestem. E é por isso que elas ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Pesos e Medidas por Sueli Carneiro

Não, não haverá racismo na demissão de uma gestora pública, em nível de ministra, sobre a qual paire suspeitas de uso indevido de dinheiro público ou erro administrativo - tratando-se ou não de uma pessoa negra. Há, no entanto, racismo e discriminação no tratamento que foi dispensado à ex-ministra Matilde Ribeiro dentro e fora do governo. A ministra não é chamada pelo presidente da República, de quem seria cargo de confiança, para se explicar. É sabatinada com direito a muitos "pitos" e aconselhamento para se demitir, por outros três ministros supostamente equivalentes a ela. Evidencia-se aí o que parece ser o caráter simbólico de seu título de ministra. Demitida é exposta numa patética coletiva de imprensa, jogada aos leões, sem a presença de nenhuma das figuras de expressão do governo ou de seu partido para emprestar-lhe "solidariedade" como houve em outros casos similares. Na mídia, proliferam charges que extrapolaram, em ...

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Divulgação

Após cotas, número de negros na UnB é cinco vezes maior

Quando Angelo Roger de França Cruz, 26, entrou no curso de serviço social da UnB (Universidade de Brasília) em 2004, havia cerca de 400 negros na universidade, a primeira federal do país a adotar o sistema de cotas raciais. Divulgação Hoje, a um mês de se formar, Cruz tem como colegas outros 2.049 negros. No ano da formatura das primeiras turmas de cotistas, o número de negros na UnB é cinco vezes maior do que antes da adoção das cotas. A Folha conversou com sete alunos que entraram pelo primeiro vestibular com cotas da universidade. Três irão se formar até julho, outros três no fim do ano e um concluiu o curso em três anos e meio, no semestre passado. Todos moram a pelo menos 20 quilômetros da UnB, em cidades periféricas de Brasília, e se sustentaram durante o curso com bolsas de pesquisa --estas, em ...

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Lula Marques/ Folhapress

Bené, por Sueli Carneiro

Combinar os critérios de qualificação técnica com recorte de gênero e de raça é um risco e um desafio que, até o momento, apenas essa mulher, negra e ex-favelada, se dispõe a enfrentar. Coragem típica de quem teve que reescrever com dor e lágrimas o próprio destino. Mulher, negra, ex-favelada assume pela primeira vez o governo do Rio de Janeiro. Essa foi a tônica das manchetes sobre a ascensão de Benedita da Silva ao governo do Rio. As ênfases na condição de raça, gênero e de classe da governadora é, por si só, exemplar do ineditismo de que o fato se reveste. Para Millôr Fernandes, é preciso acabar com essa demagogia porque a favela do Chapéu Mangueira é favela de grã-fino, o slogan black is beautiful já superou a identificação entre negro e pobre e, a não ser como piada, ele nunca ouviu alguém ser contra mulher. Poderia e deveria ...

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Foto: Marcus Steinmayer

A conferência sobre racismo

Fonte: Jonral Correio Braziliense - Coluna Opinião A sociedade, após 112 anos da abolição da escravatura, permanece exposta a múltiplos mecanismos de discriminação e marginalização social A ONU decidiu convocar a III Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e as Formas Conexas de Intolerância, que será realizada em final de agosto de 2001 na África do Sul, com o objetivo de avaliar a situação dos países em relação a essas temáticas, bem como elaborar recomendações de políticas públicas para a erradicação dessas práticas e promoção e valorização das populações discriminadas do mundo. Ao longo dos anos 90, as várias conferências convocadas pela ONU deram visibilidade a problemas críticos de nosso tempo: meio ambiente e desenvolvimento (Rio, 1992); direitos humanos (Viena, 1993); população e desenvolvimento (Cairo, 1994); desenvolvimento social (Copenhague, 1995); mulher, desenvolvimento e paz (Beijing, 1995); habitação (Istambul, 1996). Essas conferências ampliaram a consciência mundial sobre ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Respeito

Fonte: Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião A cor da pele já impede de achar trabalho, a roupa que você usa, o nome", relata um branco de origem argelina, o casaco salpicado de tinta. "Não tenho trabalho, respeito, não tenho nada. Os jovens revoltados na França prometem continuar "queimando tudo até serem respeitados". Descartam motivações religiosas para os seus atos. O tripé em que eles se apóiam são: pobreza, discriminação racial e ausência de projeto para a vida. As manifestações que se espalharam pela França ecoam em outros países europeus, demonstrando potencialidade para se alastrarem, como um rastilho de pólvora no continente europeu e outros. A descrença no diálogo, no cumprimento das promessas pelos políticos fazem emergir as novas modalidades de enfrentamento. Um deles afirma: "Vou continuar queimando tudo. Tudo o que for do Estado, do governo ou de empresas vai ser queimado". Outro confirma: "Se algum dia nos organizarmos, ...

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Pela busca do Imponderável, por Sueli Carneiro

Fonte: Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião   Para Michel Foucault, depois do século 19 assiste-se a processo de esclerose dos grandes partidos políticos. Eles teriam deixado de se constituir espaços de criação política para reduzir-se em estratégias mais ou menos toscas de tomada ou permanência no poder. Ocorre, conforme ele, uma forma de "confisco da política". Diante do amesquinhamento da atividade político-partidária, restaria para a sociedade a resistência, expressando-se ela na capacidade de preservar os valores emancipatórios por ela produzidos sobretudo nas décadas de 60 e 70 do século 20 nos quais se encontravam implícita a possibilidade de recriar a existência para além dos programas partidários e sua normalização da atividade política e a conseqüente produção de sujeitos políticos viciados e subjugados aos imperativos do poder. A perda da capacidade de criação política, os limites impostos pelas grandes agremiações partidárias à renovação das idéias e práticas no campo político ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Que país é esse?

Os novos dados sobre pobreza divulgados pelo IPEA falam em aumento do desemprego e da violência e em queda da renda. Estimam em 53,9 milhões o número de pobres, dos quais 44% são negros e 20,5% são brancos. Isso corresponde a aproximadamente 24 milhões de negros e 11 milhões de brancos. Desse contingente de pobres, 22 milhões encontra-se em condições de indigência. Suspeito que entre os 11 milhões de brancos pobres, encontram-se muitos como Ronaldo, o Fenômeno, que até se iniciar no futebol também era branco, segundo ele, e pobre, conforme sua história de vida. Se o número de negros pobres é mais do que o dobro do de brancos pobres, isso significa que ser branco implica em 50% de chances a menos de ser pobre ou indigente no Brasil? Os números indicam que sim, e isso quase equivale a um seguro de vida. Outra informação que sobressai dos dados ...

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