quarta-feira, julho 8, 2020

    Resultados da pesquisa por 'escravidão'

    Na imagem, da esquerda para a direita: o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos, Nilma Lino Gomes; e o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein. Foto: UNIC Rio/Gustavo Barreto

    ‘Racismo tem profundas raízes no colonialismo e na escravidão’, diz chefe de direitos humanos da ONU

    Alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein participa da primeira reunião regional da Década Internacional de Afrodescendentes. Mais de 150 representantes da sociedade civil e governos de toda a América Latina e o Caribe estão reunidos em Brasília esta semana e debatem estratégias para promover a igualdade e os direitos de afrodescendentes. Do Nações Unidas Começou nesta quinta-feira (3), em Brasília, a primeira reunião regional realizada no contexto da Década Internacional de Afrodescendentes da ONU. A América Latina e o Caribe foi a primeira a se organizar para discutir as ações e expectativas para a Década, que teve início esse ano e acontecerá até o ano de 2024. O evento, organizado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e sediado pelo governo brasileiro, segue até sexta-feira (4), com transmissão ao vivo, e reúne cerca de 150 pessoas de toda a região. ...

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    Wilson Prudente, procurador do Ministerio Publico do Trabalho, e membro da Comissao Nacioonal da Verdade da Escravidao Negra no Brasil - Daniel Marenco / Agência O Globo

    Relatório sugere que Brasil reconheça crime de escravidão

    Comissão Nacional da Verdade quer pedido oficial de desculpas aos negros POR EVANDRO ÉBOLI, do O Globo  O governo brasileiro deve um pedido formal de desculpas e precisa reconhecer, em decreto presidencial, seu envolvimento oficial no crime de escravidão, que é imprescritível. Essa é uma das recomendações do relatório da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra do Brasil, que será apresentado na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, amanhã, quarta-feira. O documento tem 316 páginas e traz um amplo e detalhado cenário histórico e investigativo sobre esses episódios. O relator do texto, o procurador do Trabalho Wilson Prudente, concluiu que o Império do Brasil, o Reino de Portugal e a Igreja Católica incorreram em práticas criminosas contra os negros e em tipos penais como genocídio e crimes contra a humanidade. O relatório pretende acabar com mitos sobre algumas questões, segundo o relator, como a de que a ...

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    “Deveríamos falar menos de escravidão e mais sobre racismo “, João Reis, doutor em história

    Em entrevista à jornalista Regina de Sá, o doutor em História pela Universidade de Minnesota (EUA) e professor do Departamento de História da Universidade Federal da Bahia, João José Reis faz uma reflexão sobre memória da escravidão e persistência do racismo. Por Cleidiana Ramos Do Mundo Afro João José Reis faz uma profunda análise sobre a persistência dos impactos da escravidão. Regina de Sá Em um documento redigido no dia 24 de outubro de 1985, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apresentava uma lista de 38 localidades com potencial para serem reconhecidas como Patrimônio da Humanidade. Naquele ano, o Centro Histórico de Salvador, a primeira capital do Brasil (1549-1763), ganharia a atenção global com o título dado pela Unesco. No maior conjunto colonial urbano tombado do País, com cerca de três mil imóveis erguidos entre os séculos 17 e 19, desde o São Bento ...

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    O polêmico debate sobre reparações pela escravidão no Brasil

    "Declara livre todos os escravos vindos de fora do Império e impõe penas aos importadores dos mesmos escravos." Por Fernando Duarte Do BBC Promulgada em 7 de novembro de 1831, a Lei Feijó propunha exatamente o que a linha de abertura de seu texto, acima, sugeria: o Brasil finalmente aderia ao combate ao tráfico negreiro, depois de quase três séculos de importação de trabalho forçado. Infelizmente, o compromisso foi apenas no papel – uma forma de ganhar tempo diante da pressão da Coroa Britânica, que 24 anos antes tinha aberto uma frente de batalha diplomática contra o tráfico. Historiadores estimam que até 1850, quando o Segundo Reinado aprovou a Lei Eusébio de Queiroz, a primeira a surtir impacto relevante sobre a escravidão no Brasil, mais de 500 mil negros haviam trazidos ilegalmente da África para o país. Com a conivência das autoridades. O possível crime de Estado é um dos pontos ...

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    Artigo: ‘A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil’

    Combater o trabalho escravo é criar um ambiente de justiça social, onde todos tenham as mesmas oportunidades Por  WAGNER MOURA, do O Globo  Essa é a frase mais célebre do livro “Minha formação”, do abolicionista brasileiro Joaquim Nabuco. Esse livro foi escrito no final do século XIX, portanto pouco mais de uma década depois de abolida a escravidão no Brasil. Em 1888, o Brasil foi o último país ocidental a livrar-se oficialmente do trabalho forçado. A escravidão tornou-se mesmo parte fundamental da alma do nosso país. Creio que mesmo Nabuco, que se antecipou a Gilberto Freire nas reflexões sobre a influência do trabalho escravo na cultura brasileira, talvez não supusesse que no ano de 2015 suas palavras ainda fariam tanto sentido. A população negra brasileira ainda é a grande maioria nos bolsões de pobreza e a sofrer violência policial. Recentemente, a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro resolveu ...

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    11 lugares de memória da escravidão na África e no Caribe

    Jacques Le Goff, no texto “Documento/Monumento”, lembra que a palavra latina monumentum remete à meminí(memória) e monere (fazer recordar). Assim, monumentum é um sinal do passado. É tudo aquilo que pode evocar o passado, perpetuar a recordação: uma obra comemorativa de arquitetura ou de escultura, um monumento funerário ou um documento escrito. Trata-se de um legado à memória coletiva que detêm o poder de perpetuar a recordação do passado. Por Joelza, do Ensinar História  Já a palavra latina documentum, derivada de docere (ensinar, daí o termo docente), evoluiu para o significado de “prova”. Mas ele está longe de ser imparcial, objetivo, inócuo. O documento resulta de uma produção/montagem, consciente ou inconsciente da história por uma determinada época e sociedade que o produziu; é um esforço das sociedades para impor, ao futuro, determinada imagem de si mesma. Documento é uma coisa que fica. É monumento. Por outro lado, considerando o sentido ...

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    Os Negros, a Cidadania, a Economia e a Escravidão.

    Tem um pensamento que eu gosto muito. Mais do que gostar, eu acredito neste pensamento, porque, para mim, ele significa a verdade. "Raça não existe; o que existe é a espécie humana". Quando o homem, ou melhor, a humanidade se organizou em sociedades. Quando ela passou a dominar a agricultura e, consequentemente, construir cidades para alojar milhares ou milhões de pessoas, a luta pelo controle político e pela hegemonia econômica recrudesceu. Desta luta deriva todo tipo de preconceito, inclusive o pior deles: o racismo. Do DAVIS SENA FILHO, do Brasil 247 O preconceito do racismo é a forma mais infame e cruel de intolerância moral que o ser humano pôde expressar, porque se trata da negação da vida, da negação de Deus. O racista nega a vida e reafirma a indiferença, a desigualdade social e a violência. A pobreza material de grande parte dos povos da África negra e do povo ...

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    Jamaica exige que Reino Unido pague indenização por tempos da escravidão

    A visita do primeiro ministro britânico David Cameron à Jamaica está causando confusão entre ambos os países. Isso porque políticos da nação caribenha querem aproveitar a ocasião para exigir que o Reino Unido pague reparação por anos de colonialismo e escravidão. De acordo com o jornal Guardian, tal soma monetária ultrapassaria alguns bilhões de libras esterlinas. no Luminota Ao saber da exigência, porta-vozes do Parlamento britânico disseram que o primeiro ministro não crê que reparações ou desculpas oficiais pela escravidão são a “aproximação certa.” Não houve comentários sobre a acusação de que a família de Cameron esteve envolvida no tráfico de escravos durante os anos de 1700. “A posição do primeiro ministro é de querer focar o futuro. Estamos falando sobre questões que têm séculos de idade, sobre decisões tomadas durante governos diferentes, quando ele nem era nascido. Ele quer olhar para o futuro e descobrir como o Reino ...

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    “O Brasil não pode repetir com os refugiados o erro da escravidão”

    O advogado Pitchou Luambo, de 34 anos, é um vencedor: conseguiu deixar para trás uma guerra civil sangrenta e a opressão de um governo autoritário em sua terra natal, a República Democrática do Congo, para recomeçar a vida no Brasil, onde vive desde 2010 –sorte contrária a de muitos de seus conterrâneos, que diariamente correm o risco de perder a vida ou a liberdade. É um entre milhares de refugiados que anualmente chegam ao Brasil para escapar das consequências de conflitos armados, do autoritarismo político ou das condições de vida precárias. Do Instituto Lula O que encontram aqui, no entanto, é um novo conjunto de obstáculos que alimentam uma situação também dramática. “Será que já me habituei a viver no Brasil? Não sei”, diz, pensativo. “Todos os dias, é luta, luta, luta. Nós vivemos sempre no presente, resolvendo problemas. É difícil começar a planejar o futuro ou dizer que expectativa ...

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    Rui Barbosa e a polêmica queima dos arquivos da escravidão

    Trato hoje de uma reminiscência sinistra. Há uma tradição historiográfica que remonta a Nina Rodrigues, que responsabiliza Rui Barbosa por uma ordem que teria como resultado a queima dos documentos relativos à escravidão, em poder de repartições públicas submetidas à autoridade do ministério da Fazenda, logo a após a proclamação da República e, também, da abolição da escravidão. Por Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy Do Conjur Rui foi ministro da Fazenda ao longo do governo provisório de Deodoro da Fonseca, isto é, de 1889 a 1891. É de seu tempo a crise financeira do encilhamento, bolha inflacionária que marcou o início de nossa era republicana. A ordem para a destruição de documentos da escravidão teria sido dada por Rui, na qualidade e autoridade de ministro, em despacho datado de 14 de dezembro de 1890, e cumprido por intermédio de circular, datada de 13 de maio de 1891. À época da circular ...

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    Nova Comissão da OAB SP investigará período da escravidão

    O salão nobre do primeiro andar da Praça da Sé mostrou-se pequeno para receber tantas pessoas que vieram prestigiar a posse da Comissão da Verdade Sobre a Escravidão Negra da OAB SP. O grande número de interessados em acompanhar o evento fez com que fossem instalados telões no segundo andar e na sala vip, onde o público pôde acompanhar a cerimônia. A solenidade foi realizada na última terça-feira (18/08) e presidida pelo conselheiro secional Rui Augusto Martins, que representou o presidente da OAB SP, Marcos da Costa, e para quem “a criação desta Comissão tem como objetivo resgatar o passado do povo negro marcado por dor e sofrimento”. Da OAB  A criação e a nomeação dos membros da nova comissão se deram pelas Portarias 223, 247, 270 e 296 de 2015, ocasião em que foram nomeados o presidente, Sinvaldo José Firmino, a vice-presidente, Maria Sylvia Aparecida de Oliveira, a secretária, ...

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    Por que falar da escravidão do Brasil em quadrinhos?

    Produzido a partir de vasta pesquisa, novo livro de Marcelo D’Salete mostra que negros escravizados sempre resistiram e ajuda a compreender conflitos raciais contemporâneos Por Carolina Ito, do Outras Palavras A princípio, pode parecer estranho ou duvidoso lidar com temas históricos utilizando a linguagem dos quadrinhos, afinal, o desenho é uma expressão que recorre à subjetividade do artista, à ficção e à ligação entre os imaginários do autor e do leitor. Mas o quadrinista e pesquisador Marcelo D’Salete, autor da HQ Cumbe (Veneta, 2014), não parece se intimidar com esse tipo de questão. Para ele, a ficção é importante justamente por trazer outro ponto de vista diante de um cenário em que a maioria dos relatos históricos foi feita pelo mesmo grupo social – no caso, o de homens brancos da elite. E arremata: “precisamos da ficção para imaginar novas possibilidades de leitura a partir de outros atores sociais”. Cumbe traz contos de ...

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    Os primeiros passos do resgate da verdade sobre a escravidão no Brasil

    Começo este texto sem jeito, meio desconcertada. Como poderei descrever a vocês, caros leitores, sentimentos nunca antes sentidos? Talvez desespero e angústia definam. por thainara13 no A Voz da Morada A história do meu povo foi apagada. Rui Barbosa teria mandado queimar todos os documentos da escravidão, supostamente para acabar com esta “mancha negra” da História do Brasil. Quando os escravizados foram libertados no Brasil, em 13 de maio de 1888, estabelecia a lei que os antigos senhores dos escravizados não seriam indenizados, e estes não aceitaram muito bem a ideia. A imagem acima retrata numa revista ilustrada da época um escravizado que foi libertado e seus ”senhores” tentando o comprar. O negro não queria permanecer naquela situação nem mesmo mediante pagamento. Em uma visita a Fazenda Santa Maria em São Carlos-SP me senti perdida. O único relato da história do meu povo que posso compartilhar com vocês, é o grande sentimento de dor e sofrimento que vivenciei ...

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    OAB e Anistia Internacional criticam prisões de manifestantes no Rio

    Dirigente da Comissão Nacional de Escravidão Negra da OAB pede processo contra Dunga por racismo

    Representante da seção da ordem no Rio considera ridícula parte da argumentação do treinador por Claudio Nogueira no Globo Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) empenhados na luta contra o racismo criticaram o técnico Dunga por suas declarações de que ele parece afrodescente (negro), de ‘tanto que apanha e que gosta de apanhar”. Para Humberto Adami, presidente da Comissão Nacional de Escravidão Negra do Conselho Federal da OAB, o técnico brasileiro deveria ser formalmente acusado e processado por injúria racial e racismo, já que ofendeu não um indivíduo, mas toda a comunidade negra do país. — Dunga está totalmente errado e expressa preconceito, podendo ser enquadrado na prática de injúria racial e racismo. Ele pode ser acusado de praticar um crime, por ter exteriorizado que toda a população afrodescendente do Brasil gosta de apanhar. Assim, ele está dizendo que toda a população afrodescendente do país tem uma tendência ao ...

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    Comissão da Verdade Sobre a Escravidão Negra no Brasil: relatório parcial inédito mostrará necessidade de reparações urgentes à população negra

    Com apoio de sub-comissões, universidades e movimentos sociais, o documento será entregue em dezembro com objetivo de intensificar a adoção de políticas públicas “Quando se busca  os resquícios da escravidão, da chamada abolição incompleta e inconclusa,  está se combatendo o racismo que persiste até os dias de hoje” Dr. Humberto Adami – presidente Nacional da CVSENB  por Claudia Alexandre, do Portal Áfricas A Comissão Nacional responsável por mobilizar e sensibilizar o país para os trabalhos da Comissão da Verdade Sobre a Escravidão Negra no Brasil (CNVENB), presidida por Humberto Adami, constituída pelo Conselho Federal da OAB – Organização dos Advogados do Brasil, tem o desafio de entregar até o mês de dezembro, um relatório parcial sobre a ampla investigação que pretende relevar as reais condições de um período de mais de 300 anos, quando ocorreu o maior regime de escravidão e tráfico de africanos das Américas. De acordo com Adami, ...

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    Cresce número de mulheres exploradas em regime análogo à escravidão

    Dados obtidos com exclusividade pelo G1 compõem novo perfil no país. Nº de mulheres libertadas chega a 10%; veja a origem dos resgatados. Por Thiago Reis, no Agência Patricia Galvão Os jovens já não são maioria; os analfabetos, também não. E cada vez mais mulheres compõem o grupo de libertados em condições análogas à escravidão no país. É o que mostram dados exclusivos do Ministério do Trabalho, tabulados a pedido do G1 O perfil dos resgatados pelos grupos móveis de fiscalização tem mudado ano a ano. Em 2007, 56% dos libertados no Brasil eram jovens. Em 2014, o grupo deixou de compor a maioria: 46% dos resgatados possuíam até 29 anos. Em relação à escolaridade, os dados mostram uma mudança ainda mais significativa. Em 2007, 44% dos trabalhadores eram analfabetos, ante 14% em 2014 – no país, a taxa é de 8,5%. No ano passado, havia ainda duas pessoas com ensino superior completo, fato ...

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    ‘Na literatura brasileira, mesmo sobre escravidão, protagonistas são brancos’, diz autor de HQ sobre resistência negra

    Marcelo D'Salete fala sobre 'Cumbe', quadrinho com histórias de luta negra contra a escravidão no Brasil, pensado como 'contraponto a uma ideia de submissão e harmonia que oficialmente a História brasileira tenta forjar' Por Amarílis Borges, no Opera Mundi Um país que recebeu milhões de pessoas negras escravizadas guarda muito da cultura africana. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), pelo menos dois milhões de pessoas africanas desembarcaram no Brasil, embora alguns autores defendam que na verdade foram quatro milhões. É certo que os comerciantes que atuavam em Angola e no Congo forneceram o maior número de escravos que chegaram ao Brasil até 1888, ano em que a Lei Áurea aboliu a escravatura. Depois deste marco é mais simples falar sobre os anos de sofrimento e exclusão que afligiram os escravos. Para fugir a essa tendência, o quadrinista Marcelo d’Salete lançou no ano passado o livro “Cumbe”, que reúne quatro histórias de ...

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    Foto: Rafael Roncato

    HQ Cumbe, de Marcelo D’Salete , sobre a escravidão no Brasil, terá edição em Portugal

    A HQ Cumbe, de Marcelo D’Salete, ganhará uma edição em Portugal pela editora Polvo. A obra conta a história de escravos que resistiriam à opressão escravagista no Brasil dos século 17. no Revista O Grito  por Paulo Floro Foto: Rafael Roncato O quadrinista Marcelo D’Salete se impôs um dos maiores desafios tanto nas HQs como em qualquer arte feita hoje no Brasil: contextualizar e trazer um olhar longe dos estereótipos sobre a história dos negros escravos trazidos ao País. “Nesta HQ que também tem cara de ensaio, Marcelo trouxe um olhar que buscou fugir do lugar comum quando o assunto é a matriz africana. Para começar, Cumbe não se roga em explicitar a violência do período. Mas faz isso de um ponto de vista do escravo, explicitando tanto sua dor quanto a revolta. Ao branco dominador não lhe resta nenhum papel a não ser o da incongruência, daquele que ...

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    13 de maio: 127 anos após o fim da escravidão, racismo divide a sociedade

    Negros relatam seus dramas e mostram que o problema está longe de acabar Do Jornal do Brasil No dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinava a Lei Áurea, pondo fim no ainda Império do Brasil a todo o trabalho escravo existente. Após 127 anos da promulgação, a divisão entre negros e brancos ainda insiste em existir no país, sob a cruel forma do racismo. "A gente passa por racismo todos os dias. É preconceito por ser negro, por ser favelado, preconceito por ser gordo", reforça Renata Trajano, 35, moradora da Comunidade do Alemão. "Não acho que tem como acabar o racismo", lamentou o jovem de 19 anos, morador do Borel, Igor Soares. "A gente precisa lutar contra todos os dias. Existem centenas de questões, um racismo internalizado. Não vai acabar, mas o que temos que fazer é continuar nesse enfrentamento todos os dias", afirmou Igor. O jovem contou ...

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    Escravidão, abolição e resistência

    Abolição da escravidão e o dia da Consciência Negra Apresentação No Dia da Consciência Negra, cabe relembrar que a luta pela abolição da escravidão no Brasil remonta aos tempos dos quilombos, com a tragédia épica do líder negro Zumbi, da República dos Palmares, na Serra da Barriga, em Alagoas, no século XVII, e transporta-se, objetivamente, para o recinto da Assembléia Geral, Constituinte e Legislativa do Império do Brasil em 1823, levando então 65 longos anos para que os abolicionistas triunfassem sobre os escravocratas com a aprovação da Lei Áurea (1888); passa pela Revolta da Chibata, em 1910; pelas primeiras discussões e propos- tas contra a discriminação racial no Parlamento; pelo processo constituinte de 1987-1988, com o reconhecimento dos direitos da comunidade negra, quando da promulgação da Constituição Cidadã (1988); e se encerra com a apresentação de projetos que se trans- formaram em lei, além de mais de uma centena de ...

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