Resultados da pesquisa por 'escravidão'

A escravidão no Brasil: do ciclo do café à abolição

Nas primeiras décadas do século 19, o ciclo da economia brasileira foi representado pela produção do café, considerado o “Ouro Verde”. O braço escravo, novamente, foi o sustentáculo desse ciclo da nossa economia. O patriarcalismo, o latifúndio e escravidão  representam o sustentáculo do mando político de uma nova oligarquia que se estabelecia no cenário brasileiro:  os barões do café. Por Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite*, do Pagina Global  O Ciclo do Café Na segunda década do século 18, em 1727, o café chegou ao Brasil por meio do sargento-mor Francisco de Melo Palheta (1670 – 1750). As primeiras sementes eram originárias da Guiana Francesa. No início o café era plantado nos morros das regiões próximas da cidade do Rio de Janeiro.  Após a experiência do plantio, naquele local, expandiu-se até o Vale do Paraíba onde havia condições mais favoráveis para o seu desenvolvimento.  A partir desta região, o plantio do ...

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Negras Empoderadas lutam contra as “formas de escravidão modernas” do Brasil

Criada pela empresária e advogada Eliane Dias e pela Consulesa da França no Brasil, Alexandra Loras, grupo busca compartilhar ideias e experiências para combater o racismo e o machismo Texto: Juca Guimarães para Ponte Jornalismo / Foto: Juca Guimarães No Alma Preta A união é o elemento principal para se vencer uma guerra e mudar os rumos da história, assim como o uso das armas certas. O compartilhamento de ideias e experiências também é fundamental para o fortalecimento de uma causa. Desse modo, uma nova história está sendo escrita por cinquenta mulheres independentes e bem-sucedidas que participam do grupo Negras Empoderadas, criado pela empresária Eliane Dias e pela consulesa da França no Brasil, Alexandra Loras. Vivendo há três anos no Brasil, a consulesa francesa Alexandra percebeu o quanto o racismo e a falta de oportunidades impactam na vida das mulheres negras. Muitas vezes de forma velada, algumas vezes explícitas e violentas, as manifestações de ...

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JEAN-BAPTISTE DEBRET

Na sala de aula te acorrentam com olhares, como na escravidão

Fico me perguntando, quando um professor fala sobre escravidão, ou cita algo sobre um acontecimento ou movimento que envolve negros, seu olhar pousa sem pausa no aluno negro, ou a sala te olha descaradamente, esperando que você levante o punho para o alto. Ou que comece uma discussão, corrigindo o que o professor diz. Mas, não! Simplesmente, só quero ouvir, sobre a matéria e não precisar me distrair, com olhares que se fixam em mim. E, ficar oprimida por que, parece que estão falando dos meus parentes. Talvez, ancestrais. Desde o ensino fundamental, sofri com tudo isso, o assunto sempre era escravidão, e nunca sobre como Martin Luther King Jr. foi importante, nem como Dandara foi uma mulher forte, Mandiba? Somente escravidão. por Taynara Ferreira via Guest Post para o Portal Geledés JEAN-BAPTISTE DEBRET Em algumas vezes, fingia me ocupar com algo para que a professora não ...

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Lutar contra prisões em massa e pena de morte é lutar contra escravidão dos tempos modernos, diz Angela Davis

Em entrevista concedida junto com a irmã, Fania Davis - uma das principais expoentes da justiça restaurativa nos EUA, ressalta a necessidade de se criar um processo para 'curar os traumas raciais que continuam sendo reencenados' Por Sarah van Gelder, do Opera Mundi  “Assumimos uma luta que nos vincula aos abolicionistas que se opuseram à escravidão. As instituições da prisão e da pena de morte são os exemplos mais óbvios de como a escravidão continua a assombrar nossa sociedade”, diz Angela ao explicar a importância do abolicionismo penal, a nova trincheira das irmãs. Fania lembra que “abolimos a instituição da escravidão, mas ela foi substituída pela vassalagem, pelas leis Jim Crow , pelos linchamentos, pelas prisões privadas. A essência da violência racial e do trauma que vimos na instituição da escravidão e nas instituições subsequentes continuam até hoje sob a forma do encarceramento em massa e práticas policiais letais”. Ambas defendem a ...

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Da escravidão às prisões modernas

No dia 16 de março de 2014, após operação da Polícia Militar numa favela localizada no Morro da Congonha, zona norte da cidade do Rio de Janeiro, uma mulher negra, empregada doméstica e moradora da favela foi baleada e jogada na patrulha policial. O corpo negro e sem vida era de Cláudia Ferreira da Silva, de 38 anos, que havia sido baleada no pescoço e nas costas. Depois, Cláudia foi colocada no porta-malas da viatura policial para supostamente ser levada ao hospital. No caminho, seu corpo rolou do porta-malas e, preso por um pedaço de roupa, foi arrastado pelo asfalto por mais ou menos 250 metros, sem que os policiais da viatura dessem atenção aos apelos de outros motoristas e pedestres. Por Dina Alves  do Alma preta No dia 28 de novembro de 2015, os jovens negros Roberto Silva de Souza, 16 anos; Wilton Esteves Domingos Júnior, 20 anos; Carlos Eduardo Silva ...

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‘Negros não puderam viver luto pela escravidão’

Entre os séculos 16 e 19, o Brasil recebeu ao menos 4,8 milhões de africanos escravizados, todos forçados a abandonar sua identidade ao embarcar para o país. Por João Fellet Do BBC A produtora Cine Group convidou 150 brasileiros a fazer um exame de DNA para identificar o local de origem de seus antepassados africanos. Após os resultados, a produtora acompanhou as viagens de cinco participantes às regiões de seus ancestrais. As gravações darão origem à série televisiva Brasil: DNA África, a ser lançada nos próximos meses (a produtora ainda negocia os direitos de transmissão). A BBC Brasil entrevistou dois participantes sobre a experiência. "Na Bolívia, onde vivi parte da minha infância, existe uma superstição engraçada. Quando veem um negro, muitos têm o costume de beliscá-lo. Eles acham que isso dá sorte. Voltava da escola cheia de beliscões, e um dia minha mãe teve até que conversar com o diretor. Mesmo ...

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Logo no início de 'Que horas ela volta?', a personagem de Regina Casé (a empregada Val) aparece vestindo branco ao cuidar do filho dos patrões, mas sem entrar na piscina

Clube obrigar babá a usar branco é manter estigma da escravidão, diz diretora de ‘Que horas ela volta?’

Desde que lançou Que horas ela volta?, a diretora de cinema Anna Muylaert virou uma espécie de porta-voz informal para questões envolvendo trabalhadores domésticos. Por Mariana Della Barba, do BBC Seu filme, no qual a atriz Regina Casé vive a doméstica Val, escancara um tipo de relação entre patrão e empregado que é realidade em muitas casas brasileiras. Diante da "novela" das babás de branco que teve início no ano passado, Anna topou falar com a BBC Brasil. Durante a conversa, a diretora falou de sua revolta com as regras de clubes paulistanos em exigir uniforme branca das babás de crianças sócias. O caso começou quando a advogada Roberta Loria, que é sócia do Esporte Clube Pinheiros (zona oeste), resolveu acionar o Ministério Público de São Paulo, após se revoltar com o fato de o local dificultar a entrada da babá de suas filhas por ela não estar com uniforme branco. ...

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A performance em que Fyodor evocou os “tigres”, escravos que levavam os excrementos de seus senhores para o mar - Divulgação / Pedro Agilson

A escravidão no Brasil na visão de um artista russo

Fyodor Pavlov-Andreevich demonstra sofrimento para aludir à desigualdade no país POR NANI RUBIN, do O Globo RIO - Na noite do último domingo, um homem branco acorrentado num poste de luz chamava a atenção de quem passava na esquina da Rua Oswaldo Cruz com a Praia do Flamengo. Uma mulher em um Mercedes-Benz parou e perguntou se precisava de ajuda. Carros da polícia e do Corpo de Bombeiros chegaram alternadamente; os poucos pedestres que passavam àquela hora tardia tiraram fotos. Pele branca, olhos claros num corpo de 1,91m, o russo Fyodor Pavlov-Andreevich, 39 anos, apesar de falar português, não respondeu às perguntas que lhe eram feitas. A não interação fazia parte da performance, uma das sete que compõem o projeto “Monumentos temporários”. A imagem do branco nu (ele sentou sobre um pedaço de jornal, com o qual escondia os órgãos genitais quando necessário), acorrentado numa esquina do Flamengo, não surgiu ...

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Gregg DeGuire/WireImage

Compositora e agora roteirista: Beyoncé vai escrever e protagonizar filme sobre escravidão

Beyoncé já estrelou uma série de longa-metragens no passado – Dreamgirls, Obsessiva – todos muito bem recebidos pela crítica e grandes sucessos de bilheteria, e, aparentemente, ela pretende expandir ainda mais sua carreira no cinema em 2016. no Portal dos Famosos A hitmaker de Drunk in Love é uma das maiores, senão a maior, performers do mundo, mas ainda não é tão levada a sério nas telonas quanto deseja. E, desta vez, o projeto é ainda mais ambicioso: ela romantizará a poderosa história de , uma mulher negra vendida à escravidão por homens escoceses que precisou batalhar seu caminho até a liberdade novamente na corte inglesa. Saartje Baartman. De acordo com o The Mirror, Beyoncé já contratou um time de professores de teatro e roteiristas experientes para ajudá-la a trazer a trajetória de Baartman à realidade. Para completar, a cantora quer estrelar ela própria no filme como Saartjie, e um elenco de peso também pode estar encaminhado, mesmo que ...

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1 de janeiro de 1863: Estados Unidos abolem a escravidão

Em 1° de janeiro de 1863, entrava em vigor o Ato de Emancipação assinado pelo presidente Abraham Lincoln. O ponto central da lei era a libertação de cerca de 4 milhões de escravos negros. "Não haverá tranquilidade nem sossego na América enquanto o negro não tiver garantidos os seus direitos de cidadão… Enquanto não chegar o radiante dia da justiça… A luta dos negros por liberdade e igualdade de direitos ainda está longe do fim", declarou Martin Luther King na lendária marcha pelos direitos civis rumo a Washington em 1963. Essa era a situação nos Estados Unidos cem anos após a abolição da escravatura através da chamada Emancipation Proclamation, promulgada a 1° de janeiro de 1863 pelo presidente Abraham Lincoln. Desde o início da colonização, em 1619, quando os primeiros escravos chegaram a Jamestown, os problemas da escravidão e a luta pela libertação dos negros marcaram a história dos EUA e, ...

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Na imagem, da esquerda para a direita: o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos, Nilma Lino Gomes; e o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein. Foto: UNIC Rio/Gustavo Barreto

‘Racismo tem profundas raízes no colonialismo e na escravidão’, diz chefe de direitos humanos da ONU

Alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein participa da primeira reunião regional da Década Internacional de Afrodescendentes. Mais de 150 representantes da sociedade civil e governos de toda a América Latina e o Caribe estão reunidos em Brasília esta semana e debatem estratégias para promover a igualdade e os direitos de afrodescendentes. Do Nações Unidas Começou nesta quinta-feira (3), em Brasília, a primeira reunião regional realizada no contexto da Década Internacional de Afrodescendentes da ONU. A América Latina e o Caribe foi a primeira a se organizar para discutir as ações e expectativas para a Década, que teve início esse ano e acontecerá até o ano de 2024. O evento, organizado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e sediado pelo governo brasileiro, segue até sexta-feira (4), com transmissão ao vivo, e reúne cerca de 150 pessoas de toda a região. ...

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Wilson Prudente, procurador do Ministerio Publico do Trabalho, e membro da Comissao Nacioonal da Verdade da Escravidao Negra no Brasil - Daniel Marenco / Agência O Globo

Relatório sugere que Brasil reconheça crime de escravidão

Comissão Nacional da Verdade quer pedido oficial de desculpas aos negros POR EVANDRO ÉBOLI, do O Globo  O governo brasileiro deve um pedido formal de desculpas e precisa reconhecer, em decreto presidencial, seu envolvimento oficial no crime de escravidão, que é imprescritível. Essa é uma das recomendações do relatório da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra do Brasil, que será apresentado na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, amanhã, quarta-feira. O documento tem 316 páginas e traz um amplo e detalhado cenário histórico e investigativo sobre esses episódios. O relator do texto, o procurador do Trabalho Wilson Prudente, concluiu que o Império do Brasil, o Reino de Portugal e a Igreja Católica incorreram em práticas criminosas contra os negros e em tipos penais como genocídio e crimes contra a humanidade. O relatório pretende acabar com mitos sobre algumas questões, segundo o relator, como a de que a ...

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“Deveríamos falar menos de escravidão e mais sobre racismo “, João Reis, doutor em história

Em entrevista à jornalista Regina de Sá, o doutor em História pela Universidade de Minnesota (EUA) e professor do Departamento de História da Universidade Federal da Bahia, João José Reis faz uma reflexão sobre memória da escravidão e persistência do racismo. Por Cleidiana Ramos Do Mundo Afro João José Reis faz uma profunda análise sobre a persistência dos impactos da escravidão. Regina de Sá Em um documento redigido no dia 24 de outubro de 1985, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apresentava uma lista de 38 localidades com potencial para serem reconhecidas como Patrimônio da Humanidade. Naquele ano, o Centro Histórico de Salvador, a primeira capital do Brasil (1549-1763), ganharia a atenção global com o título dado pela Unesco. No maior conjunto colonial urbano tombado do País, com cerca de três mil imóveis erguidos entre os séculos 17 e 19, desde o São Bento ...

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O polêmico debate sobre reparações pela escravidão no Brasil

"Declara livre todos os escravos vindos de fora do Império e impõe penas aos importadores dos mesmos escravos." Por Fernando Duarte Do BBC Promulgada em 7 de novembro de 1831, a Lei Feijó propunha exatamente o que a linha de abertura de seu texto, acima, sugeria: o Brasil finalmente aderia ao combate ao tráfico negreiro, depois de quase três séculos de importação de trabalho forçado. Infelizmente, o compromisso foi apenas no papel – uma forma de ganhar tempo diante da pressão da Coroa Britânica, que 24 anos antes tinha aberto uma frente de batalha diplomática contra o tráfico. Historiadores estimam que até 1850, quando o Segundo Reinado aprovou a Lei Eusébio de Queiroz, a primeira a surtir impacto relevante sobre a escravidão no Brasil, mais de 500 mil negros haviam trazidos ilegalmente da África para o país. Com a conivência das autoridades. O possível crime de Estado é um dos pontos ...

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Artigo: ‘A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil’

Combater o trabalho escravo é criar um ambiente de justiça social, onde todos tenham as mesmas oportunidades Por  WAGNER MOURA, do O Globo  Essa é a frase mais célebre do livro “Minha formação”, do abolicionista brasileiro Joaquim Nabuco. Esse livro foi escrito no final do século XIX, portanto pouco mais de uma década depois de abolida a escravidão no Brasil. Em 1888, o Brasil foi o último país ocidental a livrar-se oficialmente do trabalho forçado. A escravidão tornou-se mesmo parte fundamental da alma do nosso país. Creio que mesmo Nabuco, que se antecipou a Gilberto Freire nas reflexões sobre a influência do trabalho escravo na cultura brasileira, talvez não supusesse que no ano de 2015 suas palavras ainda fariam tanto sentido. A população negra brasileira ainda é a grande maioria nos bolsões de pobreza e a sofrer violência policial. Recentemente, a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro resolveu ...

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11 lugares de memória da escravidão na África e no Caribe

Jacques Le Goff, no texto “Documento/Monumento”, lembra que a palavra latina monumentum remete à meminí(memória) e monere (fazer recordar). Assim, monumentum é um sinal do passado. É tudo aquilo que pode evocar o passado, perpetuar a recordação: uma obra comemorativa de arquitetura ou de escultura, um monumento funerário ou um documento escrito. Trata-se de um legado à memória coletiva que detêm o poder de perpetuar a recordação do passado. Por Joelza, do Ensinar História  Já a palavra latina documentum, derivada de docere (ensinar, daí o termo docente), evoluiu para o significado de “prova”. Mas ele está longe de ser imparcial, objetivo, inócuo. O documento resulta de uma produção/montagem, consciente ou inconsciente da história por uma determinada época e sociedade que o produziu; é um esforço das sociedades para impor, ao futuro, determinada imagem de si mesma. Documento é uma coisa que fica. É monumento. Por outro lado, considerando o sentido ...

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Os Negros, a Cidadania, a Economia e a Escravidão.

Tem um pensamento que eu gosto muito. Mais do que gostar, eu acredito neste pensamento, porque, para mim, ele significa a verdade. "Raça não existe; o que existe é a espécie humana". Quando o homem, ou melhor, a humanidade se organizou em sociedades. Quando ela passou a dominar a agricultura e, consequentemente, construir cidades para alojar milhares ou milhões de pessoas, a luta pelo controle político e pela hegemonia econômica recrudesceu. Desta luta deriva todo tipo de preconceito, inclusive o pior deles: o racismo. Do DAVIS SENA FILHO, do Brasil 247 O preconceito do racismo é a forma mais infame e cruel de intolerância moral que o ser humano pôde expressar, porque se trata da negação da vida, da negação de Deus. O racista nega a vida e reafirma a indiferença, a desigualdade social e a violência. A pobreza material de grande parte dos povos da África negra e do povo ...

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Jamaica exige que Reino Unido pague indenização por tempos da escravidão

A visita do primeiro ministro britânico David Cameron à Jamaica está causando confusão entre ambos os países. Isso porque políticos da nação caribenha querem aproveitar a ocasião para exigir que o Reino Unido pague reparação por anos de colonialismo e escravidão. De acordo com o jornal Guardian, tal soma monetária ultrapassaria alguns bilhões de libras esterlinas. no Luminota Ao saber da exigência, porta-vozes do Parlamento britânico disseram que o primeiro ministro não crê que reparações ou desculpas oficiais pela escravidão são a “aproximação certa.” Não houve comentários sobre a acusação de que a família de Cameron esteve envolvida no tráfico de escravos durante os anos de 1700. “A posição do primeiro ministro é de querer focar o futuro. Estamos falando sobre questões que têm séculos de idade, sobre decisões tomadas durante governos diferentes, quando ele nem era nascido. Ele quer olhar para o futuro e descobrir como o Reino ...

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“O Brasil não pode repetir com os refugiados o erro da escravidão”

O advogado Pitchou Luambo, de 34 anos, é um vencedor: conseguiu deixar para trás uma guerra civil sangrenta e a opressão de um governo autoritário em sua terra natal, a República Democrática do Congo, para recomeçar a vida no Brasil, onde vive desde 2010 –sorte contrária a de muitos de seus conterrâneos, que diariamente correm o risco de perder a vida ou a liberdade. É um entre milhares de refugiados que anualmente chegam ao Brasil para escapar das consequências de conflitos armados, do autoritarismo político ou das condições de vida precárias. Do Instituto Lula O que encontram aqui, no entanto, é um novo conjunto de obstáculos que alimentam uma situação também dramática. “Será que já me habituei a viver no Brasil? Não sei”, diz, pensativo. “Todos os dias, é luta, luta, luta. Nós vivemos sempre no presente, resolvendo problemas. É difícil começar a planejar o futuro ou dizer que expectativa ...

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Rui Barbosa e a polêmica queima dos arquivos da escravidão

Trato hoje de uma reminiscência sinistra. Há uma tradição historiográfica que remonta a Nina Rodrigues, que responsabiliza Rui Barbosa por uma ordem que teria como resultado a queima dos documentos relativos à escravidão, em poder de repartições públicas submetidas à autoridade do ministério da Fazenda, logo a após a proclamação da República e, também, da abolição da escravidão. Por Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy Do Conjur Rui foi ministro da Fazenda ao longo do governo provisório de Deodoro da Fonseca, isto é, de 1889 a 1891. É de seu tempo a crise financeira do encilhamento, bolha inflacionária que marcou o início de nossa era republicana. A ordem para a destruição de documentos da escravidão teria sido dada por Rui, na qualidade e autoridade de ministro, em despacho datado de 14 de dezembro de 1890, e cumprido por intermédio de circular, datada de 13 de maio de 1891. À época da circular ...

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