Resultados da pesquisa por 'Julho das pretas'

    Racismo na mídia: entre a negação e o reconhecimento

    A visibilidade às discussões sobre o racismo dada pela TV Globo e o reconhecimento da violência decorrente dele são uma vitória para a luta por igualdade racial Por Cecília Bizerra Sousa* “Sempre que venho ao Brasil, assisto à TV para ver como o país se representa. Pela TV brasileira, nunca seria possível imaginar que sua população é majoritariamente negra”. Esta observação, entre tantas outras acerca dos desafios que ainda cabem à luta pela igualdade racial no Brasil e no mundo, foi feita pela ativista estadunidense Angela Davis, em conferência em Brasília na noite de 25 de julho, na 7ª edição do Latinidades – Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha. “Não posso falar com autoridade no Brasil, mas às vezes não é preciso ser especialista para perceber que alguma coisa está errada se a cara pública deste país, majoritariamente negro, é branca”, acrescentou. Referência mundial na luta contra o ...

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    Dani Costa Russo/Divulgação

    O racismo não está nas diferenças – Por: Jarid Arraes

    No último dia 25, Dia Nacional da Mulher Negra, data oficializada no Brasil como oportunidade para homenagear Tereza de Benguela, houve muita discussão em torno da necessidade de se criar uma data separada para as mulheres negras. Muitos alegam, em comentários na própria página da Revista Fórum, que o 25 de Julho acaba sendo mais uma forma de racismo, pois diferencia as mulheres negras das demais mulheres, especialmente das brancas. Muitos comentaristas são pessoas bem intencionadas, que não conseguem identificar a raiz do desconforto que sentem em datas como o Dia da Mulher Negra ou o Dia da Consciência Negra. Eventos voltados para as pessoas negras acabam incomodando essas pessoas. Por quê? O Brasil é um país que trata questões raciais de forma problemática e preocupante: é corriqueira a noção de que nomear cores é indesejável, ou seja, a simples constatação de que há pessoas brancas, pretas e amarelas, para grande parte ...

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    Somos afrolatinas, elas, tu e eu: vem pro festival Latinidades 2014!

    por Blogueiras Negras Mais uma vez o Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, organizado pelo coletivo Pretas Candangas, celebra a arte do encontro. Mulheres negras em roda através de música, sarau negro, performances, espetáculo teatral, moda, artesanato, culinária, capoeira, literatura e oficinas de arte que tem como tema as griôs da diáspora. Honrando a primeira de nós e todas as demais que se sentaram diante de sua comunidade e em generosidade fizeram de si um pouco de todos, resignificando aquilo que é muito mais que uma infindável sucessão de um dia após o outro. Não mais, não mais. Somos afrolatinas, elas, tu e eu. Conosco todas as mulheres negras do lado de cá do meridiano e tantas vezes acima dele, combatendo os mesmos problemas, as mesmas violências. Mais que isso, partilhando conhecimento, arte, cultura, culinária, modos de fazer. Falar sobre o Latinidades não poderia ser que não sobre a celebração ...

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    Wania Sant'Anna

    Novos marcos para as relações étnico raciais no Brasil: Uma responsabilidade coletiva

    Por Wania Sant'Anna∗ Apresentação Novos marcos para as relações étnico raciais no Brasil, junto a significativa parcela da população brasileira são os raros os momentos dedicados à reflexão sobre as conseqüências do preconceito e discriminação racial. Junto ao grande público, a situação mais comum está relacionada à divulgação dos casos de discriminação e ofensas vividos por afro-descendentes em contato direto com pessoas brancas e/ou ditas brancas. Uma vez divulgados, não raro, o sentimento mais generalizado é a indignação. Classificar o ato como expressão da ignorância e falta de educação também constitui um argumento fartamente utilizado. Em ambos os casos revela-se o apego ao ideal de democracia racial brasileiro. Afinal, como é mesmo possível encontrar pessoas que não tenham absorvido as regras de convivência requeridas pelo ideal de democracia racial e, em situações cotidianas, exponham de forma tão explícita o seu descontentamento e descompromisso com o esse ideal? “Desculpai-vos. Eles não ...

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    Discurso de posse de Mãe Stella de Oxóssi na Cadeira nº 33 da Academia de Letras da Bahia

    Discurso de posse de Mãe Stella de Oxóssi na Cadeira nº 33 da Academia de Letras da Bahia

      Mãe Stella é a primeira sacerdotiza do culto afro no Brasil a ocupar uma cadeira na Academia de Letras. O Fato histórico aconteceu no último dia 12 de setembro de 2013.   Gostaria muito de iniciar meu discurso de posse nesta essa venerável Academia de Letras, dirigindo-me a todos, indistintamente, chamando-os de amigos. Entretanto, fui educada por uma religião que tem na hierarquia a sua base de resistência, o que coincide com a tradicionalidade desta Academia. Sendo assim, inicio este discurso saudando as autoridades presentes ou representadas, sentindo que estou saudando a todos que aqui vieram para engrandecer esta cerimônia Em 1910, Mãe Aninha fundou, em Salvador, na Bahia, o terreiro de candomblé Ilé Àÿç Opo Afonjá, hoje mundialmente conhecido e respeitado. Mulher com a cabeça muito além de seu tempo, ela costumava dizer que queria ver seus filhos com anel no dedo servindo a ßàngó: oríÿa para quem ...

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    carolina-maria-de-jesus

    Feminismo negro: por que me toma? – Por Paula Libence

    No dia 25 de julho, celebra-se o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. A data foi escolhida em virtude do 1º Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, realizado em julho de 1992, na cidade de Santo Domingo, na República Dominicana. O último dia do evento aconteceu no dia 25 de julho, quando foi criada a Rede de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, para a troca de informações, o estreitamento das relações e promoção de ações conjuntas de luta e resistência da mulher negra. E por ter sido uma data de decisões tão importantes, o dia 25 de julho foi escolhido como Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Dia de comemorar e de ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra. E devido a tudo isso, eu decidi escrever hoje ...

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    Festival Latinidades 2013: Arte e Cultura Negra – memória afrodescendente e políticas públicas

    Em em sua 6ª edição, o Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha será realizado em Brasília, de 19 a 28 de julho, sob o tema Arte e Cultura Negra – Memória Afrodescendente e Políticas Públicas. O festival desenvolve ações de formação, capacitação, empreendedorismo, economia criativa, cultura e comunicação e traz ampla programação artística com shows, exposições, lançamentos literários, entre outros. O Latinidades envolve anualmente diversos estados brasileiros, com crescente participação internacional. Desenvolve diálogos com o poder público, organizações não-governamentais, movimentos sociais e culturais, universidades, redes, coletivos e outros grupos. Constitui, também, um espaço para convergir iniciativas do estado e da sociedade civil relacionadas ao enfrentamento do racismo, sexismo e promoção da igualdade racial. Atualmente, o Latinidades é considerado o maior festival de mulheres negras do país. Em 2013 vai falar de memória afro-descendente no fazer contemporâneo e a necessidade efetivar políticas públicas para a cultura negra. Pretende discutir temas atuais ...

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    grecia

    Violência abre debate sobre proibição do partido neonazista na Grécia

    Após meses de tolerância com relação ao comportamento dos neonazistas do Amanhecer Dourado, os recentes incidentes protagonizados por seus deputados abriram o debate sobre como lidar com esta organização violenta que possui 18 deputados no Parlamento grego. A carta de uma deputada do partido governante, o partido conservador Nova Democracia (ND), alertando que os deputados do Amanhecer Dourado (JA) assistem às sessões munidos de pistola impulsionou o debate sobre a proibição de portar armas no plenário. De acordo com o jornal "Eleftherotypia", um vigilgante do Parlamento pediu a um deputado da formação que guardasse a pistola que levava no assento do passageiro de seu veículo, pedido não acatado. "Prefiro levar alguém pela frente do que ser levado", respondeu o deputado. Segundo a legislação da Assembleia grega, os parlamentares podem comparecer com armas, mas devem depositá-las nos postos de vigilância antes de entrar no plenário, embora os controles de segurança sejam ...

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    rota na periferia

    Medo de violência já faz mães tirarem filhos de São Paulo

    A onda de violência na periferia mudou radicalmente a vida da faxineira Maria (nome fictício), de 43 anos. Um de seus filhos, de 17, foi morto em julho por agentes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), durante ação em uma favela na região de Sapopemba, zona leste. Após outro filho ser ameaçado por policiais e ficar sabendo que teria sido incluído em uma lista de futuras vítimas, ela mandou o rapaz morar em outra cidade. A situação de Maria não é única. Só na zona leste paulistana há pelo menos dez perseguidos, segundo informações do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe). A situação se repete na Região Metropolitana de São Paulo. Há dois meses, o filho mais velho de Maria, de 24 anos, pegou algumas peças de roupa e saiu de casa na surdina, no meio da madrugada. Só assim, segundo ela, policiais da Rota ...

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    feliz-dia-do-amigo

    Certificação ‘Mojubá O luku mi’ é entregue no Dia Internacional da Amizade.

    Seis instituições recebem nesta sexta-feira, 20 de julho, no Dia Internacional da Amizade, a Certificação "Mojubá O luku mi", que na língua ioruba quer dizer: Eu saúdo Meus Amigos. A entrega da certificação é uma das pautas do VII Festival Alagoano das Palavras Pretas e tem como objetivo visibilizar a parceria dessas instituições com o Projeto Raízes de Áfricas, estabelecendo caminhos de interpretação da cultura da paz social , a partir da soma das múltiplas diferenças. Em sua sétima edição o Festival Alagoano das Palavras Pretas, idealizado pelo Projeto Raízes de Áfricas, traz a proposta de afirmar a literatura negra, discutindo, dialogando e ressignificando poetas e poetizas negros-africanos no contexto da literatura brasileira.   Na primeira edição da Certificação Mojubá O luku mi serão agraciados:1-Programa Frente a Frente- TV Assembléia_ Jornalista Goretti Lima2- ASCOM/CESMAC-Informativo CESMAC- Jornalistas Jorge Moraes, Kelma Abreu, Rianne Rodrigues e equipe3-Yalorixá Mãe Mirian da Casa Ile Nifé ...

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    racismo-na-adocao

    Adoção de crianças negras

    Vários sites disponibilizam informações sobre adoção. Do  Mulher Negra, por  Monica Aguiar Vários sites trazem as dificuldades que tem enfrentado as famílias brasileiras com relação a espera para a adoção . Porém são poucos os sites que falam sobre as dificuldades e apontam os índices de crianças negras que estão na fila de espera da adoção. Em 2011, das 26 mil famílias que aguardavam na fila da adoção, mais de um terço aceitavam apenas crianças brancas. Enquanto isso, as crianças negras (pretas e pardas) eram mais da metade das que estavam aptas para serem adotadas e aguardavam por uma família. Este dado não mudou. O racismo, que as pessoas jogam fora, guardam, muitas pessoas negam a existência, outras chegam a declarar abominação, podem ser ainda verificado nos comportamentos e nas atitudes das famílias/ ou pessoas pretendentes a adoção . Muitas famílias ainda traçam um perfil baseado nas relações racialmente constituídas no ...

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    manifestacao da juventude

    Manifestação da Juventude Indignada – Em São Paulo, 200 manifestantes do 15.O acampam no Vale do Anhagabaú

    A reportagem da Caros Amigos acompanhou a manifestação da juventude indignada, ouviu as vozes dos anônimos e registrou nesta reportagem algumas de suas reflexões. Por Cecilia Luedemann Muitos e diferentes, os jovens manifestantes de São Paulo coloriram as ruas, numa manhã fria e chuvosa de sábado. "Pode chover e trovejar, essa praça nós vamos ocupar." Os manifestantes do 15.O ocuparam o Largo São Bento e acordaram a cidade com as palavras de ordem: "A juventude não está parada, está na rua indignada." Os trabalhadores que caminhavam apressados pelo calçadão do centro ouviam curiosos aos chamados da juventude: "Vem, vem com a gente, queremos um futuro diferente". Os jovens chamavam para marchar até a Praça do Patriarca, rebatizada de Praça do Matriarca pelas feministas, e para acampar no Vale do Anhagabaú. Protegidos da chuva na entrada do Mosteiro de São Bento, Nathalie Drumond, do grupo Juntos, e Felipe Moda, do Barricadas, ...

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    arisia barros

    Relatório do II Ciclo Nacional de Conversas Negras: ”Agosto Negro o Que a História Oficial Ainda Não Conta

    por Arísia Barros A cidade de Maceió-AL sediou no período de 25 a 27 de agosto, a segunda edição do Ciclo Nacional de Conversas Negras: "Agosto Negro o Que a História Oficial Ainda Não Conta". A primeira edição do Ciclo aconteceu em 2010, no período de 24 a 26 de agosto. Uma iniciativa do Projeto Raízes de Áfricas o II Ciclo é um projeto de ação com permanente continuidade e visa a inovação e avanços na cultura das Conversas Negras e a consolidação de caminhos legais e possíveis para reflexão e o redimensionamento da questão estrutural do racismo, não só nos currículos das escolas,mas em todos os espaços formativos. E, sobretudo, discutir o racismo como violência de caráter endêmico, implantada em um sistema de relações assimétricas, fruto da continuidade de uma longa tradição de práticas institucionalizadas. Tendo como alicerces a transversalidade da Lei Federal nº10. 639/03, que criou a obrigatoriedade ...

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    BLACK IS BEAUTIFUL NO ANO AFRODESCENDENTE BRASIL CONSTATA ELEVAÇÃO DA AUTO- ESTIMA DO POVO NEGRO

      O Instituto de Cidadania Raízes há 12 anos desenvolve projetos de promoção da igualdade racial e combate ao racismo, no Ano Afrodescendente. Dentre as suas atividades destacam-se os cursos de qualificação profissional e inclusão digital destinados aos jovens afrodescendentes e as atividades de conscientização sobre a importância do povo negro na formação social, econômica e cultural do Brasil. Nossa linha de trabalho parte do princípio que o racismo no Brasil precisa ser combatido sob duas perspectivas: primeiro com medidas de curto prazo com a finalidade de garantir direitos de cidadania ao povo negro, tirando-o da exclusão social. Falamos neste caso da implementação de políticas de ações afirmativas que dentre outras coisas garantam aos afrodescendentes a oportunidade de acesso à escola, do ensino básico até a universidade, para que haja também melhores condições de acesso ao mercado de trabalho. A outra perspectiva envolve ações mais complexas porque são de cunho ...

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    Cuiabá: O Racismo que ninguém vê

    Fonte: Grupo de União e Consciência Negra Por Keka Werneck jornalista em Cuiabá Na última quinta-feira, dia 30 de julho, me encantou não só a negritude da noite fresquinha do suave inverno cuiabano. Aquela noite preta! Boa para tudo que a mente permitir. Atraiu-me, porém, o debate convocado por militantes pretos que se juntaram na sede do Grupo de Consciência Negra, na Capital, para tratar dos pecados que a mídia brasileira comete contra irmãos afrodescendentes. E me parece que a ação afirmativa mais urgente é toda aquela que consolida a idéia de que o racismo no Brasil existe - e creio que este artigo ajuda a cumprir esse papel. E existe, quer ver?Eu fiz uma matéria, há alguns anos, sobre o racismo em Cuiabá. Não lembro mais o nome dos entrevistados, mas são pessoas comuns, que a gente vai achando, ao perguntar na redação se alguém conhece quem tenha sofrido ...

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    A desvalorização do professorado: um olhar pela dimensão de gênero e raça

    Fonte: Brasil de Fato - Cerca de 70% das mulheres brasileiras assassinadas são vítimas no âmbito de suas relações domésticas; de acordo com pesquisa do Movimento Nacional de Direitos Humanos Sérgio HaddadMariangela GracianoVera Masagão As desigualdades de gênero no Brasil se expressam de inúmeras formas. Conforme o "Contra-informe da sociedade civil ao VI Relatório Nacional Brasileiro à Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher - CEDAW", referente ao período 2001 - 2005, e apresentado às Nações Unidas em julho de 2007, uma em cada quatro mulheres no Brasil já foi vítima de violência doméstica. A cada 15 segundos uma mulher é espancada, via de regra, por seu marido, companheiro, namorado e/ou ex parceiro; a cada 15 segundos também uma brasileira é forçada a ter relações sexuais contra sua vontade. 70% das agressões ocorrem dentro de casa e o agressor é o próprio marido ou ...

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