terça-feira, julho 14, 2020

    Resultados da pesquisa por 'feminicídio'

    femicidio

    Europa lança campanha para romper o silêncio sobre ‘feminicídio’

    O crime afeta particularmente a América Latina. Na Guatemala, 658 foram assassinadas em 2012. Na Colômbia, em 2011, 52 mulheres por dia foram vítimas de violência sexual Por: France Presse   Bruxelas - Organizações europeias da sociedade civil apresentaram nesta quarta-feira (16/10) no Parlamento Europeu uma nova campanha para romper o silêncio que cerca, tanto na Europa quanto na América Latina, os casos de feminicídios e todo tipo de violência contra as mulheres. "No dia em que não ocorrerem estas denúncias teremos perdido, porque a realidade segue existindo e é insultante para o respeito da dignidade da mulher", declarou o eurodeputado espanhol Raúl Romeva, do grupo dos Verdes e membro da Comissão Parlamentar dos Direitos da Mulher, que participou no vídeo desta campanha "Visibilizando o Feminicídio na Europa e na América Latina". "Para acabar com a impunidade é preciso acabar com o silêncio", disse Romeva, denunciando que no México "98% ...

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    feminicidio

    Por que o feminicídio não diminuiu depois da Maria da Penha

    Quarta-feira passada, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou os resultados de uma pesquisa sobre o número de feminicídios após a vigência da Lei Maria da Penha. O resultado assusta: 15 mulheres são mortas por dia no Brasil, uma a cada uma hora e meia. É a chamada violência de gênero, aquela perpetrada contra mulheres em razão de elas serem... mulheres. por Nádia Lapa A situação é tão grave que a CPMI de Violência Contra a Mulher previu, no relatório final, a inclusão do feminicídio como qualificadora no crime de homicídio. Muitas vezes tratados pela imprensa como "crimes passionais", 40% dos casos têm parceiros ou ex-parceiros como assassinos. A porcentagem corrobora o achado por outra pesquisa divulgada recentemente e sobre a qual falei aqui no blog, a Percepção da sociedade sobre violência e assassinato de mulheres, do Instituto Patrícia Galvão. Nela, 50% dos entrevistados apontaram que o domicílio é ...

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    violencia policial maria conceicao

    Feminicidio: Grávida de 8 meses morre após ser espancada; polícia pede prisão de companheiro

    Maria da Conceição Bonfim era mãe de 8 filhos; segundo vizinhos, agressões eram constantes   Maria da Conceição Bonfim, de 36 anos, morreu no último domingo (7) um dia após sofrer um suposto espancamento dentro de casa no bairro de Ricardo de Albuquerque, na zona norte do Rio. Ela estava grávida de 8 meses do nono filho. Vizinhos relataram que as agressões foram causadas pelo pai do bebê e atual companheiro da vítima, Wellington da Silva Santos, de 24, com quem Maria da Conceição já tinha um filho. A Polícia Civil informou que já colheu depoimento de testemunhas e encaminhou à Justiça um pedido de prisão preventiva do suspeito. Os investigadores aguardam o laudo do IML que comprove a causa da morte. Ainda de acordo com informações da Delegacia de Ricardo de Albuquerque (31 ªDP), a vítima já havia prestado queixa contra o companheiro no dia 4 de julho, a ...

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    CPI da Violência contra a Mulher quer no Código Penal um crime chamado feminicídio

    Cintia Sasse e Ricardo Westin O problema não está apenas no descumprimento das leis. A CPI da Violência contra a Mulher constatou que o número vergonhoso de brasileiras espancadas e assassinadas também deve ser creditado a falhas e omissões nas leis, que precisam ser sanadas com urgência pelo Congresso. Por isso, os senadores e deputados da CPI redigiram 15 anteprojetos que modificam pontos do Código Penal, da Lei da Tortura e da Lei Maria da Penha.   De todos esses anteprojetos, o mais destacado é o que transforma o homicídio de mulher num crime específico — o feminicídio. A pena para quem cometê-lo, segundo a proposta da CPI, irá de 12 a 30 anos de prisão. Para que o assassinato seja enquadrado como feminicídio, será preciso que a vítima tenha relação de afeto ou parentesco com o agressor (violência doméstica) ou tenha sofrido ataque sexual ou tenha sido mutilada ou ...

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    CPI da Violência contra a Mulher quer no Código Penal um crime chamado feminicídio

    O problema não está apenas no descumprimento das leis. A CPI da Violência contra a Mulher constatou que o número vergonhoso de brasileiras espancadas e assassinadas também deve ser creditado a falhas e omissões nas leis, que precisam ser sanadas com urgência pelo Congresso. Por isso, os senadores e deputados da CPI redigiram 15 anteprojetos que modificam pontos do Código Penal, da Lei da Tortura e da Lei Maria da Penha. por Cintia Sasse e Ricardo Westin,   De todos esses anteprojetos, o mais destacado é o que transforma o homicídio de mulher num crime específico — o feminicídio. A pena para quem cometê-lo, segundo a proposta da CPI, irá de 12 a 30 anos de prisão. Para que o assassinato seja enquadrado como feminicídio, será preciso que a vítima tenha relação de afeto ou parentesco com o agressor (violência doméstica) ou tenha sofrido ataque sexual ou tenha sido mutilada ...

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    Relatório final de CPI propõe tipificação do crime de feminicídio

    Projeto prevê pena de reclusão de 12 a 30 anos para assassinatos de mulheres com circunstâncias de violência doméstica ou familiar, violência sexual, mutilação ou desfiguração da vítima Por José Paulo Tupynambá A relatora da CPI mista que investigou a violência contra a mulher, senadora Ana Rita (PT-ES), leu nesta terça-feira (25) o relatório final dos trabalhos da comissão. O texto, com 1.044 páginas, inclui 13 projetos de lei, um dos quais tipifica o crime de feminicídio, que é a morte da mulher por alguém com quem a vítima tenha relação íntima de afeto ou parentesco. Ao fim da reunião, a presidente da comissão, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), concedeu vista coletiva do relatório. O texto tem sua discussão e votação previstas para a quinta-feira da próxima semana (4). Emendas e votos em separados poderão ser apresentados até dois dias antes desta data. Além disso, um projeto de resolução torna permanente, ...

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    “Lo que está pasando en el Congo es un feminicidio”

    “Tengo miedo cuando me despierto, cuando trabajo, cuando vuelvo a casa, cuando voy a dormir… Es un ciclo continuo”. Así se siente la periodista congoleña Caddy Adzuba desde que fue amenazada por primera vez en 2009. Adzuba es una de esas voces incómodas que dedica su vida a recordar que el conflicto que vive la República Democrática del Congo (RDC), desde 1996, sigue teniendo consecuencias insoportables: asesinatos, saqueos, familias enteras obligadas a dejar su hogar y miles de mujeres víctimas de las violaciones, que se usan como arma de guerra. Todo ante la indiferencia y el “silencio” de la comunidad internacional. “El conflicto tiene orígenes y causas, no solo congoleñas o africanas, también internacionales y económicas. Y ese es el motivo por el que está olvidado”. La periodista culpa asimismo a las empresas que acuden a la llamada de minerales como el oro, diamante, níquel o coltán, muy presentes en la ...

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    América Latina: 92% dos feminicídios ficam impunes

    No México e na América Latina existe um padrão comum de violência contra as mulheres e impunidade no sistema de justiça, motivo pelo qual 92% dos feminicídios na região ficam impunes, referiu Elba Beatriz Núñez, coordenadora regional do Comitê da América Latina e Caribe para a Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres (Cladem).   De acordo com essa organização, por dia, se registram 500 episódios de violência sexual contra as mulheres na região; sete de cada dez mulheres sofrem algum nível de violência, e de 17 a 53 % ficam afetadas por violência sistemática. Somado a isso, afirmou que existe preocupação pela perseguição e criminalização contra as defensoras dos direitos humanos. É um fenômeno com maior presença no América Central, mas lamentavelmente está se estendendo a outras sub-regiões da América Latina. Por isso, a Subcomissão Latino-americana de Direitos Humanos tem chamado a atenção dos estados, a fim de que deem ...

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    Assassinatos de mulheres no Brasil. Um estudo do Instituto Sangari contribuindo para o entendimento do feminicídio no país

    Professora Associada da Universidade Federal do Ceará. Instituto de Cultura e Arte Maria Dolores de Brito Mota O Instituto Sangari, publicou em abril deste ano, o Mapa de Violência 2012, referente aos homicídios ocorridos no Brasil em 2010, ao qual anexou o Caderno Complementar 1, Homicídio de Mulheres no Brasil. O autor do mapeamento, Julio Jacobo Waiselfisz declara que "São poucas as informações sobre o tema que encontramos disponíveis ou que cir­culam em âmbito nacional. Dada a relevância da questão, julgamos oportuno elaborar um estudo específico e divulgá-lo separadamente." (2012, p.3). A fonte dos dados que fundamentaram o mapeamento foi Sistema de Informações de Mortalidade – SIM – da Secretaria de Vigilância em Saúde – SVS – do Ministério da Saúde – MS, que fornece dados relativos à idade, sexo, estado civil, profissão e local de residência da vítima e da ocorrência da morte. A causa da morte se baseia ...

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    Fácil de matar: série de reportagens do Correio Braziliense aborda feminicídios no Brasil

    Gilmara de Oliveira, 28 anos, celebra a primeira gravidez. Fernanda Martins, 32, escolhe vestidos para levar as três filhas à igreja. Maria do Socorro da Silva, 27, está na fila do embarque para voltar ao Brasil, depois de trabalhar por 24 meses na Espanha. Geysa Maciel dos Santos Cruz, 23, procura uma casa para morar com o filho Carlos Ralf, de 8. Tudo não passa de desejo de familiares e amigos que ficaram na saudade. As histórias das quatro mulheres foram interrompidas um pouco antes do fim da gestação, da seleção das roupas, do início do voo, da formatura de Ralf. Gilmara, Fernanda, Socorro e Geysa estão mortas. Foram assassinadas de forma covarde em 1998, 2002, 2009 e 2011, respectivamente. Deixaram de viver por serem mulheres. Não são as únicas. Facadas, tiros, pedradas, golpes de foices e de machados foram os modos de assassinar 4,5 mil mulheres no ano passado ...

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    Feminicídio: Rapaz diz em depoimento que ossos de Eliza Samudio foram concretados

    Jovem disse que ouviu goleiro pedir para 'resolverem o problema'. Ele disse ter visto mão de ex-namorada de Bruno ser jogada a cães. O Jornal Nacional teve acesso com exclusividade ao depoimento que provocou uma reviravolta no caso Bruno. Em quatro folhas, o menor apreendido na terça-feira (6) na casa do goleiro do Flamengo conta sua versão dos fatos. Ele disse que foi convidado por Luiz Henrique Ferreira Romão, o amigo de Bruno conhecido como Macarrão, a levar Eliza Samudio ao sítio do goleiro em Minas Gerais. Macarrão já tinha planejado tudo e mandou o adolescente se esconder no porta-malas do carro.   Já com o carro em movimento, o menor conta que estava na mala do veículo e pulou para o banco de trás com a arma em punho, rendendo Eliza e dizendo: "perdeu Eliza" Segundo o adolescente, Eliza conseguiu pegar a arma e atirou contra o menor, mas ...

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    Feminicídio: Uma proposta de tipologia

    Os crimes de morte contra mulheres continuam acontecendo no mundo todo, fazendo com que feministas de muitos países se apropriem da categoria de feminicídio para denunciar os assassinatos de mulheres motivados por gênero e buscando estabelecer as suas características. No México, foram os assassinatos em Ciudad Juárez(1) e outros na América Latina e Caribe que motivaram uma aproximação à categoria de feminicídio. Recentemente, com o aprofundamento do olhar sobre tais crimes, as feministas argentinas estão desenvolvendo a ideia de feminicídio vinculado como referência às vítimas assassinadas pelo feminicida por sua relação com as mulheres que quer atingir/matar, conforme relata Assunção (23/11/2009)(2). Por: Maria Dolores de Brito Mota A cada novo olhar sobre os feminicídios, questões novas surgem, ajudando a construir seu conceito. Uma pesquisa que realizei sobre os assassinatos de mulheres no Ceará divulgados em notícias nos dois maiores jornais cearenses evidenciou elementos que permitem sugerir uma classificação para os ...

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    Etiene Martins (Foto: Pedro Vilela/Divulgação)

    Forte pra quê?

    Quem nasceu e cresceu cercada por mulheres negras muito provavelmente já perdeu as contas de quantas vezes ouviu "Eu sou forte para dor”. Falamos e interiorizarmos esse legado que alguns chamam de resiliência, já eu demorei, mas compreendi que não passa do efeito do racismo na psique negra. Essa fala verbaliza o quanto estamos imersas no racismo estrutural a ponto de naturalizá-lo e muitas das vezes sem perceber o estrago que ele faz na nossa saúde mental. Essa crença coletiva começou com o contexto escravocrata, como uma forma de resistência ao trabalho desumano, aos estupros e outras torturas que essas mulheres foram submetidas. Mesmo passado 130 anos o modelo hierárquico prevalece e o estereótipo da mulher negra forte pra dor se propaga quase que uma característica hereditária. Uma pequena frase que retira mesmo que inconscientemente a humanidade de uma pessoa e demonstra o quanto o racismo altera nossa habilidade de ...

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    Foto Getty Images

    Aos amigos do rei, as munições

    Na segunda-feira (29/06), a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro abriu uma consulta pública para que a sociedade civil faça recomendações sobre normas de marcação de armas de fogo e munições e sobre seus dispositivos de segurança. Essas normas são fundamentais para ampliar nossas capacidades de controlar e rastrear as armas e munições, contribuindo para as investigações dos crimes violentos e para o enfrentamento do seu tráfico ilícito. Em um país onde cerca de 70% dos homicídios são cometidos por armas de fogo e onde armas de guerra são utilizadas por organizações criminosas no controle de territórios, essa é, sem dúvida, uma agenda que requer toda a responsabilidade em sua condução. A consulta pública acontece pouco mais de dois meses depois da publicação e revogação de três portarias do Exército sobre esses mesmos pontos, e que incluíam melhorias recomendadas pelo Tribunal de Contas da União, que desde ...

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    Estátua da Liberdade em montagem em Paris, 1878 (Imagem retirada do site Outras Palavras)

    As estátuas do nosso desconforto

    As estátuas parecem-se muito com o passado, e é por isso que sempre que são postas em causa nos viramos para os historiadores. A verdade é que as estátuas só são passado quando estão tranquilas nas praças, partilhando a recíproca indiferença entre nós e elas. Nesses momentos, que por vezes duram séculos, são mais intencionalmente visitadas por pombas do que por seres humanos. Quando, no entanto, se tornam objeto de contestação, as estátuas saltam do passado e passam a ser parte do nosso presente. Doutro modo, como poderíamos dialogar com elas e elas conosco? Claro que há estátuas que nunca são contestadas, quer porque pertencem a um passado demasiado remoto para saltar para o presente, quer porque pertencem ao presente eterno da arte. Estas estátuas só não estão a salvo de extremistas tresloucados, caso dos Budas de Bamiyan, do século V, destruídas pelos talibãs do Afeganistão em 2001. As estátuas ...

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    A cientista política e feminista Françoise Verges - Anthony Francin/Divulgação

    Feminismo ocidental nunca questionou privilégios de brancas, diz ativista

    De acordo com Françoise Vergès, a pandemia, embora agrave as desigualdades, não mudará o modo como mulheres brancas se aproveitam da exploração do trabalho doméstico de mulheres que pertencem a minorias. A cientista política, historiadora, ativista e especialista em estudos pós-coloniais francesa lança agora no Brasil seu mais recente livro, “Um Feminismo Decolonial”, no qual aborda movimentos feministas antirracistas, anticapitalistas e anti-imperialistas, em contraste ao feminismo branco europeu, chamado de civilizatório, que se quer universal e acredita poder salvar as mulheres de outros tons de pele do obscurantismo. O termo decolonial, principal conceito do livro, faz referência ao esforço de tornar pensamentos e ações livres do legado das diversas colonizações, e se diferencia, na tradução ao português, de descolonial, que se refere aos processos históricos de desligamento das metrópoles e ex-colônias. Vergès, de uma família de militantes comunistas de origens francesa e vietnamita, cresceu na ilha da Reunião, departamento francês ...

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    Foto: SILVIA IZQUIERDO / AP

    Um problema de cor

    Vidas negras importam? Não no Brasil, mostram os números e a realidade No último país do continente a abolir a escravidão, o desbalanço entre as raças começa cedo. A depender da cor de sua pele, uma mulher grávida pode ter duas vezes mais risco de morrer no parto. Nascidos, os bebês correm o dobro de risco de perecer antes do primeiro ano de vida. Também se reflete na morte. Os dados mais recentes sobre a diferença entre a expectativa de vida entre negros e brancos, de 2011, sugerem que os primeiros vivem em média cinco anos a menos. Estão mais sujeitos a mortes evitáveis, aquelas que se pode prevenir por ações efetivas dos serviços de saúde. Reflete-se também nas novíssimas doenças: a morte pelo coronavírus, indicam os dados preliminares, cresce desproporcionalmente conforme a tez do paciente. E também aos assassinatos. Apesar da tendência de queda nos números globais do morticínio ...

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    Divulgação/BrazilFoundation

    BrazilFoundation anuncia organizações selecionadas no Edital 2020

    Estamos muito orgulhosos em anunciar o resultado do Edital 2020. Este ano, vamos apoiar 20 iniciativas sociais de 13 estados do Brasil. Neste momento em que a pandemia da COVID-19 traz à luz questões cruciais sobre as várias desigualdades estruturais à sociedade brasileira, este investimento se mostra ainda mais vital às organizações sociais e ao tecido primordial da sociedade civil. Mobilizadas para atender as necessidades emergenciais em meio à crise, essas iniciativas vão precisar de ferramentas e recursos tanto para sua manutenção, quanto para atender o crescimento da demanda social e do público atendido. Neste Edital, recebemos um recorde de inscrições: foram 1677 propostas. Grande parte delas, 43%, se classificam como iniciativas na área de educação e cultura. No eixo meio ambiente, lançado como nova linha temática de apoio, 170 projetos foram inscritos. Um total de R$ 1.450.000,00 será investido por meio de doações diretas às organizações selecionadas. Além do investimento ...

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    Alberto Henschel (1867). (Reprodução/Sul21)

    O genocídio do negro brasileiro: uma (re)leitura para espaços-tempos de pandemia

    O transcorrer do mês de maio no Brasil, nos impele enquanto sujeitos negros e negras, a refletir criticamente acerca de nossas trajetórias, no contexto denominado de pós-abolição, segundo o qual, afirma um dos autores clássicos da sociologia brasileira, “o negro permaneceu sempre condenado a um mundo que não se organizou para tratá-lo como ser humano e como “igual” (FERNANDES, 1972 p.15). Diante desta questão, bem como no contexto da crise pandêmica (COVID-19), escancara-se mais uma vez, as referidas condições de reprodução da existência e sujeição da população negra no país, diante de sua posição de ser um objeto visto por um olhar tortuoso, conforme problematizou o geógrafo negro baiano Milton Santos (1926-2011). Tais elementos, nos instigam a uma (re)leitura – no sentido de produzir uma interpretação e de indicar uma leitura, sobretudo às gerações mais jovens, que vivem desde a formação territorial brasileira – no âmbito de um trabalho de grande relevância. Trata-se da obra O Genocídio do Negro ...

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    Bianca Santana (Foto: Caroline Lima)

    Racismo, colonialismo e falta de ar

    “Quando eu ouço o que George Floyd morreu dizendo, é lógico que eu lembro do dia em que um policial apertou meu pescoço até eu desmaiar. Enquanto eu sufocava, falava a mesma coisa: ‘eu não consigo respirar’”, compartilhou Wellington Lopes em uma reunião de que participei esta semana. O cientista social negro, jovem brilhante, é um dos coordenadores de núcleo da UNEafro Brasil e tem dedicado seus dias à entrega de cestas básicas e materiais de higiene em Poá, região metropolitana de São Paulo, além do apoio comunitário a pessoas com sintomas de COVID-19. Dentre muitos momentos compartilhados com Wellington, registro aqui o ato em fevereiro de 2019, em protesto ao assassinato de Pedro Henrique Gonzaga, aos 19 anos de idade. Um segurança do supermercado Extra, no Rio de Janeiro, sufocou o jovem com um golpe de gravata até a morte. Embora me sinta um disco riscado ao perguntar, repito: ...

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