Resultados da pesquisa por 'IBGE'

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Promotora quer cota para negros em desfiles

Percentual não foi definido, mas Ministério Público ameaça abrir ação contra a São Paulo Fashion Week em caso de boicote. Desde o ano passado, a Promotoria abriu um inquérito para apurar a prática de racismo em evento de moda na cidade Por PAULO SAMPAIO, da Folha de São Paulo  Foto: Getty Imagens   A modelo Emanuela de Paula, 19, que afirma que o mercado de trabalho é limitado para negros As semanas de moda de Paris, Milão e Nova York não perdem por esperar a tendência que a São Paulo Fashion Week está para lançar. De acordo com uma proposta do Ministério Público, as grifes do evento poderão ser obrigadas a cumprir cotas raciais em seus desfiles -no estilo do que já fazem as universidades públicas. Desde o ano passado, a Promotoria abriu um inquérito para apurar a prática de racismo na SPFW. A ideia das cotas ...

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Inclusão da História da África nas Escolas

Após décadas de lutas por políticas educativas de  inclusão da história da população negra na história oficial do Brasil, em 9 de janeiro de 2003 entrou em vigor, a Lei Federal 10639/2003, alterando a Lei 9.394 que estabelece as diretrizes curriculares e bases da educação nacional (escolas públicas e privadas, e qualquer estabelecimento e modalidade de ensino de 1º, 2º e 3º graus), onde, em seu artigo 26-A, torna obrigatória a inclusão do estudo das “Relações Étnico-Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana”. A Lei 10.639 é um grande avanço, mas que até o momento não foi implementada com suficiente energia, existindo até o momento apenas ações tímidas e parciais, diferente do que está descrito na lei. Da Ação Educativa @_WILLPOWER_ Diante da constatação de que a existência da Lei não significou uma mudança do Estado na forma de agir e ver a população negra, em ...

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História e Cultura Afrobrasileira

Apresentação e contextualização  @DAZZLE_JAM Na década de 90 o Governo Brasileiro, durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso, reconheceu publicamente a existência do racismo no país, acatando parte das reivindicações e confirmando antigo apontamento e constatação, tanto por parte do Movimento Negro (MN) quanto de pesquisadores da área de Educação e Relações Étnico-Raciais, que uma educação fundada em uma visão eurocêntrica do mundo perpetua a discriminação racial e fere a auto-estima das pessoas que não se sentem contempladas e portanto não encontram identificação no ambiente escolar. Por: Suelaine Carneiro e Tania Portella, da Ação Educativa A ação mais explícita de reconhecimento do racismo brasileiro pelo Governo Federal foi a criação do Grupo de Trabalho para Valorização da População Negra no dia 20 de novembro de 1995, data de tricentenário de Zumbi dos Palmares. Implementado no âmbito do Ministério da Justiça mas com caráter interministerial, o chamado GTI População Negra, foi ...

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educação brasileira2

O fim do “apartheid” na educação brasileira

Escrito por Serys  Slhessarenko   Apartheid. Um regime que foi abolido quando se realizaram as eleições de 1994, na África do Sul. A palavra cuja tradução é "vida separada", e naquele país, significou que os brancos detinham o poder, e os povos restantes - os negros, principalmente - eram obrigados a viver separados dos brancos, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos. Ao meu ver, algo semelhante acontece no Brasil, porém no plano educacional.       Fui professora por mais de 20 anos na Universidade Federal de Mato Grosso e me recordo que eram poucos negros ou índios que frequentavam cursos superiores. Quem possui graduação, pode atestar o que escrevo, seja em universidade pública ou privada.   Você se lembra de quantos negros estudavam em sua sala de aula, na época da faculdade? Ouso até dizer sobre quantos negros ou índios você conhece que são ...

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Geledés e o Projeto Geração XXI

O Projeto Geração XXI foi uma ação afirmativa fundamentada e dirigida na perspectiva do desenvolvimento humano sustentável que, por meio de uma proposta político-pedagógica inovadora, toma 21 jovens negros/as como sujeitos de direitos, produz condições de aprendizado e de desenvolvimento de talentos, acesso a novas linguagens e tecnologias, amplia as possibilidades de equidade nas condições econômicas, sociais e culturais, contribuindo para o aperfeiçoamento e fortalecimento da construção democrática no Brasil. Os/as 21 adolescentes negros/as, com idade inicial entre 13 e 15 anos, integrantes de famílias com renda per capita entre um e dois salários mínimos, residentes na cidade de São Paulo são acompanhados/as e têm seus estudos custeados da 8º série do ensino fundamental ao término da graduação universitária, por um período de 9 anos. As atividades foram iniciadas em março de 1999. Diversas escolas públicas (diretores/as e professores/as ) e algumas entidades sociais da cidade de São Paulo foram ...

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Clóvis Moura foi um grande estudioso da luta de classes com atenção ao papel do trabalhador negro brasileiro e sua história. (Foto: Imagem retirada do site Observatório Social)

Clóvis Moura: 5 anos sem o “pensador quilombola”

"Eu aprendi a me conhecer lendo Clóvis Moura. Sou negro e me vi em Brasil: raízes do protesto negro". (Aílson do Carmo de Souza) Em 23 de dezembro, faz 5 anos que perdemos Clóvis Moura. De forma antecipada, e como parte das reflexões sobre a Semana da Consciência Negra, nada mais apropriado do que homenageá-lo. Sua obra e sua militância foram a melhor síntese da práxis que uniu a reflexão teórica e a luta por um Brasil de igualdade racial. Desde que Zumbi passou a ser reconhecido como símbolo da luta antiescravista brasileira, foi reconsiderada parte de nossa visão de história, não feita por heróis, mas tendo o Quilombo dos Palmares como personificação e síntese da luta dos negros, nos mais de 300 anos de escravidão em nosso País, e nos quase 500 anos de luta pela liberdade e contra o preconceito. Foi justamente isto que os movimentos negros, independente ...

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cotas

Cotas Raciais Por que sim?

Apresentação Discutir aspectos relativos às ações afirmativas, especialmente cotas raciais, e oferecer argumentos favoráveis à sua adoção são os objetivos desta cartilha - fruto de uma série de debates ocorridos nos meses de maio e junho de 2005, em escolas públicas e particulares na cidade do Rio de Janeiro. Algumas das questões levantadas nesses encontros, organizados pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e instituições parceiras,1 são aqui abordadas; e muitas dúvidas dos(as) jovens sobre as políticas de ação afirmativa são reveladas e esclarecidas ao longo da publicação. Esperamos que a cartilha Cotas raciais, por que sim? seja útil para demonstrar a importância das políticas de ação afirmativa como mecanismo de inclusão social e racial, ajudando a produzir novos argumentos e pontos de vista que contribuam para uma sociedade mais justa e democrática. Para ilustrar a maioria das situações que expomos na cartilha, utilizaremos os dados da Universidade ...

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Foto: Acervo pessoal/Reprodução/Yahoo

Clovis Moura: 5 anos sem o “pensador quilombola”

"Eu aprendi a me conhecer lendo Clóvis Moura. Sou negro e me vi em Brasil: raízes do protesto negro". (Aílson do Carmo de Souza) Em 23 de dezembro, faz 5 anos que perdemos Clóvis Moura. De forma antecipada, e como parte das reflexões sobre a Semana da Consciência Negra, nada mais apropriado do que homenageá-lo.  Sua obra e sua militância foram a melhor síntese da práxis que uniu a reflexão teórica e a luta por um Brasil de igualdade racial. Desde que Zumbi passou a ser reconhecido como símbolo da luta antiescravista brasileira, foi reconsiderada parte de nossa visão de história, não feita por heróis, mas tendo o Quilombo dos Palmares como personificação e síntese da luta dos negros, nos mais de 300 anos de escravidão em nosso País, e nos quase 500 anos de luta pela liberdade e contra o preconceito. Foi justamente isto que os movimentos negros, independente ...

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Foto: EVAN VUCCI / BLOOMBERG

Obama lá, e aqui?!

Foto: EVAN VUCCI BLOOMBERG E no Brasil, quando vamos ter um(a) presidente(a) da República negro(a)? A pergunta procede porque se hoje há um consenso nas declarações públicas, de cima a baixo, a começar de Lula, festejando a vitória de Barack Obama lá no norte, quantas gerações ainda o Brasil aguardará para sentir o mesmo orgulho visto mundo afora pelo exemplo dado pela vigorosa democracia estadunidense? Quantas décadas ainda serão necessárias para que se geste aqui um(a) candidato(a) com similares back-ground e antecedentes étnicos, para o(a) qual sejam oportunizadas - como os Estados Unidos agora enfatiza - condições iguaise equitativas de disputa política pelo poder real? É muito gostoso, confortável até, palpitar sobre a vida e a sociedade alheias. Mas, e a nossa? Os Estados Unidos tem uma minoria negra que em sua história em média nunca ultrapassou os 13% no conjunto da população. Óbvio que não ...

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obama_progress

O Tom da Cor

POR MÍRIAM LEITÃO Fonte: O Globo Só há o pós, depois do antes. Só se chega, depois da caminhada. Só se reúne o que esteve separado. Entender a diferença não é querê-la, pode ser o oposto. A imprensa brasileira, tão capaz de ver as desigualdades raciais dos Estados Unidos, tão capaz de comemorar um presidente negro, prefere, em constrangedora maioria, o silêncio sobre a discriminação no Brasil. Lendo certos artigos, editoriais e escolhas de edição sobre a questão racial no Brasil, me sinto marciana. Sobre que país eles estão falando, afinal? Com que constroem argumentos e enfoques tão estranhos? Por que ofender com o espantosamente agressivo termo “racialista” quem quer ver os dados da distância entre negros e brancos no Brasil? Não é possível estudar as desigualdades sem pesquisar as diferenças entre os grupos. Não se estuda sem dados. No Brasil, há quem se ofenda com a criação de critérios para ...

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poder-da-escrita3

Confira a íntegra do manifesto a favor das cotas

"Manifesto em favor da lei de cotas e do estatuto da igualdade racial     "Manifesto em favor da lei de cotas e do estatuto da igualdade racial Aos/as deputados/as e senadores/as do Congresso brasileiro A desigualdade racial no Brasil tem fortes raízes históricas e esta realidade não será alterada significativamente sem a aplicação de políticas públicas específicas. A Constituição de 1891 facilitou a reprodução do racismo ao decretar uma igualdade puramente formal entre todos os cidadãos. A população negra acabava de ser colocada em uma situação de completa exclusão em termos de acesso à terra, à instrução e ao mercado de trabalho para competir com os brancos diante de uma nova realidade econômica que se instalava no país. Enquanto se dizia que todos eram iguais na letra da lei, várias políticas de incentivo e apoio diferenciado, que hoje podem ser lidas como ações afirmativas, foram aplicadas para estimular a ...

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saneamento-basico

Negros e pardos sofrem mais com a falta de saneamento

*Tão perto e tão longe das soluções O Brasil evoluiu em termos de saneamento básico, mas ainda há muito por fazer. Estudo da pesquisadora Maria da Piedade Morais, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que são 14,2 milhões de pessoas sem água canalizada, 34,5 milhões sem esgoto por rede ou fossa séptica e 4,4 milhões sem coleta de lixo, apenas nas áreas urbanas."Falta saneamento básico adequado principalmente para a população mais pobre, e nas áreas rurais a cobertura continua muito pequena", diz a pesquisadora. O estudo foi elaborado com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os progressos alcançados no acesso ao saneamento básico foram os seguintes:a parcela de moradores em domicílios particulares permanentes urbanos no Brasil que em 2001 não tinha água canalizada de rede geral era de 12,3%, e caiu para 9,1% em 2006; ...

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(Foto: Marcus Steinmayer)

O combate ao racismo no trabalho, por Sueli Carneiro

Uma iniciativa pioneira da sociedade civil vem resultando em proposições exemplares de políticas públicas para o combate ao racismo no trabalho. A Federação Nacional de Advogados (FENAdv) e o Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) apresentaram, em dezembro de 2003, ao Ministério Público Federal do Trabalho 28 representações (denúncias) endereçadas a todos os seus vinte e oito pontos regionais sobre a desigualdade racial no mercado de trabalho, requerendo a instauração de inquéritos civis públicos para a investigação dos setores industrial, bancário e comerciário sobre o tema, visando apurar a desigualdade racial no mercado de trabalho, em todo o Brasil. Por Sueli Carneiro no Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião Comprovada a desigualdade, ações civis públicas são pedidas.  A reação do Ministério Público Federal a tal proposição foi a constituição do Programa de Promoção de Igualdade de Oportunidade para Todos, sob a liderança do vice-procurador do Ministério Público do Trabalho, ...

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Foto: Marcus Steinmayer

A guerra das estatísticas, por Sueli Carneiros

Demorou, mas enfim aconteceu e deve se transformar numa verdadeira enxurrada. São as novas fornadas de pesquisas que ameaçam proliferar em contraposição aos estudos, pesquisas e evidências empíricas sobre as desigualdades raciais no Brasil. Elas nos trazem novos números, que revelam realidades sociais inusitadas. A primeira, realizada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), e divulgada pela revista Veja (23/3/05), apresenta os seguintes números sobre a composição racial dos alunos das universidades federais: 59,4% de brancos. 5,9% de negros, 28,3% de pardos e 6,4% de outros (indígenas e amarelos). Na sociedade brasileira, a proporção é de 52,1% de brancos, 5,9% de pretos, 41,4% de pardos e 0,6% de outros (indígenas e amarelos) por Sueli Carneiro A primeira conclusão desse estudo, a partir dos dados acima, é que o número de negros nas universidades federais corresponde exatamente à sua participação na população brasileira, que é de ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Trabalho e exclusão racial, por Sueli Carneiro

Um estudo sobre o atual perfil profissional que está sendo exigido pelo mercado de trabalho brasileiro foi realizada pelo Ministério do Trabalho/IBGE. As preferências para o preenchimento das novas vagas recaem sobre aqueles que têm mínimo de 11 anos de estudos. É um alto nível de exigência em termos de escolaridade para os padrões nacionais, em que a média de escolaridade para brancos é da ordem de 6,6 anos de estudo e, para negros, 4,4. Por Sueli Carneiro Num contexto econômico marcado por altas taxas de desemprego e pelo desemprego estrutural, agrega-se à intensa disponibilidade de mão-de-obra desempregada exigências de altos níveis de escolarização para os trabalhos mais banais, que afastam cada vez mais os negros do mercado de trabalho, posto que reconhecidamente compõem o segmento social que experimenta as maiores desigualdades educacionais. Sessenta e quatro por cento das pessoas que conseguiram emprego segundo esse estudo têm 40 anos ou ...

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Diversidade além das cotas

Tatiana Lima Cotas- Conta Nelson Rodrigues em "O Óbvio Ululante" (Companhia das Letras) que, em 1960, o filósofo francês Jean-Paul Sartre estranhou o público de uma conferência no Brasil: "E os negros? Onde estão os negros?". Após quase 40 anos, em 1998, um executivo negro do BankBoston fez as mesmas perguntas numa filial brasileira. Em resposta, ouviu que eles não trabalhavam ali, porque não tinham as qualificações necessárias —nem sequer concorriam às vagas abertas. Pedro Azevedo/Folha Imagem Bruna Aparecida da Silva Oliveira, aluna da USP que passou por cursinho comunitário Esse foi o estopim para a criação do projeto Geração XXI, uma das diversas iniciativas de ação afirmativa que, de alguns anos para cá, vêm se espalhando pelo país, com o objetivo de fornecer meios para que jovens negros ou pobres consigam vagas em universidades e condições de assumir posições de destaque na sociedade. São ações dos mais diferentes tipos, ...

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(Foto: Marcus Steinmayer)

Golpes de caneta

O projeto de Lei do Deputado Paulo Paim (PT-RS) que procura regular a disposição racial e étnica na TV, determinando quotas mínimas para negros e pardos em filmes e peças publicitárias motivou editorial do jornal A Folha de São Paulo de 02 de abril último sob o título Problemas de Raça.  Nesse, o jornal reconhece a sub-representação dos negros em filmes e peças publicitárias e a necessidade de se combater essa sub-representação mas adverte que a reversão desse quadro não pode se dar a "golpes de caneta" como parecer ser o entendimento do jornal sobre o referido projeto, sobretudo porquanto entende o jornal haver dificuldades para a implantação de políticas de ação afirmativa no Brasil em função da dificuldade de se definir quem seja negro Brasil sobretudo quando segundo o jornal, "Na verdade o projeto se refere a afro-descendentes . Se o termo deve ser entendido em sentido amplo, é ...

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Pobreza tem cor no Brasil, por Sueli Carneiro

Pobreza tem cor no Brasil. E, existem dois Brasis. Por Sueli Carneiro Essa é a conclusão que se extrai do estudo "Desenvolvimento humano e desigualdades étnicas no Brasil: um retrato de final de século" apresentado pelo economista Marcelo Paixão, no II Foro Global sobre Desenvolvimento Humano, ocorrido nessa semana no Rio de Janeiro, conforme noticiado com destaque no dia 10 passado pelo Jornal O Globo em matérias de Flávia Oliveira e Mirian Leitão e já comentado anteriormente nessa coluna. Para Flávia Oliveira, "A desigualdade racial no Brasil é tão intensa que, se o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país levasse em conta apenas os dados da população branca, o país ocuparia a 48ª posição, a mesma da Costa Rica, no ranking de 174 países elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Isso significa que, se brancos e negros tivessem as mesmas condições de vida, o país subiria 26 degraus ...

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Miscigenação – Sueli Carneiro

A miscigenação racial presente em nossa sociedade vem se prestando a diferentes usos políticos e ideológicos. Não é assunto que se possa esgotar em um artigo, dada a sua complexidade, mas, em tempos de novo recenseamento, vale a pena levantar alguns de seus aspectos.  Em primeiro lugar, a miscigenação vem dando suporte ao mito da democracia racial na medida em que o intercurso sexual entre brancos, indígenas e negros seria o principal indicativo de nossa tolerância racial, argumento que omite o estupro colonial praticado pelo colonizador sobre mulheres negras e indígenas, cuja extensão está sendo revelada pelas novas pesquisas genéticas que nos informam que 61% dos que se supõem brancos em nossa sociedade têm a marca de uma ascendente negra ou índia inscrita no DNA, na proporção de 28% e 33%, respectivamente. Por Sueli Carneiro no Jornal Correio Braziliense  - Coluna Opinião Em segundo lugar, a miscigenação tem se constituído ...

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