quarta-feira, dezembro 2, 2020

    Resultados da pesquisa por 'juventude negra'

    Morte de Mandela lembra que, apesar do fim do apartheid, racismo está longe de acabar

    Morte de Mandela lembra que, apesar do fim do apartheid, racismo está longe de acabar

      Representantes do movimento negro lembram exemplo de líder sul-africano, reafirmam preconceito existente no país, enumeram conquistas e atestam: racismo prejudica a todos. Para além das homenagens unânimes à sua firmeza ideológica, sua resistência à prisão e sua disposição ao diálogo, a morte de Nelson Mandela lembra que o maior objetivo de sua trajetória política ainda não foi alcançado. Faz quase 20 anos que o apartheid desapareceu do ordenamento jurídico sul-africano, mas as desigualdades raciais perduram dentro e fora do país. No Brasil, inclusive. Aqui, lideranças do movimento negro honram Mandela como exemplo a ser seguido, em tempos de conciliação ou enfrentamento. E frisam que sua luta está longe de acabar. "Mandela nos inspira a lutar, e a lutar por todos os meios", explica Samoury Barbosa, membro da Articulação Política de Juventudes Negras de São Paulo. Aos 34 anos, o militante lembra que, apesar de ter entrado para a história ...

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    Paraibano poderá denunciar preconceito racial nas redes sociais

    Denunciar casos de preconceito racial e contar a própria história sobre como enfrentar o racismo é o que a população poderá fazer por meio da campanha de Igualdade Racial lançada nas redes sociais, nesta quarta-feira (20), pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana. Com o slogan "Racismo, um crime que se sente na pele", o lançamento aconteceu no Dia Nacional da Consciência Negra, durante café da manhã, às 10h, na sede da Faculdade de Direito, no Centro de João Pessoa, com a participação de representantes do movimento negro, jornalistas, artistas e do Conselho Estadual de Igualdade Racial (Cepir-PB). A secretária de Comunicação do Estado, Estela Bezerra, disse que o objetivo da campanha é despertar a reflexão sobre o tema, fazendo um alerta contra o preconceito, a discriminação e a violência. "Teremos três etapas nas redes sociais – a primeira onde a população poder ...

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    Movimento negro vai às ruas na quarta por políticas de combate ao racismo

    Em São Paulo, concentração da marcha começa a partir das 11h no vão livre do Masp; saída será às 14h30 e e passeata seguirá até a Praça da República São Paulo – A memória de Zumbi, último dos líderes do Quilombo dos Palmares, um dos maiores símbolos da resistência à escravidão no Brasil, volta a ser exaltada nesta quarta-feira (20) – Dia da Consciência Negra – quando o movimento negro de São Paulo vai às ruas reivindicar políticas públicas de combate ao racismo e pelo combate à violência contra a juventude. O tema da Marcha da Consciência Negra, que completa dez anos em 2013, é "Por um Brasil sem racismo. A juventude quer viver". A concentração da 10ª Marcha da Consciência Negra de São Paulo começa às 11h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista. A passeata sairá às 14h30 até a Praça ...

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    Epidemia de mortes de jovens negros e pobres no Brasil

    Há poucas semanas, no dia 27 de outubro, o jovem Douglas Martins, de 17 anos, negro e morador da periferia na zona norte de São Paulo, foi morto com um tiro no peito disparado por um policial militar de dentro de sua viatura. Não é preciso estar na cena do crime para inferir que há muitas questões envolvidas. E todas elas, direta ou indiretamente, apontam para uma grave tendência que tem caracterizado a discussão criminal no Brasil: estamos diante de um genocídio praticado pela PM e com o aval do Estado. por Adriano Senkevics Já vem sido falado em diversos meios que os homicídios no nosso país – tanto quem mata, quanto quem morre – tem raça/cor. Julio Waiselfisz, em seu Mapa da Violência (2012), não poderia ter sido mais preciso ao afirmar que as estatísticas indicam uma "epidemia" de morte de jovens negros e pobres. Esse é o público-alvo ...

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    Casa de Cultura Fazenda Roseira promove o “V Sou África em Todos os Sentidos”

    Tema deste ano do festival, realizado anualmente no Mês da Consciência Negra, será a mulher. Atividades abertas ao público   A Comunidade Jongo Dito Ribeiro, responsável pela Casa de Cultura Fazenda Roseira, em Campinas, apresenta o "V Sou África em Todos os Sentidos", atividade realizada anualmente no mês da Consciência, em novembro, e que ocupa todas as dependências da Fazenda com atividades artísticas e culturais afro-brasileiras. Este ano, o tema "V Sou África em Todos os Sentidos - Obírin (mulheres em iorubá)" busca na cultura africana e afro-brasileira a inspiração e embasamento para apresentar a mulher como um ser pleno e multifacetado: mãe, esposa, filha, militante, artista, sacerdotisa e, sobretudo, portadora do poder feminino. Assim, entre os dias 14 de novembro e 2 de dezembro de 2013 será celebrado o legado feminino através de oficinas, debates, exposição e apresentações de mulheres que vivenciam em seu cotidiano as relações transversais e ...

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    África e Diáspora: um diálogo visando 50 anos de pleno desenvolvimento

    Entre 21 e 23 de novembro, a Bahia será o centro de debates sobre políticas públicas para estimular a economia criativa de empreendedores negros. O "Encontro África com a Diáspora Africana: Oportunidades para o desenvolvimento do Continente" acontece na Costa do Sauípe e vai discutir, dentre outros temas, as possibilidades de financiamento entre a Diáspora e os países africanos. O encontro, focado na área de negócios e governança, pretende aproximar líderes empresariais brasileiros e africanos. Organizado pela Câmara dos Deputados do Brasil, por meio da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, o Encontro tem o apoio de instituições como a Frente Parlamentar Mista pela Igualdade Racial e a Defesa dos Quilombolas, a Secretaria Nacional de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), além da Fundação Cultural Palmares e APEX Brasil. Em termos estaduais, o Governo da Bahia colabora por meio das Secretarias ...

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    Conferência termina com pedidos de mais políticas públicas para comunidades tradicionais

    Conferência termina com pedidos de mais políticas públicas para comunidades tradicionais

      Apesar de avançar em nível de emprego e benefícios previdenciários, população negra ainda apresenta deficiências em números de homicídios e taxa alta de analfabetismo. Brasília – Avanços são reconhecidos na execução de programas de inclusão social, de maior número de ações afirmativas, como sistemas de cotas, na participação de representantes de comunidades tradicionais como negros, quilombolas, ciganos, povos de matriz africana e diversos outros grupos nas políticas públicas do país nos últimos dez anos. Ainda assim, são grandes os gargalos observados em termos de desigualdade de oportunidades. Foi o que revelou estudo divulgado durante o encerramento da 3ª Conferência Nacional de Igualdade Racial. O trabalho compila dados de pesquisas do IBGE, da Secretaria de Políticas de Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). E será lançado, em sua totalidade, no final do mês. Os dados já computados, entretanto, mostram que, em ...

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    Exposição fotográfica revela liderança feminina em quilombos da Paraíba

    São 350 fotos coloridas divididas em quatro seções cronológicas: infância, juventude, maternidade e maturidade Uma exposição fotográfica promete lançar um olhar sobre a liderança feminina revelada nos 39 quilombos da Paraíba. A mostra “Feminino Quilombola”, do fotógrafo italiano Alberto Banal, destaca o papel delas na condução das comunidades assim que seus companheiros saem de casa para trabalhar, na educação dos filhos, bem como nas relações sociais. A exposição será aberta neste sábado (9), às 19h, no segundo pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano. Entrada gratuita.São 350 fotos coloridas divididas em quatro seções cronológicas: infância, juventude, maternidade e maturidade. Ao lado, acompanham depoimentos e transcrições sobre as suas vidas, além de análises feitas por antropólogos que já acompanham as comunidades há anos. Mais 12 espaços de projeção exibirão fotos dos alunos do projeto Fotógrafo de Rua, fundado por Alberto Banal, recrutados nos ...

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    Boletim III CONAPIR – Delegações da Região Norte enfrentam problemas para garantir presença na Conapir

    COMUNICADORAS NEGRAS NAS REDES SOCIAIS Governos estaduais como Acre, Rondônia e Roraima não garantiram a participação da/os delegados da sociedade civil e, por isso, a Seppir assumiu financeiramente a vinda de parte das/os delegadas/os para a Conapir. Os estados mencionados deveriam participar com 18 delegada/os cada, mas os gestores estaduais apresentaram como justificativa a falta de recursos para garantir a totalidade das delegações.   Em Rondônia, o único delegado pago pelo governo estadual foi um representante do programa Juventude Viva. As outras representações do estado foram custeadas como convidadas pela Seppir. No Acre, apesar de a Prefeitura de Rio Branco ter garantido a presença das delegadas da gestão publica, o Governo do Estado não se comprometeu financeiramente em trazer os/as demais delegados/as e nem com a paridade de gênero.  As pessoas que completam a representação estadual também vieram com recursos da Seppir. Para Almerinda Cunha, que garantiu a sua participação ...

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    Carta Aberta ao Senado Federal em Repúdio à Declaração Preconceituosa do Sr. Claudio de Moura Castro

    Brasil, 28 de outubro de 2013. As entidades e os movimentos da sociedade civil que participam dos debates para a construção do novo Plano Nacional de Educação (PNE), desde a I Conae (Conferência Nacional de Educação, 2010), manifestam seu repúdio e exigem retratação pública à "proposição" desrespeitosa apresentada pelo Sr. Claudio de Moura Castro, em audiência pública realizada no dia 22 de outubro de 2013, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal. Na ocasião, buscando reforçar seu argumento de que o PNE é inconsistente devido à participação da sociedade civil, o referido expositor sugeriu, em tom de deboche, que sua proposta ao plano seria oferecer "um bônus para as 'caboclinhas' de Pernambuco e do Ceará se casarem com os engenheiros estrangeiros, porque aí eles ficam e aumenta o capital humano no Brasil, aumenta a nossa oferta de engenheiros" (sic). Preconceituosa, a "proposição" é inadmissivelmente machista e discriminatória. ...

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    Livres do racismo…por Jean Mello

    Tempestade de ideias sobre o que penso acerca de uma questão tão esquecida e ao mesmo tempo tão lembrada em nossa sociedade – o racismo. Qual é o papel de cada cidadão para combater esse atraso que é prejudicial à todos, não apenas aos negros? iStockphoto Um dia terei a oportunidade de ajudar a fazer com que muitos se orgulhem de ter descendentes africanos, talvez as escolas também possam fazer isso – teve que virar lei para que as pessoas, pelo menos grande parte delas dentro das escolas, começassem a se mobilizar. Mesmo assim, de certa forma, vejo que ainda tem muito trabalho a ser feito. Os livros de Maria Aparecida Bento cumprem este papel em minha vida, especialmente Cidadania em Preto e Branco. Todo mundo deveria ler este livro, sinto orgulho de saber de onde vim. A resolução adotada pelo Conselho Nacional de Educação em ...

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    pl4471

    Câmara pode votar projeto que prevê investigação de mortes por policiais – Por: Leonardo Sakamoto

    A Câmara dos Deputados pode votar, nesta quarta (23), o projeto de lei 4471/2012, que estabelece procedimentos para a investigação das mortes e lesões cometidas por agentes do Estado, como policiais, durante o serviço. Hoje, muitas mortes são registradas como “autos de resistência” ou mesmo “resistência seguida de morte”, raramente investigados. Ou seja, execuções sumárias, de envolvidos em crimes e inocentes, têm passado à história dessa forma e permanecem impunes. O PL, de autoria de Paulo Teixeira (PT-SP), Fábio Trad (PMDB-RS), Protógenes Queiroz (PC do B-SP) e Mito Teixeira (PDT-RJ), altera o Código de Processo Penal. A medida, hoje amparada em alguns dispositivos legais, foi criada na época da ditadura militar e segue sendo usada. De acordo com resolução do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, os termos devem ser abolidos e, no seu lugar, deveriam ser usados “lesão corporal decorrente de intervenção policial” e “morte decorrente de intervenção policial”, ...

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    O genocídio dissimulado

    O genocídio dissimulado

      Por Luciano Martins Costa,  Pequena nota escondida no meio de uma coluna do Estado de S.Paulo e uma reportagem mais extensa no Globo mostraram, na sexta-feira (18/10), como a imprensa brasileira, tão homogênea ao lidar com a política e a economia, pode divergir e até ser negligente ao tratar de assuntos mais complexos. Os dois textos se referem a um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre racismo no Brasil. Basta citar uma das conclusões do trabalho para ilustrar como esse tema deveria merecer muito mais destaque nos jornais: por causa da violência seletiva, a expectativa de vida de um homem jovem brasileiro, negro ou pardo, é menos que a metade da de um homem branco da mesma idade. Os dados do estudo podem ser lidos no 4º Boletim de Análise Político-Institucional do Ipea, no capítulo intitulado “Segurança Pública e Racismo Institucional”, mas o texto do Globo parece ter sido baseado na ...

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    Manifesto antirracista, livro mistura artes plásticas e poesia

    O artista plástico Elvis da Silva apresentou nesta quinta-feira (10/10) na Câmara Municipal de Campinas, um livro com características bastante particulares. Denominado "Jamaica Brasileira", o livro foi concebido em conjunto com o escritor Edgar de Souza Silva, e mistura artes plásticas, prosa e poesia. Nascido como a missão de valorizar a diversidade étnica que caracteriza o povo brasileiro, acabou se transformando numa especie de manifesto antirracista. O projeto do livro tem raízes profundas e surgiu quando Edgar, então com 17 anos (hoje tem 30) imaginou um lugar isolado do mundo onde crianças de diferentes origens seriam criadas sem resquícios de racismo. Inspirada na formação multicultural do Brasil, ele chamou a ilha de "Jamaica Brasileira". "Os sons que surgem da leitura são como uma batida quase perfeita, misturando hip hop com samba, cordel com erudito, uma distribuição harmônica de arranjos que nos remete aos sons produzidos pela juventude brasileira em suas ...

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    Pixabay

    Oralidade – Cantos e re-encantos: vozes africanas e afro-brasileiras

    Andréia Lisboa de Sousa 1 Ana Lúcia Silva Souza 2 Pixabay Os mitos são, realmente, as histórias sociais que curam. Isso porque nos são mais do que o desfecho moral que aprendemos associar, há muito tempo, às quadrinhas infantis e aos contos de fada. Lidos apropriadamente, os mitos nos deixam harmonizados com os eternos mistérios do ser, nos ajudam a lidar com as inevitáveis transições da vida e fornecem modelos para o nosso relacionamento com as sociedades em que vivemos e para o relacionamento dessas sociedades com o mundo que partilhamos com todas as formas de vida (FORD, Clyde W. O herói com rosto africano. Mitos da África ). O objetivo deste texto é ressaltar a importância dos contos, orais e escritos, africanos e afro-brasileiros, destacando-os como marcas das experiências humanas de um povo ao longo dos tempos. São narrativas com rosto africano. A história e ...

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    audiencia

    Redução da violência policial passa pela aprovação de projetos que acabam com a militarização da polícia e os autos de resistência

    A aprovação de projetos de lei que acabam com os autos de resistência em boletins de ocorrência elaborados pela Polícia Militar (PL 4471/2012) e pedem a desmilitarização da polícia brasileira (PEC 102/2011) são fundamentais para reduzir a violência policial no Brasil, principalmente contra jovens negros das periferias das grandes cidades brasileiras. A avaliação é dos participantes da audiência pública realizada nesta quinta-feira (10/10) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), no Senado. Os números sobre a violência policial e o elevado índice de homicídios, apresentados durante a audiência, confirmam a necessidade urgente de se aprovar os dois projetos citados. O Projeto de Lei 4471/2012, que exige o fim dos chamados ‘autos de resistência’ e a investigação em casos de mortes violentas e lesões corporais graves durante ações policiais está para ser votado no Plenário da Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Henrique Alves, afirmou no final de setembro que o projeto seria o primeiro ...

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    Juliana-Ceert

    Comunicadores (as) negros(as) conquistam espaço nas mídias digitais

    O compromisso com a temática negra e a produção de informação de qualidade fazem com que as mídias negras se consolidem na web Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) dão conta que mais de 100 milhões de brasileiros têm acesso à internet. Para conseguir alcançar esse público, produtores de conteúdo negro migraram para este que é o meio mais democrático de produção de informação. Nas mídias negras as notícias têm uma agenda complementar aos meios convencionais para despertar a reflexão do leitor, negro ou branco, sobre as relações raciais no Brasil e no mundo. Apesar dos desafios da criação de um veículo cujo tema central é as relações raciais, o estilo editorial adotado por cada portal, e o primor pela qualidade dos textos e informações divulgadas, são as principais armas para garantia de público e seguidores. Relações raciais e mídia – a perspectiva paulistana: São Paulo é, ...

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    Foto: A Katz/ Shutterstock

    Os ativistas de Direitos Humanos e o racismo

    Introdução Este artigo aborda as situações dos ativistas de Direitos Humanos na questão racial quando atribuídos à prática de racismo invertido e intolerância religiosa em razão do pertencimento étnico-racial. Inexistência em face do exercício do antirracialismo e do antirracismo no exercício da defesa de Direitos Humanos. O racismo é identificado quando não se reconhece a existência da escravidão moderna e da discriminação. Intolerância religiosa contra as religiões de matrizes africanas está relacionada à prática eurocêntrica. A desconstrução do racismo como princípio jurídico-filosófico se realiza a partir do reconhecimento do ciclo do racismo estamental. Foto: A Katz/ Shutterstock Antonio Gomes da Costa Neto Mestre em Educação Procura-se também analisar a situação dos ativistas em Direitos Humanos que atuam na área das relações étnico-raciais, especialmente, quando de sua posição notória e conhecida na defesa dos Direitos Humanos em relação aos temas e questões relacionados a racismo, discriminação racial, ...

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    vs

    Políticas afirmativas? Sou contra! Redução da maioridade penal? Totalmente a favor. Por Deloise Jesus

    Por Deloise Jesus para as Blogueiras Negras A imagem acima é o que eu considero a mutilação de uma das ilustrações de Carlos Latuff. Originalmente, este respeitado cartunista-militante a fez como forma de denunciar a violência policial e o genocídio da população preta, pobre e periférica, generalizado por todo país, e cuja expressiva parte dos algozes é remunerada pelo governo brasileiro. A mutilação acima apresentada, explicitamente, legitima o extermínio da juventude preta, pobre e periférica sob o discurso de que são marginais violentos que só servem para ameaçar a vida dos "cidadãos de bem". Mesmo supondo a vaga hipótese de que a situação exposta seja real (considerando que apenas 1,5% dos jovens apreendidos na Fundação Casa foram condenados por homicídio), a mutilação sugere que os crimes de uma criança ou adolescente justificariam que ela fosse assassinada por um policial e que o policial se orgulhasse disso. Recrie esta tragédia junto ...

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    arisia barros

    E, em Alagoas, púberes cadáveres sepultam o futuro dos jovens pretos e pobres.

    E a mãe amarrando entre as mãos um lenço-que um dia já fora branco- coalhado de lágrimas incrédulas pergunta: - E agora, o que farei sem meu filho? O menino tem/tinha 15 anos é/era morador de uma das muitas e tantas grotas plantadas nas periferias periféricas da grande Maceió e foi morto- acidentalmente- por uma bala perdida. O menino é/era preto e filho único. O menino é/era preto e pobre e morreu entre duas esquinas de uma rua sem saída. Metáforas que atropelam histórias. O menino, aos 15 anos, agora é um cadáver! E o racismo que ceifa vidas investe-se de novas máscaras. Fatalidade- dirão alguns. A essência da cidadania para os meninos pretos e pobres, em Alagoas é de regra- a violência extremada. Falta-lhes o direito inexorável de se tornarem velhos. A morte mantém um diálogo assíduo e insistente com os meninos pretos é a cidadania para estes, em ...

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