Pesquisa aponta traços de racismo na Literatura de Cordel

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Trabalho está sendo realizado por uma aluna do curso especialização da Universidade Federal de Alagoas

Uma pesquisa intitulada “Nordeste Brasileiro: A representação do Racismo à brasileira dentro da Literatura de cordel (1900-1950)” de uma aluna do curso especialização da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) revelou que nesse tipo de literatura, bastante popular no Nordeste, encontramos traços do racismo presentes no cotidiano.

A aluna Cinthia Roberta Santos explicou que em seu trabalho ela queria refletir sobre as questões étnico-raciais que estiveram presentes no processo de construção da identidade cultural de homens e mulheres sertanejos no início do século XX. Para tal análise, traçou um dialogo entre história e literatura.

Cinthia Santos ressalta que o objetivo do projeto é compreender como esse discurso racista, presente na cultura dominante, é absorvido pelo povo e, desta forma, alimenta um imaginário social no qual o indivíduo negro é visto como inferior. Por isso, a pesquisadora não quer apenas se deter sobre o problema, mas também avaliar as formas de superação. “Se por um lado, estaremos atentos à acomodação desse discurso racista às falas populares, ao seu imaginário, por outro, procuraremos pelas resistências, pelas formas imaginativas pelas quais essa população buscou enfrentar os problemas raciais”, pontua Cinthia.

 

 

Fonte: Primeira edição

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