Pontos de Leitura da Ancestralidade Africana

Biblioteca Nacional lança Pontos de Leitura da Ancestralidade Africana.

Livro “Contos e Crônicas do Mestre Tolomi: África Viva no Brasil” foi lançado no evento.

 

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC) realizou na noite da última quinta-feira, 12/4, o lançamento dos Pontos de Leitura da Ancestralidade Africana no Brasil, no Auditório Machado de Assis. Participaram da cerimônia o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, a Secretária da Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg, e Silvany Euclênio da Silva, da Secretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais da SEPPIR. O escritor Paulo César Pereira de Oliveira, o Pai Paulo, completou a mesa de oradores representando a sociedade civil.

Márcia Rollemberg abriu a cerimônia propondo um novo desafio: a criação de novos pontos de leitura para as comunidades quilombolas e terreiros até o fim de 2012, além dos dez anunciados na ocasião. Uma opinião unanime entre os presentes, diante a grande demanda que surgiu com o anunciou dos Pontos de Cultura Temáticos. Para Silvany, o êxito está na qualidade das ações que serão empregadas nos locais. Ela destacou a importância dos livros na formação de uma nação com mais igualdade, sem preconceitos.

O presidente Galeno Amorim abriu sua fala enaltecendo a criação do projeto e colocando a FBN/MinC à disposição para ampliação dos Pontos de Cultura da Ancestralidade Africana no Brasil. “O Brasil tem uma dívida histórica com o povo negro que precisa ser saldada”, afirmou. Ele antecipou ainda a intenção de realizar em breve outras iniciativas nesse sentido, como Pontos de Leitura voltados para as comunidades indígenas.

Pai Paulo fechou o evento com o lançamento do livro “Contos e Crônicas do Mestre Tolomi: África Viva no Brasil”. A obra reúne uma seleção de mitos e lendas da cultura africana, além de contar com belas ilustrações e um breve dicionário iorubá. Paulo destacou a importância da iniciativa do MinC. “Cultura negra não é uma questão de cidadania. É uma questão de humanidade”, resumiu ele.

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Fonte: Cultura

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