Royal Black a Osklen homenageia a cultura negra no São Paulo Fashion Week

Inspirado na cultura afro-brasileira, Oskar Metsavaht, estilista da Osklen, buscou um casting 100% negro para o desfile verão 2011/12 no São Paulo Fashion Week, mas não conseguiu. “Queria só modelos negros por questão estética.

Ficaria lindo na passarela”, afirmou Oskar Metsavaht, em entrevista para a Agência Estado. Porém, apenas 30% dos modelos que desfilaram para a marca, nesta quarta, dia 15, eram negros.

“Não encontrei número suficiente de negros com o perfil da Osklen. Este não foi um desfile panfletário e muito menos de protesto”, complementou Oskar. O motivo, segundo ele, foi uma alusão ao tema da coleção, “Royal Black” (conheça mais a seguir), o que se tornou então uma homenagem.

A declaração sobre a dificuldade para encontrar modelos negros causou nova polêmica e reacendeu uma discussão: deve ou não haver cotas para negros também nas passarelas?

“Antes eu era contra. Porque não acho que isso devia ser imposto. Mas mudei de ideia. Hoje, depois de acompanhar melhor a questão, sou a favor das cotas. Inclusive na moda. Se para trabalhar pela inclusão e pelo fim da discriminação, é necessário que a cota seja imposta, então que haja cotas”, declarou o estilista ao colunista João Alberto, do Diário de Pernambuco.

No dia 13, a ONG Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes) havia protestado no evento. Em 2009, o SPFW assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que exigia 10% de modelos negros no casting do evento. Como o documento venceu em maio deste ano, eles pedem a renovação com o aumento do percentual para 20%.

A Casa de Criadores verão 2011/12, que ocorreu recentemente, buscou promover uma maior inclusão dos afrodescendentes na moda. Devido 2011 ser o “Ano Internacional para Afrodescendentes”, os desfiles foram realizados no Museu Afro Brasil.

Fazendo homenagem à estética da cultura negra no Brasil, Osklen traz o tema Royal Black (Realeza Negra) para seu verão 2011/12. A marca se inspirou em registros fotográficos de trabalhadores e pescadores que Pierre Verger fez na Bahia.

Na coleção, predomínio das cores cru, branco, dourado, azul, vermelho, preto, verde e roxo, além de estampas de gráficos coloridos e em preto e branco. Entre os detalhes, bordados com paetês. Foram priorizados materiais naturais, como couro vegetal, seda com PET, tricô de ráfia, linho e algodão.

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