segunda-feira, maio 25, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Frantz Fanon'

    Achille Mbembe: "Crítica da Razão Negra"

    “O mundo vai ser negro”, diz filósofo camaronês

    Teórico camaronês do pós-colonialismo Achille Mbembe é o homenageado deste ano com o Prêmio Irmãos Scholl, na Alemanha, por seu incômodo livro "Crítica da Razão Negra" Do DW "As lógicas de distribuição da violência em escala planetária não poupam nenhuma região do mundo, não mais que a vasta operação em curso de depreciação das forças produtivas", constata o filósofo e historiador Achille Mbembe no epílogo de seu livro "Crítica da Razão Negra". Trata-se de um pontapé inicial rumo a uma nova visão de mundo, o que comprova a atualidade da obra do teórico camaronês, sobretudo quando se pensa nas muitas guerras e conflitos ou nos incontáveis jovens desempregados, principalmente na África. E foi por esse olhar afiado "sobre a sociedade mundial globalizada, que não remove apenas mercadorias e capital, mas também pessoas e força de trabalho", que Achille Mbembe recebeu em Munique, na segunda-feira (30/11), o Prêmio Irmãos Scholl. A ...

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    Precisamos reconhecer nossa palmitagem

    Muito se tem discutido sobre a solidão da mulher negra e o termo Por Caio Cesar dos Santos  via Guest Post para o Portal Geledés "palmiteiro". Muitas mulheres tiveram, enfim, a coragem de expor seus sentimentos após anos e anos de preterimento e desvalorização. Eu particularmente acho isso ótimo, o que me incomoda mesmo é o mau caratismo de nós, homens, ao tratar do assunto. Somos palmiteiros. Todos nós. Alguns em desconstrução, outros não. Acredito que reconhecer isso é o primeiro passo que podemos dar. No mundo afetivo dos homens reina a ideia de que, quanto mais mulheres você tem, melhor você é, mais respeitado entre os amigos, mais popular. E nessa matemática básica, a mulher preta não tem valor. Num país onde o padrão de beleza feminino é tão forçado e reforçado em todos os veículos de mídia, se relacionar com mulheres negras não era a primeira opção dos homens. Basta olhar ...

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    UFMG realiza evento sobre I Congresso de Escritores e Artistas Negros

    NA PROGRAMAÇÃO, SERÃO EXIBIDOS FILMES SOBRE O TEMA, SEGUIDOS DE DEBATES No UFMG O Primeiro Congresso de Escritores e Artistas Negros, realizado em setembro de 1956 na Sorbonne, em Paris, foi um espaço privilegiado em que pensadores das colônias e ex-colônias francesas na África e na América e uma delegação de intelectuais estadunidenses debateram o lugar da cultura negra após o fim da II Guerra Mundial. Foi um momento de construção e (re)formulação de discursos que giravam em torno do Négritude em uma nova ordem mundial. O evento foi organizado pela Revista Présence Africaine, coordenada por Alaine Diop, e contou com a participação de mais de 600 pessoas de diversas nacionalidade, entre eles Frantz Fanon e Mário de Andrade. Para refletir sobre esse momento histórico, o Departamento de História e o Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) organizam, de 11 a 13 de novembro, o I Congresso ...

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    Cultura e Arte Negra: Enegrecer o CNPC/Minc; renovação do Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura

    “Toda ruína é um terreno em construção que enfrenta a voracidade do tempo. A pátria dos escravizados é a revolta, a resistência. Em nome de um futuro que já virou passado, nosso espetáculo terminou, nossa arte em obras finda agora. Nos despimos da maquiagem, do figurino, de nossa intenções ensaiadas. O texto descansa, o corpo repousa e voltaremos às nossas casas. Cada pessoa carregando sua própria história. Usamos o placo em legítima defesa. Pleiteamos nossa fatia no bolo do mundo. Servimos à mesa nossas dores silenciadas e fizemos de nossa carne ferramenta coletiva de mudança.” Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas Texto: Cidinha da Silva Dramaturgia: Cidinha da Silva e Os Crespos Por Pedro Neto Do Kul Tafro Ocupemos TODOS os Colegiados, pela luta de muitos e pelo entendimento da atual gestão do Ministério da Cultura, esta garantido no edital: “5.4 Na etapa nacional, a composição dos colegiados setoriais ...

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    Edição fac-similar da seção Afro-Latino-América do jornal alternativo Versus, dos anos 1970

    Edição fac-similar da seção Afro-Latino-América do jornal alternativo Versus, dos anos 1970, apresenta ao Brasil do século XXI a memória da imprensa negra e socialista na segunda metade do século passado. por Flavio Jorge Rodrigues da Silva e Gevanilda Santos via Guest Post para o Portal Geledés O suplemento Afro-Latino-América, publicado entre os anos 1977 e 1979, é lançado agora em versão fac-similar e apresenta as 20 edições encartadas nos números 12 a 31 do jornal Versus. Com uma imprensa especial, típica da imprensa negra paulista da época, com seu caráter socialista pouco conhecido e divulgado e muito marginalizado pela grande mídia. A seção Afro-Latino-América foi editada por uma geração de jornalistas, estudantes e ativistas antirracistas que àquela época resistiu à ditadura militar empunhando a bandeira do combate ao racismo para desmistificar a ideologia oficial do mito da democracia racial no Brasil. Denunciar o racismo disfarçado pelo autoritarismo do regime militar imposto em 1964 ...

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    Não existe bala perdida. Sobre as prováveis violências policiais no Brasil

    Este artigo foi escrito como texto-base para participação no debate de lançamento do livro Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação, em 29 de julho de 2015: “Violência policial: causas, efeitos e soluções”. Nele, proponho uma discussão, a partir da sociologia, sobre o papel da violência do Estado nas relações sociais e nas estratégias de transformação política. Ele pode ser lido como uma continuidade daquilo que, com o cientista político Renato Moraes, desenvolvi no capítulo “As lógicas do extermínio”, do livro. Nesse sentido, o artigo trata menos as “causas” da violência policial e mais seus “efeitos” e “soluções”, como diz o título do debate. * * * Por João Alexandre Peschanski. do Blog Boi Tempo A expressão violência policial está na base de uma questão clássica da sociologia política: Como as pessoas se localizam em relação ao Estado? Há um princípio de estratificação, uma tecnologia política de divisão social, que se funda a ...

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    Escritor Gabriel Ambrósio em entrevista ao Jet7 Angola

    Jet7 Angola - Quem é o Gabriel Ambrósio? R- Um jovem angolano, responsável e humilde, mas sem vergonha de ser ele mesmo, apesar de respeitar todos. Do Jet7 Angola Jet7 Angola - Quando é que começou a sentir interesse pela escrita? R-O meu interesse pela escrita começou exatamente quando estudava no ensino médio no Soyo/ Zaire. Escrevia frases reflexivas, líricas e inquietações sobre as emoções socioculturais. Jet7 Angola - Quas são os temas que o Gabriel gosta de abordar nos seus livros? R- Os temas que mais abordos são sobre valores culturais, com cunho filosófico, antropológico, simbólico artístico e sociopolítico. E também reflito bastante sobre o nosso comportamento como jovens angolanos e africanos no geral. Jet7 Angola - Muitos escritores e personalidades ligadas à cultura reclamam da falta de apoios do ministério da cultura. A literatura, ainda é o parente pobre das artes em Angola? R-Bem, eu penso que o ministério ...

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    Fórum Social Mundial: Democratização da comunicação e fim do racismo demandam ataque a privilégios

    Com participação de parlamentar do Syriza, Fórum Social Mundial destaca que igualdade demanda rupturas em setores poderosos da sociedade Escrito por: Luiz Carvalho, da Tunísia, do CUT  A Casa Brasil, espaço que a CUT e parceiros dos movimentos mantêm no Fórum Social Mundial em Tunis, na Tunísia, recebeu dois encontros que trataram de inclusão: pela manhã, um debate do 4º Fórum Mundial de Mídias Livres e, à tarde, uma mesa sobre combate ao racismo. Na primeira etapa, Stelios Kologlou, jornalista e membro do parlamento europeu pelo Syriza, partidorvencedor das últimas eleições presidenciais na Grécia, falou da relação entre os meios de comunicação locais e o poder. O cenário remete a muitos países sul americanos, inclusive o Brasil. Lá como aqui, as oligarquias de controle da mídia, com apoio e participação de políticos corruptos da direita, atuaram para acabar com rádios e TV públicas. O processo resultou na demissão de 2.500 ...

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    Quem matou? “todo espectador é um covarde ou um traidor”

    O escritor Frantz Fanon, referindo-se a colonização na Africa, escreveu: "todo espectador é um covarde ou um traidor". Assim me sinto. por Flávia Castro no Brasil Post As ultimas palavras do menino antes de morrer, foram: "A gente só tava brincando, senhor". O menino e seus amigos faziam um "selfie". O menino e seus amigos corriam. O policial atirou nos meninos que corriam, porque corriam. Como tantos outros meninos de sua idade mundo afora, faziam selfies e corriam. Mas aqui, Meninos negros que correm, estão fugindo. Meninos negros e pobres que correm com um celular, são ladrões. Meninos negros e pobres podem ser eliminados. Meninos negros e pobres estão sempre sob suspeita e devem ser eliminados. O homem que os matou se olha todos os dias no espelho e acha normal matar jovens negros e pobres. O motorista de táxi que peguei ontem, o empresário que fala alto no aeroporto, também acham ...

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    O racismo começa onde acaba a cultura?

    De todas as antigas potências coloniais, Portugal continua a ser um dos países colonialistas onde o debate sobre o racismo é ainda dos menos clarificadores, porque está instalado numa quimera histórica em que o luso-tropicalismo, também construído na base de um embuste histórico, segundo o qual o colonialismo português teria sido, em comparação com as restantes violações coloniais, o mais generoso e menos violento. Esta premissa assente numa falácia histórica, minada por um misto de hipocrisia e cinismo políticos, vai ganhando sedimentação ideológica e dificultando um debate sério e frontal sobre o racismo. Em Portugal, o racismo e a sua negação são estruturais no confronto ideológico sobre o lugar da diferença numa sociedade potencial e estruturalmente racista, porque estrutural e historicamente coloniais. Por Mamadou Ba, do  Buala Na presente edição da agenda 2015 do SOS pretende discutir a diversidade e pluralidade de eixos temáticos, não apenas para analisar a cultura do ...

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    Portugal deve pagar indenizações pela escravatura?

    Os países que escravizaram devem compensar os escravizados? Há quem diga que sim e até aponte um valor para uma indemnização: 30 triliões de dólares vezes 10 mil. Há quem diga que não, porque isso seria voltar à menorização dos colonizados. Antes disso, Portugal deve debater o seu passado esclavagista, dizem historiadores. Joana Gorjão Henriques no Público É um tema que tem vindo a debate regularmente, mas de que pouco se fala em Portugal. Devem os países que participaram na escravatura pagar indemnizações? Quem o deve fazer, quem deve ser indenizado? Em Maio, a organização Comunidade das Caraíbas (Caricom) reuniu-se na conferência da Comissão de Compensações/Reparações e incluiu Portugal na lista dos países europeus aos quais querem exigir indemnizações. Chegaram, na altura, a um programa de dez pontos que consideram essenciais para o processo de reparações: passa pelo pedido de desculpas formal, apoio ao repatriamento para África, criação de programas de ...

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    Pastor Candidato quer eliminar referências públicas das religiões afro-brasileiras na Bahia

    Pastor Candidato quer eliminar referências públicas das religiões afro-brasileiras na Bahia

    Por Maria Frô De todas as propostas esdrúxulas dos mais de 14 mil candidatos a deputado federal nas eleições de 2014, a campanha do pastor candidato, Elionai Muralha, chega ao requinte da intolerância. Ele prega abertamente uma verdadeira caça às bruxas ao patrimônio cultural baiano: quer retirar todas as esculturas dos orixás de locais públicos na Bahia. Carybé, Jorge Amado, Pierre Verger e tantos outros artistas, escritores e pesquisadores das religiões de matrizes africanas devem estar dando muitas voltas no túmulo e espero que os vivos como Mario Cravo e toda sociedade pensante brasileira reajam.  O que é mais assustador é que o ataque vem de uma pessoa negra. Só Frantz Fanon pode explicar a ignorância fundamentalista do candidato pastor que ataca uma tradição herdada dos africanos que se confunde com a própria identidade baiana. As religiões afro-brasileiras são patrimônio imaterial e as esculturas dos orixás, patrimônio brasileiro. Os orixás ...

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    rio-dos-macacos

    Uma fábula colonial para tempos pós-modernos: A violência simbólica contra o homem negro na novela “Em Família”

    por Daniel Dos Santos Marcello Melo Júnior é um dos atores negros que admiro muito dentro do núcleo ainda muito insuficiente de negras e negros nas novelas da Rede Globo. A sua beleza e talento me chamou bastante atenção desde a primeira vez em que o vi encarnado em um personagem da penúltima novela de Manoel Carlos, aquela da grande polêmica levantada pela “Helena negra”, interpretada pela Taís Araújo. Hoje, Marcello Melo Júnior se destaca de forma interessante na novela Em Família, também de autoria de Manoel Carlos, com seu personagem Jairo, protagonista das cenas mais quentes, eróticas, agressivas e explosivas da teledramaturgia atual, manifestações muito preocupantes para a construção das representações imagéticas sobre os homens negros no imaginário popular. Jairo insere-se na narrativa da novela Em Família de maneira muito obtusa. O personagem só faz sentido a partir do drama da personagem Juliana (Vanessa Gerbelli), detentora de uma espécie ...

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    SOBRE DE-HUMANIDADE E OS USOS DO SOFRIMENTO NEGRO

    Sobre de-humanidade e os usos do sofrimento negro

    Gustavo Melo Cerqueira Há pouco mais de um ano estava eu numa conferência internacional na Duke University, na cidade de Durham, Carolina do Norte. A conferência reunia pesquisadores, artistas e ativistas de diversos países do continente Americano. Variados temas seriam abordados na conferência, e na mesa de abertura estava Walter Mignolo, que viria a ser co-convener do grupo de trabalho sobre decolonialidade do qual eu participaria. Aproveitando o momento, e na onda de muitas discussões sobre afropessimismo nas quais eu estava envolvido na Universidade do Texas em Austin, perguntei aos integrantes da mesa de abertura: já que estamos falando sobre decolonialidade, não seria também o caso de começarmos a nos questionar, e mesmo a investir na formação de uma corrente de pensamento sobre de-humanidade? Digo, não está na hora de de-humanizarmos um pouco a discussão, em vez de sempre recorrermos a uma tal essência humana que pretensamente nos une a ...

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    Foto: IEA

    Racismo nas altas esferas, quem tem medo de um negro que sabe? Professor Kabengele Munanga quebra o silêncio acadêmico

    O Professor Kabengele Munanga foi preterido na seleção dos 59 estudiosos que foram beneficiados pela bolsa do programa "Professor Visitante Nacional Sênior " da Capes. Foto: IEA por marcos romão Kabengele havia aceito a sondagem da Professora Georgina Gonçalves dos Santos, para atuar na jovem Universidade do Recôncavo Bahiano -UFRB-, através de uma posssível bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Kabengele foi preterido, foi desmeritado na alta esfera de decisão, na cúpula do poder que decide no Brasil, quem foi, é e será beneficiado por bolsas para aprender ou distribuir seus conhecimentos. Segundo palavras do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio à Kabengele para reivindicar a bolsa: "Com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição político-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, docência e pesquisa, talvez Kabengele fosse ...

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    Quem tem medo de um negro que sabe?

    Racismo nas altas esferas, quem tem medo de um negro que sabe? por Marcos Romão O Professor Kabengele Munanga, foi preterido na seleção dos 59 estudiosos que foram beneficiados pela bolsa do programa "Professor Visitante Nacional Sênior " da Capes. Kabengele havia aceito a sondagem da Professora Georgina Gonçalves dos Santos, para atuar na jovem Universidade do Recôncavo Bahiano -UFRB-, através de uma posssível bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Kabengele foi preterido, foi desmeritado na alta esfera de decisão, na cúpula do poder que decide no Brasil, quem foi, é e será beneficiado por bolsas para aprender ou distribuir seus conhecimentos. Segundo palavras do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio à Kabengele para reivindicar a bolsa: "Com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição político-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, ...

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    Mini Curso – História da África: reflexões em defesa de uma Filosofia Africana no mundo contemporâneo.

    Professor Ms. Gustavo de Andrade Durão Doutorando do Programa de História Comparada (IH-UFRJ), Pesquisador do Laboratório de Estudos Africanos da UFRJ (LeAfrica) Ementa: Debates sobre obras que abrangem a História da África e as formas de pensamento filosófico existentes no pensamento africano. Análises sobre o debate hegeliano em relação à História da África. Estudos das obras de proeminentes pensadores europeus como Levi Strauss, Hannah Arendt e Jean-Paul Sartre. Diálogos com uma perspectiva africanista do pensamento filosófico. Estudo das produções filosóficas e etno-filosóficas de pensadores do cânone africano: Yves Mudimbe, Paulin J. Hountondji, Achille Mbembe, Kwame A. Appiah, Aimé Césaire, Frantz Fanon, Léopold Senghor e Abiola Irele. Análise comparada das obras filosóficas africanas à luz dos modos de agir e pensar, com ênfase nas críticas ao colonialismo e ao pressuposto de inferioridade intelectual dos negros. Desenvolvimento de uma interpretação para as obras dos autores africanistas que laboraram para o protagonismo dos ...

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    Ricardo Stuckert/Agência Brasil

    “O racismo fica escancarado ao olhar mais superficial”, entrevista Abdias Nascimento

    Ao longo de seus 96 anos, Abdias Nascimento esteve presente e participou de inúmeras passagens importantes das lutas negras do século 20, não só no Brasil, mas também nos Estados Unidos e na África. Sua vida é ela mesma a própria história da luta negra. A luta pelo reconhecimento dos direitos, a dignidade e a autonomia da população negra tem heróis de muitos países, entre África e Américas. É uma luta tão antiga quanto a diáspora negra produzida pelo vergonhoso comércio de africanos que vigorou no Atlântico por quase quatro séculos. É por se tratar de uma luta de tantos povos, lugares, tempos e pessoas que impressiona tanto conhecer a vida do ativista brasileiro Abdias do Nascimento. Ao longo de seus 96 anos, Abdias esteve presente em e participou de inúmeras passagens importantes das lutas negras do século 20, não só no Brasil, mas também nos Estados Unidos e na ...

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    Os crimes de maio e as manifestações de junho e o Amarildo: o extermínio nosso de cada dia – Por: Deivison Nkosi

    Na semana passada um caso chamou a atenção da opinião pública internacional: o julgamento e absolvição do vigia George Zimmerman pelo assassinato do jovem negro Trayvon Martin de 17 anos. O réu já havia confessado o crime, mas o "justificou" alegando que o jovem mantinha atitudes suspeitas no momento em que foi alvejado, pelo fato de estar vestindo uma blusa com capuz. O incidente, ocorrido em fevereiro de 2012 reaqueceu o debate racial nos EUA e motivou agora, com a absolvição do réu, a eclosão de intensos protestos em mais de 100 cidades do país. O caso foi amplamente noticiado pela imprensa brasileira e ofereceu uma pista importante para as similaridades entre o racismo daqui e o de lá: O Negro é suspeito até que prove o contrário. Ocorre que por aqui, o assassinato cotidiano de negros tende a ser naturalizado e de certa forma justificado pela chamada política de ...

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    Americanos-no-Malawi-300x199

    A instalação de tropas dos EUA em 35 países africanos

    Por Marco Antonio L. Do Vermelho John Pilger: A invasão real da África não está nos noticiários Uma invasão da África de grandes proporções está em andamento. Os Estados Unidos estão instalando tropas em 35 países africanos, a começar pela Líbia, Sudão, Argélia e Níger. Isto foi informado pela Associated Press no dia de Natal, mas ficou omisso na maior parte da imprensa anglo-americana. Por John Pilger, em seu site A invasão pouco tem a ver com "islamismo" e, quase tudo a ver com a aquisição de recursos, nomeadamente minérios, e com uma aceleração da rivalidade com a China. Ao contrário da China, os EUA e seus aliados estão preparados para utilizar um grau de violência já demonstrado no Iraque, Afeganistão, Paquistão, Iémen e Palestina. Tal como na guerra-fria, uma divisão de trabalho exige que o jornalismo ocidental e a cultura popular providenciem a cobertura de uma guerra sagrada contra ...

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