segunda-feira, maio 25, 2020

    Resultados da pesquisa por 'Frantz Fanon'

    O papel da colonização africana na percepção do corpo da mulher negra: uma leitura de O Alegre Canto da Perdiz

    Prólogo O presente trabalho pretende mostrar, num primeiro momento, de que forma a nudez da mulher negra africana pode ser entendida como integrante de uma cosmovisão associada à liberdade e pureza. Num segundo momento, busca-se observar como a consciência histórica do sistema colonial ignorou tal padrão estético corporal, buscando aniquilar sua representatividade enquanto ser. Tomamos como corpus literário a obra O alegre canto da perdiz, da escritora moçambicana Paulina Chiziane. Acreditamos que nesse texto a personagem da ficção constrói-se com tal força do imaginário coletivo, que podemos projetá-la em tantas outras Marias das Dores por aí. Optamos por eleger um romance que, além de tratar a questão da mulher enquanto indivíduo, já denunciava movimentos como o sexismo e machismo, decorrentes do processo colonizatório. Além de enfatizar de maneira objetiva a importância do sistema matriarcal e o respeito ao mais velho. A ideia de que existe hibridismo interno na própria diáspora ...

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    “O negro não é. Nem tampouco o branco”

    O texto publicado pela escritora Cintia Moscovich no jornal Zero Hora do dia 13/04 não me chocou nenhum pouco, pois não é a primeira assertiva preconceituosa que ouço desta escritora. Também não acho que ela quis provocar polêmica e ter seu nome citado, pois ela não precisa por já ter um público que a segue, admira e compra seus livros. A coluna da escritora demonstrou o que ela pensa: “estou onde estou porque trabalhei por isso... quem não está é porque não trabalhou ou trabalhou pouco”. O mesmo pensa o garoto que gravou um vídeo em uma sala de aula da USP ao dizer ao grupo de jovens negros que eles devem estudar e passar na universidade. Diante disso me veio Fanon quando diz: “O negro não é. Nem tampouco o branco”. Em um país colonizado como o Brasil temos “o preto escravizado por sua inferioridade e o branco escravizado ...

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    iStockphoto

    Os conteúdos superficiais nos livros didaticos e o ensino de História da África

    Resumo Embora a aprovação da lei 10.639/03 tenha acontecido há 11 anos, sobre a obrigatoriedade nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira, ainda existem lacunas sobre a inserção definitiva deste ensino, pois a falta de interesse do Ministério da Educação em contratar especialistas na área da História da África ressalta que os livros didáticos, que estão sendo trabalhados somente superficialmente quando o tema é sobre o continente africano. As melhoras ainda estão a caminho, mas sem definições por parte das instituições que colaboram com os projetos apresentados desde a aprovação da lei, o fundamento é mostrar que os livros didáticos ainda estão defasados em relação ao continente africano além de mostrar o baixo conhecimento dos profissionais da área da educação que distorcem os conteúdos apresentados nos livros. Palavras-Chave: O ensino de África. por Fabiano Correia de Araujo via Guest Post para o Portal ...

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    IStock/Getty Images

    Mulher negra na primeira pessoa: vulnerabilidade, preconceitos e experiências com o HIV

    Resumo O HIV/AIDS é um problema de saúde pública, sendo permeado ainda hoje de preconceitos e carregando um estigma de morte. A sociedade tem medo da AIDS e o que dizer de uma mulher negra com diagnóstico de sorologia positiva? As discussões sobre o racismo são inerentes ao nosso cotidiano. Para este trabalho, entrevistamos uma mulher negra, HIV positivo e através de seus relatos, podemos observar que ainda há preconceitos sobre as condições de raça e saúde/doença.           Unitermos: Mulher. Vulnerabilidade. Preconceitos. HIV. por Marlete Andrize Oliveira* e Adalberto Romualdo Pereira Henrique** no Efdeportes Introdução Segundo a OIT (Organização Internacional de trabalho) 93% das mulheres estão no trabalho doméstico e destas 61,6 são mulheres negras, onde apenas 24,6% possuem carteira assinada. Com estes dados pode-se refletir sobre a divisão de papeis ocupacionais no Brasil, desde quando o primeiro navio negreiro atracou em nosso país as mulheres negras vem sendo tratadas como objetos profícuos. ...

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    Corpo de luta, espaço de resistência

    A colonização como agente no processo de desconstrução do ego corporal da mulher negra: uma leitura de O alegre canto da perdiz de Paulina Chiziane. Por Jacqueline Oliveira da Conceição e Larissa Salvador de Mello   Foto:Renata Felinto Òbà negralinee, no Revista Geni  Há muito sabe-se que o corpo feminino é envolto por estigmas negativos e, de acordo com a lógica sexista e machista de alguns, é visto como um lugar funesto. Contudo, o que não é frequentemente colocado em discussão são os fatores que levaram a essa visão deturpada e negativa do corpo feminino, sobretudo em África, espaço extremamente atingido e sofrido com o processo de colonização. A influência exercida pela colonização é muito mais ampla do que se possa perceber, do ponto de vista social, político, econômico, cultural e antropológico. Procuramos observar a fala de mulheres negras que contam suas próprias histórias e, assim, observar as consequências da transfiguração ...

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    Os pensamentos de Lélia Gonzalez[2] e Michel Foucault nas epígrafes acima, o primeiro datado de 1984 e o outro de 1976, assim como a presença-celebração a Carolina Maria de Jesus

    Mulheres negras, criminalizadas pelas mídias, violadas pelo Estado

    Para Carolina Maria de Jesus, que em 2014 celebramos seus 100 anos de nascimento. Autora do livro “Quarto de Despejo – Diário de uma favelada”, publicado em 1960, cujas tragédias narradas atravessam gerações, evidenciando o poder atemporal do racismo em suas formas reificadas, numa sociedade, como nos disse Florestan “de racismo sem racistas”. “O lugar em que nos situamos determinará nossa interpretação sobre o duplo fenômeno do racismo e do sexismo. Para nós o racismo se constitui como a sintomática que caracteriza a neurose cultural brasileira.” Lélia Gonzalez, p.224, 1984 “Fazer viver e deixar morrer – do homem-corpo ao homem-espécie. O nascimento do biopoder.” Michel Foucault, Em Defesa da Sociedade. Por Vilma Reis   Os pensamentos de Lélia Gonzalez e Michel Foucault nas epígrafes acima, o primeiro datado de 1984 e o outro de 1976, assim como a presença-celebração a Carolina Maria de Jesus, evidenciam os grandes temas-demandas do Movimento de Mulheres ...

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    O Fantasma do Estado: Genocídio e Necropolítica

    O Fantasma do Estado: Genocídio e Necropolítica

    Em “The Signature of the Sate”, Veena Das discute como a autoridade do Estado é signo de um rarefeito poder distante, que se imiscui nas práticas do dia-a-dia de modos contraditórios e mediante a ação ambígua de agentes estatais, que atuam por vezes sob o abrigo institucional do Estado, mas em contradição com o seu arcabouço jurídico-formal. Ou seja, como agentes estatais que desprezam a lei em nome da lei (Das, 2004). Essa atuação marginal do Estado, aparece como uma presença “espectral”, a “fenomenalidade paradoxal” de que nos fala Derrida (1994), porque onde ele nos atinge é justamente onde ele não está. por Osmundo Pinho¹ A violência policial no Brasil fornece um dramático exemplo para um modo de presença estatal morbidamente espectral. Os agentes da lei, amparados e investidos de poder e salvaguardas legais para garantir a reprodução do estado de direito, operam contra a lei dentro da lei, em ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    10 referências sobre combate ao racismo (ou inclusão de saberes plurais) – Por: Cidinha da Silva

    Hoje vamos tratar sobre combate ao racismo. A luta mundial pela tolerância, igualdade e respeito às diferenças (pluralidade) é um dos tópicos que embasa os pitacos de hoje, dado por Liliane Braga (pesquisadora do tema), a quem passamos a palavra. Vale mencionar que quando vocês encontrarem o símbolo "@" como flexão, significa designação dupla de gênero, ou seja, refere-se ao feminimo e ao masculino, de modo a representar os dois gêneros no mesmo termo. Bons pitacos! Meus pitacos dialogam com o 21 de março, lembrado como o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial em razão do massacre ocorrido Shaperville (África do Sul) em 1960, mas também vão um pouco mais além. As publicações elencadas vêm do século passado até aqui e trazem [email protected] de África, Europa, América do Sul, Ásia e Caribe. Cinco das dez trazem autoras protagonistas ou ao lado de autores. Intelectuais e artistas [email protected] formam a maioria ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    10 referências sobre combate ao racismo (ou inclusão de saberes plurais) – Por: Cidinha da Silva

      Hoje vamos tratar sobre combate ao racismo. A luta mundial pela tolerância, igualdade e respeito às diferenças (pluralidade) é um dos tópicos que embasa os pitacos de hoje, dado por Liliane Braga (pesquisadora do tema), a quem passamos a palavra. Vale mencionar que quando vocês encontrarem o símbolo "@" como flexão, significa designação dupla de gênero, ou seja, refere-se ao feminimo e ao masculino, de modo a representar os dois gêneros no mesmo termo. Bons pitacos! Meus pitacos dialogam com o 21 de março, lembrado como o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial em razão do massacre ocorrido Shaperville (África do Sul) em 1960, mas também vão um pouco mais além. As publicações elencadas vêm do século passado até aqui e trazem [email protected] de África, Europa, América do Sul, Ásia e Caribe. Cinco das dez trazem autoras protagonistas ou ao lado de autores. Intelectuais e artistas [email protected] formam a ...

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    cidabento

    Branquitude – O lado oculto do discurso sobre o negro – Cida Bento

    Maria Aparecida Silva Bento Este artigo constitui-se numa abordagem psicossocial do processo de formação sobre relações raciais do CEERT2 . A experiência do CEERT na formação sobre relações raciais em diferentes instituições tem revelado que. embora cada uma dessas instituições seja diferente - os desafios de ensinar sobre racismo tem sido, mais parecidos do que diferentes. Por conta disso, serão reportadas diferentes experiências de formação, tais como as referentes às áreas de direito, psicologia social e organizacional, educação, uma vez que, independente das áreas, do grau de escolarização e das experiências dos participantes, o tema das relações raciais no Brasil é tão silenciado que, não raro, há mais similaridades do que diferenças no nível de informação sobre o tema, nas questões e nas resistências apresentadas. De qualquer forma, logo de início é bom lembrar que os cuidados para abordar o tema relações raciais junto a grupos mistos de negros(as) e ...

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    melhores contos

    O sujeito feminino na escrita da mulher afrodescendente

    EM CADERNOS NEGROS: OS MELHORES CONTOS Autora: Wilany Alves Barros1 Elio Ferreira de Souza2    RESUMO -A investigação da escrita feminina pelo próprio negro e sobre ele mesmo, bem como o estudo comparado dessa literatura, com a cultura herdada dos ancestrais africanos tem sido motivos de seminários, debates, palestras, dentre outros no Brasil e fora dele. Baseado nisso, teorizou-se um estudo das produções de escritoras que compõem a coletânea dos Cadernos Negros, que tematizam a condição humana, e as formas de ser- negro. Desse modo, foram escolhidos alguns contos das escritoras Esmeralda Ribeiro, Conceição Evaristo, Miriam Alves, publicados no Cadernos Negros: os melhores contos (1998). O livro fala da memória individual e coletiva afro-femininos com o intuito de desconstruir estereótipos forjados pelo discurso patriarcal. Estuda a relação de gênero que está voltada para questões étnicas e de denúncia do branco. Tenta se mostrar o que seria literatura afrodescendente e como ...

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