Resultados da pesquisa por 'branquitude'

Música negra, branquitude e muita emoção – “A Voz Suprema do Blues”

Esperei muito por essa estreia da Netflix, com Viola Davis e Chadwick Boseman num mesmo cenário e não me arrependi. “A Voz Suprema do Blues” (Ma Rainey’s Black Bottom) traz Ma Rainey, conhecida como a mãe do blues, numa sessão de gravação num estúdio com a sua banda talentosa de homens negros, todos agenciados e produzidos por homens brancos (importante ressaltar). O longa é uma adaptação da peça Ma Rainey Black Bottom, de 1982 escrita por August Wilson e se passa em Chicago na década de 1920, com questões sobre arte, religião, raça e a usurpação e exploração de artistas negros por produtores brancos. As adaptações para que a peça coubesse na tv foram perfeitas e o filme passou a mensagem que deveria, além do entretenimento. Os diálogos entre os integrantes da banda de Ma Rainey são incríveis, cheios de emoção e simpatia. É possível perceber, mesmo sem conhecer a ...

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Foto montagem: Pedro Lima

“Ô dó!”: sobre o sentimento de pena da branquitude diante da nossa dor

Dissimular uma aparente simetria na sociedade, ignorando desvantagens estruturais e desigualdades que, de tão profundas, saltam aos olhos é um arranjo bastante comum para a permanência do status quo em uma sociedade supremacista branca.  Embora uma parte da branquitude repudie veementemente o racismo – leia-se injúria racial e atos de ofensa – a própria ideia de superioridade racial, o “gene” defeituoso no organismo do ser social branco, é pouquíssimo confrontada.  Nossas dores não geram necessariamente empatia na branquitude, afinal nunca fomos suficientemente humanos na construção do seu olhar sobre os nossos corpos e nossa existência. No entanto, uma análise desta relação prescinde uma compreensão do próprio conceito de branquitude e de como o sistema de dominação racial sustenta a  auto-imagem das pessoas brancas, sobretudo, das classes privilegiadas.  Para fins didáticos, faremos uma analogia da sociedade brasileira com a forma de um iceberg, considerando que o mito da democracia racial seria ...

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Cena de "Cara Gente Branca"/ LARA SOLANKI/NETFLIX

“Cara gente branca”: Branquitudes e privilégios de quem pensa ser antirracista no Brasil

Esta reflexão sociológica surge como tentativa de análise sobre uma das consequências contemporâneas do racismo que é a constituição do fenômeno social “cara gente branca¹”, um conceito histórico e sociológico que se tornou popularmente conhecido no Brasil, através das práxis políticas de parcela dos movimentos negros - enquanto uma provocação ao nosso racismo histórico-cultural e estrutural - ao desenvolver uma análise, um olhar crítico, de um grupo social-racialmente inferiorizado em relação, numa perspectiva dialética, ao seu grupo étnico-racial e social opressor, o que demonstra uma forma de se buscar compreender e problematizar as características de exceções e discriminações que caracterizam as ditas sociedades ocidentais por uma perspectiva que privilegia o ponto de vista, as referências e perspectivas daqueles que tradicionalmente nunca tiveram voz. Para uma melhor definição de nossa análise, aqui será discutida a vertente “progressista”, tanto por um viés “liberal”, quanto de “esquerda”, desse conjunto social que se encontra ...

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Bianca Santana - Foto: João Benz

Magazine Luiza e um passo de ruptura com o pacto da branquitude

As desigualdades raciais no mundo do trabalho são vistas a olhos nus. Quem conhece o Brasil sabe a cor de pele e a textura dos cabelos de quem ocupa o topo e de quem ocupa a base da pirâmide social. E o abismo com o qual convivemos está mensurado: a diferença na taxa de desemprego entre brancos e negros é de 71,2%; brancos recebem, em média, 56,6% a mais que a população negra; dentre profissionais contratados para cargos de liderança em São Paulo no ano de 2019, apenas 3,69% eram pretos ou pardos; mulheres negras são apenas 0,5% do quadro executivo das 500 maiores empresas brasileiras. Tais dados costumam ser ignorados por quem comanda as organizações e, ano após ano, contratações e promoções atualizam seus quadros reproduzindo os mesmos critérios racializados. Mas a escolha que privilegia um grupo racial e exclui outro não está nomeada, é evidente. O silenciamento e ...

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Tiganá Santana (Foto: José de Holanda / Divulgação)

‘Branquitude não se compromete com luta antirracista’, diz Tiganá Santana

O compositor Tiganá Santana, 38 anos, seria diplomata se não fosse a paixão pela música. Sua mãe, Arany Santana, sonhava que o filho pudesse entrar para o Itamaraty. Negro, ele desconstruiria ali o racismo enraizado na história do país que é "o grande paraíso do segregacionismo", como afirma o cantor. Na família de fundadores do Movimento Negro da Bahia e dirigentes do bloco afro Ilê Aiyê, Tiganá encontrou, aos 14 anos, outra trincheira na luta antirracista: a musicalidade. Considerado o primeiro compositor brasileiro a gravar um disco nos idiomas africanos quicongo, quimbundo, wolof e mandinka ("Maçalê", de 2009). Tiganá conecta música e filosofia em suas canções. Com dois novos álbuns recém-lançados - "Vida-Código", em fevereiro, e "Milagres", de julho — em que faz uma revisita a "Milagre dos Peixes", de Milton Nascimento, censurado pela ditadura militar em 1973 —, o compositor também se debruça sobre os escritos do congolês Bunseki ...

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Pixabay

A branquitude, a negritude e o jornalismo investigativo – narrativas controversa

Recentemente, muitos casos envolvendo a prática de crime em tese por membros do Poder Judiciário, da Advocacia e do Ministério Público têm invadido as redes sociais e as manchetes dos telejornais. Uma característica comum às notícias chama a atenção: os/as investigados/as ou acusados/as são todos/as brancos/as e, invariavelmente, da (proto)elite hegemônica instalada no país desde há muito, destacada pela cútis, pelo cargo e pelo patronímico que ostenta. Trata-se de mais uma evidência da racialização da sociedade brasileira, que reserva os melhores postos e condições de vida à mesma parcela de indivíduos. Evidencia, também, que o cometimento de delitos não é exclusivo da parcela mais vulnerável da sociedade, como desejado pela criminologia da reação social, mas um ato passível a qualquer ser humano, por sua própria essência. Outro dado desperta curiosidade. As notícias de supostos crimes praticados por representantes da (pseudo)elite branca brasileira têm o cuidado de tratá-los como presumidamente inocentes, ...

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Imagem retirada do site Carta Maior

Carta de Coimbra: Quando a ”branquitude” mata…

O ano de 2020 teve seu início marcado por um intenso debate sobre o racismo em Portugal. O assassinato de um estudante cabo-verdiano em Bragança, Luís Giovani, e a publicitação de filmagens que denunciavam a violência levada a cabo pela polícia a uma mulher negra - Cláudia Simões - no bairro popular chamado Amadora, foram mote de manifestações. As reivindicações encontraram ainda mais repercussão no ataque racista ao futebolista do FC Porto, Moussa Marega, que ao expor os ataques de cunho racial sofridos em campo mostrou que a questão continuaria a estar no centro das discussões. Em meio ao eco das manifestações mundiais que tomaram impulso com o assassinato de George Floyd nos EUA, no mês de julho em Portugal o racismo matou de novo. O homicídio premeditado que tirou a vida do ator de 39 anos, Bruno Condé por um homem de 80 anos após discussões banais e insultos ...

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Daniela Caetano/ Arquivo Pessoal

Entre o pacto narcísico da branquitude e eu não sou seu (sua) negro (negra): considerações acerca do silenciamento e da não legitimidade de pessoas negras como sujeitos capazes de opinar

Há tempos venho ensaiando falar de algo que muito me incomoda, uma das estratégias mais recorrentes do racismo em suas variadas dimensões, o silenciamento de pessoas negras como meio de deslegitimar e massacrar subjetivamente aqueles (as) que ousam ter opiniões e práticas divergentes do micro poder hegemônico estabelecido em dado espaço (leia- se também, poder da branquitude). Quantos (as) de nós em seus ambientes de trabalho, de estudo, de lazer, tivemos ideias insistemente rejeitadas e recepcionadas pelo grupo marcadamente dominante com descaso, desprezo ou repulsa? Para exemplificar, imaginemos que o grupo precise tomar uma decisão acerca da cor azul ou da cor roxa, sem implicações posteriores sobre uma escolha totalmente casual e você, pessoa negra, divergindo de uma pessoa branca opta pela cor roxa. Percebam que é algo extremamente simples, mas que as atitudes e os argumentos do grupo podem revelar muito acerca do poder circundante e do sistema de ...

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Branquitude: reconhecer-se enquanto pessoa branca e os privilégios atrelados a isso é passo importante na luta antirracista (Foto: Gabe Pierce/Unsplash)

Precisamos falar sobre branquitude e seu papel na luta antirracista

“Por que você gostaria de me entrevistar?”, perguntou o historiador Lourenço Cardoso, professor do Instituto de Humanidades da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), no Ceará, quando fiz o pedido de entrevista para escrever este texto. “Há tendência de reportagens sobre branquitude invisibilizarem pesquisadores negros. Escutam pesquisadores brancos e negros, e dão protagonismo ao pesquisador branco; o negro está lá somente para dizer que o repórter também entrevistou o negro. Portanto, sou reticente.” Do alto da minha branquitude, fiquei irritada. Um dos principais pesquisadores do país sobre o tema, Cardoso é autor da tese de doutorado O branco ante a rebeldia do desejo: um estudo sobre a branquitude no Brasil, publicada em 2014 pela Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) em Araraquara, no interior paulista. Sua reação ao pedido de entrevista deu um nó na minha cabeça: “ué, mas nós ...

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Douglas Belchior (Foto: Marlene Bargamo/Folhapress)

Comoção antirracista da branquitude ou vira prática ou hipocrisia, diz articulador de manifesto

"É incoerente manifestar repúdio ao racismo e apoiar políticas econômicas, de saúde e de segurança pública que matam pessoas negras todos os dias", afirma Douglas Belchior, 41, cofundador da Uneafro Brasil, uma das 150 entidades que conformam a Coalizão Negra por Direitos, autora do manifesto "Enquanto houver racismo não haverá democracia", lançado na semana passada. O texto, subscrito por artistas, empresários e intelectuais negros e brancos, afirma que "qualquer projeto ou articulação por democracia no país exige o firme e real compromisso de enfrentamento ao racismo" e pede coerência àqueles que agora se autodeclaram antirracistas. Para Belchior, a questão racial, quando deixou de ser tabu, foi tratada como "mais um assunto" na agenda democrática brasileira quando é fator determinante, como reivindica o manifesto. "O movimento negro denuncia o racismo e suas injustiças desde sempre", afirma ele, cuja organização foi gestada no vitorioso movimento de cotas raciais nas universidades. "Hoje está ...

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Reprodução/Twitter

Sorriso amarelo e a luta antirracista OU os tamagotchis da branquitude

No dia 25 de maio de 2020, Derek Chauvin assassinou George Floyd após asfixiá-lo com o seu joelho. O primeiro estava armado, o segundo, desarmado. O primeiro era um policial com um contingente de 3 policiais para apoiá-lo, enquanto o segundo, um cidadão comum que estava sozinho. O primeiro é um homem branco, o segundo, um homem negro. Ambos, estadunidenses. Durante os 8:46 minutos, havia um policial que os observava calado. Floyd agonizando sob o joelho de Chauvin. Calado porque era o seu trabalho. Calado porque não tinha nada a ver com ele. Calado porque era mais um dado para a estatística. Este policial é Tou Thao, da etnia Hmong, imigrante oriundo do Laos, no Sudeste Asiático.  Um imigrante que trabalhou duro em busca de uma vida melhor, sem reclamar. Esta história não te parece familiar?  Tou Thao é um de nós. Não porque ele tenha as mesmas feições, mas ...

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Ministério da Cultura

Teorias críticas e estudos pós e decoloniais à brasileira: Quando a branquitude acadêmica silencia raça e gênero

Coluna Empório Descolonial / Coordenador Marcio Berclaz Este é um texto escrito, sentido, partilhado, vivido por duas mulheres negras, cujas trajetórias de vida, embora diferentes, aproximam-se e rearticulam-se em torno de algo em comum: trata-se de uma composição que une em ‘dororidade’ (PIEDADE, 2017) as experiências pessoais e acadêmicas de duas professoras universitárias negras. E neste campo acadêmico, predominantemente masculino e branco, nos deslocamos de lugar e irrompemos o imaginário social forjado no racismo e no sexismo. Aprendemos com a irreverência da escrita e criticidade de Lélia Gonzalez, também uma intelectual negra, que este lugar (a academia) nos pertence e aqui vamos ficar. Nestes muros não nos moldamos à estética da brancura e lutamos contra o branqueamento que insistem, às vezes, nos impor. E, assim, seguimos insubmissas e aqui tomamos a liberdade de promover algumas desobediências sobre a branquitude acadêmica e o esvaziamento do potencial emancipatório das teorias críticas e ...

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Crédito: @_umramon/Instagram

#VIDASNEGRASIMPORTAM: e a branquitude depois da hashtag?

Em tempos em que antirracismo vira hashtag, observamos a necessidade de contribuir nas discussões sobre #VidasNegrasImportam a partir do desafio de desarticular a ligação direta entre racismo e negro, como se a vida negra se resumisse ao genocídio. O objetivo deste texto não é julgar os valores das estratégias e políticas negras nesse momento de pandemia, como algumas análises têm se debruçado. Nossa intenção é chamar a branquitude à responsabilidade no que tange ao racismo e à tecnologia, com destaque para a Internet. A colaboração entre pesquisadores do LAPIN (Laboratório de Políticas Públicas e Internet) e integrantes da Plataforma Conexão Malunga faz o exercício de deslocar a branquitude do centro de visibilidade para o centro da crítica por meio da análise do ativismo através de hashtags. Não é sobre culpa, mas sobre demandar o posicionamento crítico e ação contundente dos beneficiários do racismo antes da morte sistemática de pessoas ...

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Manifestante exibe cartaz durante manifestação no largo do Batata, em São Paulo Imagem: ETTORE CHIEREGUINI/ESTADÃO CONTEÚDO

Branquitude acrítica: sem tempo, irmão

Não é de hoje a quantidade de mensagens, perguntas, convites questionáveis e pedidos de ajuda relacionados à temática racial. Mas desde que vocês se descobriram antirracistas, na semana passada, o número aumentou exponencialmente. Muitas pessoas negras têm escrito nas redes sobre quão violento é receber ainda mais demandas de quem está acostumado à posição de ser servido por pessoas negras. Parem. Esse alerta não vale, evidentemente, para as pessoas e entidades com quem se constrói de forma respeitosa, no tempo. Sigo em interlocução com não-negros que têm compromisso com a luta antirracista — interlocução que é de mão dupla, nunca de mão única — e que se aprofunda devagar. Não me lembro de ter mandado mensagens para pessoas com quem nunca falei na vida pedindo para que revisassem um texto meu. Ou de oferecer a maravilhosa oportunidade de fazer uma live comigo alguém a quem nunca dirigi uma palavra, um ...

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“Eu não consigo respirar”: a retórica antirracista da branquitude no Brasil e o mito de ninguém solta a mão de ninguém.

Estou transformando a minha tristeza em um breve texto que não dimensiona tudo, mas para falar que, por mais que ame pessoas brancas, não há condições de lidar com atitudes hipócritas enquanto os meus morrem a cada 23 minutos. Fazia parte de um grupo de WhatsApp formada por pessoas de esquerda, intelectuais, pesquisadores, economistas, artistas... sendo provavelmente uma das únicas negras do grupo, senão a única. Já tinham compartilhado no grupo uma transmissão de vídeo de mulheres negras se batendo como se fosse engraçado. Não parecia nem de longe um pensamento da maioria, mas o silêncio é tudo, menos antirracista.  Pontuei e pensei em sair - e deveria tê-lo feito - mas permaneci, sei lá o porquê. Talvez fazer parte de um grupo de pessoas interessantes mexa com a nossa vaidade, não é mesmo? Preciso elaborar melhor, pensar e sentir... Ontem à noite li um grande absurdo nesse grupo de ...

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Photo by Lia Castro from Pexels

Branquitude acadêmica, ações afirmativas e o “ethos” acadêmico nas universidades brasileiras

É muito desolador as diversas formas que o racismo acadêmico encontra para controlar nossas mentes e nossos corpos. Pessoas negras que vivenciam esse espaço, seja por passagem ou com objetivos de ocupá-lo, assistem diariamente a falta de caráter explícita do pacto narcísico da branquitude (termo cunhado por Maria Aparecida Silva Bento, que trata de descrever os pactos que as pessoas brancas possuem entre si, em todos os espaços, fazendo com que seus privilégios se mantenham, mesmo que estes sejam diferentes entre eles). Tal pacto ocorre na medida em que pessoas brancas, que passam ou ocupam esse espaço, são beneficiadas constantemente e pouco são criticadas por não agirem da forma como a universidade espera que elas ajam, num primeiro momento (constituida nos moldes brancx-euro-ocidental). Não estou falando das pessoas brancas que não se encaixam na lógica da academia e também são vitimadas pelo modo como os seus iguais hegemônicos estruturam a ...

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Crédito: Getty Images/iStockphoto

20 anos do Dogma feijoada – Cinema negro, afrofuturismo e raptura da história de Marielle bela branquitude

Em 2016, a pesquisa intitulada “A cara do cinema Nacional” realizada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, constatou a inexistência de mulheres negras diretoras e roteiristas no mercado cinematográfico brasileiro. Muito se fala sobre a (sub) representatividade de pessoas Por  Naomi Cary, enviado para o Portal Geledés Crédito: Getty Images/iStockphoto negras nas telas de cinema e televisão, como se esse resultado pouco tivesse a ver com a forma como nós, pessoas negras, somos afastadas do universo da produção audiovisual. Ou seja, se não estamos atrás das câmeras, muito dificilmente nossa imagem estará impressa nela – pelo menos como queremos e precisamos ser vistos. Tal pesquisa, entretanto, foi considerada tendenciosa por grande parte dxs cineastas negrxs. Como afirmou a cineasta negra Camila de Moraes (diretora do documentário "O Caso do Homem Errado" – 2017), em entrevista à revista Galileu “O número (de cineastas negrxs) é muito ...

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Foto: Gabriel Brito/Correio da Cidadania

A branquitude não tem limites, inclusive no campo das esquerdas

A teoria antirracista, em geral, tem se dedicado a pesquisar e elaborar sobre o seguimento oprimido, negras e negros, e pouco sobre o grupo opressor, brancas e brancos. Isso reforça a ideia de que a opressão é um problema só do oprimido, o que, sabemos, não é verdade. Mas há elaborações teóricas, estudos e pesquisas poderosas que se dedicam a estudar e compreender o opressor, não os indivíduos especificamente, mas o sistema que naturaliza o privilégio branco, que chamamos branquitude. Sugiro aqui este texto bem inicial de Hernani Francisco da Silva, publicado pelo Geledes, e este PodCast com o professor Marcio André de Oliveira, Doutor em Ciências Políticas e professor da UNILAB. O naturalizado privilégio branco, assim como o privilégio do gênero masculino, deveria ser tema de estudo obrigatório desde o ensino fundamental. Taí uma boa proposta para levar ao parlamento: branquitude e masculinidades como temas multidisciplinares no currículo obrigatório, desde o ensino fundamental. Por Douglas ...

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Quem defende nossas crianças da branquitude ?

Sou uma mulher negra e essa é a coisa que mais me orgulho. Me reconheço, resisto e existo como uma mulher negra. Mas nem sempre foi assim. Por Ana Luiza Guimarães Pereira enviado para o Portal Geledés  Estevão Ribeiro O meu ensino fundamental foi realizado em escola particular, na periferia onde moro. Minha mãe sempre fez questão disso e se virou em mil pra que tal coisa acontecesse. Pois bem, eu tinha 12 anos, estudava em uma escola particular e era uma das únicas alunas negras da minha turma (Re)existiam eu e mais uma outra menina em sala de aula. Eu demorei muito tempo para cair nas redes dos padrões de beleza racistas. Até os 12 meus cabelos, por exemplo, não eram alisados. Isso potencializava muito as piadas racistas da turma que por diversas vezes eram minimizadas pelos próprios professores. Racismo era/é uma palavra proibida de ser ...

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O Discurso da mestiçagem a serviço da branquitude: Antônio Risério e as contradições de um racismo “anti”racialista

Domingo, 17/12/2017, foi publicado na Folha de S. Paulo o artigo do antropólogo Antônio Risério. Tivemos contato com o texto em função do seu número significativo de compartilhamentos nas redes sociais. Dado isso, e o fato de o tema abordado ser orgânico não somente nos nossos estudos e pesquisas, mas no modo como aprendemos a enxergar a sociedade, achamos importante travar um diálogo com o texto, a partir de nossa perspectiva – intelectual, epistemológica e política – sobre a questão. Por Lia Vainer Schucman  e Mônica Mendes Gonçalves, do Casa da Mãe Joanna O antropólogo escreve pontos realmente importantes para o debate racial, como as categorias de classificação raciais e seu uso, a mestiçagem brasileira, o lastro político em que se assentam nossas condutas pessoais no que tange à raça. Contudo, o texto recai exatamente sobre o erro que pretende combater. Afirmamos isso a partir da análise de três questões fundamentais que o ...

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