terça-feira, abril 20, 2021

Resultados da pesquisa por 'branquitude'

Debates sobre racismo e branquitude marcam Encontro Feminista Latinoamericano e Caribenho

Três dias, mais de 2.060 mulheres credenciadas, 82 atividades autogestionadas, 30 países, 10 eixos temáticos de debate com suas respectivas assembleias, múltiplas manifestações culturais e um incontável número de reuniões paralelas. Assim foi o 14º Encontro Feminista Latino-americano e Caribenho, ocorrido entre 23 e 25 de novembro em Montevidéu, no Uruguai, com o tema “‘Diversas mas não dispersas”. Pela primeira vez em 36 anos, os debates sobre racismo no interior do feminismo e como os privilégios vivenciados por brancas ou não negras e indígenas são entraves para a efetiva emancipação das mulheres e reforçam as desigualdades sociais compuseram um eixo temático do Encontro. por Luciana Araujo para o Geledés Instituto da Mulher Negra Os principais objetivos do Encontros Feministas (EFLACs) são: contribuir com o fortalecimento da democracia na América Latina a partir da incorporação dos direitos humanos das mulheres nas agendas dos Estados e das sociedades, desde uma perspectiva feminista, e ...

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O branco ante a rebeldia do desejo: um estudo sobre a branquitude no Brasil

Resumo Esta tese O branco ante a rebeldia do desejo objetiva analisar o branco pesquisador que estuda o negro, a cultura, o “universo” negro, etc. A questão central é a seguinte: Por que o branco pensa o Outro e não em si? Ante a esse propósito, optei pela técnica da entrevista, visto que, foi a forma mais direta que encontrei para colher a informação que pretendia. A pesquisa que realizei foi qualitativa e fiz o uso das análises de discurso e de conteúdo para colaborar com a interpretação dos dados. “Vossa Excelência, o branco”, é a figura fundamental deste trabalho. Na primeira parte, procurei conhecê-lo por meio de uma análise histórica e também no contraste com o negro. Além disso, realizei umaautorreflexão com base no pressuposto de que o conhecimento científico possui uma característica subjetiva. Na segunda parte, abordei algumas características culturais e psicológicas da branquitude contemporânea e dialoguei com ...

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Racismo e menoridade intelectual da branquitude

Deixando de lado o gesto retórico da sagaz narradora – gesto que contém muito de capitalização narcísica –, o caso serve não só para formarmos um juízo a respeito da reação rancorosa da pessoa civil Cíntia Moscovich, mas também é importante, na verdade, para pensarmos sobre um problema fundamental da branquitude: sua imaturidade e despreparo com relação aos embates suscitados pelas tensões raciais. Foto: Youtube/Reprodução Por Ronald Augusto Do Sul21 Sensível leitor, imagine um escritor tido e havido, tanto por seus pares quanto pelo público em geral, como grande e importante. Muito bem, imagine que esse escritor faz uma de suas viagens internacionais e ao desembarcar, por exemplo, no aeroporto Charles de Gaulle por algum motivo se perde no labirinto do glorioso terminal aeroportuário. Imagine que desafortunadamente um funcionário negro do lugar não lhe dá a menor conversa e começa, inclusive, a tirar a maior onda de sua desatenção ou incapacidade ...

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Racismo: branquitude deveria se reconhecer como herdeira de um legado ultrajante

É fato que o racismo brasileiro tem um jeitinho próprio de ser e agir. É regado de malícias e gingas que permitem ao racista, se safar do confronto com a própria consciência que deveria questionar incessantemente, seu lugar de dentro da hegemonia supremacista branca. Por Joice Berth, do Justificando  E é fato também, que ao longo da história, a tradicional covardia do povo brasileiro em momentos de enfrentamento de suas questões mais urgentes, foi ficando mais e mais visível, gerando inclusive, a reação que o habitual complexo de vira-latas mais teme: o questionamento internacional já que, no ranking de piores lugares para uma pessoa negra viver, o Brasil se destaca entre as primeiras posições. Mas algumas mudanças, ínfimas para a estrutura embora muito significativas para a população negra, foram conquistadas, tardiamente é verdade. Nas últimas semanas, mapas e estatísticas circularam em grandes e respeitáveis veículos de comunicação, deixando matematicamente claro o ...

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Conversa sobre racismo e “branquitude” leva Lázaro Ramos às lágrimas

Já para o final do papo, quando o microfone foi aberto ao público, um dos momentos mais emocionantes da mesa “A pele que habito”, que iniciou a programação da Flip desta sexta-feira. Diva Guimarães, uma professora negra extremamente emocionada, pediu a palavra e contou um pouco de sua história marcada por diversos episódios de racismo e imposições culturais: ela cresceu no interior do Paraná e, aos cinco anos, foi levada para um lugar onde supostamente iria estudar, mas foi forçada a trabalhar. “Tivemos uma libertação que não existe até hoje”, afirmou, sendo ovacionada de pé e arrancando lágrimas de Lázaro Ramos, a grande estrela do encontro. por Rodrigo Casarin no Página Cinco Foto: Iberê Perissé O discurso da espectadora marcou a conversa que ainda teve participação da jornalista portuguesa Joana Gorjão Henriques e mediação do também jornalista Robinson Borges. “Estou muito feliz de estar vendo essa plateia ...

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Branquitude para além do incômodo

(Texto apresentado no evento Feminismo, Racismo, Branquitude: opressão e privilégios”, em 20 de maio de 2017, no Rio de Janeiro, dentro da série “Diálogos Feministas” da Escola com #partidA) Do Partida Feminista Por Schuma Schumaher* Meus cumprimentos à #partidA por ter dado início a um de seus propósitos mais contundentes, que é a formação continuada de nós mulheres. Agradecimento especial à Vilma Piedade, cujo desafiante convite aceitei de maneira inconsequente, uma vez que não sou estudiosa do tema, não sou da academia e só fiz doutorado na escola da vida. Portanto, é do lugar de ativista feminista branca que farei meus comentários a respeito do tema. Confesso que passei duas semanas pensando sobre meu lugar neste mundo heteronormativo, patriarcal e racista. Pensando quando é que me descobri branca – e, portanto, independente da classe social, portadora de privilégios sedimentados por uma sociedade colonialista e forjada na superioridade racial branca. Um ...

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“Eu não sou seu negro”: um filme sobre os frutos da branquitude

Com estreia marcada para esta quinta-feira (16), documentário amplia a discussão sobre racismo na sociedade Por Juliana Gonçalves e Norma Odara, do Brasil de Fato  "Eu não sou seu negro” traz as observações atemporais e potentes do escritor James Baldwin sobre a luta dos direitos civis americanos / Divulgação/Imovision "A história dos negros na América é a história da América. E não é uma história bonita". Essa é uma das frases que aparecem nos primeiros minutos do documentário ''Eu não sou seu negro”, dirigido pelo haitiano Raoul Peck. O roteiro é construído a partir do livro inédito e inconcluso do escritor estadunidense James Baldwin (1924 – 1987), batizado de  Remember This House (1979).A obra traça a história racial conflituosa em território americano a partir dos assassinatos de três dos principais líderes negros da história: Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King, todos "mortos com menos de  40 anos" em ...

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A branquitude não corre o risco, ela é uma caricatura de si mesma

Resposta ao texto publicado da Folha de São Paulo pela Colunista Mariliz Pereira Jorge no dia 16/02/2017 com o título: O movimento negro corre o risco de virar caricatura. Por Stephanie Ribeiro, do Medium Manifestações na Paulista. Foto: Jornalistas Livres Faz mais ou menos dois anos que comecei a me relacionar com um homem negro, e há um tempo atrás resolvemos adotar um cachorrinho. Um fato comum e corriqueiro, porém ensinamos ele a não fazer nem xixi e cocô no apartamento. Por isso é necessário estar sempre levando ele para passear. Quando eu o levo, vou sem bolsa, carteira e só com sacolinha no bolso. Quando Tulio, meu namorado, sai com o cachorro ele leva a carteira com todos os documentos. Perguntei se ele não tinha medo de ser roubado, ele disse que o maior medo dele é ser parado sem os documentos pela polícia e ser morto. Onde já se ...

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Na polêmica sobre turbantes, é a branquitude que não quer assumir seu racismo

QUASE TODA CIDADE pequena – principalmente as de Minas – tem seu louco de estimação. Aquele que toda a cidade conhece, cuida e por quem zela como uma espécie de patrimônio. Ibiá, onde nasci, tinha o Zé Tem Dó; e foi com ele que aprendi sobre o valor simbólico de certos objetos. Por Ana Maria Gonçalves Do The Intercept Eu devia ter uns quatro ou cinco anos. Minha mãe era costureira, e o Zé colecionava carretéis de linha. Portanto, suas visitas à minha casa eram constantes, porque minha mãe guardava todos os carretéis para ele e sempre oferecia algo mais, como um refresco, uma roupa, um prato de comida. Pensando que o Zé estava distraído, certa vez tentei pegar em um destes carretéis. Ele se levantou com um pulo e, com mais dois, estava parado na minha frente, protegendo os valiosos bens que, para minha mãe, eram apenas sobras de trabalho. ...

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(Foto: Katy Grannan)

Luto pela branquitude

Este é um projeto sério. Todos os imigrantes nos Estados Unidos sabem (e já sabiam) que se quiserem se tornar um americano real e autêntico, devem reduzir a fidelidade a sua terra natal considerando-a secundária e subalterna, a fim de enfatizar sua branquitude. Diferente de qualquer nação europeia, os Estados Unidos mantém a branquitude como força unificadora. Aqui, para muitas pessoas, a definição de “americanidade” é a cor. Sob leis escravocratas, a necessidade de classificações por cor era óbvia, mas na América de hoje, com uma legislação pós-direitos-civis, a convicção de pessoas brancas sobre sua superioridades racial está sendo perdida. Rapidamente perdida. Há “pessoas de cor” em todos os lugares, ameaçando apagar essa velha definição da América. E o que sucede? Outro presidente negro? Um Senado predominante negro? Três juízes negros na Suprema Corte? O prenúncio é amedrontador. A fim de limitar as possibilidades desta mudança insustentável, e restaurar a ...

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O feminismo Good vibe: a branquitude racista que precisa do aval de homem branco

O Brasil mesmo sendo o país de maioria negra, e mesmo tendo as mulheres negras como 26% da população, ou seja, maioria do país é de mulheres e negras. Tem ainda um feminismo/luta emancipatório pelo direitos das mulheres, extremamente RACISTA. Por Stephanie Ribeiro, do Medium Atualmente as mulheres brancas vem usando a falácia do “good vibes” as brancas se intitulam como calmas, focadas, que não entram em “tretas”, superiores, amorosas, pacíficas. O antigo: luto pela sororidade. A completa oposição ao comportamento de mulheres negras, facilmente taxadas como agressivas, violentas, até quando estão DIGITANDO. Não que negras são violentas, mas SEMPRE que uma mulher negra se manifesta, ou a mera entrada de uma mulher negra num espaço causa estranhamento. E é isso… A mulher negra é taxada como agressiva ao respirar, então quando manifesta sua opinião, ou seja, se acha no direito de falar sem ter sido chamada (afinal negras servem para ...

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Universidade: o que a branquitude tem e o que nós temos

A universidade pública é uma instituição branca, concebida por brancos e para brancos. Uma presença negra discente – por que entre os subalternos desse espaço já somos maioria desde sempre, que aumenta grandemente com a implementação das cotas – mesmo que nós ainda sejamos minoria, não passamos despercebido pela branquitude. O racismo se manifesta tanto no campo estrutural – em uma reitoria que não implementa políticas de permanência estudantil – como na interação do cotidiano, naquela piada racista do professor em sala de aula. O racismo está presente entre os técnicos-administrativos, estudantes, professores e atravessa todo o espectro político, ligando os mais reacionários aos mais desconstruídos. Enquanto nós negros precisamos lidar com o racismo no ambiente acadêmico e seus inúmeros desdobramentos, os brancos podem desfrutar da universidade em sua plenitude. Essa diferença gritante entre nós e eles acontece pelo fato deles terem tempo, dinheiro e contatos. O tempo faz com que ...

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Ciclo de MiniCursos: Negritudes e branquitudes: algumas abordagens necessárias ao combate do racismo

Ciclo de MiniCursos Negritudes e Branquitudes: algumas abordagens necessárias ao combate do racismo Do Allevents O que significa ser negro em um país onde a composição histórica torna a cor da pele um parâmetro para avaliação? É partindo desse questionamento que a Ong Rio Vida, composta por afrodescendentes, propõe um lugar de reflexão sobre temas que possam alavancar as lutas de combate ao racismo, dentro do cotidiano brasileiro. Assim, em parceria com a Incubadora Rio Criativo, propomos a realização de um Ciclo de MiniCursos que irão abordar temáticas históricas e contemporâneas sobre as condições sociais da formação do povo brasileiro, em uma análise ampla e afrocentrada, que nos faça refletir sobre a negritude, a branquitude, privilégios e retrocessos. Após a realização do primeiro mini curso no dia 10/05, já estamos a todo vapor na produção para o segundo encontro, dia 17/05, ás 18h30, que terá como facilitador o pesquisador em relações ...

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Racismo e “branquitude” na sociedade brasileira

  Agência FAPESP – O racismo é crime no Brasil, previsto pela Constituição Federal, nos termos do Artigo 5º, Inciso XLII. “A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”, diz o texto. No entanto, ao longo do ano passado, manifestações abertas de racismo multiplicaram-se nas redes sociais e nos espaços públicos, pondo em xeque a cômoda ideia da “democracia racial” brasileira. Esse racismo estava encoberto e veio à superfície? Ou foi acirrado recentemente? Por José Tadeu Arantes Do Agência FAPESP Perguntas como essas preenchem o dia a dia de Lia Vainer Schucman, doutora em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) que atualmente conclui um pós-doutorado com a pesquisa “Famílias inter-raciais: estudo psicossocial das hierarquias raciais em dinâmicas familiares”, apoiada pela FAPESP. Também com o suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, sua tese de doutorado ...

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“‘Que Horas Ela Volta?’ silencia sobre racismo e os privilégios da branquitude”

À convite do “Metrópoles”, a doutoranda da Universidade de Brasília, Marjorie Nogueira Chaves, escreveu considerações sobre um dos principais filmes brasileiros de 2015 Por Maíra de Deus Brito Do Metrópoles   “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, foi o filme brasileiro com uma das bilheterias mais expressivas de 2015. O sucesso e a importância do longa-metragem são inegáveis, porém, artistas e acadêmicos, entre outras classes, sentiram a ausência do recorte racial na obra. No último dia do Mês da Consciência Negra, o Metrópoles convida a doutoranda em Política Social pela Universidade de Brasília e Mestra em História pela mesma instituição, Marjorie Nogueira Chaves, para algumas considerações sobre o filme. Longe de ser uma análise fílmica com base em teorias do cinema, a ideia desse texto é chamar a atenção para uma discussão pretensamente ausente no filme “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert: as relações raciais que permeiam o trabalho doméstico no Brasil. ...

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Um lugar chamado Branquitude, conhece?

Você esta lá, acomodada em um local muito confortável chamado branquitude. Um topo, um lugar alto, de visão privilegiada de onde observa os demais que são considerados exóticos, simplesmente por não serem brancos, por não atenderem aos requisitos para adentrar este lugar especial e protegido. por Verinha Kollontai no Feminismo sem Demagogia Com os seus você forma uma irmandade tão forte quanto a irmandade que as mulheres reclamam dos homens, onde protegem se mutuamente, e para garantir este lugar privilegiado, estes irmãos quando ouvem as pessoas negras reclamarem de racismo dizem em uníssono: – Vitimismo! – Não existe mais racismo! – Os negros estão em todos os lugares! – Eles tem mais voz que eu! Você não sabe exatamente por que faz isso, né? Mas vou te dizer por que: A negação do racismo e contra-ataque a denuncias de racismo tem uma motivação, manter seguro seu lugar de privilégio. A mulher ...

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A branquitude é o alvo ou que aprendi com colegas da FAED/UDESC

"Somente homens livres podem negociar."                                                                                            Nelson Mandela Não sei se um dia me recuperarei do último ataque racista sofrido no meu local de trabalho. Diferente de minhas alunas, que tem sobrevivido a diferentes manifestações de intolerância racial, as vezes francamente aberta, outras vezes expressas em formas mascaradas, mas não menos violentas.   Por  Paulino Cardoso, do Multiculturalismo, afrodescendentes e pensamentos dispersos   Contudo, o fato de ser dos professores decanos, o que apresenta maior experiência administrativa, que mais arrecada recursos financeiros externos, grande incidência nacional e internacional,  produziu vinte cinco livros nos últimos sete anos, porém não serve nem mesmo para ser consultado sobre a definição ...

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Racismo e “branquitude” na sociedade brasileira

O racismo é crime no Brasil, previsto pela Constituição Federal, nos termos do Artigo 5º, Inciso XLII. “A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”, diz o texto. No entanto, ao longo do ano passado, manifestações abertas de racismo multiplicaram-se nas redes sociais e nos espaços públicos, pondo em xeque a cômoda ideia da “democracia racial” brasileira. Esse racismo estava encoberto e veio à superfície? Ou foi acirrado recentemente? Por José Tadeu Arantes, no Agência FAPESP Perguntas como essas preenchem o dia a dia de Lia Vainer Schucman, doutora em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) que atualmente conclui um pós-doutorado com a pesquisa “Famílias inter-raciais: estudo psicossocial das hierarquias raciais em dinâmicas familiares”, apoiada pela FAPESP. Também com o suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, sua tese de doutorado foi recentemente publicada em ...

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Dani Costa Russo/Divulgação

“Até quando a branquitude brasileira vai falar por nós?”

Para a feminista Aline Djokic, reação contra série da Globo “O Sexo e as Nêga” indica que as mulheres negras “estão cansadas de ver somente estereótipos de si mesmas, em todo e qualquer veículo midiático” Por Jarid Arraes Prestes a estrear na Rede Globo, a nova série “O Sexo e as Nêga”, de Miguel Falabella, tem recebido críticas de movimentos de mulheres negras, que consideram o seriado racista e machista. O protesto coletivo reúne textos e discussões nas redes sociais, além de páginas manifestando repúdio. Uma delas, criada com o intuito de mobilizar pessoas e boicotar a programação, conta com quase 14 mil curtidas até o momento. Segundo a feminista negra Aline Djokic, muitas mulheres negras estão se juntando contra o programa para reivindicar uma representatividade livre de estereótipos. “Fico muito contente em ver essas iniciativas partindo das mulheres negras, de todas as idades, que estão cansadas de ver somente estereótipos ...

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Sim, nós somos racistas: Estudo Psicossocial da Branquitude Paulistana

por Lia Vainer Schucman Este artigo tem como objetivo fazer uma contribuição para o campo de estudo que relaciona as categorias raça, racismo e psicologia, e faz parte dos estudos interdisciplinares nacionais e internacionais sobre branquitude. Para tanto, faço uma análise de como sujeitos brancos se apropriam da categoria raça e do racismo na constituição de suas subjetividades. Para essa compreensão foram feitas entrevistas com brancos paulistanos de diferentes classes sociais, gênero e gerações com o intuito de compreender quais os significados que estes sujeitos atribuíam a "ser branco". Os resultados obtidos nesta pesquisa apontaram que o racismo e a ideia falaciosa de raça, construída no século XIX, ainda fazem eco nos modos de subjetivação de indivíduos brancos. A partir das análises das entrevistas foi possível perceber que estes sujeitos acreditam que "ser branco" determina características morais, intelectuais e estéticas dos indivíduos.(AU) Sim, nós somos racistas: Estudo Psicossocial ...

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