terça-feira, maio 11, 2021

Resultados da pesquisa por 'indígenas'

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Declaração Mar Del Plata

Quarta Cúpula das Américas Declaração de Mar del Plata MAR DEL PLATA, ARGENTINA - 5 DE NOVEMBRO DE 2005 Criar Trabalho para Enfrentar a Pobreza e Fortalecer a Governabilidade Democrática 1.    Convencidos da necessidade de aprofundar a democracia e consolidar a liberdade nas Américas, de acordo com os princípios constantes da Carta da Organização dos Estados Americanos e da Carta Democrática Interamericana, e de sua plena aplicação como fundamento de nossa comunidade hemisférica, nós, os Chefes de Estado e de Governo dos países democráticos das Américas, reunidos na cidade de Mar del Plata, Argentina, por ocasião de nossa Quarta Cúpula, reafirmamos nosso compromisso de combater a pobreza, a desigualdade, a fome e a exclusão social para melhorar as condições de vida de nossos povos e fortalecer a governabilidade democrática nas Américas. Conferimos ao direito ao trabalho, tal como está estipulado nos instrumentos de direitos humanos, um lugar central na agenda ...

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Cotas

10 MITOS SOBRE AS COTAS

        ORIENTAÇÃO: Reproduzir e divulgar nas universidades e junto aos parlamentares o documento abaixo, que explicita conceitualmente a pertinência e justeza da nossa luta pela implementação das Cotas raciais e sociais nas Universidades.   PROGRAMA POLÍTICAS DA COR NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA LABORATÓRIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS UNIVERSIDADE   1- As cotas ferem o princípio da igualdade, tal como definido no art. 5º da Constituição, pelo qual "todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza". São portanto, inconstitucionais.   Na visão, entre outros juristas, dos Ministros do STF, Marco Aurélio de Mello, Antonio Bandeira de Mello e Joaquim Barbosa Gomes, o princípio constitucional da igualdade, contido no art. 5º, refere-se à igualdade formal de todos os cidadãos perante a lei. A igualdade de fato é tão-somente um alvo a ser atingido, devendo ser promovida, garantindo a igualdade de oportunidades como manda o art. 3º da mesma ...

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YORK, PA - AUGUST 12: Republican Presidential Candidate Sen. John McCain (R-AZ) speaks at a Town Hall Meeting while on the campaign trail in the Toyota Arena August 12, 2008 in York, Pennsylvania. Over one thousand people attended the Town Hall. (Photo by William Thomas Cain/Getty Images)

Discurso de John Mc Cain

"Muito obrigado a todos. Esta noite tenho um privilégio que é dado a poucos americanos: o privilégio de aceitar a indicação de nosso partido para presidente dos Estados Unidos. E eu o aceito com gratidão, humildade e confiança.  (Photo by William Thomas Cain/Getty Images) Em minha vida, nenhuma conquista se deu sem uma boa luta, e com esta indicação não foi diferente. Isso é um tributo aos candidatos que se opuseram a mim e é um tributo àqueles que os apoiaram. Eles são líderes de grande habilidade, que amam nosso país e que quiseram conduzi-lo para dias melhores. O apoio deles é uma honra que não esquecerei. Sou grato ao presidente por nos liderar nos dias sombrios que se seguiram ao pior ataque de nossa história em solo americano e por nos proteger de outro ataque que muitos pensaram ser inevitável, e sou grato à primeira-dama, ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Colorindo Egos, por Sueli Carneiro

Nesta semana ocorreu em São Paulo o I Congresso Brasileiro Ciência & Profissão, promovido pelo Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira. Um megaevento com mais de 14 mil inscritos, voltado para a avaliação da produção científica, profissional e das perspectivas futuras dessa disciplina. Entre os temas em debate, psicologia, preconceito racial e humilhação social, uma decorrência da campanha "Preconceito racial humilha; humilhação social faz sofrer", desencadeada pela Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia envolvendo também os 15 conselhos regionais de psicologia. Há anos vimos dizendo que já temos acúmulo em diversas áreas do conhecimento sobre as conseqüências sociais do racismo e da discriminação social. Em particular, a antropologia e a sociologia vêm contribuindo significativamente para a desmistificação, no plano das idéias, do mito da democracia racial e para a explicitação das desigualdades raciais existentes notadamente entre negros e brancos no Brasil. Mais recentemente, economistas vêm ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Agualusa, por Sueli Carneiro

O olhar do outro nos constitui. Somos, grandemente, o que esse olhar do outro diz a nosso respeito. Um limite inescapável de nossa identidade. O escritor angolano José Eduardo Agualusa, em entrevista à revista Época, nos dá exemplos interessantes sobre como nós brasileiros somos percebidos por estrangeiros. Em primeiro lugar, ele alude à nossa incapacidade de nos compreender como povo e nação. Em segundo, refere-se à nossa mentalidade, segundo ele, colonizada, que impediria sobretudo às nossas elites nacionais apreciar a originalidade do ser brasileiro, para ele ‘‘uma súmula de África e Europa''. Essa súmula, no entanto, não se realiza como portadora de uma auto-estima positiva do brasileiro, porque uma das partes dessa equação, a africana, permanece rejeitada no imaginário e na prática social, em especial nas classes superiores. Como a maioria de estrangeiros, Agualusa interessa-se mais pelo que há de africano no Brasil do que pelo que seja europeu. Triste ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Os prós e os contras

Fonte: Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião Há anos vimos discutindo com as principais organizações da sociedade civil brasileira o fato de que, ao contrário do que ocorreu em outros países marcados por diferenças e conflitos raciais, no Brasil nunca emergiu um posicionamento político efetivo de lideranças brancas contra as práticas racistas de nossa sociedade. Para citar apenas dois casos emblemáticos, lembremos a presença histórica de Marlon Brando na memorável Marcha pelos Direitos Civis liderada por Martin Luther King, ou o papel extraordinário do jornalista Donald Woods contra o regime do apartheid sul-africano. Personalidades brancas, simbolizando com suas presenças nessas lutas outros anônimos brancos que se recusaram a aceitar o racismo como estratégia de obtenção de privilégios às custas da opressão de outros grupos raciais. No Brasil, ao contrário, mesmo o abolicionismo brasileiro, com as exceções de praxe, não alcançou exprimir vontade política de inclusão da massa de ex-escravos. Esgotou-se ...

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Foto: Marcus Steinmayer

O medo da Raça, por Sueli Carneiro

Fonte: Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião É emblemático o empenho com que alguns intelectuais se manifestam na arena pública para alertar a sociedade sobre os perigos da raça como suporte de políticas públicas de promoção da igualdade racial. Mais curioso ainda é o fato de serem alguns desses intelectuais especialistas em negros. Negros que, enquanto objeto de estudo, alavancaram sólidas carreiras acadêmicas e adquiriram no plano das idéias absoluta realidade científica realizando o sonho de Sílvio Romero, para quem "o negro não é só uma máquina econômica; ele é, antes de tudo, e malgrado sua ignorância, um objeto de ciência. (...) Apressem-se os especialistas, visto que os pobres moçambiques, benguelas, monjolos, congos, cabindas, caçangas... vão morrendo. (...) Apressem-se, senão terão de perdê-lo de todo". Porém, o negro real sobrevivente desse vaticínio, ao se tornar alvo de políticas públicas específicas, representa para os especialistas uma ameaça ao "estatuto jurídico republicano" ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Que país é esse?

Os novos dados sobre pobreza divulgados pelo IPEA falam em aumento do desemprego e da violência e em queda da renda. Estimam em 53,9 milhões o número de pobres, dos quais 44% são negros e 20,5% são brancos. Isso corresponde a aproximadamente 24 milhões de negros e 11 milhões de brancos. Desse contingente de pobres, 22 milhões encontra-se em condições de indigência. Suspeito que entre os 11 milhões de brancos pobres, encontram-se muitos como Ronaldo, o Fenômeno, que até se iniciar no futebol também era branco, segundo ele, e pobre, conforme sua história de vida. Se o número de negros pobres é mais do que o dobro do de brancos pobres, isso significa que ser branco implica em 50% de chances a menos de ser pobre ou indigente no Brasil? Os números indicam que sim, e isso quase equivale a um seguro de vida. Outra informação que sobressai dos dados ...

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O Racismo Lingüistico do Brasil

Que o Brasil é um país entranhadamente racista é coisa sabida e consabida. As estatísticas estão aí, como se fosse necessário o positivismo dos dados para confirmar: embora os não-brancos representem hoje metade da população, somente 14% deles têm curso superior; só 13,1% têm assento no Congresso Nacional, ao mesmo tempo em que constituem 70% da população analfabeta. Se isso não é racismo, sr. Ali Kamel, então me diga o que é. Impregnado nas mais diversas esferas sociais, poucas pessoas, no entanto, se dão conta de que também existe um racismo profundo na história lingüística do Brasil. Por Marcos Bagno Logo após a Independência, nossa ínfima elite intelectual se divertiu com o debate sobre o estabelecimento de uma norma-padrão para o português brasileiro. De um lado, os defensores da "língua brasileira" sustentavam a autonomia do nosso português com relação ao falado na Europa e lutavam pelo reconhecimento das características idiomáticas da ...

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Confira a íntegra do manifesto a favor das cotas

"Manifesto em favor da lei de cotas e do estatuto da igualdade racial     "Manifesto em favor da lei de cotas e do estatuto da igualdade racial Aos/as deputados/as e senadores/as do Congresso brasileiro A desigualdade racial no Brasil tem fortes raízes históricas e esta realidade não será alterada significativamente sem a aplicação de políticas públicas específicas. A Constituição de 1891 facilitou a reprodução do racismo ao decretar uma igualdade puramente formal entre todos os cidadãos. A população negra acabava de ser colocada em uma situação de completa exclusão em termos de acesso à terra, à instrução e ao mercado de trabalho para competir com os brancos diante de uma nova realidade econômica que se instalava no país. Enquanto se dizia que todos eram iguais na letra da lei, várias políticas de incentivo e apoio diferenciado, que hoje podem ser lidas como ações afirmativas, foram aplicadas para estimular a ...

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Foto: Tânia Rêgo/ABr

Eu sou neguinho

O meu amigo Caetano, que no debate público é um provocador tão genial quanto na arte, também é, sem dúvidas, um atento observador da realidade racial brasileira desde jovem, quando Dona Canô gritava "meu filho corra, venha ver na TV aquele preto de que você tanto gosta!". Ou quando se irritou ao ver jovens de esquerda chamando Clementina de Jesus de macaca no Teatro Paramount, em 1968. Ou quando não deixou o país esquecer que o Haiti é também aqui. Mas agora, depois de tão bela história, depois de ter produzido poemas tão poderosos e belos sobre a negritude baiana, ele parece acreditar que o país acompanhou a sua cabeça e seu desejo de viver em uma democracia pós-racial. Foto: Tânia Rêgo/ABr " Não é possível ignorar as cotas como um movimento natural e necessário, apesar das imperfeições no processo " O Brasil pós-racial é uma ...

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(Foto: João Godinho)

Vamos crucificar a negra?

A versão que caiu em domínio público foi que a ministra incitou o racismo e colocou em risco a decantada harmonia racial do Brasil Por Fátima Oliveira Fui espectadora atenta do affaire ministra Matilde Ribeiro e do affaire rabino Henry Sobel, duas personalidades pelas quais tenho enorme e profundo respeito, decorrente da história de vida de ambos, cuja marca é o empenho pela democracia e pelos direitos humanos. É nítida a disparidade de tratamentos da grande mídia nos dois casos. Também vale à pena mirar como cada setor de pertencimento de ambos reagiu. Em que consistiu o affaire ministra Matilde Ribeiro? Nos 200 anos da proibição do comércio de escravos pelo Império Britânico, ela concedeu entrevista à rádio BBC de Londres (BBC Brasil). BBC: "Como o Brasil se coloca no contexto internacional? O Brasil gosta de pensar que não tem discriminação e gosta de se citar como exemplo de integração. É ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Raça, classe e eleições, por Sueli Carneiro

Análises das pesquisas de intenção de votos nos candidatos à Presidência da República que vêm sendo veiculadas pela imprensa tentam criar nova percepção na sociedade: a de que o que estaria em jogo nessas eleições seria uma disputa entre ricos e pobres, brancos e negros ou letrados e iletrados. A retórica dos dois candidatos, em alguns momentos, parece justificar as especulações. Segundo críticos, o tamanho da intenção de voto no presidente Lula entre os mais pobres reflete, antes de tudo, o tamanho da miséria social e cultural em que vivemos. Tratar-se-ia de assegurar os benefícios de programas como o Bolsa Família ou Luz para Todos, como aponta a pesquisa Datafolha, segundo a qual, por exemplo, "em Manaquiri (AM), onde o petista teve 93,37% dos votos válidos no 1º turno, 75% dos eleitores recebem Bolsa Família. (...)Moradores, que também contam com energia graças ao Governo Federal, temem perder benefícios caso o ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Faz-de-conta, por Sueli Carneiro

Acaba de ser lançado o livro Não somos racistas, de Ali Kamel, diretor-executivo da Central Globo de Jornalismo. Produto de uma reflexão que o autor vem construindo no calor das disputas de opinião acerca das cotas raciais para negros e indígenas no acesso à universidade e em relação às quais ele vem se posicionando frontalmente contra em diversos artigos no jornal O Globo. As idéias são as de sempre: o risco das cotas promoverem cisão racial na sociedade; não há problema racial no Brasil, apenas social; e a impossibilidade de determinar quem é negro, porque somos um país miscigenado. Dentre as menções apologéticas ao livro de Kamel lê-se que "o título do livro não é uma negação de que o racismo existe em todo lugar onde há seres humanos, mas um gesto de indignação contra a sugestão de que o ódio racial seja um componente da identidade brasileira". Então, há ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Sintonia fina, por Sueli Carneiro

De 26 a 28 de julho de 2006, Brasília sediou a Conferência Regional das Américas, também chamada Santiago+5, por haver sido convocada para avaliar os avanços obtidos e os desafios persistentes para a implementação dos consensos alcançados entre os governos e a sociedade civil das Américas na Conferência de mesmo nome realizada em dezembro de 2000 em Santiago do Chile. Esse evento, por sua vez, foi preparatório da participação da região americana na III Conferência Mundial Contra o Racismo, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, em 2001, na África do Sul. Dessa vez coube ao Brasil sediar o evento organizado em parceria com o governo chileno e com o Alto Comissariado das Nações Unidas e a sociedade civil representada por um comitê internacional formado por organizações do continente americano. Estiveram presentes 21 países com representação oficial e entidades da sociedade civil dos 35 países da América Latina, Caribe, América Central e América ...

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(Foto: Marcus Steinmayer)

Sem luz no fim do túnel, por Sueli Caneiro

Parlamentares envolvidos em corrupção empenham-se na salvação do mandato, o governo em evitar a responsabilização do presidente pelos atos que conspurcam o governo, a oposição em avançar posições no xadrez da reeleição. E o resto pouco lhes importa. Pior, quando atuam, é contra nós. Por Sueli Carneiro Uma emenda ao projeto de lei que prevê a reserva de vagas para estudantes negros, índios e de escolas públicas exclui dessa exigência as escolas ligadas ao Itamaraty e às Forças Armadas. A restrição serve para barrar o acesso de negros e indígenas em instituições do ensino superior historicamente reprodutoras de elites militares e diplomáticas, como a Escola Naval, a Academia Militar das Agulhas Negras, o Instituo Militar de Engenharia e o Instituo Rio Branco (do Ministério das Relações Exteriores), provavelmente a pedido dessas instituições. O argumento é que a graduação nessas instituições conduz os formandos às carreiras que lhes correspondem no funcionalismo ...

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(Foto: Marcus Steinmayer)

Que país é esse? por Sueli Carneiro

Os novos dados sobre pobreza divulgados pelo IPEA falam em aumento do desemprego e da violência e em queda da renda. Estimam em 53,9 milhões o número de pobres, dos quais 44% são negros e 20,5% são brancos. Isso corresponde a aproximadamente 24 milhões de negros e 11 milhões de brancos. Desse contingente de pobres, 22 milhões encontra-se em condições de indigência. Por Sueli Carneiro Suspeito que entre os 11 milhões de brancos pobres, encontram-se muitos como Ronaldo, o Fenômeno, que até se iniciar no futebol também era branco, segundo ele, e pobre, conforme sua história de vida. Se o número de negros pobres é mais do que o dobro do de brancos pobres, isso significa que ser branco implica em 50% de chances a menos de ser pobre ou indigente no Brasil? Os números indicam que sim, e isso quase equivale a um seguro de vida. Outra informação que ...

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Foto: Marcus Steinmayer

A guerra das estatísticas, por Sueli Carneiros

Demorou, mas enfim aconteceu e deve se transformar numa verdadeira enxurrada. São as novas fornadas de pesquisas que ameaçam proliferar em contraposição aos estudos, pesquisas e evidências empíricas sobre as desigualdades raciais no Brasil. Elas nos trazem novos números, que revelam realidades sociais inusitadas. A primeira, realizada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), e divulgada pela revista Veja (23/3/05), apresenta os seguintes números sobre a composição racial dos alunos das universidades federais: 59,4% de brancos. 5,9% de negros, 28,3% de pardos e 6,4% de outros (indígenas e amarelos). Na sociedade brasileira, a proporção é de 52,1% de brancos, 5,9% de pretos, 41,4% de pardos e 0,6% de outros (indígenas e amarelos) por Sueli Carneiro A primeira conclusão desse estudo, a partir dos dados acima, é que o número de negros nas universidades federais corresponde exatamente à sua participação na população brasileira, que é de ...

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Aliança de parentesco

Um ato político de grande simbolismo marcou a I Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres ocorrida de 15 a 17 de julho passado em Brasília por iniciativa da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Foi a criação da Aliança de Parentesco, que resultou da convocação feita por Dirce Veron, presidente do Conselho Nacional das Mulheres Indígenas, das mulheres negras presentes naquela conferência. por Sueli Carneiro Uma convocação para uma parceria política fundada na semelhança dos processos históricos, que submeteu igualmente povos indígenas e africanos e seus descendentes. Uma Aliança de Parentesco que decorre da invenção desses gêmeos históricos paridos pelos mesmos mecanismos de opressão e espoliação colonial. Gêmeos históricos igualmente degradados e lançados à condição de seres humanos inferiores, que se perpetua no presente. Índias e negras, herdeiras do maior ônus desse processo, reconhecem nessas condições históricas de exploração e exclusão de base étnica e racial o alicerce ...

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Foto: Marcus Steinmayer

UnB

Há muito havia desistido da expressão vontade política pela banalização em que ela foi lançada. No entanto, um novo evento repõe em meu glossário um sentido efetivo para essa expressão. É a adoção pela Universidade de Brasília (UnB) do sistema de cotas para negros no marco institucional de um Plano de Metas para Integração Social, Étnica e Racial daquela universidade. Segundo o release da UnB, o plano de metas consiste num "conjunto de medidas que pretendem gerar na UnB uma composição social, étnica e racial capaz de refletir minimamente a situação do Distrito Federal e a diversidade da sociedade brasileira como um todo. O fundamento supremo do Plano de Metas é o propósito de promover a inclusão social de negros e indígenas por meio do acesso ao ensino superior, em um contexto de políticas de ação afirmativa (...)  Os três pontos básicos do plano são: o acesso de negros e ...

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