sexta-feira, março 5, 2021

Resultados da pesquisa por 'movimento abolicionista'

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Para sempre?

A revista "Veja" comemora esta semana, com muitas páginas numa seção denominada "História", o centenário de Joaquim Nabuco, texto de Vilma Gryzinski (edição nº 2147, 13 de janeiro de 2010). A reportagem despudoradamente insiste no mito Nabuco, a quem chama de herói nacional da mais justa de todas as causas. Nabuco brilhou principalmente nos teatros, onde se teria travado o principal combate da campanha abolicionista, segundo a reportagem de "Veja". Uma campanha teatral, acompanhada de suspiros femininos, lencinhos pintados e pétalas de rosa. A mais justa causa e a mais elegante de todas as campanhas. A base que sustenta a estátua de Nabuco, segundo Gryzinski, é o "imperativo moral", um mandato da consciência a que não se pode renunciar, principalmente por sua origem remota na pureza e inocência da infância de filho de escravocrata que se compadeceu com o sofrimento do escravo supliciado e suplicante. Cena clássica de novela de ...

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Oliveira Silveira morreu em 2009, mas deixou 12 livros publicados (Foto: Neco Varella / AE)

O negro de alma negra: Uma entrevista com Oliveira Silveira

Junho de 2008. Eu estava na recepção de um hotel no centro de Porto Alegre. Faltavam três minutos para as 10 da manhã. Sentia uma pequena apreensão, comum toda vez que aguardo alguém para entrevistar. No caso, seria um trabalhinho rápido. Precisa apenas de uma ou duas declarações do entrevistado para ilustrar uma matéria. Como em geral, nós brasileiros, não primamos pela pontualidade, sentei-me e abri um exemplar da Zero Hora - o mais afamado jornal gaúcho. Antes de ler a segunda manchete, olhei para o relógio (10 horas) e, automaticamente, para a porta de entrada. Então, vi surgir um dos homens mais elegantes que já vi na vida. Muito magro, vestindo um sobretudo e apoiando-se em uma bengala. Sem nenhuma senha, trocamos um olhar e sorrimos. Eu perguntei: "Oliveira Silveira?" Ele estendeu a mão para que eu a apertasse. Minutos depois nos acomodamos em um café na esquina do ...

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“Dia da Consciência Negra” retrata disputa pela memória histórica

Preservar a memória é uma das formas de construir a história. É pela disputa dessa memória, dessa história, que nos últimos 32 anos se comemora no dia 20 de novembro, o "Dia Nacional da Consciência Negra". Nessa data, em 1695, foi assassinado Zumbi, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares, que se transformou em um grande ícone da resistência negra ao escravismo e da luta pela liberdade. Para o historiador Flávio Gomes, do Departamento de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a escolha do 20 de novembro foi muito mais do que uma simples oposição ao 13 de maio: "os movimentos sociais escolheram essa data para mostrar o quanto o país está marcado por diferenças e discriminações raciais. Foi também uma luta pela visibilidade do problema. Isso não é pouca coisa, pois o tema do racismo sempre foi negado, dentro e fora do Brasil. Como se não ...

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A questão do negro no Brasil

Trezentos anos de escravidão africana no Brasil representada pelo cruel regime social de sujeição do negro e utilização de sua força, explorada para fins econômicos, como propriedade privada do homem branco, criaram problemas bem mais graves e profundos do que geralmente se imagina. Se impactou a comunidade negra, impondo-lhe índices de desenvolvimento humano  mais baixos do país, afetou também o etos da população branca,- "Aquilo que é característico e predominante nas atitudes e sentimentos dos indivíduos de um povo, grupo ou comunidade, e que marca suas realizações ou manifestações culturais"- Aurélio, com sutis sentimentos contra os afro-descedentes. A discriminação ao negro no Brasil se dá com  o encobrimento com subterfúgios como se percebe nas análises de dados socioeconômicos. De fato, embora esteja provada e comprovada a enorme desigualdade pelos  índices socioeconômicos oficiais entre brancos e negros, ela continua ser olimpicamente ignorada pela cultura "branca". Por significativo exemplo, quando se trata ...

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20 de novembro – Dia da Consciência Negra – Indicativo para professores

O dia 20 de novembro é o dia da Consciência Negra. A data foi escolhida pelo Movimento Negro em contraposição ao 13 de maio (dia da suposta abolição da escravatura) e é uma homenagem a Zumbi dos Palmares, que faleceu neste dia há 308 anos. Zumbi foi o líder do Quilombo dos Palmares - que é considerado o maior foco de resistência negra à escravidão no Brasil. Mais de três séculos após a sua morte, constata-se que o racismo não deixou de existir, ou de se manifestar cruelmente. Na verdade, a opressão de cor somente modernizou-se, assim como a sociedade da opressão modernizou suas formas de dominação durante os anos. Fonte: Banco de Atividades As diversas organizações ligadas à questão racial têm esta data como um ponto de convergência para manifestações e reflexões sobre suas formas de luta e atuação por uma sociedade que saiba respeitar, contemplar e congregar as ...

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Zumbi dos Palmares (Foto: Wikimedia Commons)

Zumbi dos Palmares

A palavra Zumbi, ou Zambi, vem do africano zumbi. Em quimbundo "nzumbi", significa, grosso modo, "duende". No Brasil, Zumbi significa fantasma que, segundo a crença popular afro-brasileira, vagueia pelas casas a altas horas da noite. • Mais ou menos em 1600: negros fugidos do trabalho escravo nos engenhos de açúcar, onde hoje são os estados de Pernambuco e Alagoas no Brasil, fundam na serra da Barriga o Quilombo dos Palmares. Os quilombos, eram povoados de resistência, seguiam os moldes organizacionais da república e recebiam escravos fugidos da opressão e tirania. Para muitos era a terra prometida, um lugar para fugir da escravidão. A população de Palmares em pouco tempo já contava com mais de 3 mil habitantes. As principais funções dos quilombos eram a subsistência e a proteção dos seus habitantes, e eram constantemente atacados por exércitos e milícias. • 1630: Começam as invasões holandesas no nordeste brasileiro, o que ...

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Zumbi dos Palmares (Foto: Wikimedia Commons)

Zumbi: historiografia e imagens

Resumo A historiografia recente sobre o Quilombo dos Palmares apresenta duas vertentes principais. A primeira é composta por historiadores marxistas e vinculados aos movimentos de militância negra. O principal historiador desta corrente foi Décio Freitas, que publicou sua obra Palmares, em 1971 no Uruguai, traduzindo-a depois, em 1973, para o português. A outra vertente provêm das universidades. Estes estudos não possuem a pretensão de narrar a história total do Quilombo, mas de investigá-lo através de recortes temáticos e cronológicos sob as mais diversas linhas interpretativas e metodológicas, numa tentativa de transpor o silêncio e a limitação impostos pela documentação. Os trabalhos mais citados por esta vertente foram o artigo do brasilianista Stuart B. Schwartz e a coletânea Liberdade por um fio, organizada por João José Reis e Flavio dos Santos Gomes. Nestas obras estão os pressupostos que influenciaram a historiografia em fins do século XX e colaboraram para a formação ...

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O Estatuto da Igualdade Racial não é um barco à deriva

Edson França * O Estatuto da Igualdade Racial aprovado pela Comissão Especial na Câmara dos Deputados constitui mais um passo exemplar do empenho do movimento negro e forças políticas antirracismo em efetivar a igualdade social entre negros e brancos no Brasil. Completa um conjunto de iniciativas e propostas historicamente defendidas pelo movimento negro. Com isso inauguramos uma nova fase das relações raciais no Brasil. O Estatuto caminha no sentido de mitigar os efeitos políticos, econômicos e sociais da discriminação e do racismo, ao contrário das outras leis antirracismo aprovadas, que criminalizam a prática individual dos cidadãos racistas. Notadamente a humanidade tem ao longo da história tratado de forma inadequada as diferenças sociais/ raciais. No Brasil não é diferente, visto que somos um país profundamente desigual e negritude se confunde com a pobreza. O racismo é um fenômeno ideológico-sócio-político que impacta negativamente a vida dos povos não brancos. Está enraizado no ...

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O Estatuto da Igualdade Racial não é um barco à deriva

Edson França * O Estatuto da Igualdade Racial aprovado pela Comissão Especial na Câmara dos Deputados constitui mais um passo exemplar do empenho do movimento negro e forças políticas antirracismo em efetivar a igualdade social entre negros e brancos no Brasil. Completa um conjunto de iniciativas e propostas historicamente defendidas pelo movimento negro. Com isso inauguramos uma nova fase das relações raciais no Brasil. O Estatuto caminha no sentido de mitigar os efeitos políticos, econômicos e sociais da discriminação e do racismo, ao contrário das outras leis antirracismo aprovadas, que criminalizam a prática individual dos cidadãos racistas. Notadamente a humanidade tem ao longo da história tratado de forma inadequada as diferenças sociais/ raciais. No Brasil não é diferente, visto que somos um país profundamente desigual e negritude se confunde com a pobreza. O racismo é um fenômeno ideológico-sócio-político que impacta negativamente a vida dos povos não brancos. Está enraizado no ...

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Zumbi dos Palmares (Foto: Wikimedia Commons)

Zumbi dos Palmares

Cronologia • Mais ou menos em 1600: negros fugidos do trabalho escravo nos engenhos de açúcar, onde hoje são os estados de Pernambuco e Alagoas no Brasil, fundam na serra da Barriga o Quilombo dos Palmares. Os quilombos, eram povoados de resistência, seguiam os moldes organizacionais da república e recebiam escravos fugidos da opressão e tirania. Para muitos era a terra prometida, um lugar para fugir da escravidão. A população de Palmares em pouco tempo já contava com mais de 3 mil habitantes. As principais funções dos quilombos eram a subsistência e a proteção dos seus habitantes, e eram constantemente atacados por exércitos e milícias. • 1630: Começam as invasões holandesas no nordeste brasileiro, o que desorganiza a produção açucareira e facilita as fugas dos escravos. Em 1644, houve uma grande tentativa holandesa de aniquilar com o quilombo de Palmares, que como nas investidas portuguesas anteriores, foi repelida pelas defesas ...

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O NEGRO NA MÍDIA

Discriminação racial e o uso estratégico dos dados dos censos foram temas de seminários de jornalistas afrodescendentes em Porto Alegre Texto de Alexandre Costa *   "Historicamente os meios de comunicação têm reproduzido o racismo no Brasil". Esta é apenas uma das conclusões dos 120 participantes que lotaram o auditório da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) durante o Seminário Estadual O Negro na Mídia: a Invisibilidade da Cor e o Encontro Latino-americano de Comunicação, Afrodescendentes e Censos de 2010, realizados em Porto Alegre nos dias 17 e 18 de setembro. Mais de 120 participantes compareceram aos eventos que integram a programação dos 67 anos do Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul.   O presidente da entidade, José Maria Nunes, ressaltou a importância de promover discussões sobre o tema. "Encontros como este são fundamentais para multiplicar as informações relativas à discriminação em relação aos colegas negros que enfrentam ...

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Dragão era relatado como um homem sempre bem vestido, com barba e cabelo impecáveis (Foto: Imagem retirada do site O Povo)

Francisco Nascimento – O Dragão do Mar

Francisco José do Nascimento, Dragão do Mar do Ceará, Carinho com Gentileza. FRANCISCO JOSÉ DO NASCIMENTO DRAGÃO DO MAR DO CEARÁ Uma História muito linda, do combate ao cativeiro Gente da garra infinda, o bem aventurado Brasileiro. No Humano todo momento, o Divino faz se manifestar. Francisco José do Nascimento, Dragão do Mar do Ceará. Natural de Canoa Quebrada, de família de Pescadores. Gente Cristã determinada, gente de sonhos e de amores. Misericórdia no sentimento, e que nunca fizeram negar. Francisco José do Nascimento, Dragão do Mar do Ceará. Mãe Matilde Rendeira. e pai na Amazônia em Seringal. Uma família Guerreira, batalhando condição mais igual. Suportando seu padecimento, e sempre firme a trabalhar. Francisco José do Nascimento, Dragão do Mar do Ceará. Trabalho desde menino, auxiliava no Navio Tubarão. Passou a Prático por seu tino, construía a sua formação, Pratico Mor por merecimento, na barra e porto a labutar. Francisco ...

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Nat Turner

Quem foi Nat Turner? Nat Turner (Nathaniel Turner, 2 de outubro de 1800 - 11 de novembro de 1831) foi um escravo americano que liderou uma revolta de escravos, a qual resultou em 55 mortes, o número mais elevado a ocorrer durante uma rebelião, antes da deflagração da Guerra Civil, no sul dos Estados Unidos. Seus partidários foram recrutados no condado de Southampton, Virginia. Quando ele nasceu seu senhor registrou apenas seu prenome, Nat, embora ele talvez tenha tido um sobrenome na comunidade escravizada. De acordo com uma prática comum, a comunidade branca se referiu a ele pelo sobrenome de seu senhor, Samuel Turner. Semelhante prática foi adotada igualmente pelos historiadores. Em 2002 o acadêmico Molefi Kete Asante incluiu Nat Turner entre os 100 Maiores Afro-Americanos. Nat passou toda sua vida no condado de Southampton, Virginia, região onde a população negra superava a dos brancos. Após a rebelião, um anúncio ...

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Enfrentamento do Racismo em projeto democrático: A possibilidade jurídica

Anais do Seminário Internacional " Multiculturalismo e Racismo: O Papel da Ação Afirmativa nos Estados Democráticos Contemporâneos   Por Dora Lúcia de Lima Bertulio. IntroduçãoAs correntes críticas do direito, no Brasil inseridas no Movimento de Direito Alternativo, têm permitido uma série de aberturas nos paradigmas da Ciência Jurídica em que discussões anteriormente marginais - socialistas, comunistas...- sobre a não neutralidade do direito, hegemonia e conflito de classes, especificamente, entram cada vez mais no corpo do jurídico. Esse enfrentamento e essas discussões permitem que o jurista não só revela e veja a complexidade das relações sociais como integrante do processo do conhecimento jurídico, como abre a essa complexidade das relações sociais a oportunidade de fazer parte daquele processo e nele interferir.Esse artigo propõe-se a trazer os dois lados da medalha: 1.abrir, dentro do conhecimento jurídico, a discussão do racismo como fenômeno social real e interferente nos conflitos de classe, na qualidade ...

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Harriet Tubman

Harriet Tubman nasceu Araminta "Minty" Ross e seus pais, Harriet ("Rit") Green e Ben Ross eram escravos. Rit pertencia a Mary Pattison Brodess e, mais tarde a seu filho Ben, enquanto Ben pertencia legalmente ao segundo marido de Mary, Anthony Thompson, proprietário de uma grande fazenda perto do Rio Blackwater, em Cambridge, Maryland.2 Conforme ocorreu como muitos escravos nos Estados Unidos, a data e o local de seu nascimento não foram registrados e os historiadores divergem quanto a esta questão. Kate Larson registro o ano de 1822, baseada em um pagamento feito a uma parteira e em vários outros documentos históricos,3 enquanto Jean Humez afirma que "as evidências à nossa disposição sugerem que Tubman nasceu em 1820, mas isto pode ter ocorrido um ou dois anos mais tarde".4 Catherine Clinton observa que a própria Tubman declarou que o ano de seu nascimento foi 1825, ao passo que sua certidão de óbito menciona 1815 ...

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Em 1969, Angela Davis foi demitida do cargo de professora de filosofia da Universidade da California por sua associação com o partido comunista americano e com os Panteras Negras. A filósofa viria a ser perseguida, colocada na lista dos 10 criminosos mais perigosos do país, condenada e presa sem provas e com altas doses de espetacularização. (Foto: Antonio Scorza / Agência O Globo)

Angela Davis

O nome verdadeiro é Ângela Yvonne Davis, nascida no dia 26 de janeiro de 1944, em Birmingham, estado do Alabama. O fato que a tornou famosa, já aconteceu há quase 36 anos, em Marin County, estado da Califórnia, dia 7 de agosto de 1970. Ela foi acusada de fornecer as armas usadas pelos militantes dos Panteras Negras, no protestos que fizeram da Assembléia Legislativa daquele estado. Desde pequena Ângela revelou um alto grau de inteligência, e após a destacar-se já no colegial conseguindo uma bolsa de estudo para estudar Literatura Francesa, em Nova Iorque, ficando hospedada na casa de um pastor branco progressista, em 1959. Em 1960, foi até Frankfurt, Alemanha, onde ficou dois anos, sendo aluna dos reconhecidos professores Theodor Adoro e Oscar Negt. Depois, entre 1963 a 1964, ela foi privilegiada com aulas em Paris, na escola de Sorbonne, onde cursou Literatura. No retorno aos Estados Unidos, Davis ...

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Veja na íntegra o relatório da Anistia Internacional sobre o Brasil

A Anistia Internacional divulgou, nesta quinta-feira, um relatório em que diz que o Brasil ficou profundamente dividido em termos de direitos humanos. Veja na íntegra: REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Chefe de Estado e de governo: Luiz Inácio Lula da Silva Pena de morte: abolicionista para crimes comuns População: 194,2 milhões Expectativa de vida: 71,7 anos Mortalidade de crianças até 5 anos (m/f): 32/24 por mil Taxa de alfabetização: 88,6 por cento Reprodução/ Anistia Internacional A sociedade brasileira permaneceu profundamente dividida em termos de realização dos direitos humanos. A expansão econômica e os projetos sociais apoiados pelo governo contribuíram para algumas reduções das disparidades socio-econômicas. Entretanto, apesar das modestas melhoras na diminuição da pobreza, a desigualdade na distribuição de renda e de riquezas continuou sendo uma das maiores da região. Enquanto isso, as violações de direitos humanos que afetam milhões de pessoas que vivem na pobreza não ...

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François-Dominique Toussaint Louverture

- Outro (s) nome (s) - Toussaint Louverture - Data de nascimento: 1743 - -Local: Haiti (então Saint-Domingue) - Data de falecimento: 8 de abril de 1803, aos 59 anos - -Local: França - Movimento: Revolução haitiana - François-Dominique Toussaint Louverture Toussaint Bréda, Toussaint-Louverture (20 de maio de 1743 - 8 de abril de 1803) foi um líder da revolução haitiana. Nascido em Saint-Domingue, no decorrer de uma prolongada luta pela independência Toussaint conduziu os africanos escravizados a uma vitória sobre os europeus, aboliu a escravidão e assegurou o controle da colônia pelos nativos em 1797, enquanto era nominalmente seu governador. Expulsou o comissário francês Léger Félicité Sonthonax, bem como o exército britânico, invadiu Santo Domingo para libertar os escravos que ali havia e redigiu uma constituição, auto-nomeando-se governador vitalício e estabelecendo uma nova política para a colônia. François-Dominique Toussaint Louverture Toussaint Bréda, Toussaint-Louverture (20 de maio de 1743 - 8 de abril de 1803) foi ...

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Desmitificando a data da suposta libertação

*Freitas Bahia Pintura feita pelo alemão Johann Moritz Rugendas, em 1830, mostra interior de navio negreiro, que chegava ao Brasil com escravos africanos (Foto: Johann Moritz Rugendas/Creative Commons)   Estamos no mês em que se completa 121 anos do momento histórico que acabou juridicamente com a idéia de que a servidão do negro pela coroa de Portugal. Princesa Isabel assina um documento, que em tese, libertava àqueles dos quais descendemos quase três séculos de servidão escrava. Será que aquela assinatura resolveu a situação da população advinda de África e que até seus descendentes vivem neste país? Qual foi a verdadeira razão que motivou a princesa subscrever a Lei? A assinatura da lei Áurea no dia 13 de maio de 1888 serviu para libertar cerca de 750 mil escravos que ainda existiam no Brasil e proibia a escravidão. Foi um dos fatos de maior alcance e visibilidade no país, no que ...

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Antônio Pereira Rebouças (Foto: Imagem retirada do site Wikipédia)

Antônio Pereira Rebouças

Antônio Pereira Rebouças (1798-1880) - Advogado, deputado e conselheiro de D. Pedro II (1840-1889), era filho da liberta Rita Brasília dos Santos e do alfaiate português Gaspar Pereira Rebouças e pai de André Rebouças, Antônio Pereira Rebouças Filho e José Rebouças. O baiano Antônio Pereira Rebouças, de origem pobre, foi uma exceção digna de registro. Rábula, foi eleito seguidas vezes para a Câmara dos Deputados, a partir dos anos 30 do século XIX, ocupando, simultaneamente, também a cadeira de deputado provincial na Assembléia da Bahia. Nasceu na cidade de Maragogipe, no Recôncavo baiano, filho do alfaiate português Gaspar Pereira Rebouças com uma liberta (ex-escrava). É conhecido ainda como pai do engenheiro e abolicionista André Rebouças. Autodidata em Direito, em 1846, por notório saber, a Câmara dos Deputados concedeu-lhe licença para advogar em todo o País. Aprendeu direito trabalhando em um cartório, segundo um de seus biógrafos, Antonio Loureiro de Souza. Foi também secretário do governo de Sergipe e Conselheiro do Imperador ...

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