quarta-feira, setembro 23, 2020

    Resultados da pesquisa por 'movimento abolicionista'

    Arte- André Zanardo

    Ele Não Porque Eu Sou Negro

    Qualquer um que se preste a ler e estudar, com um mínimo de seriedade, a história da população negra no Brasil jamais afirmaria que não há racismo no Brasil e muito menos que os portugueses jamais pisaram no continente africano. Pensamentos estes expressados por aquele que não se deve dizer o nome, ou “o coiso” se preferirem. por Gabriel Alex Pinto de Oliveira no Justificando Arte- André Zanardo Pois é, em qualquer livro de história aceito no sistema de ensino brasileiro, a escravidão é posta, ainda que brevemente, como um fator importante na constituição do país. Assim, qualquer criança de esteja no oitavo ano saberá, ou pelo menos deveria saber, que pessoas da etnia negra já foram consideradas como mercadoria no Brasil hápouco mais de 130 anos. Agora, para fugir do lugar comum e mergulhar mais fundo naquilo em que não vemos nos livros rasos que ...

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    Batalha pela abolição já ocorria nas províncias brasileiras anos antes da assinatura da Lei Áurea, e reunia escravos, negros libertos, pessoas da classe média e da alta sociedade Imagem: ANDRÉ VALENTE | BBC BRASIL)

    Muito além da princesa Isabel, 6 brasileiros que lutaram pelo fim da escravidão no Brasil

    A decisão veio após mais de três séculos de escravidão, que resultaram em 4,9 milhões de africanos traficados para o Brasil, sendo que mais de 600 mil morreram no caminho. Mas a abolição no Brasil está longe de ter sido uma benevolência da monarquia. Na verdade, foi resultado de diversos fatores, entre eles, o crescimento do movimento abolicionista na década de 1880, cuja força não podia mais ser contida. Entre as formas de resistência, estavam grandes embates parlamentares, manifestações artísticas, até revoltas e fugas massivas de escravos, que a polícia e o Exército não conseguiam - e, a partir de certo ponto, não queriam - reprimir. Em 1884, quatro anos antes do Brasil, os Estados do Ceará e do Amazonas acabaram com a escravidão, dando ainda mais força para o movimento. A disputa continuou no pós-libertação, para que novas políticas fossem criadas destinando terras e indenizações aos ex-escravos - o ...

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    Abolição da escravidão em 1888 foi votada pela elite evitando a reforma agrária, diz historiador

    Em 13 de maio de 1888, há 130 anos, o Senado do Império do Brasil aprovava uma das leis mais importantes da história brasileira, a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão. Não era apenas a liberdade que estava em jogo, diz o historiador Luiz Felipe de Alencastro, um dos maiores pesquisadores da escravidão no Brasil. Outro tema na mesa era a reforma agrária. Por Amanda Rossi Do BBC Escravos trabalham em uma plantação de café no Brasil (THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY) O debate sobre a repartição das terras nacionais havia sido proposto pelo abolicionista André Rebouças, engenheiro negro de grande prestígio. Sua ideia era criar um imposto sobre fazendas improdutivas e distribuir as terras para ex-escravos. O político Joaquim Nabuco, também abolicionista, apoiou a ideia. Já fazendeiros, republicanos e mesmo abolicionistas mais moderados ficaram em polvorosa. "A maior parte do movimento republicano fechou com os latifundiários ...

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    Foto: Observatório 3setor

    Dragão do Mar fez Ceará abolir a escravidão 4 anos antes da Lei Áurea

    O Brasil comemora no dia 13 de maio a abolição da escravidão no país, oficializada pela Lei Áurea, em 1888. O que muitos desconhecem é que o estado do Ceará aboliu a escravidão quatro anos antes da Lei Áurea. Em 25 de março de 1884, o presidente da província, Satiro de Oliveira Dias, declarou a libertação de todos os escravos do Ceará, tornando o estado o primeiro a abolir a escravidão no país. por Maria Fernanda Garcia no Observatório 3setor Isso foi possível graças a Francisco José do Nascimento, também conhecido como Dragão do Mar ou Chico da Matilde. Homem de origem humilde, jangadeiro e abolicionista, teve participação ativa no Movimento Abolicionista no Ceará. Capa da Revista Illustrada v.9 nº 376 ano 1884/ (Reprodução: Observatório 3setor) Francisco José era chefe dos jangadeiros e, em 1881, convenceu os colegas jangadeiros a se recusarem a transportar para os navios negreiros os escravos ...

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    Exemplo de racismo na pintura brasileira

    O mito bíblico da maldição lançada por Noé sobre seu filho Cam – condenando toda a descendência deste último à escravidão – foi utilizado como justificativa para a escravização dos africanos pelos europeus, empreendida pelo Império Português a partir do século 15. Por José Tadeu Arantes, Do PlantaoNews Livro analisa em profundidade o quadro A redenção de Cam, de Modesto Brocos y Gómez, principal expressão artística da ideologia do "branqueamento" da população no século 19 (Reprodução/Agência FAPESP) Com a abolição da escravidão em 1888 e a proclamação da República no ano seguinte, a questão sobre “o que fazer” com a população “negra” livre passou a preocupar e ocupar as elites “brancas”. Diferentes teorias foram importadas e adaptadas. Uma delas foi a do “branqueamento” ou “embranquecimento”. A ideia era a de que, por meio de sucessivos casamentos inter-raciais, o fenótipo “negro” seria ...

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    O lento processo da abolição da escravidão no Brasil

    O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão em seu território. A abolição aconteceu de forma bem lenta para atender os interesses das elites rurais do país. Por Daniel Neves Silva do Alunos Online Imagem Retirada da Internet A partir do Segundo Reinado, o Brasil iniciou um processo lento e bem gradual que levou o país a abolir a escravidão dos negros de origem africana. Esse processo lento fez com que o país fosse o último das Américas a pôr fim ao trabalho escravo e evidenciou o sucesso das elites latifundiárias em obter concessões e fazer com que essa mudança não acontecesse de maneira brusca. O percurso para o fim do tráfico negreiro Após conquistar sua independência, o Brasil era uma nação totalmente dependente do uso da mão de obra escrava de origem africana. Por parte das elites agrárias brasileiras, não havia intenção de colocar fim a essa instituição ...

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    Quem foi Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista brasileira

    São Luís, 11 de agosto de 1860. Logo nas primeiras páginas do jornal A Moderação, anunciava-se o lançamento do romance Úrsula, “original brasileiro”. O anúncio poderia passar despercebido, mas algo chamava atenção em suas últimas linhas: a autoria feminina da “exma. Sra. D. Maria Firmina dos Reis, professora pública em Guimarães”. Foi assim, por meio de uma simples nota, que a cidade de São Luís conheceu Maria Firmina dos Reis – considerada a primeira escritora brasileira, pioneira na crítica antiescravista da nossa literatura. Por Helô D'Angelo, da Revista Cult  Esquecida por décadas, obra de Maria Firmina só foi recuperada em 1962 pelo historiador paraibano Horácio de Almeida (Arte Revista CULT) Negra, filha de mãe branca e pai negro, registrada sob o nome de um pai ilegítimo e nascida na Ilha de São Luis, no Maranhão, Maria Firmina dos Reis (1822 – 1917) fez de seu primeiro romance, Úrsula (1859), algo até então impensável: um instrumento de ...

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    Segundo dossiê 13 de Maio

    POR: HEBE MATTOS, MARTHA ABREU, MONICA LIMA,  KEILA GRINBERG, GIOVANA XAVIER, ANA FLAVIA MAGALHÃES PINTO. Do Conversa de historiadoras Sobre o 13 de maio (ou eles passarão) Hebe Mattos Em treze de maio de 1888, o primeiro e mais importante movimento social da história do Brasil celebrou sua maior vitória, a abolição legal da escravidão no país. A lei reconheceu formalmente a liberdade de cerca de 750 mil pessoas (em sua maioria ilegalmente escravizada desde 1831, quando foi aprovada a primeira lei de abolição do tráfico de cativos africanos) sem qualquer indenização a seus supostos proprietários. Foi uma revolução de veludo onde os últimos escravizados foram os grandes protagonistas. Desde 1885, um governo conservador formado por senhores escravistas reprimia violentamente o movimento abolicionista e as fugas de escravizados. Parecia não haver alternativa a não ser seguir o lento cronograma de indenização gradual dos senhores previsto em lei de 1885. Mas ...

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    5 verdades e mitos sobre a abolição da escravatura no Brasil

    Desde a infância, os brasileiros aprendem que 13 de maio é um dia de celebração, por conta da abolição da escravatura no país – a última nação americana a libertar as pessoas escravizadas, em 1888. Mas quanto realmente sabemos sobre a data tão marcante para a história do Brasil? por Cinthya Oliveira no Hoje em Dia O discurso em torno do assunto tem variado ao longo dos anos, conforme pesquisas são realizadas por historiadores e novas interpretações são apresentadas. Muitas vezes, o que foi dito sobre a assinatura da Lei Áurea há 20 anos não corresponde mais ao que tem sido dito na historiografia contemporânea. Por isso, o Hoje em Dia levantou cinco afirmativas que fazem parte do imaginário de boa parte dos brasileiros e apresentou a historiadores para saber se são verdades ou mitos, de acordo com a atual historiografia. Confira o resultado:   1 - A princesa Isabel ...

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    A memória da escravatura é “dolorosa de se ver” e não cabe numa vitrine

    Exposição do museu de Arqueologia associa-se a um projecto que quer resgatar das colecções de museus, arquivos e bibliotecas de Lisboa testemunhos do tráfico de escravos, em que Portugal teve um papel central durante 400 anos. Por lucinda canelas Do Publico É de ferro maciço, fria, rugosa, pesada. O fecho parece uma cavilha ou uma chave tosca. Sabemos que foi feita para prender seres humanos, o que já de si é muito mau, mas tudo piora quando nos sugerem que a imaginemos colocada no pescoço de uma criança ou de um adulto que poderia ter ainda algemas nos pulsos e grilhetas nos pés. “Como é que se vive assim? Como é que se dorme?”, pergunta a arqueóloga Ana Isabel Santos, enquanto vai tirando das caixas estes objectos que dominam a exposição com que o Museu Nacional de Arqueologia (MNA) se associa a Testemunhos da Escravatura. Memória Africana, um projecto do Gabinete de ...

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    Tom Fuller: A Calculadora da Virgínia era um escravo analfabeto

    Tom Fuller, também conhecido como a Calculadora da Virginia ou Tom, o Negão, foi um escravo dos muitos que foram levados para o EUA para trabalhar nas plantações de algodão nos Estados do Sul.   Do Mdig Em 1724, com 14 anos, foi capturado na costa da Libéria e vendido a Elisabeth Coxe para trabalhar em sua plantação de Alexandria (Virgínia). Trabalhou toda sua vida na plantação, mas todos os que lhe conheciam falavam de sua facilidade para o cálculo mental. O movimento abolicionista, nascido no EUA no final do século XVIII, utilizou-o como estandarte para jogar por terra a estúpida ideia de que os negros eram intelectualmente inferiores aos brancos. À idade de 70 anos, e após muito tempo escutando os prodígios de Tom, dois respeitáveis cidadãos de Virgínia, William Hartshorne e Coates Samuel, decidiram colocar a prova o escravo com perguntas difíceis ou impossíveis de calcular mentalmente: Quantos ...

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    A branquitude não corre o risco, ela é uma caricatura de si mesma

    Resposta ao texto publicado da Folha de São Paulo pela Colunista Mariliz Pereira Jorge no dia 16/02/2017 com o título: O movimento negro corre o risco de virar caricatura. Por Stephanie Ribeiro, do Medium Manifestações na Paulista. Foto: Jornalistas Livres Faz mais ou menos dois anos que comecei a me relacionar com um homem negro, e há um tempo atrás resolvemos adotar um cachorrinho. Um fato comum e corriqueiro, porém ensinamos ele a não fazer nem xixi e cocô no apartamento. Por isso é necessário estar sempre levando ele para passear. Quando eu o levo, vou sem bolsa, carteira e só com sacolinha no bolso. Quando Tulio, meu namorado, sai com o cachorro ele leva a carteira com todos os documentos. Perguntei se ele não tinha medo de ser roubado, ele disse que o maior medo dele é ser parado sem os documentos pela polícia e ser morto. Onde já se ...

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    A Cidadania Negra

    Bahia, últimas três décadas do século XIX. No bojo do processo de crise e agonia do sistema escravista, o movimento abolicionista recrudescia, bem como os ânimos dos escravos aguçavam e o clima de tensão e as expectativas da “boa sociedade” vicejavam cada vez mais. Todos (negros e brancos, escravos, forros e livres, elites e camadas populares, homens e mulheres) imaginavam, quando não desconfiavam, que era uma questão de tempo para a velha ordem dar o seu suspiro final, mas ninguém sabia exatamente como se delinearia a nova ordem, em termos de cenário econômico, hierarquias sociais, correlação de forças políticas e configurações culturais. Por Petrônio Domingues Da Revistas Pucsp Em meio a esse turbilhão de incertezas, no campo e na cidade, nas casas grandes e senzalas, nos palácios e mocambos, nas ruas (cantos e recantos) e nas instituições científicas, políticas e culturais, as fronteiras da cor foram redefinidas e a racialização emergiu ...

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    Manifesto Coletivo Autônomo de Mulheres Pretas

    Nós, ADELINAS - Coletivo Autônomo de Mulheres Pretas, da grande São Paulo, formado em julho de 2015, por mulheres pretas e por elas representadas nos seus fenótipos negros: tonalidades de pele, texturas de cabelos, diferentes corpos e experiências comuns de opressão histórica. Do Coletivo Adelinas Por unanimidade, aprovamos e tornamos público o presente MANIFESTO: Quem é Adelina Sabe-se que a “Adelina, a charuteira” foi uma escravizada e abolicionista maranhense. Seu pai e proprietário prometeu libertá-la, mas não cumpriu a promessa, garantindo apenas que Adelina fosse alfabetizada. Enquanto escrava de ganho, Adelina vendia charutos por toda a cidade, inclusive para estudantes, tendo a oportunidade de assistir a comícios abolicionistas no centro da cidade. Pela facilidade com que andava pelos espaços, Adelina teve grande importância nesse movimento abolicionista por ser informante das ações da policia contra os ativistas, além de também ajudava na fuga de escravizados. Quem somos Somos oriundas das trajetórias ...

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    A escravidão no Brasil: do ciclo do café à abolição

    Nas primeiras décadas do século 19, o ciclo da economia brasileira foi representado pela produção do café, considerado o “Ouro Verde”. O braço escravo, novamente, foi o sustentáculo desse ciclo da nossa economia. O patriarcalismo, o latifúndio e escravidão  representam o sustentáculo do mando político de uma nova oligarquia que se estabelecia no cenário brasileiro:  os barões do café. Por Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite*, do Pagina Global  O Ciclo do Café Na segunda década do século 18, em 1727, o café chegou ao Brasil por meio do sargento-mor Francisco de Melo Palheta (1670 – 1750). As primeiras sementes eram originárias da Guiana Francesa. No início o café era plantado nos morros das regiões próximas da cidade do Rio de Janeiro.  Após a experiência do plantio, naquele local, expandiu-se até o Vale do Paraíba onde havia condições mais favoráveis para o seu desenvolvimento.  A partir desta região, o plantio do ...

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    Projeto reúne testemunhos de africanos escravizados

    Site publicará em fevereiro 400 relatos feitos entre séculos XVI e XIX Por Dandara Tinoco Do O Globo RIO - Gracia Maria da Conceição Magalhães nasceu e morreu livre no século XVIII. A história que ata as duas pontas de sua vida, contudo, é de aprisionamento e servidão. Antes de acumular uma considerável fortuna catalogada em testamento, Gracia deixou forçosamente a Guiné, região africana onde nascera, para se tornar escrava no Brasil. Nas entrelinhas do documento em que define com minúcia o destino de seus bens — do qual faziam parte uma casa de farinha, uma espingarda, ferramentas e, ironicamente, dois escravos —, o professor Nielson Bezerra, da Uerj, deu início à reconstrução de sua história. Concluiu que Gracia conseguiu comprar, com o seu trabalho, não apenas a própria alforria, mas também a de Manoel Gomes Torres, sob uma condição: a de que ele se tornasse seu marido e vivesse com ela. ...

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    Estudiosos revelam como intelectuais negros atuaram na Abolição

    Eles negam, por exemplo, que Machado de Assis tenha ignorado a causa Por Eduardo Vanini Do O Globo Quem observa a força com que os movimentos sociais têm ganhado as ruas do Brasil, em nome de diferentes causas, pode não imaginar o quão distantes e organizadas são as raízes desse tipo de ação no país. É o caso do movimento abolicionista, considerado por muitos historiadores uma das primeiras grandes mobilizações populares em terras brasileiras. Por trás desse movimento, que reverberou por vias, teatros e publicações impressas no final do século XIX, estão atores nem sempre lembrados com o devido destaque: literatos negros que se empenharam em dar visibilidade ao tema. Debruçados sobre essa fase decisiva da história do Brasil, uma leva de historiadores tem revelado detalhes sobre a atuação desses personagens e mostrado que a conexão entre eles era muito maior do que se imagina. A historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto ...

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    Foto: Wikimedia Commons

    5 escritores notáveis que falaram sobre minorias

    Nesta terça-feira (13), comemora-se o Dia Mundial do Escritor. Esses seres responsáveis por nutrir nosssa imaginação, muitas vezes também nos fazem refletir. Para comemorar esse dia, listamos cinco escritores que falam sobre feminismo, racismo, desigualdade social e que não podemos deixar de ler. Por Girrana Rodrigues, do Elástica  1.Virginia Woolf (1882-1941) Virginia Woolf foi uma escritora modernista britânica que trazia em seus livros a crítica a posição da mulher no século XX. Um dos seus livros mais famosos, Mrs. Dalloway, conta a história da protagonista Clarissa, que, como a maioria das mulheres daquela sociedade, era uma típica dona de casa submetida financeiramente ao marido. Algumas vezes, a referência ao patriarcado é mais direta em suas obras, como é o caso do conjunto de ensaios Profissões para Mulheres e Outros Artigos Feministas, nos quais a escritora fala sobre a dificuldade que a mulher tinha para entrar no mercado de trabalho. Temas que continuam atuais, apesar dos avanços. [caption ...

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    11 lugares de memória da escravidão na África e no Caribe

    Jacques Le Goff, no texto “Documento/Monumento”, lembra que a palavra latina monumentum remete à meminí(memória) e monere (fazer recordar). Assim, monumentum é um sinal do passado. É tudo aquilo que pode evocar o passado, perpetuar a recordação: uma obra comemorativa de arquitetura ou de escultura, um monumento funerário ou um documento escrito. Trata-se de um legado à memória coletiva que detêm o poder de perpetuar a recordação do passado. Por Joelza, do Ensinar História  Já a palavra latina documentum, derivada de docere (ensinar, daí o termo docente), evoluiu para o significado de “prova”. Mas ele está longe de ser imparcial, objetivo, inócuo. O documento resulta de uma produção/montagem, consciente ou inconsciente da história por uma determinada época e sociedade que o produziu; é um esforço das sociedades para impor, ao futuro, determinada imagem de si mesma. Documento é uma coisa que fica. É monumento. Por outro lado, considerando o sentido ...

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    Por três séculos, o Brasil conheceu uma única forma de mão de obra: negros africanos escravizados.

    Fosse nos engenhos de açúcar, nas lavouras de café ou na mineração, o serviço pesado estava nas mãos dos cativos. A economia brasileira do período colonial e imperial era fundamentada nessa exploração desumana. Do EBC Quase cinco milhões de escravos desembarcaram nos portos do Rio de Janeiro, Salvador e Recife, sem contar os muitos milhares que morreram na travessia do Atlântico. Só no século XIX a mentalidade dos homens começou a mudar. Com o movimento abolicionista, leis foram criadas, pouco a pouco, para acabar com esse sistema. Historiadora Sidneia dos Santos, na Igreja de Santa Efigênia, em Ouro Preto (MG).   Neste 14 de maio, em homenagem aos 127 anos da Lei Áurea, o Caminhos da Reportagem traça o longo e difícil caminho do cativeiro à abolição, a luta pela liberdade, as formas de alforria, os principais abolicionistas. Ainda analisa polêmica: é possível ou não reparar os males ...

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