sexta-feira, outubro 16, 2020

    Tag: Antonieta de Barros

    Antonieta de Barros, primeira mulher negra eleita no Brasil. (INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SANTA CATARINA)

    Antonieta de Barros, a parlamentar negra pioneira que criou o Dia do Professor

    Um menino no interior do Maranhão comemora o 15 de outubro, assim como uma menina gaúcha. O dia do professor é celebrado em todo o Brasil. Sabem esses estudantes quem é a extraordinária heroína brasileira que criou a data? Seus feitos, sua história? Sabem os professores destes estudantes algo sobre ela? Ou será que esta personagem fantástica, mulher e negra, foi invisibilizada? Antonieta de Barros foi excepcional. Está entre as três primeiras mulheres eleitas no Brasil. A única negra. Foi eleita em 1934 deputada estadual por Santa Catarina, mesmo ano que a médica Carlota Pereira de Queirós foi eleita deputada federal por São Paulo. Sete anos antes, Alzira Soriano havia sido eleita prefeita num pequeno município do Rio Grande do Norte, primeiro estado a permitir disputas femininas. Expoente da ideia “anárquica” de que as mulheres deveriam ter direito ao voto, a bióloga Bertha Lutz trocou inúmeras cartas com Antonieta na ...

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    A filha de ex-escrava que virou deputada e inspira o movimento negro no Brasil

    Uma catarinense filha de uma escrava liberta começa aos poucos a ser “redescoberta” nacionalmente como ícone do movimento de mulheres negras. Antonieta de Barros foi a primeira parlamentar negra brasileira, eleita em 1934. por Fernanda da Escóssia no BBC Educadora, jornalista e política, Antonieta junta em sua trajetória, na primeira metade do século 20, três bandeiras caras ao Brasil do século 21: educação para todos, valorização da cultura negra e emancipação feminina. A história de Antonieta inspira movimentos negros e de mulheres em Santa Catarina, onde nasceu, mas aos poucos chega a outros cantos do país. O documentário Antonieta, da cineasta paulista Flávia Person, lançado no fim de 2015 em Florianópolis, tem previstas várias exibições em março, quando se comemora o mês da mulher. E leva o nome de Antonieta de Barros o prêmio nacional para jovens comunicadores negros criado pela Secretaria da Igualdade Racial do governo federal. Nascida em 11 de ...

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    Imagem do documentário Antonieta (2015) | Foto: Reproduzida com autorização Magnólia Produções

    Você conhece a história da primeira deputada negra do Brasil?

    Antonieta era menina pequena quando andava pela pensão da mãe tentando aprender as letras. Espiando os hóspedes-estudantes, de pouco em pouco se alfabetizou junto à irmã Leonor. Nem imaginava que seria por meio das letras que a professora Antonieta de Barros entraria para a história como a primeira deputada negra do Brasil. O ano era 1934 e não fazia nem 50 anos que a escravidão havia sido abolida. Por Fernanda Canofre, do Global Voices  Pouca gente conhece a história de Antonieta ou mesmo sabe quem foi ela. Em Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, no Sul do país, ela aparece em nome de rua, escola, túnel e tem até um memorial. Ainda assim, como acontece com muitos nomes perdidos em placas, para muitos é só sinônimo de um endereço qualquer — algo que a cineasta Flávia Person decidiu mudar. Natural de São Paulo, Flávia viveu sete anos em Florianópolis. Descobriu Antonieta enquanto pesquisava sobre a história ...

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    Você conhece Antonieta de Barros?

    Provavelmente caro leitor você nunca deve ter ouvido falar dessa importante figura catarinense e nacional. Antonieta nasceu em Florianópolis no começo do século XX um período marcado por um intenso racismo e exclusão. Por isso Antonieta teve que enfrentar um triplo preconceito, por ser mulher, por ser negra e ainda por ser pobre. Essas barreiras não impediram de Antonieta se formar na Escola Normal Catarinense em 1921, em Português e Literatura. Mais Antonieta foi além e um ano após sua formatura fundou “Curso Particular Antonieta de Barros”, que tinha como objetivo alfabetizar a população carente, pois Antonieta entendia que o analfabetismo impedia “gente de ser gente”. Nos seus textos para o Jornal “A semana” periódico fundado e dirigido por ela, é possível ver a sua grandeza intelectual como pode ser visto neste trecho: “As criaturas (…) necessitam para viver, no sentido humano da palavra, de cultura. (…) Sem cultura não se consegue a independência moral, apanágio de todos que são genuinamente livres, ...

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    Antonieta de Barros: protagonista de uma mudança

    Nascida em Florianópolis, Santa Catarina, em 11 de julho de 1901, Antonieta de Barros foi precursora da luta de políticos afrodescendentes no Parlamento brasileiro – movimento que foi reprimido com a ditadura militar, mas que ganhou força a partir da Constituição de 1988 – e contribuiu para as discussões sobre a participação da mulher em um espaço eminentemente masculino. Entre os seus principais legados, está o rompimento de alguns estereótipos ligados ao gênero, à etnia e à classe social. por Gisele Falcari, do Afreaka Filha de uma lavadeira e órfã de pai, ela teve uma infância muito pobre, mas conseguiu, graças a sua mãe, ingressar, aos 17 anos, na Escola Normal Catarinense, formando-se, em 1921, professora de Português e Literatura – um dos poucos cursos que permitiam o ingresso feminino e que possibilitavam às mulheres circularem no espaço público de forma socialmente aceita. Um ano após a sua formatura, fundou o “Curso ...

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    Antonieta-de-Barros-Blog-O-Manezinho

    Antonieta de Barros

    Nascida em 11 de julho de 1901, Antonieta de Barros foi a primeira mulher a integrar a Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Educadora e jornalista atuante, teve que romper muitas barreiras para conquistar espaços que, em seu tempo, eram inusitados para as mulheres – e mais ainda para uma mulher negra. Deu início às atividades como jornalista na década de 1920, criando e dirigindo em Florianópolis, onde nasceu, o jornal A Semana, mantido até 1927. Na mesma década, dirigiu o periódico Vida Ilhoa, na mesma cidade. Como educadora, fundou o Curso Antonieta de Barros, que dirigiu até a sua morte, em 1952, além de ter lecionado em outros três colégios. Manteve intercâmbio com a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e, na primeira eleição em que as mulheres brasileiras puderam votar e receberem votos, filiou-se ao Partido Liberal Catarinense, que a elegeu deputada estadual. Tornou-se, desse modo, a primeira mulher negra ...

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