Tag: Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus (Foto: Audálio Dantas)

Netas de escritora Carolina Maria de Jesus dizem viver ‘Quarto de Despejo 2’

Liliam, de 48 anos, vive da renda de faxinas e de bicos num restaurante e numa pizzaria em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, para manter as duas filhas que vivem com ela. Ela já catou frutas na xepa da feira e costuma levar uma marmita com o que sobra no trabalho para não faltar comida em casa. “A gente deixa atrasar duas, três, cinco contas e vai dando prioridade para o alimento para as meninas.” Adriana, de 40 anos, teve a luz cortada em sua casa em São José dos Campos, no interior paulista, ficou desempregada e passou a depender do auxílio emergencial e do salário do filho, como menor aprendiz, para sobreviver. “Eu vivo de doação. O pessoal fala 'Adriana, você quer um arroz?'. Eu falo que quero, porque não tenho de onde tirar.” Elisa, de 45 anos, mãe de quatro filhos, mora em Interlagos, na zona sul ...

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Imagem: iStock

Dez grandes intelectuais brasileiras

No Dia Internacional da Mulher de 2021, vivemos tempos de pouca fé no potencial criatividade e ousadia do nosso povo. Por isso, vale a pena falar de mulheres superpoderosas na pesquisa e no pensamento deste imenso país. Essas intelectuais brasileiras semeiam a crença de que dias melhores virão. O único problema desta lista é que nela só cabem dez mulheres admiráveis. Escolhi-as com um pouco de dor no coração, por ter excluído muitas outras intelectuais brasileiras que me dão orgulho de ter nascido aqui. Orgulhe-se também conhecendo um pouquinho sobre essas mulheres. Rosiska Darcy de Oliveira (1944-) Jornalista desde a década de 1960, Rosiska Darcy de Oliveira partiu exilada para a Europa com o marido diplomata em 1969. De lá, iniciou uma campanha de denúncia da tortura por parte do regime militar no Brasil. Ao retornar, foi interrogada pelos militares, e acabou retornando à Europa. Quem influenciou Oliveira a escrever sobre Educação ...

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A escritora brasileira Carolina Maria de Jesus durante noite de autógrafos do lançamento de seu livro "Quarto de Despejo", em uma livraria na rua Marconi, em São Paulo (SP). (São Paulo (SP), 09.09.1960. (Foto: Acervo UH/Folhapress)

Carolina Maria de Jesus ganha título de Doutora Honoris Causa da UFRJ

Carolina Maria de Jesus, uma das escritoras mais lidas do Brasil, recebeu nesta quinta-feira (25) uma homenagem póstuma. A escritora, que morreu em 1977, ganhou o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A escritora Carolina Maria de Jesus começou a ficar famosa em 1958. Trechos do diário da catadora de papel, que vivia na favela do Canindé, em São Paulo, foram publicados pelo extinto jornal "A Noite". Ela tinha cadernos com romances e poemas que começou a escrever na infância, em Sacramento, Minas Gerais. Carolina Maria de Jesus só estudou dois anos, o suficiente para criar uma paixão, como explica um biógrafo da escritora. “Ela, desde pequena, assumiu esta coisa da escrita e da leitura, então ela vivia lendo”, contou Tom Faria, escritor e biógrafo da Carolina Maria de Jesus em entrevista ao Jornal Nacional. Lançado em 1960, primeiro livro de Carolina Maria de ...

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Instituto prepara mostra sobre Maria Carolina de Jesus

O Instituto Moreira Salles (IMS) terá conselho consultivo com 13 mulheres negras que integram o recém-criado conselho consultivo da exposição em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus . Entre as 13 mulheres estão a escritora Carmen Silva e Conceição Evaristo, a  filósofa Sueli Carneiro e a atriz Zezé Motta. Boletim da inauguração da exposição, era prevista neste ano no  IMS Paulista, mas em razão da epidemia da Covid-19, a abertura da mostra foi transferida para junho de 2021. Considerada um dos grandes nomes da literatura nacional, Carolina Maria de Jesus foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil. Suas milhares de páginas manuscritas, como romances, poemas, contos, crônicas, peças de teatro, canções. Suas obras eram instrumento de denúncia das mazelas sociais, são histórias de luta, superação e sofrimento da mulher negra e moradora da favela, no século XX. A autora foi publicada em mais de 40 países e traduzida ...

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A escritora brasileira Carolina Maria de Jesus durante noite de autógrafos do lançamento de seu livro "Quarto de Despejo", em uma livraria na rua Marconi, em São Paulo (SP). (São Paulo (SP), 09.09.1960. (Foto: Acervo UH/Folhapress)

Carolina Maria de Jesus e Clarice Lispector terão mostras no Instituto Moreira Salles em 2021

Em 2021, o Instituto Moreira Salles inaugura novas exposições gratuitas em seus três centros culturais (IMS Paulista, IMS Rio e IMS Poços). Ainda no primeiro semestre, a sede de São Paulo exibe os trabalhos de dois grandes nomes da fotografia brasileira – Madalena Schwartz e Mario Cravo Neto –, além de mostras dedicadas às escritoras Carolina Maria de Jesus e Clarice Lispector. O IMS Rio apresenta a individual do fotógrafo Peter Scheier, com mais de 300 itens selecionados ao longo de uma pesquisa de 2 anos. Em Poços de Caldas, o centro cultural inaugura uma exposição do fotógrafo Limercy Forlin, conhecido por seus retratos dos habitantes da cidade mineira. Assim como em 2020, no próximo ano, os horários de funcionamento e as regras de visitação de cada sede continuarão seguindo as orientações das autoridades municipais e estaduais e dos órgãos de saúde. O conjunto das exposições agendadas para 2021 revela ...

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A escritora brasileira Carolina Maria de Jesus durante noite de autógrafos do lançamento de seu livro "Quarto de Despejo", em uma livraria na rua Marconi, em São Paulo (SP). (São Paulo (SP), 09.09.1960. (Foto: Acervo UH/Folhapress)

Aviso da doutora Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus (1914-1977) dizia que o Brasil deveria ser governado por alguém que já passou fome. Quando essa mulher negra, escritora, catadora, favelada e - em breve - doutora (honoris causa, em homenagem da Universidade Federal do Rio de Janeiro) articula a ideia acima, os temas da representação, da desigualdade racial e de classe, do acesso a direitos fundamentais, se apresentam de modo retumbante. O Brasil de hoje é o fruto de um processo de violência e exploração. E o fruto gerou sementes. As práticas de espoliação da terra, de abuso sobre os corpos, de violência, da limitação no acesso aos bens públicos podem ser vislumbradas como a tônica do desenvolvimento das nossas instituições. E sabemos que este debate se sustenta no Brasil e no mundo por meio de estruturas coloniais e capitalistas. E assim, em sua arguta afirmação, a doutora Carolina Maria de Jesus insere mais uma ...

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CFCH aprova concessão de título Doutora Honoris Causa a Carolina de Jesus

O Conselho de Coordenação do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) aprovou por unanimidade, em sua 880ª reunião ordinária, realizada na última segunda (09/11), o título de Doutora honoris causa à escritora Carolina Maria de Jesus. A homenagem póstuma foi sugerida pela Direção do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs) da UFRJ. O parecer é assinado pela Comissão Acadêmica do Conselho, composta pelos conselheiros Maria Muanis, Maria de Fátima Galvão, Jeane Alves da Silva, Miriam Krenzinger e Vantuil Pereira. Na justificativa, a comissão destaca a relevância da escritora, nascida na década de 1910 e falecida em 1977, que é tema de 58 teses e dissertações nos últimos seis anos, de acordo com o Portal da Capes. As motivações apresentadas enfatizam ainda que Carolina Maria de Jesus é uma autora “fundamental na luta antirracista”, tendo enfrentado em vida “questões relacionadas ao que se denominou ‘racismo estrutural’ que, dentre as suas mais variadas formas de produzir ...

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Vera é filha caçula de Carolina de Jesus, professora de língua portuguesa e responsável pelo acervo da autora - Marisa Regina Lima

“O Quarto de Despejo está vivo”, afirma filha de Carolina Maria de Jesus

Em 60 anos do livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, da escritora Carolina Maria de Jesus, é possível perceber a história da literatura afro-brasileira. O livro, um sucesso de público e de crítica, é considerado um dos mais importantes do Brasil. Nele, em formato de diário, a autora narra como garantia a própria sobrevivência e dos três filhos trabalhando como catadora de papéis e, também o cotidiano na favela do Canindé, em São Paulo. Professora de língua portuguesa e filha da escritora, Vera Eunice de Jesus Lima acredita que pouca coisa mudou na sociedade brasileira nesses 60 anos, mas a postura da população negra mudou. “O livro ‘Quarto de Despejo’ está completando 60 anos, mas o problema no Brasil continua o mesmo, por isso é um livro atual e será assim por muito tempo. O que eu tenho visto de mudança quanto ao ‘Quarto de Despejo’ e hoje ...

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“A cor púrpura” e “Quarto de Despejo”

Uma nota sobre a arte de arranhar a vida entre os dentes

“A noite está tépida. O céu já está salpicado de estrelas. Eu que sou exotica gostaria de recortar um pedaço do céu para fazer um vestido.” (Quarto de Despejo, pg. 32). Há muito o que se dizer e muito que até aqui já foi dito sobre a solidão de Carolina Maria de Jesus, conquistada ao seu posto de escritora, mãe de três filhos e que denominava-se despejada do mundo, herdeira do amarelo da fome. Da mesma forma, há muito o que se traduzir nas linhas do livro de Alice Walker que conta a história de Celie, violentada durante a infância, apartada dos seus filhos (frutos de tais abusos) e confinada a uma vida em que chama o próprio marido de Sinhô, esquecendo-lhe o nome. “A Cor Púrpura”, de Alice Walker foi publicado originalmente em 1982 e conta a história de uma mulher negra a partir de cartas que ela escreve ...

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Colagem by Domitila de Paulo

Carta à Carolina Maria de Jesus

No ano de 2020 a obra "Quarto de Despejo", da intelectual e escritora negra Carolina Maria de Jesus completa 60 anos, o livro auto biográfico é um chamado ancestral que ecoa a partir de uma voz feminina e negra que têm muito a dizer sobre o nosso presente. Parar e se permitir ouvir essa voz nos possibilita entender que o nosso mundo não seria tão catastrófico se abraçássemos a concepção de mundo dessas mulheres, que há muito tempo têm criado epistemologias, ciências e suas filosofias na tentativa de reconfigurar o nosso presente para estabelecer um afro-futuro. "Uma revolução chamada Carolina" é o tema da FLUP (Festa Literária das Periferias) desse ano, e eu junto a outras "Carolinas" fui selecionada pelo propósito de construir esse amanhã, e é com muita coragem e bravura que compartilho esse amanhã com vocês: Carta a Carolina Maria de Jesus Há muito tempo venho afirmando o compromisso íntimo e ancestral de encontrar você em mim, desde nossos ...

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Carolina Maria de Jesus autografa seu sucesso "Quarto de Despejo", durante participação no I Festival do Rio Foto: Agência O Globo

Nos 60 anos de ‘Quarto de despejo’, autoras da Flup escrevem à Carolina de Jesus

Quando a escritora Conceição Evaristo leu pela primeira vez “Quarto de despejo” (1960), livro de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), sentiu o impacto de uma novidade que mudaria sua vida: “Era como ler o cotidiano de minha família”. Se pudesse escrever hoje para a autora, talvez contasse que sua mãe, após também ser tocada pela obra sobre a rotina na favela, escreveu um diário, semelhante ao de Carolina, que a escritora mineira guarda em casa. — Nós conhecíamos os lixos de Belo Horizonte, e ele significava sobrevivência, assim como o lixo de São Paulo para Carolina — conta Conceição. — Ela inaugurou uma nova vertente na literatura brasileira em que o ato literário se dá como inscrição de vida, não somente uma vida particular, mas uma vida coletiva. No caso dela, trata-se de vivência de uma mulher negra e pobre que entende que sua vida merece e precisa ser escrita ...

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É só uma mulher negra

Poema de Júlio Ribeiro Xavier, em co-produção com a acadêmica Maiara Sheila Freitas Santos, para homenagear a escritora Carolina Maria de Jesus, autora do livro "Quarto de Despejo". Enviado para o Portal Geledés  Carolina Maria de Jesus / Acervo IMS É só uma mulher negra Uma mulher negra da favela Onde já se viu uma mulher negra fazer novela? É só uma mulher negra Uma mulher negra sem eira nem beira Onde já se viu uma mulher negra  querendo fazer feira? É só uma mulher negra Uma mulher negra que mora perto do lixo Onde já se viu  uma mulher negra querer ter direito ao seu próprio luxo? É só uma mulher negra Uma mulher negra semialfabetizada Onde já se viu  uma mulher negra querer ser elitizada? É só uma mulher negra Uma mulher negra resiliente Onde já se viu uma mulher negra sapiente? É só ...

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Oficina de leitura sobre Carolina de Jesus aproxima Maré (RJ), Moçambique e Angola

Exposição "Da Maré ao Canindé, inspiração para as periferias" chega em maio ao Festival Feminista de Lisboa Por Clívia Mesquita, do Brasil de Fato Montagem que faz diálogo entre obra de Carolina Maria de Jesus e realidade na Maré passou por países africanos de língua portuguesa em 2018 / Pablo Marcelino O primeiro contato com a obra da escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977) no mestrado em Literatura Brasileira na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foi o pontapé para Miriane Peregrino, 38, iniciar um projeto de incentivo à leitura no Museu da Maré em 2013, o “Literatura Comunica!”. Desde então, jovens de diversas comunidades do Conjunto de Favelas na zona norte do Rio de Janeiro passaram a conhecer a figura de uma mulher negra, pobre, favelada, com três filhos pequenos e catadora de papel que ficou famosa por seus escritos sobre a dura ...

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“Trabalhar a literatura de Carolina Maria de Jesus foi imprescindível para descolonizar olhares”

Silene Barbosa mergulhou na história da escritora negra Carolina Maria de Jesus para trazer aos quadrinhos a vida de uma catadora de papel da periferia de São Paulo que realizou uma das mais importantes obras literárias brasileiras, “Quarto de Despejo”, livro traduzido em 13 idiomas e distribuído em 49 países. O HQ “Carolina” foi indicado, em 2017, ao Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira, e Sirlene foi a primeira quadrinista negra indicada à premiação. Os diálogos nos quadrinhos ganham ainda mais força com os traços do artista visual João Pinheiro. Mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP, a professora de língua portuguesa revela nesta entrevista à coluna Geledés no debate que sua inspiração para escrever o livro veio de um momento em sala de aula, em que meninas negras não se identificaram com as princesas da literatura. Sirlene não está sozinha como inspiração para as ...

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A Literariedade da Obra de Carolina de Jesus: um reconhecimento necessário

O artigo tem como objetivo constatar se a obra de Carolina Maria de Jesus pode ser reconhecida como Literatura Afro-brasileira e integrar o rol dos autores considerados expoentes no Brasil. A autora amplamente conhecida nos Estados Unidos, na França e outros países, ainda hoje alguns intelectuais sequer a consideram relevante para tornar-se parte do cânone da Literatura Brasileira. Discute-se seu valor literário como uma obra extremamente proeminente que também se configura como documento histórico evidenciando a História dos negros no Brasil. Essa reflexão foi elaborada a partir da análise da Literariedade da obra de Carolina Maria de Jesus. por Fernanda de Moura Cavalcante via Guest Post para o Portal Geledés A Literariedade da Obra de Carolina de Jesus: um reconhecimento necessário Fernanda de Moura Cavalcante RA00147861 Artigo apresentado como trabalho de conclusão de curso, visando a titulação em licenciatura em História, na PUCSP.   Prof. Orientador: Vera Lucia Vieira   2º ...

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O livro “Quarto de Despejo” e suas questões jurídicas

Em uma conjuntura tão conturbada em nosso país, em que as instituições e seus representantes protagonizam os noticiários e dominam os debates na esfera pública, é necessário que voltemos à realidade, que voltemos a nos chocar com a vida que está nas ruas dos bairros de nossas cidades, que observemos os problemas e injustiças sociais em seu caráter humano. Por Ricardo Juozepavicius Do Justificando Foto: Audálio Dantas É sempre valioso ouvir e amplificar a voz de quem nos oferece a lucidez de que há seres e problemas humanos demais, concretos demais, apesar das instituições. O livro Quarto de Despejo (1960), escrito por Carolina Maria de Jesus (1914 –1977) entre 1955 e 1960, é um retrato literário que cumpre perfeitamente essa função. Trata-se de uma escrita testemunhal sobre o cotidiano da autora e dos moradores da Favela do Canindé, em meio a explosão urbana que São Paulo ...

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Escritor Benjamin Moser é acusado de racismo por trecho em biografia de Clarice Lispector

Benjamin Moser escreveu que, ao lado de Lispector, ‘Carolina parece tensa e fora de lugar, como se alguém tivesse arrastado a empregada doméstica de Clarice para dentro do quadro’ no Cult O escritor e historiador Benjamin Moser, autor da mais recente biografia de Clarice Lispector, vem sendo acusado de racismo desde que um trecho do livro, publicado no Brasil em 2011, foi resgatado nas redes sociais. A lembrança veio da autora mineira Ana Maria Gonçalves. No último sábado (14), ela republicou uma passagem de Clarice em que Moser descreve uma imagem na qual Lispector aparece conversando com Carolina Maria de Jesus durante o lançamento de um livro. As escritoras Clarice Lispector e Carolina de Jesus durante o lançamento de um livro (Foto: Acervo de divulgação/ Editora Rocco) “Numa foto, ela aparece em pé, ao lado de Carolina Maria de Jesus, negra que escreveu um angustiante livro de memórias ...

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Como transformar Carolina Maria de Jesus em quadrinhos

Entrevista com os autores conta a história do projeto que pretende levar a escritora negra, Carolina Maria de Jesus, ainda mais longe no Brasil Por Solon Neto Do Alma Preta Sirlene Barbosa e João Pinheiro formam um casal de São Paulo-SP que resolveu dar contornos novos para a vida de Carolina Maria de Jesus ao transformá-la em quadrinhos. João é cartunista, tem 35 anos. Sirlene é mestra e doutoranda, além de professora e moradora no bairro paulistano de Itaquera. Ela tem a mesma idade de João. O livro "Carolina em HQ" conta em formato de quadrinhos a biografia de uma das maiores escritoras brasileiras de todos os tempos. Nascida em Minas Gerais, em 1914, Carolina Maria de Jesus tornou-se uma das escritoras mais importantes da literatura brasileira e mundial. Sua obra mais famosa, "Quarto de Despejo", reúne diversos diários de sua vida na favela do Canindé, zona norte de São Paulo, e ...

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Mulher e linguagem em Carolina Maria de Jesus

A escritora Carolina Maria de Jesus (1914-1977) vem sendo redescoberta pelo público há algum tempo, mas o grande marco de sua retomada foram as comemorações de seu centenário, em 2014. Com uma história de vida que chama a atenção por associar uma existência material oprimida - mulher negra e pobre, moradora de favela e catadora de lixo - a um impulso que a levava a escrever quando tinha fome, Carolina impressiona por sua lucidez crítica. Por  Eliane Conceição da Silva e Elzira Divina Perpétua, do Suplemento Cultural do Diário Oficial do Estado de Pernambuco Abaixo reproduzimos dois trechos do livro Memorialismo e resistência: estudos sobre Carolina Maria de Jesus (Paco Editorial). A obra reúne estudos sobre diversos aspectos da produção artística da escritora feitas por 14 pesquisadoras e 3 pesquisadores. O livro será lançado no dia 22 de outubro, em Belo Horizonte (mais informações AQUI) Separamos dois trechos que nos ajudam a entender ...

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Negra, ex-catadora e “favelada”: Você conhece a escritora mineira lida em 14 línguas?

Carolina Maria de Jesus foi cozinheira, empregada doméstica e passou fome. Com dois anos de estudo, escreveu sobre o cotidiano das favelas em contos, poesias e romances Do Brasileiros Não é todo dia que uma escritora vende 1 milhão de exemplares só no Brasil e é traduzida para 14 línguas. Também não é sempre que se é lido nos Estados Unidos meio século depois. Mesmo assim, não é todo mundo que conhece esse fenômeno literário, a brasileiríssima Carolina Maria de Jesus, a “escritora favelada”. O termo, de dar arrepios, fez sucesso na década de 1960, quando uma moradora da favela do Canindé, zona norte de São Paulo, ganhou os holofotes. Carolina já tinha sido doméstica e auxiliar de cozinha no interior paulista quando passou a catar lixo. Era do lixão que recolhia cadernos velhos em que registrava o cotidiano da comunidade em que vivia. Nascida em Sacramento (MG) em 1914, ela se ...

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