quinta-feira, junho 17, 2021

Tag: funk

Marido é indiciado por feminicídio após matar dançarina de funk

Mais um caso absurdo de violência contra a mulher aconteceu nesta quinta-feira (16), em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. A dançarina de funk Amanda Bueno, 29, foi brutalmente assassinada pelo marido, Milton Severiano Vieira, 32, dentro de casa. Ele foi indiciado por feminicídio. Por  Luciana Sarmento, no Brasil Post  Imagens do sistema de segurança instalado por Vieira três dias antes do crime mostram o momento do assassinato. O casal começou discutir no fim da tarde, e obate-boca vira agressão: ele a derruba no chão e bate com a cabeça de Amanda no chão. Em seguida, atira por várias vezes contra a cabeça da mulher com uma pistola. A dançarina já está morta quando Vieira troca de arma e faz mais cinco disparos com uma escopeta calibre 12. O delegado Fábio Salvadoretti, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), classificou as imagens como "cruéis a ponto de chocar até os policiais ...

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Por que o funk e não o rap?

O funk tornou-se viável por acompanhar o comportamento de inúmeros jovens brasileiros e também por não possuir, em maioria, textos passíveis de censura, como os do rap Thífani Postali , do Cruzeiro do SulPara se pensar as práticas musicais rap e funk e suas relações com os veículos de comunicação de massa, não podemos fugir à lógica mercadológica que compreende a indústria do entretenimento. Visando atingir ao maior número de pessoas possível, a indústria cultural admite ou adapta os produtos que melhor atendam ao sistema capitalista. Como acrescenta Néstor Canclini, os formatos e as mudanças permitidas são feitas de acordo com a dinâmica do mercado do sistema em que se encontra. Assim, o que é passível de veiculação são os produtos culturais rentáveis à indústria, que deixa de lado as escolhas pessoais dos produtores, no caso, dos compositores de rap e funk. De acordo com Edgar Morin, as produções da indústria cultural ...

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Dream Team do Passinho (Foto: Divulgação / J Vitorino)

Funk aproveita referências do pop internacional para fazer sucesso

Superestruturas em shows, clipes com alto investimento e milhares de seguidores nas redes sociais. Tudo isso pode parecer uma referência exclusiva às estrelas do pop internacional como Beyoncé, Lady Gaga, Rihanna e Jay-Z, mas não é. Na verdade são alusões que facilmente podem ser relacionadas aos artistas brasileiros do funk carioca, que, nos últimos anos, têm ocupado o espaço do pop no Brasil. Basta lembrar do tratamento de divas que Anitta e Valesca Popozuda estão recebendo dos fãs. Um dos pioneiros nessa tendência é o funkeiro Naldo Benny. Em 2012, o artista estourou nacionalmente com o hit Amor de chocolate, visualizado mais de 42 milhões de vezes no Youtube. A partir daí, o cantor começou a investir na estrutura das apresentações, que ganharam um balé de dançarinos acompanhando o artista e telões de LED. “Queria dar um passo a mais em uma questão de progresso e de investimento. Tive a ...

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Meça suas palavras, parça. As letras mais pesadas cantadas por MCs crianças

O futuro do funk é sujo. Chegamos a esta constatação quando percebemos que virou padrão aliar letras pornográficas cantadas por vozes infantis e a batida do tamborzão. Basta observar o conteúdo de algumas letras de MC Pedrinho, MC Boladinho, MC Pikena e MC Pikachu para perceber que eles levam a sério o lance de tentar chocar. Por  Fabiano Alcântara , do Virgula  Pedrinho, de 12 anos, é o mais conhecido deles. E, talvez, o mais boca suja também. Recentemente, ele teve uma apresentação em Fortaleza (CE), proibida pelo Ministério Público. O promotor afirmou que o repertório do menino contém “conotação sexual, alto teor de erotismo, pornografia, baixo calão e todo tipo de vulgaridade, incompatíveis com a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento”. Em janeiro, ele já havia sido proibido de cantar pelo Ministério Público de Araçatuba (SP). Aos 13 anos, com o cabelo pintado metade de rosa, metade azul, o MC Brinquedo também é ...

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Funk, Racismo e Periferia: Fica ligado que contagiante não é só a batida, mas também o instrumento de luta

Vez ou outra vemos ressurgir, sobretudo nos espaços de militância, a eterna discussão classista e elitista: “Mas, o Funk é cultura?” e ficamos sempre atordoado com a quantidade de indagações que são criadas como alternativas de resposta para a deslegitmação de algo que vai bem além do “tchugudchugudá” e dos “ding dins”. no Coletivo Enegrecer Então, “cola” aqui que vamos fazer uma viagem no tempo e trocar uma ideia da importância do Funk pra negritude e o quanto é um instrumento imprescindível na luta contra o racismo. A partir dos anos 70, os tradicionais bailes blacks chegaram ao Brasil, em especial no Rio de Janeiro, como uma das culturas mais difundidas pelos artistas norte-americanos, embalados pela “soul music” e influenciados pelas experiências de organização de espaços, em que negros e negras se reuniam, colocavam em dia seus assuntos, vivências e perspectivas de vida. Passamos a enxergar então que tais bailes ...

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MC Thaysa quer ser pediatra (Foto: Imagem retirada do site Extra)

Cantora do Bonde das Maravilhas agora estuda para vestibular de medicina

A rotina de shows do Bonde das Maravilhas vai mudar ano que vem. E não tem nada a ver com o mundo da música, muito pelo contrário. MC Thaysa, a vocalista do grupo, entrará no ensino médio e quer prestar vestibular para Medicina, dando mais um passo para realizar o sonho de ser pediatra. Para que os próximos três anos sejam de foco total nos estudos, ela já conversou com o empresário e com as outras integrantes para que aconteçam alterações na agenda. Show durante a semana, por exemplo, só vai rolar em vésperas de feriados ou feriados. Thaysa garante que a decisão teve o apoio de todos. — Atualmente, estudo por apostila. Levo o material para as viagens durante a turnê e, quando volto, tiro as dúvidas e faço as provas. Foi tudo conversado com a diretoria — disse a moça de 16 anos, que mora em São Gonçalo, ...

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(Foto: Imagem retirada do site Super Interessante)

A força do kuduro em Angola e o funk no Brasil

O Kuduro, nascido nos musseques de Angola – similares às favelas brasileiras –, é dança, música e estilo de vida da juventude angolana, e representa um movimento cultural urbano que mostra ao mundo um país contemporâneo que, apesar dos problemas sociais, cresce e se moderniza. Assim como o funk carioca, o kuduro mistura ritmos tradicionais com música eletrônica. Como no funk, as letras falam sobre o dia a dia das periferias, das relações de amizade, das festas, e são marcadas pelas batidas eletrônicas rápidas e pela sensualidade da dança. Muitos dos movimentos do passinho vêm do kuduro, que significa literalmente "bunda dura", já que os quadris são muito exigidos nessa dança Nascido nos anos 1990 nos musseques de Angola (territórios populares similares às favelas brasileiras), o kuduro é uma mistura de música eletrônica com ritmos tradicionais angolanos, e hoje é referência da cultura de Angola e se espalhou por outras classes sociais e países da ...

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Afro Baile no Cordão da Bola Preta

Muito Reggae, Hip Hop, Groove, Afrobeat, Funk, Soul e Batucada a noite toda Jornal do Brasil A partir desta quinta-feira, dia 4 de dezembro, se estendendo por mais duas semanas, até dia 18, a festaAfro Baile invade o Cordão da Bola Preta. Muito Reggae, Hip Hop, Groove, Afrobeat, Funk, Soul e Batucada a noite toda. Após temporada de grande sucesso na China a banda Afrojazz, destaque na cena carioca, está de volta. E para completar a line up, Jamaica Jazz traz em seu repertório releituras de Dave Brubeck, Herbie Hancock, Tom Jobim, Ernest Ranling, Fela Kuti e temas clássicos do lendário Studio 1, o grande berço da música jamaicana, além da presença dos queridos amigos DJ Egil e VJ Ratón. Serviço: Festa Afro Baile Datas: 4, 11,18 de dezembro, a partir das 22h Local: Centro Cultural Cordão da Bola Preta - Rua da Relação – 3 – Lapa Ingressos: Até ...

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Religiões de matriz africana sofrem perseguição em comunidades cariocas

Estudo aponta existência de 847 terreiros no estado, dos quais 430 sofreram atos de discriminação e 132 foram atacados; "há pastores evangélicos convertendo líderes do tráfico e os usando para expulsar os terreiros", diz antropólogo Por: Brian Mier no, Opera Mundi  Recentemente, uma bomba foi jogada dentro de um terreiro em Porto Alegre. Não foi um evento isolado. Ataques contra praticantes das religiões de matriz africana estão aumentando em todo o país. Uma das situações mais graves acontece no Rio de Janeiro, onde, em muitas favelas, igrejas evangelizaram os chefes do tráfico e os pressionam a acabar com terreiros e outras manifestações da cultura afro-brasileira nessas comunidades. Um estudo da PUC-Rio e do governo do estado aponta a existência de 847 terreiros no Estado. Desse montante, 430 sofreram atos de discriminação e 132 já foram atacados por evangélicos. Certa noite, eu estava em um baile funk, dentro de uma comunidade controlada pelo tráfico, ...

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Cultura e preconceito

A história dos negros na cidade de São Paulo tem sido marcada por diversas formas de lutas na construção de suas expressões culturais e, por vezes, vistas como “caso de polícia”. O samba, por exemplo, confirma este enredo. Diversos sambistas foram perseguidos e encarcerados no início do século 20, caso idêntico ao da capoeira que, por Lei, foi proibida de 1890 a 1937, onde capoeiristas poderiam ser presos. por Mauricio Pestana *O candomblé, religião de matriz africana, não fugiu a regra. O Decreto de 1832 obrigava negros escravizados a se converterem à religião oficial, o Catolicismo, e se acusados de feitiçaria, poderiam ser condenados à pena de morte. No início da República o Espiritismo era considerado crime, e em muitos Estados templos eram cadastrados na delegacia e seguidores submetidos a exame de sanidade mental, com laudo psiquiátrico. Esses exemplos nos leva a repensar o combate ao preconceito e à discriminação como ...

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Dani Costa Russo/Divulgação

MC Xuxu: funkeira, travesti e feminista na luta contra o preconceito

O funk vem ganhando cada vez mais espaço em nossa sociedade, o que também gera muito debate e polarização de opiniões. Apesar de não ser uma unanimidade, o funk pode estimular reflexões complexas sobre sexualidade, consumo, cultura da periferia e feminismo. Se você acha que todos esses tópicos já preenchem bastante tempo de discussão, ainda precisa conhecer a MC Xuxu, travesti e funkeira que usa seu trabalho para combater o preconceito. Por Jarid Arraes Quando seu primeiro vídeo – que mandava “um beijo pras travesti” – viralizou em todo o Brasil, a jovem da comunidade de Santa Cândida, em Juiz de Fora, teve a oportunidade de conquistar um público interessado em diversidade e foi parar até mesmo em rede nacional. Hoje, depois do estouro inicial, MC Xuxu continua trabalhando com uma proposta cada vez mais politizada, levando em frente uma mensagem de inclusão e respeito. “Eu gosto de cantar o ...

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Vítima de racismo, professora vai expor artigo sobre funk nos EUA

Vítima de racismo, professora vai expor artigo sobre funk nos EUA

Moradora da região do Campo Limpo, em São Paulo, a professora Jaqueline Conceição da Silva, 28, foi convidada para ir à Universidade Columbia, nos Estados Unidos. Tudo por causa de seu artigo sobre questões de gênero no universo do funk, que foi aceito para uma conferência em setembro. A docente ganhou a atenção porque seu trabalho acadêmico cita a cantora Valesca Popuzuda. Por Lucas Rodrigues, do  UOL Educação Foto: Folhapress/Eduardo Knapp "A proposta do trabalho era refletir a dualidade da questão da mulher dentro do funk. Se há uma emancipação ou se ele reproduz o machismo de nossa sociedade", conta Jaqueline, que dá aula de literatura para o ensino médio de uma escola estadual em Paraisópolis. O interesse pelo funk veio da sua observação dos seus vizinhos lá do Capão Redondo -- em sua maioria, fãs do pancadão. Ela fez mestrado em educação sobre juventude na PUC-SP (Pontifícia ...

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Funk e Feminismo

Ao lançar sua carreira solo, Valesca Popozuda disse numa entrevista: “A bunda é uma parte importante da minha carreira, não nego, mas não me considero só isso”. Texto de Bia Cardoso. A bunda feminina talvez seja um dos símbolos mais lembrados quando o assunto é funk. Com letras que chamam mulheres de “cachorras” e as convidam a “remexer o popozão” para deleite dos homens, parece impossível estabelecer ligações entre funk e feminismo. Porém, tanto a cultura como os movimentos sociais não são estáticos e refletem as mudanças de nosso tempo. O funk pode ser feminista? Valesca Popozuda é feminista? São perguntas que vemos nos debates atuais. Valesca pode se dizer feminista, assim como pode se autoafirmar o que quiser. O feminismo não tem dona e nem cartilha a ser seguida, está aí para ser desmitificado, remixado e reelaborado como tantos outros pensamentos. Quanto ao funk, o que interessa, e muito, são as ...

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Valesca Popozuda vai pagar viagem de professora que a citou em trabalho acadêmico a congresso nos EUA

“Quando ouvi a Valesca Popozuda cantar ‘My Pussy é o poder’ pela primeira vez, pensei: uau! isso é mais profundo que Simone de Beauvoir”. A interpretação é da pedagoga Jaqueline Conceição da Silva, de 28 anos. Com mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), ela foi convidada pela prestigiada Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, para apresentar seu trabalho sobre o funk e a juventude brasileira, “Só Mina Cruel - Algumas Reflexões Sobre Gênero e Cultura Afirmativa no Universo Juvenil do Funk”, em um congresso que acontece em setembro deste ano. Por Ana Carolina Pinto, Fonte: Extra Moradora de Jardim Celeste, no bairro Campo Limpo, em São Paulo, Jaqueline comemorou a oportunidade de levar a cultura da periferia para outro país. Mas por não ter vínculo atual com nenhum programa de pós-graduação, a concretização do sonho da educadora tinha esbarrado na questão financeira. Até agora. Depois de ...

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Com gosto apurado, Jerome Meyinsse, pivô rubro-negro mostra seu talento como trompetista

Do alto de seus 2,07m, americano Jerome Meyinsse revela refinado conhecimento musical: "Nos Estados Unidos, também são raros os atletas que tocam" Pagode, samba, sertanejo, hip hop, funk. Independentemente da modalidade, esses geralmente são os gêneros musicais preferidos da maioria dos atletas profissionais. Mas toda regra tem sua exceção. No time de basquete do Flamengo, que encara o Paulistano no próximo sábado, às 10h10, em busca do seu terceiro título do NBB em seis edições, ela atende pelo nome de Jerome Meyinsse. Nascido em Baton Rouge, na Lousiana, o pivô de 2,07m se agarra às raízes e tem o jazz na ponta da língua. Literalmente. Trompetista na adolescência, o americano foi influenciado pelo pai Joseph e tocou na banda da escola antes de ter que optar entre a música e o esporte. O basquete venceu a queda de braço, mas a paixão pela música permanece viva até hoje nas veias ...

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valesca funk

“Desejo a todas inimigas vida longa”: as funkeiras e o recalque – Por: Bárbara Araújo

Quero começar esse texto dizendo que estou bem longe de ser uma pessoa super entendida de funk. Não sou funkeira, não sou uma fã que acompanha artistas do funk, não sou estudiosa do funk. Tem muita gente por aí que poderia dar uma opinião levando em considerações mil coisas que eu nem sei (e espero que se sintam à vontade para fazê-lo nos comentários). Enfim: o objetivo desse texto é relatar a impressão de uma ouvinte dos hits de funk (e dançarina, porque, né? rs) sobre uma questão que me parece muito relevante: o fortalecimento do recalque como tema nos funks cantados por mulheres. É claro que há muito mais funks cantados e escritos por mulheres do que chegamos a conhecer; há uma pluralidade temática e uma história bem maior do que as paradas de sucesso mainstream nos apresentam. Mas é possível afirmar que, em 2013, uma parte significativa dos hits que ...

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