Tag: Holocausto‬

"Somos um país genocida. Não apenas hoje, quando temos quase 400 mil mortos pela pandemia. Mas desde sempre."

O Brasil é um país genocida

Há muito tempo, uma grande amiga, também historiadora, me disse: "Você precisa ler este livro." O tema é devastador. O genocídio no maior hospício do Brasil. Eu, que já trabalho com um dos temas mais violentos da história brasileira, retardei minha leitura por anos. E quando a fiz, foi de supetão, numa espécie de atropelo guiado pela fina escrita da autora Daniela Arbex e por toda a violência e tristeza que o livro carrega. Como um remédio amargo, que tomamos num gole só. Foram 60 mil mortos dentro de uma instituição, administrada pelo Estado, que tinha a função de oferecer tratamento e condições de vida adequadas àqueles considerados doentes mentais. O Hospício de Barbacena, fundado em 1903, abrigou milhares de vidas. E, infelizmente, destituiu de humanidade praticamente todas elas, naquilo que a autora bem chamou de "Holocausto brasileiro", expressão que dá título ao livro. Uma sucessão de tragédias pessoais, incompreensões da ...

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Enterro de Edson Arguinez Júnior, de 20 anos, morto após uma abordagem policial em Belford Roxo Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

‘Os assassinos não deram chance para o meu filho’, diz mãe de um dos rapazes mortos após abordagem de PMs

Comoção e indignação de parentes e amigos marcaram o enterro do camelô Edson Arguinez Júnior, de 20 anos, na tarde desta segunda-feira, dia 14, no Cemitério Municipal de Belford Roxo, no bairro da Solidão. O pai do rapaz, Edson Arguinez, estava desolado. A todo tempo ele dizia que o filho era “amigo e trabalhador” e questionou a abordagem da PM. A dona de casa Renata Santos de Oliveira, de 40 anos, diz que “é uma revolta, indignação, tristeza, um conjunto de sentimentos” ter que passar por essa situação. O rapaz foi morto junto com o amigo Jhordan Luiz Natividade, estudante de 17 anos, após uma abordagem por policiais militares na madrugada de sábado, em Belford Roxo. — Eu estou fazendo (hoje) uma coisa que eu não desejo para ninguém, que é enterrar o meu filho. Os assassinos não deram chance para o meu filho. Não deram chance de um filho ...

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Bianca Santana - Foto: João Benz

Que vergonha ser adulta em uma sociedade que assassina suas crianças

Todos os dias, ao longo de 2015, 32 crianças ou adolescentes foram assassinadas no Brasil. Em um ano, um total de 11.403, sendo 10.480 meninos. No mesmo período, na guerra da Síria, morreram 7.607 meninos. Cidadãos de bem, religiosos, defensores da pátria e da família, vocês dormem bem com este dado? Eu não durmo. Como todo mundo já sabe, crianças brasileiras não são alvos de balas perdidas. Meninas e meninos negros é que são alvos do genocídio. No Rio de Janeiro, 91% das crianças assassinadas por tiros são negras. Na UNEafro Brasil, movimento de que faço parte, nos dedicamos à educação popular e à organização comunitária como estratégias de promoção de vida e acesso a direitos para pessoas negras e periféricas. Atuamos com mais de uma centena de entidades na Coalizão Negra por Direitos, fazendo incidência política nacional e internacionalmente para interromper o genocídio negro. Somos milhares de pessoas organizadas ...

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Thiago de Souza Amparo – Imagem- Veja.com

Quem mandou matar Emilly e Rebeca?

Chega um tempo em que a dor não basta. Chega um tempo em que nossos ombros negros suportam o mundo e, como escreveu Drummond, "ele não pesa mais que a mão de uma criança". Se pudéssemos parar o tempo, as primas Emilly Victoria Silva dos Santos, 4, e Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos, 7, ainda estariam ali brincando na porta de sua casa em Duque de Caxias (RJ), e não atravessadas pelo genocídio em curso. Uso o termo em sua acepção jurídica: homicídio com intenção de destruir, no todo ou parte, pobres e pretos. Chega um tempo em que devemos recusar escrever elegias, porque num mundo onde a morte de crianças pretas é uma ordem que as dilacera, resta lutar por justiça. Justiça, escrevera Cornell West, é como o amor se apresenta em público. Balas não são perdidas, porque sempre acham os mesmos corpos negros para os quais foram disparadas. ...

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Reprodução/Imagem retirada do site Brasil 247

Não quero mais pagar com o meu imposto o salário dos policiais, para que matem negros

Se alguém se atrever a perguntar a um policial brasileiro sobre quem paga seu salário, ele dirá que é o tesoureiro. Não lhe passa pela cabeça que são os cidadãos, pagando seus impostos, que lhe pagam os salários. Somos eu, você, todos nós, os que pagamos, com os nossos impostos, o salário de todos os funcionários públicos, entre eles os dos policiais. No caso dos policiais, o caso é particular. Porque eles agem como nós lhes delegássemos a responsabilidade de impor a ordem, que inclui a repressão a pobres, entre os quais, especialmente os negros. Eles agem como nós lhes contratássemos para que se livrem dos pobres e negros, seja prendendo-os, seja matando-os, sempre golpeando-os, em nosso nome, para que possamos andar tranquilamente pelas ruas, com menos de sermos atacados por pobres e negros – via de regra, as mesmas pessoas. O mais hediondo crime cometido diariamente no Brasil é ...

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Ilustração: Hadna Abreu

Epidemia de execuções: PM catarinense mata 85% a mais no isolamento social

Ilustração: Hadna Abreu Guilherme da Silva dos Santos, 21 anos, Matheus Cauling dos Santos, 17 anos, Derick da Luz Waltrik, 17, Walace Indio Farias, 18, Wellinton Jonatan da Silva, 21, Shilaver da Silva Lopes, 22, Yure Esquivel da Rosa, 17, Lucas Pereira da Silva, 21, Everton da Rosa Luz, 22, Leonardo Leite Arruda Alves, 18, Marlon Leite Arruda Alves, 15, e Jonatan Cristhof do Nascimento, 24. Os tempos são de pandemia, mas as 12 cruzes fincadas no canteiro central da rua Silva Jardim, na entrada do Morro do Mocotó, no Centro de Florianópolis, não prestam homenagens aos mortos da covid-19 como milhares idênticas espalhadas em memoriais pelo país. A epidemia que sobe o morro na calada da noite, que caça alvos em uma suposta lista e sentencia ali, no calor do momento, é outra, e teve início há muitos anos. Só não inventaram ainda vacina capaz ...

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João Pedro foi morto na casa dos tios Foto: Arquivo pessoal

Caso João Pedro: MP encaminhará para a PF estojos de fuzil encontrados no quintal da casa onde garoto morreu

Oito estojos de fuzil calibre 5.56 encontrados no quintal da casa onde o menino João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, morreu, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, serão encaminhados pelo Ministério Público do Rio para a Polícia Federal. O material será comparado com estojos de três fuzis que estavam com policiais civis que participaram da operação - que contou também com equipes da PF - durante a qual o adolescente foi baleado. As informações são do G1. Além dos estojos, será também mandado para a perícia da PF um fragmento de um projétil calibre 5.56 encontrado no corpo de João Pedro, informou o portal de notícias. O adolescente morreu no dia 18 de maio deste ano. Após ser baleado, o garoto foi transportado pelo helicóptero da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil, até o heliponto da Lagoa, na Zona Sul do Rio, ...

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Reprodução/Facebook

Ato Vidas Pretas Importam – Cidade Tiradentes/ZL

No Brasil, um jovem preto é assassinado a cada 23 minutos. Todos que foram vítimas do assassinato da população preta e pobre, mortos antes e durante a quarentena nas ruas da Cidade Tiradentes, merecem justiça. Felipe Santos Miranda, Brayam Ferreira dos Santos, Igor Bernardo dos Santos e tantos outros jovens seguem vivos em nossa memória e é por eles que nos manifestamos. Cidade Tiradentes é o bairro onde se morre mais cedo em São Paulo: a expectativa de vida é de apenas 57 anos. A violência contra os moradores não diminuiu e acontece de diversas formas, mesmo durante uma pandemia de COVID-19. Com o isolamento, muitos perderam seus trabalhos e hoje tentam sobreviver com R$ 600,00: valor insuficiente para sustentar famílias com comida, água, luz e outras necessidades básicas. Temos o vírus, a fome e a violência cotidiana agindo juntos pelo genocídio. Os leitos de UTI foram esgotados em abril ...

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Descendente da dinastia alemã Saxe-Coburgo-Gota, Leopoldo II foi rei dos belgas de 1865 a 1909 e é especialmente lembrado pela colonização do Congo Belga
(Foto: Jonas Roosens/Belga/AFP)

Estátua de Leopoldo II, rei que causou genocídio no Congo, é derrubada na Bélgica

A cidade de Antuérpia, localizada no norte da Bélgica, derrubou a estátua incendiada do rei Leopoldo II para colocá-la em um museu. O monarca causou a morte de 10 milhões de africanos, a maioria da República Democrática do Congo. Em meio aos protestos antirracista no domingo (7) no país, estátuas do monarca foram alvo dos manifestantes em diversas cidades. Em Bristol, na Inglaterra, manifestantes derrubaram a estátua em homenagem ao traficante de escravos Edward Colston e a jogaram no rio da cidade. Segundo historiadores, Leopoldo II fez um reinado de 44 anos, a maior parte no final do século 19. Os monumentos em sua homenagem trazem à tona o passado colonial belga, marcado por exploração, violência e crueldade com povos africanos. Em Ghent, o monarca em bronze foi pintado de vermelho e recebeu um capuz no rosto, com as palavras “não consigo respirar” — a frase dita por George Floyd ...

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Imagem retirada do site  Pragmatismo Político

Pai e filho executam jovem negro porque ele praticava exercícios no bairro

Dois homens brancos, Gregory McMichael e Travis McMichael, pai e filho, mataram um jovem negro de 25 anos a tiros porque o “confundiram com um ladrão”. As informações são da CNN. O crime aconteceu no dia 23 de fevereiro na cidade de Brunswick, na Geórgia (EUA), mas só agora as circunstâncias do assassinato foram esclarecidas. O jovem Ahmaud Arbery estava praticando corrida pelas ruas do bairro de classe-média ‘Satilla Shores’ quando foi parado pela dupla. Pai e filho estariam procurando um homem que supostamente teria participado de um assalto. Uma testemunha filmou o assassinato de Arbery e as imagens surgiram nas redes sociais na última terça-feira (5/5). Wanda Jones, mãe da vítima, diz que o vídeo não deixa dúvidas do que aconteceu. “Meu filho estava praticando sua corrida diária e foi caçado como um animal”. As imagens mostram Arbery se aproximando de uma caminhonete, quando é abordado pelos dois homens brancos – ...

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A conclusão da Corregedoria também foi criticada pela União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis
(foto: Rovena Rosa/Agência Brasil )

Corregedoria isenta policiais envolvidos em ação em Paraisópolis

Inquérito da corporação considera que 31 policiais agiram em legítima defesa em ação que deixou nove jovens mortos num baile funk. Arquivamento do caso é pedido.A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo isentou os 31 policiais que participaram de uma ação que resultou na morte de nove jovens em um baile funk na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, em dezembro do ano passado, e pediu o arquivamento do caso. Do Terra  A conclusão da Corregedoria também foi criticada pela União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis(foto: Rovena Rosa/Agência Brasil ) Na conclusão do inquérito realizado pela corporação divulgada nesta sexta-feira (07/02), o capitão Rafael Oliveira Cazella considerou a ação policial lícita e alegou que os policiais agiram em legítima defesa. O documento afirma que o grupo também não praticou nenhuma infração militar. O subcomandante da PM de São Paulo, coronel ...

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Mauro Pimentel/Folhapress

Soares, sobre o recorde de mortes da PM do Rio: “Estatizamos homicídios”

O porteiro Claudio Henrique de Oliveira foi morto por policiais militares na quinta-feira 12, durante operação na favela do Vidigal, no Rio de Janeiro. Amigos e parentes do rapaz denunciam que, ao contrário do que alegam as autoridades, ele não era traficante e não estava armado. Na ação, quatro pessoas foram mortas. Por Chico Alve, da UOL  Luiz Eduardo Soares (Foto: Mauro Pimentel/Folhapress) Testemunhas dizem que os PMs chegaram atirando, sem qualquer preocupação de evitar atingir inocentes. Além dos parentes de Oliveira, a família do carregador Marcos Guimarães da Silva, também morto na mesma ofensiva, garante que ele não tinha envolvimento com o crime. Os mortos no Vidigal se somam à impressionante relação de vítimas que nos últimos meses perderam a vida durante ações da polícia fluminense. Essa estatística chegou ao topo em 2019, com 1.686 mortes. A tática de enfrentamento determinada pelo governador Wilson Witzel, ...

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Paraisópolis
Imagem: Lalo de Almeida

Conectas cobra apuração rígida de mortes provocadas por ação da PM

Operação em Paraisópolis evidencia descaso da segurança pública com a vida nos territórios e o padrão de abuso da força policial Do Conectas Paraisópolis (Imagem: Lalo de Almeida) Nota Pública, Violência Institucional A Conectas presta solidariedade às vítimas e a familiares do massacre de Paraisópolis, e exige, das instâncias responsáveis, a apuração das ações praticadas no último domingo (1), quando uma operação policial deixou ao menos nove jovens mortos – em sua maioria negros e adolescentes – além de outras doze pessoas feridas. Uma festa de funk foi alvo da ação violenta da polícia de São Paulo e infelizmente com vítimas fatais. A ação negligente evidencia o padrão de atuação dos órgãos de segurança pública com a vida de pessoas pobres e negras em áreas periféricas, fazendo, inclusive, uso de armas de fogo e armamentos menos letais num evento com mais de cinco mil pessoas, causando ...

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Paraisópolis (Lalo de Almeida/UOL)

Abusos provam que estamos por nossa conta

Projeto brasileiro de extermínio da racialidade indesejada se escancara em situações como a vivida em Paraisópolis Por Bianca Santana e  Douglas Belchior, na Folha de S.Paulo    Paraisópolis (Lalo de Almeida/UOL) “Em nenhum outro momento do pós-abolição o projeto de extermínio da racialidade indesejada se tornou tão evidente no Brasil e com tamanho apoio ou indiferença social, expondo negras e negros a iniquidades sociais como chacinas, extermínios, genocídio, feminicídios e mortes preveníveis e evitáveis. Estamos por nossa conta”, afirmou Sueli Carneiro na mesa de abertura do 1º Encontro Internacional da Coalizão Negra por Direitos, realizado nos dias 29 e 30 de novembro. A afirmação contundente ganhou materialidade na ausência de três militantes, que precisaram ficar nos territórios para enterrar nossos mortos. Na segunda (25), seu Vermelho, 89, líder do quilombo Rio dos Macacos, na Bahia, foi assassinado a machadadas. Rose e Franciele, que participariam do encontro, ...

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Policiais no Alemão, chegando para a reconstituição Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

Caso Ágatha: inquérito da Polícia Civil aponta que PM causou morte da menina

Resultado da investigação será entregue nesta terça-feira à Justiça. Segundo relatos de testemunhas, cabo confundiu esquadria de janela que homem levava em motocicleta com arma e atirou Por Rafael Nascimento de Souza, do  O Globo  Policiais no Alemão, chegando para a reconstituição (Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo) Partiu de um cabo da PM o disparo que, dois meses atrás, provocou a morte da estudante Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, no Complexo do Alemão. A informação consta do inquérito da Polícia Civil sobre o caso, que deve ser enviado nesta terça-feira à Justiça. De acordo com o documento, houve um “erro de execução”: o objetivo não era atingir a criança, mas dar um “tiro de advertência” para forçar a parada de dois homens que estavam numa motocicleta. A dupla fugiu de uma blitz dentro do complexo. Em seguida, o PM, lotado na Unidade ...

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Genocídio do povo negro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Audiência na ALERJ debate as violações de Estado em favelas e o genocídio da juventude negra no Rio

Uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) debaterá na próxima quinta-feira, 17 de outubro, das 10h às 14h, a crescente onda de violações dos direito dos moradores das favelas e periferias do Estado e o genocídio da juventude pobre e negra. A audiência "Mães e Mulheres Moradoras de Favelas para debater a Política de Segurança Pública no RJ” reunirá as comissões da Mulher, Direitos Humanos, Discriminação, Educação, Trabalho e Habitação acontece no Plenário Barbosa Lima Sobrinho no Palácio Tiradentes. Além de mães e familiares de vítimas de estado estarão presentes representantes da FAF-Rio (Federação Municipal das Favelas do Rio), FAFERJ (Federação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro), presidentes de diversas associações de moradores, integrantes do movimento Parem de Nos Matar e diversos outros movimentos sociais. Juntos exigem que os moradores de favelas tenham os mesmos direitos e liberdades civis constitucionais que os demais moradores ...

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Atatiana Jefferson tinha 28 anos — Foto: Reprodução/BBC

Policial dispara pela janela e mata mulher negra em seu próprio quarto nos EUA

Uma mulher negra foi morta a tiros pela polícia pela janela do seu quarto nas primeiras horas da manhã do sábado (12/10), após um pedido de seu vizinho para verificar se ela estava bem. No BBC Atatiana Jefferson tinha 28 anos — Foto: Reprodução/BBC Atatiana Jefferson, de 28 anos, estava em sua casa, em Fort Worth, no estado americano do Texas, acompanhada do sobrinho de oito anos. O vizinho telefonou para a polícia depois de ficar preocupado ao ver a porta da frente da casa de Atatiana aberta durante a noite. A polícia divulgou imagens que mostram um policial atirando alguns segundos depois de vê-la. O registro foi feito por meio de uma câmera acoplada ao uniforme do policial. O vídeo mostrao policial fazendo buscas ao redor da casa, antes de notar uma figura na janela. Depois de solicitar que a pessoa levantasse as mãos, um ...

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Grupo de mães se reuniu nesta terça com deputados federais, entre eles Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Alessandro Molon. (TWITTER ALESSANDRO MOLON)

Ciclo de impunidade em operações policiais com mortes ronda o caso Ágatha

Estudos mostram que mais de 90% dos casos de mortes cometidas por agentes do Estado não são investigados ou acabam arquivados Por FELIPE BETIM, do El País  Grupo de mães se reuniu nesta terça com deputados federais, entre eles Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Alessandro Molon. (TWITTER ALESSANDRO MOLON) As ações policiais no Rio de Janeiro raramente passam pelo escrutínio das autoridades competentes, seja a Polícia Civil ou o Ministério Público, quando resultam em mortes. Ao menos três estudos e relatórios recentes indicam que mais de 90% dos autos de resistência — como são chamadas as mortes cometidas por agentes de Estado durante uma operação — não são investigados ou acabam arquivados. Trata-se de um cotidiano de impunidade que estimula toda sorte de abuso por parte dos agentes públicos. E que agora ronda o caso Ágatha Félix, a menina de oito anos que morreu baleada ...

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“A lógica racista naturaliza e romantiza a violência sofrida pela população negra”

De uns tempos pra cá me pus a observar um pouco mais as facetas do comportamento humano e chego a conclusão óbvia de que vivemos numa dualidade. O ano era 2012 quando fui apresentada à obra coreográfica de Marcela Levi e Lucía Russo, chamada Natureza Monstruosa. Com micronarrativas, a animalidade humana é exposta na sua forma mais pura e terrível e fala sobre o quanto nosso lado monstruoso nos assombra e é ativado em momentos comuns do cotidiano. Mas até que ponto essa monstruosidade é algo inconsciente? Ou será que damos lugar a ela quando invisibilizamos algo que não é inerente ao interesse pessoal? Pois bem, acho que primeiro vale uma ilustração bem básica, uma comparação que até certo ponto faz sentido. Por exemplo, o comportamento de um cachorro: animal sem racionalidade considerada que é capaz de ver outro da mesma espécie morto, putrificado e não ser impactado por isso. ...

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Protesto contra mortes de Ágatha e de outras crianças ocorreu em frente à Alerj, no centro do Rio / Eduardo Miranda/Brasil de Fato

“Parem de nos matar”, pedem moradores em ato no Rio contra morte de Ágatha, de 8 anos

Movimentos populares, civis, lideranças e moradores de favelas, estudantes e professores do ensino médio e universitário participaram de um grande protesto em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta segunda-feira (23), contra a morte de Agatha Vitória Sales Félix, de oito anos. A menina foi vítima de um tiro de fuzil da Polícia Militar, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, na última sexta-feira (20). “Exigimos justiça pela Ágatha, não vamos deixar que ela vire mais uma nas estatísticas”, afirmou Daniele Félix, tia da menina, sendo acompanhada por um coro de pessoas presentes no ato. A tia de Ágatha estava acompanhada de outros familiares e disse que os pais da menina, que não foram ao ato, “estão destruídos”. “Somos vítimas da violência do Estado do Rio de Janeiro. Repudiamos essa situação de insegurança e terrorismo do governador contra as comunidades. Ele está nos forçando a ...

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