terça-feira, maio 11, 2021

Tag: Maternidade

Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Mães e gestantes negras na pandemia de covid-19: O desafio está ainda maior

As últimas semanas têm sido especialmente difíceis para conseguir dar conta de toda a demanda do trabalho e da maternidade. Além dos desafios que ficam restritos à minha casa e núcleo familiar, ainda tem os trazidos pela pandemia de covid-19, que se misturam intimamente com quem sou e como vivo minha vida. Na última semana li uma notícia sobre uma puérpera de Manaus que veio a óbito apenas 27 dias depois de ter dado à luz, em decorrência não da covid-19, mas da falta de ética e preparo de uma médica. Jucicleia, jovem mãe de 30 anos, morreu após sua médica considerar adequada a utilização de um tratamento experimental com hidroxicloroquina, - defendido pelo presidente Bolsonaro - sem o devido consentimento e nem a devida explicação dos riscos que ele representava. O resultado? Mais uma família destruída pela pandemia, mas principalmente, pelo negacionismo e negligência de quem deveria trabalhar para ...

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Uma mãe obstinada: maternidade negra no pós-abolição (Recife, 1890)

No habeas corpus aberto em 1890 na cidade do Recife, encontramos a história de Gertrudes Rosario Maria da Conceição, acusada da faina de “pegar crianças”. Gertrudes era uma criada doméstica de 21 anos, ex-escravizada, analfabeta, solteira, africana – pela idade importada ilegalmente para o Brasil – e mãe de Olindina, alvo do litígio.  Em algum período próximo ao 13 de maio de 1888, Gertrudes decidiu ir para Belém. Como tinha uma filha “em tenríssima idade”, precisou deixá-la aos cuidados da família Siqueira, de modo a garantir um teto para a menina enquanto se aventurava nessa empreitada. Anos depois, quando resolveu morar no Ceará, resolveu buscar sua filha. De início, tentou recuperá-la de forma amistosa, mas sem sucesso. A fim de alcançar o seu intento, pediu para sua amiga, Maria de França, uma liberta que tinha conhecido no Pará, que resgatasse a menina da casa dos Siqueira. Elas concordaram em partir ...

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Charlene Borges (Arquivo Pessoal)

Charlene Borges: Maternidade negra, ética de cuidado coletivo e políticas públicas

“O ditado omo k’oni ohun o ye, ìyá ni ko je e – uma criança sobrevive e prospera apenas pela vontade de Ìyá – sugere o papel fundamental que Ìyá desempenha no bem-estar da criança. Ìyá não é apenas a doadora do nascimento; Ìyá também é uma co-criadora, uma doadora de vida, porque Ìyá está presente na criação” Oyèronke Oyĕwùmí   A maternidade é um tema que costuma despertar paixões e polêmicas espinhosas no âmbito dos feminismos, sobretudo aquele fundamentado na teoria clássica ocidental em razão da histórica desigualdade de gênero na divisão sexual do trabalho entre os espaços público e o privado. Nesse contexto teórico, a maternidade fora vista como um entrave para a mulher em relação à luta pela equidade, acesso a melhores oportunidades de trabalho e realização pessoal de seus projetos de vida. De igual modo, à maternidade, em outros primas teóricos, já se atribuiu a condição de ...

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Espetaculo Yèyé-Projeto MAMA ÁFRICA (Foto: Ismael Silva)

Yèyé: um espetáculo de contação de histórias para mulheres que vivenciam a maternidade em tempos de pandemia

A pandemia revelou algo que toda mãe já sabe, mas que agora está potencializado: a carga emocional e o acúmulo de trabalho. Nesse momento de confinamento e de distanciamento social quem acolhe, aconchega e as escuta? Pensando nas mães, afinal a idealizadora deste projeto também é uma, e foi diretamente afetada pela pandemia. Josy Acosta, atriz, produtora cultural e mestra em artes cênicas, gaúcha radicada em Salvador há 10 anos, estreia no início de abril, no youtube, o espetáculo Yèyé (em yorubá arcaico pode ser traduzido como mãe, mãezinha, uma forma carinhosa de definir as mães), a montagem é fruto do projeto MAMA ÁFRICA aprovado no prêmio das artes Jorge Portugal. O espetáculo foi construído a partir de uma pesquisa de campo na Fundação Pierre Verger, local onde a atriz e sua equipe escutaram a griote Vovó Cici contar histórias de orixás femininos. Josy revela: “pedi a Vovó que contasse ...

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Antes mesmo de lidarem com a dor da perda, lutam para obter imagens de câmeras de vigilância e depoimentos de testemunhas que comprovem a inocência das vítimas. Na Foto está Débora da Silva, uma das fundadoras do Movimento das Mães de Maio.(Foto: Olívia Soulaba/Mães de Maio)

A luta pela maternidade plena no feminismo negro

Como advogada criminalista e ativista do movimento negro, todos os inquéritos policiais e ações judiciais em defesa de mães de jovens assassinados por forças policiais em que atuei, me fizeram refletir a respeito do luto inesperado. Afinal, no curso natural da vida, esperamos perder nossos pais e avós, mas nenhuma mãe espera perder seu filho, ainda mais um filho assassinado. Essa provavelmente é uma dor que nunca passa. Ainda assim, mães negras e periféricas se organizam em coletivos que transformam o luto em luta e oferecem ombro e apoio àquelas que também perderam seus filhos. “Alguém precisa fazer alguma coisa. Nossos filhos são assassinados e nós ficamos aqui como mortas-vivas”. Esse foi o conteúdo de um áudio que recebi na semana do segundo turno das eleições municipais, de uma mãe que teve seu filho assassinado pela Polícia Militar há alguns anos e que atualmente articula um movimento de apoio e ...

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Foto: Antenna/Getty Images

Medo de engravidar na pandemia de covid-19 se assemelha ao auge da epidemia de zika, segundo pesquisa

Este é um dos resultados preliminares de uma pesquisa ainda inédita da Universidade do Texas em Austin, que entrevistou 2.380 mulheres de 18 a 34 anos no Estado de Pernambuco, um dos mais afetados pelo surto de zika entre 2015 e 2016. A pesquisadora Leticia Marteleto, professora do Centro de Estudos de População da Universidade do Texas em Austin, vem pesquisando as consequências demográficas da epidemia de zika desde 2016. Seus estudos, assim como os de outros grupos de pesquisa, constataram que houve um declínio do número de nascimentos no Brasil aproximadamente nove meses depois que o vírus foi associado ao nascimento de bebês com microcefalia. No início de 2020, Marteleto e seus colegas estavam se preparando para entrevistar 4 mil mulheres em idade reprodutiva no estado de Pernambuco, que seriam acompanhadas ao longo do tempo para investigar as consequências de longo prazo da epidemia de zika no que diz ...

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LWA/Dann Tardif/Getty Images

Número de nascimentos diminui em São Paulo. Idade das mães aumenta

Nas duas últimas décadas, o número de nascimentos em São Paulo diminuiu. Segundo estudo da Fundação Seade, vinculada ao governo paulista, o total de nascidos no estado mais populoso do país foi de 699,4 mil, em 2000, para 580,2 mil no ano passado. Além disso, o Seade aponta “importante mudança no perfil etário das mulheres que tiveram filho”. De acordo com a pesquisa, a proporção de mães com menos de 20 anos caiu pela metade – de 19,5% para 10,4%. Por outro lado, aumentou a parcela das mães com mais de 30 anos. Na faixa de 30 a 39, subiu de 26% para 39,1%. “Isso é consequência de mudanças na estrutura etária populacional e no comportamento reprodutivo”, analisa a fundação. Assim, embora ainda relativamente baixa, a idade média das mães paulistas aumentou quase três anos. Foi de 25,9 anos, em 2000, para 28,7 em 2019. Na capital, essa idade é ...

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@NappyStock

Relato de uma mãe preta

Você tem cor de merda; Sabia que você tem mão de traficante?; Minha mãe falou mesmo que não era pra eu brincar com pessoas da sua cor…; como você aguenta ser preto? Você fede…; eu não gosto de brincar com amiguinhos marrons… Essas foram algumas das frases que meus três filhos ouviram quase todos os dias, desde que entraram na escola, ou melhor, desde que começaram a se relacionar com outras crianças na escola. E eu como mãe, tive que conviver com esses relatos a vida toda, indo à escola, procurando professores e diretoras brancas que já chegaram a me perguntar se realmente o racismo existe. Antes de mais nada, preciso me apresentar para que vocês entendam um pouco mais sobre essa história. Meu nome é Talita, sou jornalista, tenho 41 anos, sou negra e me casei com um homem negro. Tenho três filhos negros, dois meninos e uma menina, ...

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Getty Images

Trabalho pós parto

A mãe solo Thaiz Leão, 29, está atarefada. Muito atarefada. Ela e o filho Vicente já estão em casa direto há três meses. As aulas são virtuais e a professora da escola envia tarefas e recados pelo celular. Quando o aparelho vibra, ela para tudo e bota o garoto de seis anos para estudar. Na marra, mantém de dois a três afazeres ao mesmo tempo. Nem sempre consegue. Assim que o menino começa os deveres, ela retorna para o computador. Ajeita os óculos e fica meio cansada, meio elétrica. Do outro lado da tela estão milhares de mães solo, como ela, à espera de uma ajuda. Desde o início da pandemia, Thaiz, diretora da Casa Mãe e criadora da página "A Mãe Solo", coordena a campanha #SeguraACurvaDasMães. O nome é a uma alusão à curva de contágio do novo coronavírus, mas a ideia é impedir que os dados negativos contra ...

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Monitor da violência - feminicídio — Foto: Editoria de Arte/G1

Feminicídio: 74% das mulheres mortas no RJ eram mães, aponta pesquisa

Um levantamento feito pelo Núcleo de Pesquisa de Gênero, Raça e Etnia da Escola de Magistratura do Rio de Janeiro mostra que a grande maioria das vítimas de feminicídio no estado eram mães e que os agressores tinham vínculo íntimo com elas. O RJ1 teve acesso em primeira mão aos dados da pesquisa, que analisou processos de feminicídios julgados pelas Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, as vítimas são, em sua maior parte, mulheres pardas e brancas, com idades entre 25 e 45 anos e que 74% das mulheres assassinadas eram mães. A maior parte dos agressores também está nessa faixa etária, entre 25 e 45 anos. Mais da metade deles, segundo a pesquisa, usava algum tipo de droga ou medicamento. Além disso, 90% dos agressores tinham vínculo íntimo com as mulheres que mataram, sendo que 39% deles moravam com elas. A juíza ...

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Como a maternidade regula a vida sexual e afetiva das mulheres

Que a maternidade é uma ferramenta de opressão violenta contra as mulheres, eu já cansei de falar. Mas gostaria hoje de entrar numa questão específica, sobre isso, entre tantas possibilidades de tolir e violentar as mulheres, a narrativa romântica sobre a maternidade relacionados a forma como as mulheres mães estabelecem suas relações afetivas/sexuais é algo que pouco falamos, e que ao mesmo tempo atravessa gerações causando estragos subjetivos de todos os tipos, inclusive jogando essas mulheres reféns de relações abusivas e violentas. O fato é que ao pensar nisso, nem a monogamia nem a não monogamia dão conta do que é mesmo essa compulsoriedade conjugal na vida de uma mulher que é mãe. A que me refiro? Conversando com um boy, falávamos de uma amiga em comum. Uma mulher que é profissional autônoma, que se sustenta, vinda de uma relação abusiva, e com um filho com mais de 10 anos. ...

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Getty Images

As mães demitidas durante a pandemia: “Tentei conciliar trabalho com meu bebê, mas perdi o emprego”

A pandemia chegou quando a advogada Nádia Silva, de Goiás, estava em seu segundo mês de licença-maternidade. Mãe solo (embora receba pensão do pai da criança), ela pretendia juntar um mês de férias à licença e aproveitar o período para encontrar um berçário para deixar o bebê quando voltasse ao trabalho. O plano não deu certo: os berçários continuam fechados, e a empresa exigiu a volta dela sem conceder as férias. A analista de contratos tentou equilibrar tudo - cuidados com o bebê, trabalho em tempo integral em home office e cuidados com a casa -, mas a situação ficou insustentável. "Às vezes eu acordava às 4h da manhã para terminar meu trabalho antes de o bebê acordar. E também fazia todo o trabalho doméstico", conta à BBC News Brasil. "Dois meses depois, pedi para a empresa um novo arranjo e um aumento, para eu poder pagar uma babá. Acho ...

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Pintura do artista plástico Robinho Santana.DIVULGAÇÃO/ROBINHO SANTANA

Como criar filhos antirracistas? Uma jornada em primeira pessoa

Creio que o imperativo moral da nossa geração de pais e mães é criar filhas e filhos antirracistas. Não é uma tarefa fácil, principalmente porque somos bastante iletrados sobre o tema. Também porque, depois de séculos de genocídio, silenciamento e exclusão num dos países mais desiguais do mundo, somos insensíveis ao estrondoso barulho do racismo estrutural. Frente a esses desafios, como criar efetivamente filhos antirracistas? Antes de mais nada, precisamos entender o que é ser antirracista; e a necessidade de falar proativamente sobre o tema com nossos filhos —uma questão sobre a qual eu mesma, como mãe negra de filhos de pele clara, até recentemente tinha dúvidas. Começo pelo segundo ponto, e spoiler: os dados nos asseguram que é melhor falar, e logo. Talvez seja um choque, mas lá vai: segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), crianças começam a aprender sobre questões raciais desde muito cedo com seus mais ...

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Maternidade Preta X Paternidade Branca: breves observações sobre racismo nas disputas de guarda nas Varas de Famílias

Há muitos anos observo criticamente a dinâmica das disputas de guarda enquanto advogada, atuando não somente em cenários de litígio, mas também nas mediações. É impossível, para mim, não perceber de que forma homens/pais brancos(ou não pretos) tratam mulheres pretas ou pobres. (Falar em vulnerabilidade financeira no Brasil é falar de negritude, naturalmente).  A desqualificação da maternidade negra ocorre sempre de maneira mais grave. Quando a disputa pela guarda se dá no campo judicial, reforçam-se estereótipos discriminatórios que afetam a parcialidade de julgadores e prejudicam o acesso à Justiça por parte destas mães. Incapaz de cuidar do filho, desequilibrada, sexualmente promíscua, são atributos comuns. Sua afetividade (ou vida sexual) será ainda mais posta em cheque e poderá ser utilizada como forma de desqualificar o exercício da maternidade.  Por que estou falando sobre isso?  Mulheres brancas não experienciam estas violências, afinal? Vejamos. Nas disputas de guarda, os tribunais levam em conta ...

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Reprodução/Facebook

Por que não chamo minha mãe de pãe?

Por meu pai ter sido ausente em quase toda a minha existência, não saberia dizer em que momento a minha mãe foi mãe e em que momento ela fez o papel do meu pai. Até porque não acho nada justo atribuir a ela mais essa responsabilidade. Ele não quis ser pai, ela decidiu ser mãe, ponto. Não vou amenizar dizendo que a minha mãe foi pãe, e resolveu a parte dele.  Não! A parte dele estou resolvendo na terapia mesmo. A minha mãe foi mãe, e fez a parte dela do jeito que entendia que deveria fazer, do jeito que deu, do jeito que pôde. Não vou dar os créditos ao masculino por mais essa. Por que quando uma mulher faz bem algo, é uma ótima profissional, logo tratam de atribuir a atitude dela ao universo do masculino?  Quando chamamos nossas mães, que não tiveram a participação do parceiro na ...

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Centenas de milhares de mortes de bebês e mães podem acontecer como consequência da pandemia do coronavírus nos serviços de saúde (Foto; GETTY IMAGES)

Coronavírus: falta de pré-natal e vacinas matará milhares de mães e crianças, alerta relatório

O relatório chega a estimar, em números, o impacto múltiplo da pandemia do coronavírus na saúde delas — que vai desde o acesso a contraceptivos à merenda de escolas, agora fechadas por imposição do isolamento social. Se em 2018 5,3 milhões de crianças com menos de cinco anos morreram globalmente, calcula-se que o contexto da pandemia possa tirar a vida de mais 400 mil delas por conta de interrupções e problemas nos serviços de saúde. Em relação à mortalidade materna, 295 mil mulheres morreram em 2017 em todo o mundo por causas ligadas à gravidez, como hemorragia e sepse. Os efeitos da pandemia podem fazer novas 24,4 mil mortes assim. O documento destaca ainda que: 13,5 milhões de crianças deixaram de ser vacinadas contra doenças que podem ser fatais; Mais de 20 países já relataram escassez de vacinas causada pela pandemia; Há interrupção no fornecimento de contraceptivos, podendo levar a 15 milhões ...

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Juliana Alves (Reprodução/Instagram @julianaalvesiam)

‘Não posso falar de maternidade sem falar de racismo’, diz Juliana Alves

Juliana Alves olha para a maternidade como uma forma de criar uma geração mais consciente. A atriz, que é mãe de Yolanda, de dois anos de idade, falou à "Celina" sobre a série virtual "Pra Nós", que vai ao ar todo domingo no seu Instagram. A ideia da produção é discutir desafios da maternidade e da vida em família na pandemia do novo coronavírus. "Quando fomos decidindo os temas , ficou claro para mim, pela minha trajetória, que eu não posso falar de maternidade sem falar de combate ao racismo", contou ela. "Quando eu penso em criar uma criança, penso que tenho a missão de permitir que essa pessoa seja feliz e que possa contribuir para uma sociedade melhor. Eu não quero alienar a minha filha. Eu quero que ela possa atingir todo o seu potencial, que seja uma grande mulher, e que possa fazer escolhas", continuou. "Para isso, ...

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Foto: PeopleImages/E+/Getty Images

Sonhos negados: violência faz mulheres negras desistirem da maternidade

"Sempre foi meu sonho ser mãe. Falava que queria ter quatro filhos, ter uma casa cheia, sabe?" Mariana Evaristo vive um conflito. A advogada mineira de 32 anos desistiu da maternidade por medo do que poderia acontecer. "Todo santo dia eu penso na violência que esse filho sofreria." Joseane Damasceno, assistente social cearense de 32 anos, passa pela mesma situação. "Aqui onde moro não tem um mês em que um jovem não é assassinado. Tenho muito, muito medo da realidade de genocídio em que vivemos." A carioca Buba Aguiar, patologista e socióloga de 27 anos, e Ana Luiza Guimarães, socióloga que vive em uma periferia no entorno de Brasília, amargam aflição igual. "Dá desespero de colocar o filho no mundo para perder para o Estado numa operação ou numa abordagem policial", diz a primeira. Mariana, Joseane, Buba e Ana Luiza são mulheres negras, que conversaram com o TAB sobre como ...

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(Foto: Reprodução/ Negras Plurais)

De licença-maternidade e em meio à pandemia, ela decidiu impulsionar os negócios de mulheres negras

Quando Caroline Moreira, de 35 anos, se movimenta, pelo menos duas mil profissionais negras de sua rede de contatos se movimentam com ela. E a empresária, que se tornou referência quando o assunto é impulsionar o empreendedorismo negro, decidiu que não podia parar sua luta antirracista por protagonismo negro nem durante a licença-maternidade. Por isso, nos últimos seis meses, idade da pequena Luna, a CEO da Negras Plurais decidiu continuar o processo de criação do primeiro aplicativo de oferta de produtos e serviços de mulheres pretas da América Latina e, diante da pandemia, acelerou o passo. Quando olho para os meus filhos - além de Luna, ela tem Miguel, de 7 anos -, sinto culpa por não estar me dedicando tanto quanto gostaria, mas acredito que a luta antirracista é mais urgente agora porque estou trabalhando para construir um mundo para eles. Acredito que eles vão entender o que estava ...

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Reflexões de uma mãe preta sobre os dias das mães

Há 02 dias, Hakim, meu primeiro filho, completou 07 anos e por causa deste evento muitos sentimentos chegaram com força em meu coração. Hakim é meu primeiro filho, mas não ó único. Depois dele houveram mais 02 filhos amados que permaneceram pouco tempo conosco e não puderam nascer. Eles também fazem parte da nossa família e estão eternizados em nossa história, em nossos corações e no meu corpo em forma de tatuagem. Quanto minha experiência com o Hakim, posso afirmar com toda certeza que sou uma mãe orgulhosa e feliz, mas minha inauguração no mundo materno foi bastante difícil. Circunstâncias difíceis de eminente risco de morte envolveram meu parto, roubaram a alegria e leveza que eu imaginava que deveriam estar presentes naquele momento. Eu já ouvi uma vez que deveria esquecer esta página difícil da minha vida e da história do meu filho, mas não tem como falar do milagre ...

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