Convite Lançamento Livro CEPAL/Kellogg – 23/09/2011 em São Paulo – “Da Inovação à Política Pública: historias de êxito na América Latina e no Caribe”

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Divulgamos abaixo evento de lançamento do livro “Da Inovação à Política Pública: historias de êxito na América Latina e no Caribe”, organizado por Norah Ray de Marulanda e por Francisco B. Tancredi, publicado pela CEPAL com apoio da Fundação W.K. Kellogg.

No Brasil, o lançamento acontecerá em São Paulo, no dia 23 de setembro de 2011, das 09h as 13h, na Fundação Getúlio Vargas, e é uma atividade gratuita, que contará com a presença dos autores e de projetos premiados pelo Prêmio de Inovação em Políticas Públicas da CEPAL. Para confirmar sua participação, o faça pelo telefone (11) 3799-7904 e/ou pelo e-mail: fabiana.moura@fgv.br – Mais detalhes e informações vocês poderão encontrar abaixo.

Aproveitem também para conhecer o banco de dados montado pela CEPAL, de experiências de inovação em políticas públicas na América Latina e no Caribe, disponível no link abaixo:

http://www.cepal.org/dds/Innovacionsocial/p/experiencias.htm

PUBLICAÇÃO REÚNE INICIATIVAS INOVADORAS

Identificar as 25 iniciativas consideradas de maior impacto no desenvolvimento socioeconômico do continente não seria suficiente se o conhecimento sobre elas ficasse limitado ao seu local de origem. Para estimular o intercâmbio de experiências, os projetos foram reunidos no livro De la Innovación Social a la Política Pública: histórias de éxito en América Latina e y el Caribe, que ganhará versão em português em julho.

Assinado por Nohra Rey de Marulanda e Francisco Tancredi, jurados do concurso realizado pela Cepal e Fundação W.K. Kellogg nos últimos cinco anos, o documento reflete especialmente sobre os fatores de êxito e as lições aprendidas. Logo no prefácio, o diretor da divisão de desenvolvimento social da Cepal, Martín Hopenhayn, deixa claro que a participação direta da comunidade é elemento fundamental de sucesso das iniciativas. Isso porque “fortalece a consciência cidadã e a democracia”.

O livro também expõe os critérios utilizados para a escolha dos projetos e apresenta um perfil detalhado de cada um deles, destacando o contexto de surgimento, desafios enfrentados, custos e impactos, entre outros dados.

“Ao todo, recebemos 4.800 iniciativas de quase todos os países da região. Desses, temos um banco de 72 finalistas, das quais 25 são os ganhadores. Trata-se de um acervo muito rico que queremos difundir”, explica a diretora do Concurso Experiências em Inovação Social, Maria Elisa Bernal. Segundo a executiva, ao longo de 2011 também estão sendo realizados encontros presenciais e fóruns virtuais entre representantes de governo e organizações da sociedade civil interessadas em replicar algum dos projetos. “A Controladoria da Costa Rica, por exemplo, se mostrou muito interessada no Observatório Social de Maringá”, observa.

Tomadores de decisão e gestores públicos, além de empreendedores sociais são justamente o público-alvo da análise que compõe as 166 páginas do livro. “Muitos dos projetos que premiamos se converteram posteriormente em políticas públicas. Os gestores se deram conta de que os problemas que as iniciativas estavam resolvendo atingia a muitas pessoas. Então, decidiram replicá-lo, aumentando sua dimensão e alcance”, argumenta Norah. “Não se trata de tomar em mãos as responsabilidades do Estado. O que devemos pôr à prova são novos métodos que iluminem possibilidades futuras para encarar os desafios comuns ao continente, trabalhando com os governos”, acrescenta Tancredi.

LONGEVIDADE

Apenas três entre as iniciativas selecionadas pela Cepal não tiveram continuidade: uma argentina e duas brasileiras, ambas de Pernambuco. Vencedora do quarto lugar do ciclo 2004-2005, a Ecoorgânica Cooperativa de Agricultores Familiares, de Vitória de Santo Antão, deixou de existir por desentendimento entre os associados. Já o Projeto In’Formar, finalista do ciclo 2007-2008, dependia unicamente de recursos privados e foi descontinuado pelo Porto Digital. “Isso só reforça a tese de que os projetos precisam ser coletivos e abraçados pela comunidade para que ganhem autonomia e sejam autossustentáveis”, avalia Maria Elisa.

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