Nascer do Ìyàwó

É uma por mês. Uma fotógrafa (ou fotógrafo) num bate-papo e uma foto exposta, esse é o projeto Monogaleria do Sesc Campo Limpo.

Na última edição teremos Roger Cipó, fotógrafo-pesquisador, educador social, candomblecista e militante contra os crimes de racismo religioso. Sua pesquisa fotográfica tem como objetivo estudar as diversas estruturas que baseiam as sociedades afro religiosas de São Paulo, além de divulgar as belezas e riquezas existentes no cotidiano social, cultural e ritualístico das comunidades. Em seu trabalho, a fotografia ultrapassa a condição de documentação e assume o papel de instrumento sensibilizador, propondo uma profunda reflexão a cerca da imagem sagrada negra.

Cipó é gestor do Coletivo Olhar de um Cipó, plataforma de comunicação e de fomento de ações culturais de conscientização, resgate e preservação da identidade e estética negra religiosa no Brasil, que em 2016 foi contemplada com o Prêmio Almerinda Farias Gama para comunicadores negros.

Título da foto:Nascer do Ìyàwó
Sob as esteiras o Ìyàwó se dobra, saúda o terreiro e se apresenta ao novo mundo. Enfim, casado com a força sagrada africana que te habita.
Em tradução livre “Ìyàwó” (do yorubá: “noiva”), é o termo que define o iniciado no candomblé. Na iniciação, o Ìyàwó celebra um verdadeiro “casamento” com seu orixá, a divindade africana que rege seu caminho, estabelecendo uma aliança que o acompanhará por toda a vida, resignificando sua presença no mundo. Nasce e se casa para uma relação de amor e cuidado do/e para o orixá.

Olhar de um Cipó

Sesc  Campo Limpo   05/04 Quarta 20H

GRÁTIS

De maio de 2016 a abril de 2017 a monoexposição discute as diferentes abordagens e narrativas de artistas que circundam o Sesc Campo Limpo ou que dialoguem diretamente com questões dessa região. A curadoria é focada em artistas que ainda não estejam em evidência no circuito de exposições.

A mostra traz a tona as construções de memórias imagéticas que partem de territórios das periferias de São Paulo, mas que não trazem em seu bojo a visualidade com baliza em estereótipos.

A origem é a região do Campo Limpo. O destino é uma relação franca entre periferias, subjetividades e memórias. Nessa viagem é possível passear em paisagens bucólicas do sertão pernambucano a campos de futebol de várzea da zona sul da cidade e bailes blacks.

A cada nova abertura é realizado um encontro com o público onde o artista ou coletivo apresenta seu portfólio em um bate-papo mediado pelo curador da mostra.

Curadoria: Rogerio Pixote
Co-curadoria: Equipe Sesc Campo Limpo

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