Seleção Brasileira negra de todos os tempos

(Foto: Divulgação/ CBF)

Para prestar uma homenagem aos melhores jogadores negros da história do Brasil montamos a  Seleção Brasileira negra de todos os tempos.

Confira os escolhidos:
Goleiro: Manga Goleiro: Manga
Destaque do Botafogo, no final da década de 50 e durante quase todos os anos 60, Manga, natural de Recife, ficou marcado pela sua elasticidade. Esteve presente na Copa do Mundo de 1966, mas não tem boas recordações daquela competição, onde entrou no lugar de Gilmar dos Santos Neves contra Portugal e não foi feliz. Defendeu também o Sport, o Grêmio, Operário, Coritiba, Nacional-URU, Barcelona-EQU e Internacional, onde fez parte do esquadrão que conquistou o bicampeonato brasileiro, em 1975 e 76. Após se aposentar, foi treinador de goleiros no Equador e nos Estados Unidos.

Lateral-direito: Djalma Santos
Um dos maiores craques da história do Palmeiras, Djalma Santos participou das conquistas mundiais do Brasil de 1958 e 1966. Na primeira, inclusive, foi reserva de De Sordi durante toda a competição e foi titular somente na final. Mesmo assim, acabou eleito o melhor lateral daquela Copa. Além do Palmeiras, defendeu também Portuguesa, no início da carreira, e Atlético-PR, onde se aposentou aos 42 anos. Natural de São Paulo, ele, atualmente com 75 anos, trabalha como professor de futebol das escolhinhas públicas de Uberaba

Zagueiro: Luis Pereira
Outro que está na galeria de craques do Palmeiras. Técnico, cometia poucas faltas e tinha também grande capacidade para chegar ao ataque e marcar gols. Disputou a Copa do Mundo de 1974 e, além do Verdão, defendeu Flamengo, Portuguesa, Corinthians. No exterior, jogou pelo Atlético de Madrir, onde, em 2002, trabalhou com as categorias de base. Passou também por equipes mais modestas como São Bento, onde iniciou a carreira, e São Caetano.

Zagueiro: Amaral
Assim como Luis Pereira, Amaral, conhecido também como “Feijão Maravilha” foi considerado um dos zagueiros mais técnicos que o Brasil já produziu. Natural de Campinas, nasceu para o futebol no Guarani e chegou a defender Corinthians, Santos, América-MEX, Universidad Guadalajara-MEX e Seleção Brasileira, tendo, inclusive, participado da Copa do Mundo de 1978. Hoje com 54 anos, tem uma pequena empresa na Mooca, em São Paulo.
Lateral-esquerdo: Marco Antônio
Reserva de Everaldo na conquista do tricampeonato mundial do Brasil em 1970, no México, Marco Antônio defendeu Fluminense, Vasco, Botafogo, Bangu e Portuguesa Santista. Participou, também, da Copa do Mundo de 1974. Após pendurar as chuteiras, em 1984, atuou durante algum tempo como empresário e também comandou as categorias de base do São Cristóvão. Natural de Santos, trabalha hoje, aos 57 anos, no projeto Sendas Esporte Clube, que tem o intuito de revelar novos craques, além de excursionar pelo país para realizar amistosos com outros ex-jogadores.
Volante: Didi
Para muitos, Didi foi o melhor jogador da era anterior a Pelé, sendo, inclusive, o craque da Copa do Mundo de 1958, ano da primeira conquista brasileira em um mundial. Esteve presente também na Copa de 1962. Conhecido também como “Príncipe Etíope”, apelido recebido pelo escritor Nelson Rodrigues, o ex-jogador foi o inventor da “folha seca”. Entre os times, defendeu o Fluminense, São Paulo e Botafogo, onde encerrou a carreira, além de atuar pelo Real Madrid, da Espanha. Em 2001, faleceu no Rio de Janeiro, aos 71 anos, vítima de complicações cirúrgicas.
Meia: Jorge Mendonça
Habilidoso e artilheiro nato, Jorge Mendonça rodou por diversos times do Brasil: Bangu, Náutico, Palmeiras, Vasco, Guarani, Ponte Preta, Cruzeiro, Rio Branco-ES, Colorado e Paulista de Jundiaí. Pela Seleção atuou em 11 jogos, com dois gols. Na galeria de títulos, guarda o Campeonato Paulista de 1976, pelo Palmeiras, e a Taça de Prata de 80, pelo Guarani.
Meia: Ronaldinho Gaúcho
Apesar de não atravessar seu melhor momento na carreira, ainda é considerado um dos jogadores mais técnicos da história do futebol e, nesta Seleção, representa a nova geração. Revelado pelo Grêmio, teve seu auge no Barcelona, onde foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa em 2004 e 2005. Hoje, aos 28 anos, defende o Milan, da Itália, e tenta voltar aos “velhos tempos”, quando encantava com sua magia e irreverência. Pela Seleção, foi um dos destaques da conquista do pentacampeonato mundial, em 2002, no Japão. Tem 84 jogos e 32 gols com a “amarelinha”. Além de Grêmio, Barcelona e Milan, vestiu também a camisa do PSG, onde despontou para o futebol europeu.
Atacante: Pelé
O que falar do maior de todos? Se tem um jogador que estaria em qualquer seleção de todos os tempos, este é Pelé. Atualmente com 68 anos, o Rei fez história defendendo o Santos por quase duas décadas. No Peixe, foi campeão da Libertadores e Mundial por duas vezes (1962 e 1963). É também o jogador que mais marcou gols na história do futebol com 1.284 em 1.375 partidas. Pelé também ostenta o título de maior artilheiro da Seleção Brasileira, com 95 gols em 115 jogos. Além disso, é tricampeão da Copa Mundo (1958, 62 e 70) e é considerado o Atleta do Século de todos os esportes. Enfim, os números e títulos falam por si só. Mas quem o viu jogar, certamente não tem dúvidas que foi o maior gênio de todos.

Atacante: Leônidas da Silva
Leônidas da Silva, o eterno “Diamante Negro”, foi o grande craque do futebol brasileiro nas décadas de 30 e 40. Brilhou defendendo o São Paulo, o Flamengo e a Seleção Brasileira, onde tem, ao lado de Quarentinha, a melhor média de gols, com um gol por jogo. É considerado também o inventor da bicicleta, jogada que imortalizou com a camisa Tricolor. Natural do Rio de Janeiro, Leônidas da Silva iniciou sua trajetória no Bonsucesso e vestiu também as camisas de Vasco, Botafogo e Peñarol, do Uruguai. Vítima do Mal de Alzheimer, o “Diamante Negro” faleceu em 2004, aos 90 anos.

Atacante: Jairzinho
A Seleção Brasileira de 1970 contava com craques como Pelé, Rivelino, Gerson, Tostão, entre outros, mas quem roubou a cena foi Jairzinho. Pelo desempenho na Copa do Mundo de México, ganhou o apelido de “Furacão”. Até hoje, ele é o único jogador que marcou gol em todas as partidas de uma mesma edição de Copa do Mundo. Além da Seleção, onde também disputou os mundiais de 1966 e 1974, brilhou no Botafogo, Portuguesa da Venezuela, Cruzeiro, Noroeste, Jorge Wilstermann, da Bolívia e 9 de Outubro do Equador. Fora de campo, tem os méritos de descobrir Ronaldo Fenômeno e levá-lo para o Cruzeiro. Hoje no Rio de Janeiro, trabalha como empresário de jogadores.
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