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LGBTinga: 2ª edição da parada LGBT+ na Restinga recebe cerca de 3 mil pessoas

Junto com a feira Berro da Tinga, evento faz parte das ações descentralizadas da Parada LGBT+ de Porto Alegre

no Brasil de Fato

Diversas atividades descentralizadas estão previstas, culminando na Parada Livre PoA, dia 8 dezembro, no parque da Redenção / Foto: Alvaro Andrade

“A LGBTinga é a síntese da urgente necessidade de sermos felizes também em espaços públicos”. É assim que a cientista social e especialista em Direitos Humanos e Juventude Eloá Kta Coelho descreve o evento que celebrou a diversidade e reforçou a luta por respeito e dignidade da população LGBT+, na tarde de domingo (25), no bairro Restinga, na zona sul de Porto Alegre. Conforme a organização, cerca de três mil pessoas passaram pela Esplanada da Restinga para esta que foi a segunda edição do projeto de descentralização da Parada Livre PoA.

Junto com a LGBTinga, também foi realizada a feira cultural Berro da Tinga. O dia de atividades contou com um espaço de show de talentos LGBT+, artistas da comunidade, performances e DJs, oficinas e feira da economia solidária. Além disso, o evento teve rodas de conversa e espaços de fala para a população LGBT+. “Fizemos uma atividade de mulheres negras lésbicas bissexuais e trans, periféricas, politizadas, sabedoras de seus direitos e que trouxeram outras mulheres pra roda de conversa, mulheres batuqueiras, irmãs de candomblé. Tirei muitas fotos, fiz muitos contatos e aprendi muitas coisas”, conta Eloá.

Conforme Cris Machado, coordenadora Casa Emancipa Restinga, que é a Ong que organizou a LGBTinga, a atividade “festeja a diversidade, fortalecer o nosso bairro e reafirma a luta contra o preconceito”. Segundo ela, esta segunda edição marca a inclusão da LGBTinga no calendário de eventos da comunidade. “Queremos mostrar que a população LGBT nas periferias existe e se mobiliza por respeito, dignidade e melhores condições de vida”, destacou.

No carro de som, aconteceram atividades culturais e espaços de fala | Foto: Alvaro Andrade

Eloá ressalta a importância da descentralização da Parada Livre como forma de multiplicação, iniciativa inédita na capital. “Acreditamos radicalmente que a periferia é o centro para arrumar esse caos posto no Brasil. Na periferia nós temos muitas respostas. Dentre os oprimidos estão lá os que mais são brutalmente assassinados no Brasil, em escala de guerra: jovens, pobres, pretos, periféricos e LGBT+”, analisa.

A próxima atividade ocorre na quinta-feira, 29 de agosto, das 10h às 19h, na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre. É o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, com apoio da Parada Livre PoA. Também estão previstos eventos nos bairros Sarandi, Bom Jesus, Vila Conceição e Vila Cruzeiro, além de mais uma edição do Baile da Afrodite, na Lomba do Pinheiro. No dia 8 dezembro, acontece a Parada Livre PoA, no parque da Redenção.

O LGBTinga teve o apoio da Parada Livre PoA, Jornada Lésbica Feminista Antirracista de Porto Alegre, Anistia Internacional, Bar Porto Carioca, Bar Venezianos, Economia Solidária, Rede Sapatá, GELEDÉS Instituto da Mulher Negra, Idafro, Bloco da Diversidade, Neggoz, IFRGS, Escola de Samba Estado Maior da Restinga, que realizou uma apresentação no evento.

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