sexta-feira, julho 10, 2020

    Mulher Negra

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    Sobre a prostituição de mulheres negras no Pós-Abolição

    Em 7 de fevereiro de 1896, com o título “Mais um crime! uma mulher assassinada”, o Jornal do Brasil noticiou em detalhes a morte da prostituta Luiza Argentina Reis.  Anteontem saiu Clara Balon em companhia de seu amante, Sabino Iglezias Peres, indo ambos ao teatro, tendo deixado em casa Argentina, em companhia de um rapaz português, ainda moço, claro, o qual lhe havia sido naquele momento apresentado por Argentina. Voltando do teatro, à (sic) uma hora da noite mais ou menos Clara entrou para o interior da casa, enquanto Sabino dirigiu-se a uma venda próxima para comprar uma garrafa de cerveja. Notando a ausência de Luiza e vendo sobre a mesa uma garrafa e dois copos, Clara foi ao quarto ocupado pela sua nova inquilina e aí encontrou-a jazendo por terra, com um ferimento que ainda gotejava sangue (...). Comunicado a polícia o ocorrido, compareceu imediatamente o dr. Carijó, 1º...

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    Flávia Oliveira, colunista de Opinião (Foto: Arquivo/ O Globo)

    Faltava falar das flores

    Eu sou conversadeira, sempre fui. Minha mãe, Dona Anna, adorava dizer que, desde menina, eu falava mais que a “preta do leite”. Desconheço a origem da expressão, mas com base no meu comportamento, deduzo que significa muito, demasiado, excessivamente. Pois tudo que já fui capaz de vocalizar em meio século de vida não chega perto do tanto que tenho dito em três meses da pandemia da Covid-19. Nunca antes. São lives e mais lives. E debates e telejornais e programas de rádio e gravação de podcasts e aulas e horas de áudio com familiares, amigos, recém-conhecidos. Na maior parte das vezes, as conversas tratam de condições de saúde, dos efeitos das crises sanitária, econômica, social e política na vida brasileira, das mulheres, dos negros, dos jovens. Tenho especulado um monte sobre a retomada da economia, vergonhosamente precipitada em território nacional como não fora em outras paragens; que tamanho terá a...

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    Bianca Santana processa Jair Bolsonaro. O presidente a acusou de ter produzido uma notícia falsa - Foto: João Benz

    Bianca Santana e a pergunta urgente: quando o movimento negro convoca atos, quem vai?

    A escritora, jornalista e pesquisadora Bianca Santana, convidada do BdF Entrevista desta semana, se tornou uma das vozes mais escutadas dentro do movimento negro brasileiro, com trânsito livre entre lideranças reconhecidas como a filósofa Sueli Carneiro; Milton Barbosa, fundador do Movimento Negro Unificado (MNU); a socióloga Vilma Reis; Entre outros. Escritora refuta que manifestações americanas coloquem pressão nos movimentos brasileiros Na semana em que os estadunidenses saíram às ruas para protestar pela morte de George Floyd, imagens de prédios e viaturas incendiados tomaram conta das redes sociais no Brasil, quase sempre acompanhadas de uma legenda que propunha uma ironia: “A nota de repúdio deles”. Para Bianca Santana, a pandemia inspira cuidados especiais, "principalmente os mais pobres", o que gera dúvidas na escritora sobre a realização de manifestações neste momento. Porém, excetuado o período de pandemia, Santana estimula a comparação, mas vai além, reivindica que se entregue ao movimento negro brasileiro, então, o protagonismo nas ruas e que...

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    (Foto: Reprodução/ Negras Plurais)

    De licença-maternidade e em meio à pandemia, ela decidiu impulsionar os negócios de mulheres negras

    Quando Caroline Moreira, de 35 anos, se movimenta, pelo menos duas mil profissionais negras de sua rede de contatos se movimentam com ela. E a empresária, que se tornou referência quando o assunto é impulsionar o empreendedorismo negro, decidiu que não podia parar sua luta antirracista por protagonismo negro nem durante a licença-maternidade. Por isso, nos últimos seis meses, idade da pequena Luna, a CEO da Negras Plurais decidiu continuar o processo de criação do primeiro aplicativo de oferta de produtos e serviços de mulheres pretas da América Latina e, diante da pandemia, acelerou o passo. Quando olho para os meus filhos - além de Luna, ela tem Miguel, de 7 anos -, sinto culpa por não estar me dedicando tanto quanto gostaria, mas acredito que a luta antirracista é mais urgente agora porque estou trabalhando para construir um mundo para eles. Acredito que eles vão entender o que estava...

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    (Foto: Day Rodrigues)

    Carta às mulheres solteiras: agência, amor próprio e a solidão da mulher negra

    Nesse dia dos namoradXs, eu fiquei com vontade de falar sobre algumas coisas que têm visitado os meus pensamentos. Não me dirijo a vocês com a intenção de fazer generalizações sobre as vivências das mulheres negras, mas se a minha experiência servir para acalentar algumas das minhas irmãs, esse texto fica como um presente pelo dia de hoje. Se isso não acontecer, tudo bem! Seguimos no caminho de aprender com as nossas diferenças! Faz tempo que eu tenho refletido em relação os rumos que a discussão sobre a solidão da mulher negra tem tomado. Entendo a gravidade do fato de mulheres como eu se casarem menos e enfrentarem problemas sexistas e racistas nos relacionamentos, sendo eles interraciais ou não. Contudo, eu, também, sinto a necessidade de trazer para esse debate mais reflexões sobre amor próprio e as escolhas que nós, mulheres, fazemos. Decisões que estão inseridas em um conjunto de...

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    Reprodução/Instagram

    Feminine Hi-Fi entrevista em live Zakiya Carr, ex-diretora de Inclusão Social e Racial do governo Barack Obama

    O projeto paulistano Feminine Hi-Fi, voltado à representatividade da mulher na música, entrevista ao vivo na próxima segunda-feira, dia 8 de junho, a ativista americana Zakiya Carr Johnson. Fundadora da consultoria ODARA Solutions, voltada ao talento inexplorado de comunidades historicamente marginalizadas, jovens e mulheres nas Américas, e co-fundadora do Black Women Disrupt, plataforma de empreendedorismo, inovação e tecnologia voltada às mulheres negras, Zakiya foi diretora da unidade de Raça, Etnia e Inclusão Social do Departamento de Estado norte-americano durante o governo Barack Obama. Ela também atuou como Assessora Internacional e Juvenil no Geledés-Instituto da Mulher Negra de 1999 a 2002. O bate-papo com a especialista e estrategista, que tem extensa experiência em desenvolvimento internacional e políticas públicas, acontece em uma live no canal de Instagram da Feminine Hi-Fi, e será mediado por uma das fundadoras da Feminine, a cantora Laylah Arruda. A conversa inaugura a nova série de entrevistas ao...

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    As três fundadoras do movimento em protesto recente © Pixabay

    ‘Black Lives Matter’: As três mulheres negras por trás do movimento contra o racismo

    Foi chorando lágrimas de indignação por conta da absolvição de George Zimmerman, assassino do jovem negro Trayvon Martin, morto a tiros aos 17 anos, em 2013, que a escritora, professora e ativista Alicia Garza escreveu uma postagem nas redes sociais da qual nasceria um dos mais importantes movimentos sociais e políticos no combate ao racismo da atualidade. “Pessoas negras. Eu amo vocês. Eu nos amo. Nossas vidas importam. Vidas negras importam”, dizia. A artista e ativista Patrisse Khan-Cullors compartilhou a postagem, cunhando a hashtag #BlackLivesMatter; quando viu a hashtag, a escritora Opal Tometi procurou pelas duas mulheres negras e ativistas que começavam a dar voz à indignação de um povo: e nascia o movimento Black Lives Matter, que atualmente em todo o mundo grita em protesto pelo valor das vidas negras contra a violência e o racismo. Desde o brutal assassinato de George Floyd por um policial nos EUA e...

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    Colagem by Domitila de Paulo

    Carta à Carolina Maria de Jesus

    No ano de 2020 a obra "Quarto de Despejo", da intelectual e escritora negra Carolina Maria de Jesus completa 60 anos, o livro auto biográfico é um chamado ancestral que ecoa a partir de uma voz feminina e negra que têm muito a dizer sobre o nosso presente. Parar e se permitir ouvir essa voz nos possibilita entender que o nosso mundo não seria tão catastrófico se abraçássemos a concepção de mundo dessas mulheres, que há muito tempo têm criado epistemologias, ciências e suas filosofias na tentativa de reconfigurar o nosso presente para estabelecer um afro-futuro. "Uma revolução chamada Carolina" é o tema da FLUP (Festa Literária das Periferias) desse ano, e eu junto a outras "Carolinas" fui selecionada pelo propósito de construir esse amanhã, e é com muita coragem e bravura que compartilho esse amanhã com vocês: Carta a Carolina Maria de Jesus Há muito tempo venho afirmando o compromisso íntimo e ancestral de encontrar você em mim, desde nossos...

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    Viola Davis (Foto: Merrick Morton/20th Century Fox via AP)

    Viola Davis compartilha link de petição que pede justiça no caso do menino João Pedro

    Em meio aos protestos antirracistas que aconteceram no último fim de semana nos Estados Unidos, Viola Davis reforçou a importância do movimento “Black Lives Matter”, que tem por objetivo denunciar e cobrar justiça por mortes de pessoas negras. Além disso, neste domingo (31), a atriz compartilhou o link de uma petição que pede justiça para João Pedro, garoto brasileiro de quatorze anos morto durante uma operação da polícia. Vítima da ação truculenta de agentes, João Pedro brincava na sala de casa quando foi confundido com um suspeito e baleado. O corpo foi levado pela polícia em um helicóptero e a família só conseguiu saber o paradeiro do menino 17h depois, ao encontrá-lo em um necrotério. O caso aconteceu no Complexo do Salgueiro, em maio deste ano, ganhando proporção internacional. #BlackLivesMatter https://t.co/xGLuSDwkdj — Viola Davis (@violadavis) May 31, 2020 A petição tem o objetivo de recolher um milhão de assinaturas que...

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    Solenidade em comemoração da Semana da Enfermeira na Praça Cruz Vermelha, em 1960, no Rio de Janeiro. (Fonte: Agência Nacional, Arquivo Nacional)

    Mulheres negras romperam o paradigma da enfermeira padrão no início do século 20, revela pesquisa

    Embalado pelas invenções e novidades do final do século anterior, o século 20 trouxe ares de modernidade. Logo em suas primeiras décadas, transformações no cenário político, artístico, econômico e cultural, ampliadas pelo surgimento da comunicação de massa, alteraram o cenário mundial. Nesse período, o Brasil também passava por transformações, tanto na política e economia, como também no campo social, como a aceleração do processo de urbanização, alterações de hábitos e costumes e o término oficial da escravidão. Na primeira metade do século 20 também ocorreu o processo de institucionalização da enfermagem profissional, que de um lado, procurava se afirmar como profissão de elite, e de outro, se configurava em uma oportunidade de mobilidade social para mulheres negras e mestiças. Essa aparente contradição é uma das primeiras conclusões do pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz), Luiz Otávio Ferreira, em seu projeto Enfermagem e raça: biografia coletiva de mulheres negras e...

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    Jaqueline Goes de Jesus, uma das cientistas brasileiras que integra a equipe que fez o sequenciamento do genoma do novo coronavírus (Foto: Reprodução Currículo Lattes)

    Conheça a cientista, negra e nordestina, que coordena a luta contra o Covid-19 no Brasil

    No Brasil, conhecemos o primeiro caso de Covid-19 confirmado no país e o nome de Jaqueline Goes de Jesus praticamente ao mesmo tempo. Isso porque a biomédica soteropolitana de 30 anos coordenou a equipe que sequenciou o genoma do vírus em 48 horas, tempo recorde em relação a outros países. A precisão e a agilidade foram essenciais para o estudo ganhar aplausos da comunidade científica – e além. Mas o fato de ter sido liderado por uma mulher negra e nordestina fez com que as luzes dos holofotes ficassem ainda mais fortes. Jaqueline foi manchete em vários jornais, destaque no Fantástico, viu seus seguidores no Instagram se multiplicarem e até ganhou cartum do Mauricio de Sousa, desenhada ao lado da professora Ester Sabino. As duas dividem a coordenação do projeto Cadde (Centro de Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus), uma parceria do Brasil com o Reino Unido, e que aqui foi desenvolvido no Instituto...

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    Cena do filme Histórias Cruzadas

    Empregos domésticos: serviços “essenciais” ou necessidades “coloniais”?

    O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), anunciou hoje, (07/05/2020), que as empregadas domésticas estariam dentro dos serviços essenciais no período de Lockdown – fechamento total de vias e comércios considerados não essenciais por 10 dias. A decisão do prefeito tem como base o decreto estadual assinado pelo governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB). A informação causou revolta por parte das pessoas que lutam por dignidade e respeito às profissionais do serviço doméstico. A lei Federal (13.979), sancionada para o enfrentamento à pandemia no Brasil, não lista o serviço doméstico como essencial. Portanto, a decisão tomada em Belém por optar em expor às trabalhadoras domésticas sob os riscos de uma pandemia difere do entendimento nacional.  A branquitude, como fundante da escravidão e mantedora dos seus resquícios escravocratas, dialoga com a permanência da mentalidade e prática da maioria dos serviços considerados subalternos, a exemplo do trabalho doméstico. O prefeito de Belém,...

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    A médica Jurema Werneck, diretora da Anistia Internacional Brasil Imagem: Divulgação/Anistia Internacional Brasil

    Não há saída da pandemia sem olhar para todos, diz Jurema Werneck

    Nesta quinta-feira (14), a ONG de luta pelos direitos humanos Anistia Internacional Brasil lança a campanha Nossas Vidas Importam, cobrando das autoridades brasileiras medidas para garantir o acesso a proteção contra a Covid-19 a populações vulneráveis, como moradores de favelas e periferias, pessoas em situação de rua, idosos em asilos, indígenas, quilombolas, travestis e transexuais, população carcerária do sistema socioeducativo, além dos profissionais de saúde. À frente do escritório brasileiro da instituição nascida em 1961 na Inglaterra, a diretora-executiva Jurema Werneck traz o olhar de quem viveu na pele as injustiças sofridas por essas pessoas. Negra, nascida na favela, aos 14 anos ela viu sua mãe, Dulcineia, morrer de aneurisma cerebral, em um caso de negligência médica. "A experiência dela adoecer e morrer foi de desassistência", diz. "Quando estudei neurocirurgia, pude ver o quadro clínico dela: era exatamente o que estava no livro. Ou seja, todo mundo que era médico...

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    Laurin Rinder/Adobe

    O “não lugar da mulher negra”: do quartinho da empregada e “quase da família” a lugar nenhum

    Escrevo este texto no calor do momento após uma conversa com uma das minhas amigas pretas, muito querida. Falávamos da sua solidão e de uma vida de desenraizamento, após ela ter sido “dada” pela família no interior do Pará a uma senhora rica, branca do Estado de Goiás, aos 8 anos, com a promessa de estudar. E  como a maioria das meninas nessas condições, serviu a casa e a família por 13 anos. Passou a vida ouvindo da sua “benfeitora”: “essa é a menina que eu crio”  ou “é quase da família”, e até recebeu a permissão de chamar a tal senhora de “avό”, forma de reforçar a mentira. Quando ela percebeu que não era nada da família  e que sua situação era a mesma de muitas outras meninas negras que passara pela mesma casa  resolveu sair,  juntando assim suas coisas e caiu no mundo. Qual era o seu lugar?...

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    Carolina Maria de Jesus autografa seu sucesso "Quarto de Despejo", durante participação no I Festival do Rio Foto: Agência O Globo

    Nos 60 anos de ‘Quarto de despejo’, autoras da Flup escrevem à Carolina de Jesus

    Quando a escritora Conceição Evaristo leu pela primeira vez “Quarto de despejo” (1960), livro de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), sentiu o impacto de uma novidade que mudaria sua vida: “Era como ler o cotidiano de minha família”. Se pudesse escrever hoje para a autora, talvez contasse que sua mãe, após também ser tocada pela obra sobre a rotina na favela, escreveu um diário, semelhante ao de Carolina, que a escritora mineira guarda em casa. — Nós conhecíamos os lixos de Belo Horizonte, e ele significava sobrevivência, assim como o lixo de São Paulo para Carolina — conta Conceição. — Ela inaugurou uma nova vertente na literatura brasileira em que o ato literário se dá como inscrição de vida, não somente uma vida particular, mas uma vida coletiva. No caso dela, trata-se de vivência de uma mulher negra e pobre que entende que sua vida merece e precisa ser escrita...

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    GABRIELA BILÓ / ESTADÃO

    Deputada Benedita da Silva: “A escravidão mudou do chicote para a caneta”

    Preta e nascida na favela carioca, de pai pedreiro e mãe lavadeira, a deputada federal Benedita da Silva (PT), diz, aos 78 anos, que nunca sentiu medo pela sua raça como nos dias de hoje. E decreta que o 13 de maio, data em que a princesa Isabel assinou a abolição da escravatura, não se celebra: "O extermínio da população negra continua". Evangélica e mãe de dois, Benedita diz que ora todos os dias para que esse quadro não piore já que, na avaliação dela, o Brasil vive "um retrocesso inigualável", com "gestores machistas" e "governantes e executivos que querem que a gente morra". Benedita foi a primeira mulher negra em muitos locais de destaque: na Câmara dos Vereadores do Rio, onde chegou em 1982 sob o slogan "negra, mulher e favelada"; no Senado, em 1994, e no governo do Rio (2002- 2003), quando substituiu Anthony Garotinho, que se afastou...

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    A empresária Egnalda Côrtes (Imagem: Fábio Audi/Divulgação)

    “Ativismo digital negro está agindo contra covid”, diz mentora de youtubers

    Com o avanço do novo coronavírus pelo Brasil, também é grande a preocupação com a saúde e a renda das pessoas que vivem em áreas carentes e populosas, como as favelas. Na tentativa de levar apoio e ajuda a essas comunidades, que até agora não foram contempladas com um plano público nacional específico de combate à covid-19, muitos voluntários dentro e fora delas têm se mobilizado como podem para levar desde informações a doações de tudo o que já falta. Parte desse grupo é formado por influenciadores digitais negros. "Quase a totalidade dessas áreas e mais da metade da população brasileira é negra. Por isso, o ativismo digital negro, que serve não só para entretenimento, como é trabalho e compromisso, também é essencial para garantir discussões, renda financeira e ajuda a quem precisa, principalmente nesse momento", afirma Egnalda Côrtes, de 46 anos, fundadora da Côrtes Assessoria e Agenciamento e mentora...

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    Débora Silva Maria Imagem: Arquivo pessoal

    Débora, do Mães de Maio, luta por memória: “Meu filho morreu por ser preto”

    No último domingo, Débora Maria da Silva completou 61 anos. Avisou às filhas e aos netos que não iria comemorar a chegada de mais um ano nem o Dia das Mães. Para a fundadora do movimento social Mães de Maio, da Baixada Santista, no litoral paulista, o mês é atravessado por sofrimento. "Eu sou leoa o ano inteiro. Mas maio é minha tortura", afirma. Desde 2006, Débora vive para honrar a memória de seu filho, o gari Edson Rogério Silva dos Santos, que foi uma das vítimas dos chamados "Crimes de Maio", ações atribuídas a grupos de extermínio em resposta a ataques do Primeiro Comando da Capital, o PCC, que deixaram o estado de São Paulo em choque. O movimento Mães de Maio, liderado por ela, surgiu naquele mesmo ano, depois que ela resolveu procurar outras mães que se reergueram para ir ao front da luta por justiça e para...

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    (Photo credit Clara Griffin/Imagem retirada do site ÁLAMOS DE VIENTO)

    Sobre esse momento na Terra…

    “Meus estimados: Não desanimem. Nós fomos feitos para estes tempos. Eu, recentemente, tenho ouvido de tantos que estão profundamente desnorteados e com razão. Eles estão desnorteados a respeito dos acontecimentos atuais em nosso mundo... Nosso tempo é de assombramento quase diário e de raiva muitas vezes justificada a respeito das recentes degradações daquilo que é o mais importante para pessoas civilizadas, visionárias. (...) Contudo, eu recomendo, peço, solicito encarecidamente a vocês, para não secarem seu espírito lamentando estes tempos difíceis. Principalmente, não percam a esperança. Particularmente, porque fomos feitos para estes tempos. Sim. Por anos temos aprendido, praticado, sendo treinados e esperado para nos encontrar neste plano de engajamento... Eu cresci na região dos Grandes Lagos e reconheço uma embarcação em boas condições de navegabilidade, quando a vejo. No que diz respeito a almas despertas, nunca houve tantas boas embarcações nas águas do que agora, em todo mundo. E elas...

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    (Foto: Getty Images)

    Permanecendo no topo

    Dois anos após ter deixado a Casa Branca, onde morou ocupando o posto de primeira-dama ao lado do marido, Michelle Obama escreveu Becoming, um relato de suas memórias. No Brasil, o livro saiu com o título Minha história. Quem ainda não o leu, terá a chance de conhecer uma espécie de prévia no documentário homônimo, que acaba de estrear na Netflix. Produzido pela Higher Ground, novo projeto do casal Obama que levou um Oscar com Indústria americana, o longa acompanha Michelle por 34 estados americanos, na turnê de lançamento do livro. A empreitada mobilizou uma estrutura grandiosa. Os encontros com o público foram realizados em ginásios diante de uma plateia em êxtase, com Michelle sendo entrevistada por personalidades previamente escolhidas, como Oprah Winfrey. Tudo bem roteirizado, com o tratamento dado a uma celebridade. Sob o olhar privilegiado da câmera de Nadia Hallgren, seguimos a ex-primeira-dama e sua entourage formada por...

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