Mulher Negra

    Liliane Rocha (Foto: Mario Duarte/Divulgação)

    Carta aberta de uma executiva negra em dias de pandemia

    No próximo dia 13, completaremos 132 anos de abolição da escravatura. Pode parecer muito tempo, mas é pouco se considerarmos o período de escravidão que tivemos no Brasil. Foram 388 anos de escravatura, quase quatro séculos em que uma parte expressiva da população brasileira era considerada um objeto pertencente a outra pessoa – um ser sem alma. Nós brasileiros não gostamos muito de falar sobre isso, como diria Ester Freitas, minha professora do MBA de Gestão da Sustentabilidade na FGV: “O brasileiro é um povo do contorno e não do confronto”. E o que isso quer dizer? Em geral, não gostamos de olhar para nossas mazelas, de debater nossas fraquezas, de voltar os olhos para os nossos defeitos enquanto nação. Talvez por isso, segundo o estudo da Ipsos, sejamos o segundo maior desconhecedor da nossa realidade. Geralmente, quando perguntamos para um brasileiro sobre nosso país, questões como saneamento básico, diversidade...

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    Eliane Dias e Domenica Dias (Foto: Divulgação/Yasmin Victorino)

    Dia das Mães: Eliane Dias e Domenica contam o que aprenderam uma com a outra

    O Dia das Mães é celebrado neste domingo (10) e te convidamos para uma reflexão: O que aprendeu de mais valioso você aprendeu com sua mãe ou com sua filha? Convidamos Eliane Dias e sua filha Domenica Dias para responderem a esta pergunta à Marie Claire. Mãe e filha estrelam uma campanha de Dia das Mães pela primeira vez para a nova fragrância e linha de produtos Flores de Lolita da The Body Shop. Eliane é advogada, empresária, ativista pelo gênero e raça, colunista de Marie Claire e foi coordenadora do SOS Racismo, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Domenica é atriz, modelo, feminista, ativista, é reconhecida como representante por muitos adolescentes e jovens, em suas redes sociais, por ressaltar a beleza negra e a autoaceitação. Eliane lembra de um momento em que Domenica tinha apenas três anos: "Aos três anos de idade, ela entrou no banheiro e ligou o...

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    Arquivo Pessoal

    Negra sim!?

    Cresci sem me reconhecer como criança negra, apesar dos inúmeros apelidos ofensivos, referentes ao meu cabelo, minha pele não é retinta e isso me fazia acreditar que era branca. Meu pai é um homem negro, minha mãe uma mistura que a deixou mais próxima da branquitude, cabelo liso, lábios e nariz finos, pele clara. Só na Universidade, durante o Mestrado, que me descobri negra. Foi um processo doloroso, pois tive consciência de que muitas experiências que vivi na infância e em relacionamentos afetivos, na verdade era racismo. Suspeito que muitas meninas negras de pele clara, assim como eu, viveram um dia a sensação de um não lugar, é justamente isso que me leva a escrever este ensaio.  Há mais ou menos dois anos venho me aprofundando nas leituras sobre as questões raciais. O livro "Racismo Estrutural", do professor, filósofo e advogado Silvio Almeida, tem sido um importante aliado neste processo...

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    Bianca Santana (Foto: Natália Sena)

    Ecoa estreia blog da jornalista e escritora Bianca Santana

    Ecoa estreia nesta terça-feira (5) o blog da jornalista e escritora Bianca Santana. Semanalmente, a autora irá falar sobre negritude, com foco especial em mulheres negras e atenção aos fatos do noticiário e do debate público. "Estou meio desesperançosa com tudo o que estamos vivendo, mas sei que tenho muito a falar. A escrita de muita gente já me ajudou, e a minha também pode ajudar outras pessoas", disse ela. Bianca tem 35 anos e nasceu em São Paulo. É autora de "Quando me descobri negra" (Sesi Editora, 2015) e organizou coletâneas sobre gênero e raça. Foi convidada da Feira do Livro de Frankfurt em 2018 e da Feira do Livro de Buenos Aires em 2019, quando também foi curadora do Festival Literário de Iguape. Pela UNEafro Brasil, tem contribuído com a articulação da Coalizão Negra por Direitos. A jornalista também foi professora da Faculdade Cásper Líbero e da pós-graduação...

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    bell hooks (photo by Liza Matthews) and Thich Nhat Hanh (photo by Velcrow Ripper).

    Construindo uma comunidade de amor

    Thich Nhat Hanh, monge budista, tem sido uma presença em minha vida, como um professor e guia, por mais de vinte anos. Nos últimos anos eu comecei a duvidar da conecção de coração que eu sentia com ele porque a gente nunca havia se encontrado ou falado um com o outro, e ainda assim seu trabalho estava sempre presente no meu. Comecei a sentir a necessidade de encontrá-lo cara a cara, mesmo enquanto minha intuição continuava dizendo que isso aconteceria na hora certa. Meu trabalho com o amor tem sido confiar que a intuição continuava dizendo que acontecereria quando fosse a hora certa. Meu trabalho com o amor tem sido confiar nesse conhecimento intuitivo. Aqueles que me conhecem intimamente sabem que eu tenho contemplado o lugar e significado do amor nas nossas vidas e cultura por anos. Eles sabem que quando um assunto atrai minha imaginação intelectual e emocional, eu...

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    Reprodução/Facebook

    Morre, aos 95 anos, Dona Neném, baluarte da Portela

    Morreu, na madrugada desta segunda-feira, aos 95 anos, Yolanda de Almeida Andrade, a dona Neném, viúva do compositor Manacéa e baluarte da Portela. Segundo familiares, a sambista estava com uma infecção urinária e faleceu em casa. Dona Neném era uma das integrantes mais antigas e admiradas da azul e branco de Madureira e Oswaldo Cruz. A família não informou horário e local do sepultamento. No último mês de janeiro, dona Neném recebeu uma homenagem do Departamento Cultural da Portela durante a celebração do aniversário de um ano da lei municipal que criou o Perímetro Cultural de Oswaldo Cruz. Na ocasião, sua casa foi a última parada da comitiva que percorrera endereços importantes para a memória afetiva da Portela. — Dona Neném era a maior referência viva feminina da Portela. Mesmo nem sempre fisicamente presente, tínhamos a certeza de sabermos que ela estava sempre ali, no alto daquela casa, olhando por...

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    (Foto: Rafael Arbex/Estadão Conteúdo)

    “Está explícito um medo no ar”

    Aos 73 anos, a poeta, romancista, contista e ensaísta brasileira Conceição Evaristo reflete sobre o momento contemporâneo de isolamento social e incertezas: “Não estou atravessando esse momento e sim esse momento está me atravessando”. Você parece ser uma mulher forte. Do que tem medo? As pessoas fortes podem ter muitos medos. O medo tanto pode nos fortalecer, como nos enfraquecer. Há um medo que nos paralisa e há o medo que nos encoraja, nos impulsiona. No meu caso, tenho medo de adoecer, de morrer antes da hora (quero viver muito, ficar bem velhinha). Quando viajo de avião muitas vezes, em pleno voo, sou tomada por um medo profundo. Gosto da imensidão das águas, mar, rios, lagoas. As águas me atraem, mas tenho medo dos mistérios das águas. Você nasceu em uma família pobre e afrodescendente em um país racista e desigual como o Brasil. Já teve medo de não conseguir...

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    (Foto: Imagem retirada do site Midia Ninja)

    Da dificuldade nasce a força da mulher negra

    Em 1989, com 14 anos, entrei no mercado de trabalho. Meu primeiro emprego foi como office girl na falida Companhia Energética de São Paulo, atividade que consegui por meio de uma ONG chamada Patrulheiros do Caxingui. Eu trabalhava para o departamento de engenharia, distribuía radiogramas (meio de comunicação rápida da época) entre os prédios da empresa, que ficavam na região da avenida Paulista. Para isso, todos os dias eu percorria a avenida Angélica, as ruas Haddock Lobo, Bela Cintra, Consolação, Augusta e a avenida Paulista. Era cansativo, mas eu adorava saber que conseguiria garantir o sustento de casa. O preconceito racial e social que eu sofria a todo momento era o que cansava e doía. Era evidente a preferência da chefe pela moça mais clara, fosse pela forma carinhosa como ela tratava a outra funcionária, fosse pelo fato de as atividades trabalhosas sobrarem sempre pra mim. Hoje, mais de 30...

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    (Foto: Divulgação/CLAUDIA)

    Jarid Arraes fala da importância de Conceição Evaristo em sua trajetória

    Em 1º de maio comemora-se o Dia da Literatura Brasileira. Em homenagem à data, CLAUDIA convidou Jarid Arraes para falar sobre mulheres que a inspiram. Nascida em Juazeiro do Norte, no Ceará, ela é escritora, poeta e cordelista. Seu quarto livro, “Redemoinho em Dia Quente”, venceu o Troféu APCA de Literatura na categoria Contos, em 2019. Ela também é autora dos livros “Um Buraco Com Meu Nome”, “As lendas de Dandara” e “Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis”. Aos 29 anos, Jarid é uma das principais vozes contemporâneas da literatura de cordel, com mais de 70 obras publicadas nesse segmento. Uma jovem escritora em franca ascensão que, por muito tempo, acreditou ser impossível chegar a esse patamar. Foi na obra de Conceição Evaristo – vencedora do Prêmio CLAUDIA em 2017, na categoria Cultura – que ela encontrou inspiração para correr atrás do sonho de publicar livros. A seguir você confere...

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    Serena e Venus Williams, durante entrevista com Naomi Campbell (Foto: Reprodução/ YouTube)

    Em conversa com Naomi Campbell, Serena e Venus Williams ironizam racismo nos EUA: ‘Todo o mundo tem que ser amigo da vencedora’

    A icônica supermodelo britânica Naomi Campbell está aproveitando a quarentena para turbinar seu canal do YouTube a partir de entrevistas com alguns dos seus amigos famosos ou celebridades com quem se cruzou em várias ocasiões ao longo dos anos. As irmãs Venus e Serena Williams estão nessa lista e, dentro da série “No Filter with Naomi” (Sem filtro com Naomi), conversaram durante quase uma hora sobre infância, família, carreira, vida empresarial e racismo. “Tanto no passado como hoje, ainda, passamos por algo que é que as pessoas dizem que o tênis é um esporte de brancos. Claro, não havia gente como nós, com a nossa cor”, afirma Serena, que também relatou problemas com patrocinadores que não a “apoiaram muito”. “O tênis é visto como um esporte ‘não necessário’. Sempre se disse que, a menos que você seja rico e possa pagar os equipamentos e os treinos, o tênis não é...

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    Crédito: Ellen Faria

    Amor e cura em contos de Elizandra Souza

    Filha do Fogo é o primeiro volume em prosa assinado por Elizandra Souza – escritora, jornalista, editora e ativista cultural, a quem já dedicamos um dos episódios do programa de rádio LetrasPretas; de sua produção, já resenhamos aqui o livro de poemas Águas da Cabaça e a antologia Pretextos de Mulheres Negras, organizada pela autora em parceria com Carmen Faustino. Como as outras obras editadas por Elizandra, Filha do Fogo se materializa em um belíssimo volume, com capa assinada por Vanessa Ferreira e projeto gráfico de Silvana Martins que expressam com precisão o temário abordado no livro. Capa do livro (Arte: Vanessa Ferreira) Perante o volume de textos reunidos em Águas da Cabaça, Filha do Fogo pode parecer uma obra tímida: se lá havia mais de uma centena de poemas, em Filha do Fogo reúne apenas uma dúzia de narrativas. Para além das implicações simbólicas – a alusão aos ministros de...

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    Taís Araújo (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)

    Taís Araújo ajuda a doar R$ 1 milhão para mães que vivem em favelas

    Preocupada com os impactos da pandemia do novo coronavírus, Taís Araújo declarou em uma live no Instagram que, além de fazer suas colaborações como pessoa física, também vem articulando maneiras de conseguir ainda mais doações por meio de grandes empresas. A partir dessa postura, a atriz participou de uma campanha do BV, em que seu cachê foi doado integralmente para a ação social Mães da Favela, da CUFA (Central Única de Favelas), organização fundada por MV Bill e Celso Athayde que promove atividades nas áreas da educação, lazer, esportes, cultura e cidadania e literatura em todo o Brasil. O banco dobrou o valor do cachê e fez mais um investimento para atingir a doação de R$ 1 milhão, que será revertida em 4.161 cartões alimentação de R$ 240, o que ajudará aproximadamente 17 mil pessoas. “O momento requer ajuda a quem mais precisa. É uma campanha sobre solidariedade e união...

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    Photo by  Nick Owuor (astro.nic.visuals)  on  Unsplash

    Minha cor chega primeiro. Reflexões sobre a experiência de ser uma mulher negra

    Desde o momento do meu nascimento até meus derradeiros suspiros, estarei sozinha. De fato, a experiência de viver é solitária, não há ninguém além de mim mesma que esteja comigo ininterruptamente. Mas a solidão a qual me refiro não é essa. Trata-se de uma solidão estrutural, que está lá fora, no mundo externo, e que não é do meu controle. Solidão e faltas – todas as que puder elencar – são sinônimos da experiência corporal negra, principalmente da experiência corporal feminina negra. Nascemos em meio a um mundo construído em narrativas românticas em que a solidão não é bem quista. No entanto, sabemos nós, mulheres negras, desde a mais tenra idade que essa narrativa não se aplica a nós. Já sabemos, mesmo sem saber. A maioria de nós nasceu em lares partidos, por isso é bem provável que não saibamos o que de fato é o amor. Este não está...

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    Pretaria Blackbooks – Antirracismo por assinatura

    A Pretaria Black Box entrega conhecimento para vencer o racismo Por MÔNICA COSTA, do Grana Preta Imagem retirada do site Grana Preta Qual é a melhor estratégia contra o racismo, o preconceito e a intolerância? O conhecimento. Esta é uma premissa defendida por todos que acreditam na força da educação para transformação social. E foi este um dos propósitos que levou a especialista em direitos humanos Mirtes Santos a criar o Pretaria BlackBooks, primeiro Clube de Assinaturas Antirracista do País. “Acreditamos que o incentivo à leitura seja um caminho para que a sociedade brasileira reconheça suas origens africanas e ameríndias e busque valorizar suas histórias e memórias culturais”, diz Mirtes, quilombola do Angelim, em Conceição da Barra, norte do Espírito Santo e Mestra em Direito e Sociologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro. Quantos escritores negros e negras você conhece? São muitos e...

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    Foto: Vagner Campos

    Conheça a trajetória de vida e política de Theodosina Ribeiro

    “O Parlamento é uma grande escola” Por Rodrigo Garcia, Do São Paulo.sp.leg   *entrevista feita em 2016 A primeira vereadora negra do Município conta suas lutas, vitórias e frustrações Com um nome raro (“Era pra eu me chamar Teodora, mas papai achou muito pesado para uma criança e escolheu este”), Theodosina Rosário Ribeiro nasceu quando as mulheres ainda não tinham conquistado todos os seus direitos. E, em suas várias décadas de vida (ela pediu que sua idade não fosse revelada), foi professora, diretora de escola, advogada, a primeira mulher negra a ser eleita vereadora na cidade de São Paulo e também deputada estadual, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Hoje, Theodosina não exerce mais cargo público, mas continua atuando politicamente, principalmente dando palestras sobre a importância da atividade política. Ela também é membro da Comissão da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo. “Ser professora tinha...

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    Foto: Vagner Campos

    Entidades e lideranças políticas lamentam a morte de Theodosina Ribeiro

    Morreu nesta quarta-feira (22), aos 94 anos, Dr. Theodosina Rosário Ribeiro, primeira mulher negra a se tornar vereadora no Estado de São Paulo em 1970 pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em 1974 Theodosina foi eleita como deputada estadual.   Foto: Vagner Campos   Nas redes sociais, entidades do movimento negro, lideranças políticas e advogados  lamentaram a morte da política e advogada:     NOTA DE FALECIMENTO É com grande pesar que comunicamos que a Dra. Theodosina Rosário Ribeiro, faleceu na manhã de... Publicado por Aristocrata Clube em Quarta-feira, 22 de abril de 2020   Triste notícia sobre falecimento da Dra. Theodosina Ribeiro, 1ª vereadora e deputada negra em SP. Em 2012, criamos a Medalha Theodosina Ribeiro para homenagear as mulheres com na nossa sociedade. Ela era especial, principalmente para o povo negro. Theodosina Ribeiro, presente! pic.twitter.com/t365DpCKcl — Leci Brandão 23/4 Live Dia de Ogum (@lecibrandao) April 22,...

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    tanyabosyk

    Quantas autoras negras você já leu?

    Em tempos de quarentena, por que não aproveitar para pensar nas nossas escolhas literárias? Quem tem a possibilidade de se isolar em casa, deve estar se dividindo entre Netflix, Big Brother, encontros por skypes, lives, redes sociais e leituras. Sim, há também os que não resistem a uma boa leitura. Apesar de todas as outras distrações, o livro ainda resiste firme e forte nas nossas preferências. Ele ainda não saiu de moda, não é mesmo?  Por Juliane Sousa, enviado para o Portal Geledés tanyabosyk/Adobe Então, caro/a leitor/a, vamos aproveitar este momento para falar de literatura feita por autoras negras. Você já parou para pensar em quantas autoras negras você já leu em todo a sua vida de leitor/a? Já sei, você não escolhe o livro pela capa, também não acha que isso é relevante, porque o que importa é a literatura. Sinto te informar, mas esse argumento...

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    Nilza Iraci, de 70 anos, passou oito dias internada em São Paulo após contrair coronavírus Foto: Divulgação

    ‘Você atravessa uma linha muito tênue entre estar viva e morrer’, relata paciente que ficou internada por coronavírus

    Nilza Iraci, de 70 anos, lembra as dificuldade e as angústias enfrentadas durante o período de internação por Covid-19 Por Ana Letícia Leão, do O Globo Nilza Iraci, de 70 anos, passou oito dias internada em São Paulo após contrair coronavírus Foto: Divulgação A coordenadora executiva da ONG Geledés - Instituto da Mulher Negra, Nilza Iraci, de 70 anos, desfilou na escola de samba Viradouro no carnaval deste ano, em uma ala com dez mulheres. Fumante "a vida inteira", como ela mesma diz, não imaginava que a idade e o cigarro, além dos seus poucos 46 quilos, seriam suas "adversidades" na luta contra o coronavírus, doença que a deixou oito dias internada na semana seguinte à ida ao sambódromo. "O processo é violento, mesmo que no hospital eu não tivesse essa dimensão quando estava internada. Você percebe que atravessou uma linha muito tênue entre estar viva...

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    O racismo é também um custo para a economia

    Custa muito para nós permanecermos divididos", diz a especialista em políticas públicas Heather C. McGhee. Do Brasil 247 (Foto: Imagem retirada do site The M Dadh) O racismo piora nossa economia - e não apenas de maneiras que prejudicam as pessoas de cor, diz a especialista em políticas públicas Heather C. McGhee. De suas pesquisas e viagens pelos EUA, McGhee compartilha percepções surpreendentes de como o racismo alimenta más políticas e esgota nosso potencial econômico - e oferece uma repensação crucial sobre o que podemos fazer para criar uma nação mais próspera para todos. "Nossos destinos estão ligados", diz ela. "Custa muito para nós permanecermos divididos".

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    Cabelos crespos ganham protagonismo em projeto fotográfico que combate racismo

    Responder às palavras racistas com a beleza do cabelo crespo. Essa foi a forma que o jovem Ronald Santos encontrou para afirmar a negritude pelas lentes fotográficas. Ronald nasceu e cresceu na Cidade do Recife, tentando a carreira de modelo, mas afirma que em todos os processos recebeu sempre a mesma resposta, de que ele “não estava no padrão de beleza” que a agência procurava. Por Mosaico Cultural, Do Brasil de Fato Ensaios são feitos em locais da Cidade do Recife (PE) (Foto: Crespografia) O tempo passou e o plano de afirmar a estética da negritude ganhou novos ares. Em 2016, ao cursar uma cadeira de fotografia na faculdade, Ronald encontrou um novo caminho para seus sonhos. O fotógrafo se reuniu com amigas da comunidade do Coque, localizada na área central do Recife, para fazer ensaios fotográficos. É daí que nasceu o Crespografia, que é junção...

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