quarta-feira, julho 8, 2020

    Questões de Gênero

    Sueli Carneiro (Foto: Caroline Lima)

    Homenagem aos 70 anos de Sueli Carneiro

    A Congregação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, reunida em 25 de junho de 2020, soma-se às celebrações por ocasião do aniversário de 70 anos da filósofa, escritora e militante antirracista Aparecida Sueli Carneiro, fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra. A contribuição de Sueli Carneiro ao campo da teoria do feminismo negro no país é incomensurável. Suas pesquisas deram consequência a caminhos abertos por intelectuais como Lélia Gonzalez e Abdias do Nascimento para o combate do epistemicídio do pensamento negro, tão afim aos modos como a dinâmica racial brasileira busca inscrever negras e negros em lugares sociais de nossa estrutura: entre os mais pobres ou, quando ascendem socialmente, raramente por meio de profissões ligadas à cultura legitimada ou ao trabalho intelectual. Sueli Carneiro recebeu inúmeras honrarias em reconhecimento ao seu trabalho. Dentre elas destacam-se o Prêmio de Direitos Humanos da República Francesa (República Francesa,1998); Prêmio...

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    Ilustração: AndreMelloArt

    Sueli Carneiro, nossa bandeira

    Sueli Carneiro fez 70 anos. Nasceu num 24 de junho, dia de São João, data festiva Brasil afora. E o país precisa conhecer e celebrar a existência dessa filósofa, escritora, ativista, referência maiúscula do movimento de mulheres negras. Desenganada aos 2 anos de idade pela desnutrição severa decorrente do Mal de Simioto (doença de crianças pequenas alérgicas ou incapazes de digerir o leite de vaca), Aparecida Sueli Carneiro Jacoel completa sete décadas de vida em intensa atividade, reconhecida e reverenciada por seus pares. É um marco numa sociedade atravessada pela existência abreviada de pensadoras negras, como Beatriz Nascimento, morta aos 52 anos, Lélia Gonzalez (59), Carolina Maria de Jesus (62) e Luiza Bairros (63). Nas palavras precisas de Bianca Santana, jornalista e biógrafa da pensadora, Sueli Carneiro é a mulher que enegreceu o feminismo brasileiro. Não é exagero. Em abril de 1988, ela fundou a Geledés – Instituto da Mulher...

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    Linoca Souza/Folhapress

    Elza Soares e Sueli Carneiro nunca deixaram de sorrir em meio a suas batalhas

    Que semana especial, amigas e amigos. Os atabaques estão assentados, a mesa está farta, a alegria contagia as palavras deste texto que celebra duas mulheres fundamentais para a construção de um futuro justo, altivo e diverso. Brindemos, contemos suas histórias que atravessarão os tempos, as gerações, imortalizando-as junto aos ancestrais que nunca deixaram de sorrir e festejar em meio às guerras e batalhas pelo povos oprimidos. Elza Soares, linda, gigantesca e única fez 90 anos no dia 23. Nasceu pobre e passou por ataques e dores inimagináveis na sociedade racista que a elegeu como “inimiga do Brasil”. Enfrentou bravamente, com a humanidade, altivez e dignidade de uma rainha. Ao se apresentar pela primeira vez, aos 13 anos, num programa de auditório, o apresentador, ao vê-la com roupas simples e franzina, perguntou: “De qual planeta você veio?”. Ao que ela respondeu: “Do planeta fome”. Sua voz perfeita, sua vasta produção e inspiração...

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    Taís Araújo (Foto: João Miguel Júnior/TV Globo)

    Taís Araujo fala sobre representatividade no trabalho: “mulher negra é sinônimo de riqueza”

    Há pouco mais de três meses, assim como grande parte da população, Taís Araújo viu sua rotina mudar completamente em razão da pandemia do coronavírus. Ela que estava no ar em "Amor de Mãe", novela das 9h da TV Globo pausada em razão da doença, se isolou em sua casa no Rio de Janeiro ao lado dos filhos e do marido e precisou reconquistar sua intimidade com os afazeres domésticos: "eu sempre trabalhei fora, desde que tenho 13 anos de idade, eu não sabia fazer as coisas direito dentro de casa", contou. A atriz que é voz potente e inspiração para muitas mulheres, se viu também em meio a um momento importante no debate e ação sobre diversidade e racismo, potencializado por campanhas como Black Lives Matter. "Nós, atrizes, mulheres negras, não nos encaixamos em único...

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    iStock; Lily illustration

    Para as mulheres negras, o autocuidado não é apenas uma palavra da moda. É um ato de resistência radical.

    Texto de Nambi J. Ndugga originalmente publicado em The Lily Como mulher negra e pesquisadora de saúde pública que vive e trabalha em Boston , vejo em primeira mão como a segregação afeta os resultados de saúde de negros e pardos em comparação com os brancos. Trabalhando neste campo, tive que construir sistemas de apoio e mecanismos de defesa que me permitissem estudar, conscientizar e abordar as desigualdades na saúde sem ser esmagado por seu peso e magnitude. Mal sabia eu que uma pandemia global e a persistente brutalidade policial experimentada por negros usariam esses mecanismos, me isolariam das comunidades de apoio e abririam caminho para uma onda de tristeza pela qual eu estava lamentavelmente despreparado. A dor No fim de semana do Memorial Day, a primeira página do New York Times listava 100.000 nomes daqueles que morreram da covid-19. Dos mortos, mais de 20% eram negros. Pouco tempo depois, surgiram notícias sobre o assassinato policial de George Floyd, um...

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    Duas ou três questões sobre mulheres negras, relações não monogâmicas e questões raciais

    Começo esses escritos sobre afetividades das mulheres negras, relações não monogâmicas e questões raciais olhando para minhas próprias memórias, no dia cinquenta e três da quarenta em virtude da pandemia de covid-19. Estou a dois anos num relacionamento heterossexual, aberto e inter-racial. Eu brinco que nós somos iguais, só que ao contrário. Ele, homem branco, olhos verdes, classe média, casa própria, pais universitários. Eu, mulher negra, pele escura, pais com ensino fundamental, vivendo de aluguel. Ele, gosta das imagens, da tecnologia, da comunicação, diz que “chama todo mundo que conhece de amigo"... eu, da escrita, dos livros, da música ouvida em silêncio, conto meus amigos nos dedos. Ele, se diz uma porta, mas tem um coração que cabe até quem não conhece. Eu, que sinto tudo muito, alterno minha empolgação infantil com a com momentos de severa rabugice. Cultivamos juntos o gosto pela terra, pela cultura, pela estrada, por fazer...

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    Homens gays, precisamos estar atento à nossa masculinidade tóxica

    Que a masculinidade tóxica sempre foi um problema todos nós sabemos. O que pessoas poucas sabem é que, assim como os heterossexuais, homens gays também podem ser machistas. Porque mesmo que a gente se aproxime, muitas vezes, muito mais das mulheres do que dos homens, por empatia, identificação ou por nos sentir mais confortáveis e aceitos, o machismo é uma norma na qual somos forjados e instruídos da pior forma, e ele não é seletivo ao ser perpetuar. Afinal, recebemos valores e ideias machistas desde a infância, muito antes da descoberta da nossa sexualidade, e crescemos reproduzindo esses comportamentos depois, inclusive, de descobri-la, posto que orientação sexual não é escudo para não reproduzir determinados comportamentos. E por mais que a gente tente conhecer e entender as pautas feministas, nossa masculinidade, enquanto construção social, sempre estará presente. Não estamos imunes da masculinidade tóxica, colegas, só porque somos gays, mesmo que isso...

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    A jornalista Anielle Franco (Imagem retirada do site ECOA)

    Como podemos construir um futuro antirracista?

    Nunca teremos de fato uma democracia sem debater todas as desigualdades que dividem esse país. E quando me refiro a desigualdade, falo amplamente de todos os tipos possíveis da mesma. Impossível passarmos por uma pandemia global, por casos que exemplificam o genocídio do povo negro, pela fome, pela pobreza, pelo descaso com nossas favelas e periferias, sem nos incomodarmos, e ainda dizer que lutamos pela democracia desse país. De qual democracia estamos falamos? Pois para mim, falar em democracia é falar de desigualdade e como combatê-la. Uma coisa não se separa da outra. Ou pelo menos não deveria. Em um dos momentos mais difíceis do mundo inteiro, nosso país se destaca pelo racismo, pela ausência de líderes que se importem mais com vidas do que com números, e por divisões ideológicas que a cada dia nos destroem. No meio disso tudo, nosso povo preto se torna ainda mais vulnerável, ainda...

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    A filósofa e educadora Sueli Carneiro (Foto Marcus Steinmayer)

    Dia de celebrar Sueli Carneiro

    Hoje é dia de uma das mais importantes intelectuais brasileiras e estou grata por tê-la entre nós. Sueli Carneiro completa 70 anos, com uma trajetória de formulações e lutas fundamentais para compreendemos o Brasil e enfrentarmos os principais desafios do país. Sueli Carneiro é uma filósofa, escritora e feminista negra brasileira, fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, uma das organizações de maior importância e intervenção epistêmica e política no país. Em seu doutorado, “A construção do outro como não ser como fundamento do ser”, desenvolveu o conceito de “dispositivo de racialidade”, operador da naturalização de papéis sociais, a partir dos conceitos de “dispositivo” e “biopoder” de Michel Foucault. Um dos seus textos mais emblemáticos, entre vários, é “Enegrecer o feminismo”, que questiona a universalização da categoria mulher na sociedade. Em um encontro no qual a homenageamos, no ano passado, Sueli Carneiro disse a mim e a algumas companheiras negras que,...

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    Sueli Carneiro, a ativista responsável por enegrecer o feminismo no Brasil Imagem: Natalia Sena Carneiro

    Viva Sueli Carneiro!

    Pelos documentos, o aniversário é amanhã, no São João. Mas o nascimento foi dia 23 de junho de 1950. Por 69 anos, a maratona de comemorações do aniversário de Sueli Carneiro, como brincam seus irmãos, durou dois dias. Mas em 2020, apesar da pandemia, são 70 anos a celebrar. Graças a um erro do Google, felizmente já corrigido, os parabéns começaram há 10 dias. E há programação na agenda até o final de junho. Teremos, então, quinze dias de festa online, no mínimo. A ativista responsável por enegrecer o feminismo no Brasil diz que não confia tanto assim na humanidade, mas vai lutar sempre contra quaisquer formas de opressão, como faz desde menina. Apaixonada pelo pai, Zé Horácio, não hesitava em enfrentá-lo na defesa da mãe e dos irmãos. Depois do golpe de 1964, foi uma das adolescentes a organizar uma passeata pelas ruas da Freguesia do Ó. Estudante da...

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    Andrea se libertou de um relacionamento abusivo após dez anos de casamento Imagem: Arquivo pessoal

    Me livrei do meu agressor: elas contam como deram fim à violência doméstica

    Andrea, Carol, Nina, Renata e Maria são de cidades, idades e origens distintas. Embora nunca tenham se encontrado, a história de violência doméstica que cada uma enfrentou e as artimanhas que seus agressores usaram para machucá-las se entrelaçam como se estivéssemos falando de uma mesma vítima. Andrea, Carol, Nina, Renata e Maria são de cidades, idades e origens distintas. Embora nunca tenham se encontrado, a história de violência doméstica que cada uma enfrentou e as artimanhas que seus agressores usaram para machucá-las se entrelaçam como se estivéssemos falando de uma mesma vítima. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina analisaram o perfil de homens envolvidos em situações de violência contra mulheres ("O que se sabe sobre o homem autor de violência contra a parceira íntima: uma revisão sistemática"), a partir de 33 artigos internacionais publicados sobre o tema. Além dessas semelhanças entre os agressores, notaram que a vítima tende a...

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    Sobre a prostituição de mulheres negras no Pós-Abolição

    Em 7 de fevereiro de 1896, com o título “Mais um crime! uma mulher assassinada”, o Jornal do Brasil noticiou em detalhes a morte da prostituta Luiza Argentina Reis.  Anteontem saiu Clara Balon em companhia de seu amante, Sabino Iglezias Peres, indo ambos ao teatro, tendo deixado em casa Argentina, em companhia de um rapaz português, ainda moço, claro, o qual lhe havia sido naquele momento apresentado por Argentina. Voltando do teatro, à (sic) uma hora da noite mais ou menos Clara entrou para o interior da casa, enquanto Sabino dirigiu-se a uma venda próxima para comprar uma garrafa de cerveja. Notando a ausência de Luiza e vendo sobre a mesa uma garrafa e dois copos, Clara foi ao quarto ocupado pela sua nova inquilina e aí encontrou-a jazendo por terra, com um ferimento que ainda gotejava sangue (...). Comunicado a polícia o ocorrido, compareceu imediatamente o dr. Carijó, 1º...

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    A cientista política e feminista Françoise Verges - Anthony Francin/Divulgação

    Feminismo ocidental nunca questionou privilégios de brancas, diz ativista

    De acordo com Françoise Vergès, a pandemia, embora agrave as desigualdades, não mudará o modo como mulheres brancas se aproveitam da exploração do trabalho doméstico de mulheres que pertencem a minorias. A cientista política, historiadora, ativista e especialista em estudos pós-coloniais francesa lança agora no Brasil seu mais recente livro, “Um Feminismo Decolonial”, no qual aborda movimentos feministas antirracistas, anticapitalistas e anti-imperialistas, em contraste ao feminismo branco europeu, chamado de civilizatório, que se quer universal e acredita poder salvar as mulheres de outros tons de pele do obscurantismo. O termo decolonial, principal conceito do livro, faz referência ao esforço de tornar pensamentos e ações livres do legado das diversas colonizações, e se diferencia, na tradução ao português, de descolonial, que se refere aos processos históricos de desligamento das metrópoles e ex-colônias. Vergès, de uma família de militantes comunistas de origens francesa e vietnamita, cresceu na ilha da Reunião, departamento francês...

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    Flávia Oliveira, colunista de Opinião (Foto: Arquivo/ O Globo)

    Faltava falar das flores

    Eu sou conversadeira, sempre fui. Minha mãe, Dona Anna, adorava dizer que, desde menina, eu falava mais que a “preta do leite”. Desconheço a origem da expressão, mas com base no meu comportamento, deduzo que significa muito, demasiado, excessivamente. Pois tudo que já fui capaz de vocalizar em meio século de vida não chega perto do tanto que tenho dito em três meses da pandemia da Covid-19. Nunca antes. São lives e mais lives. E debates e telejornais e programas de rádio e gravação de podcasts e aulas e horas de áudio com familiares, amigos, recém-conhecidos. Na maior parte das vezes, as conversas tratam de condições de saúde, dos efeitos das crises sanitária, econômica, social e política na vida brasileira, das mulheres, dos negros, dos jovens. Tenho especulado um monte sobre a retomada da economia, vergonhosamente precipitada em território nacional como não fora em outras paragens; que tamanho terá a...

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    Bianca Santana processa Jair Bolsonaro. O presidente a acusou de ter produzido uma notícia falsa - Foto: João Benz

    Bianca Santana e a pergunta urgente: quando o movimento negro convoca atos, quem vai?

    A escritora, jornalista e pesquisadora Bianca Santana, convidada do BdF Entrevista desta semana, se tornou uma das vozes mais escutadas dentro do movimento negro brasileiro, com trânsito livre entre lideranças reconhecidas como a filósofa Sueli Carneiro; Milton Barbosa, fundador do Movimento Negro Unificado (MNU); a socióloga Vilma Reis; Entre outros. Escritora refuta que manifestações americanas coloquem pressão nos movimentos brasileiros Na semana em que os estadunidenses saíram às ruas para protestar pela morte de George Floyd, imagens de prédios e viaturas incendiados tomaram conta das redes sociais no Brasil, quase sempre acompanhadas de uma legenda que propunha uma ironia: “A nota de repúdio deles”. Para Bianca Santana, a pandemia inspira cuidados especiais, "principalmente os mais pobres", o que gera dúvidas na escritora sobre a realização de manifestações neste momento. Porém, excetuado o período de pandemia, Santana estimula a comparação, mas vai além, reivindica que se entregue ao movimento negro brasileiro, então, o protagonismo nas ruas e que...

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    (Foto: Reprodução/ Negras Plurais)

    De licença-maternidade e em meio à pandemia, ela decidiu impulsionar os negócios de mulheres negras

    Quando Caroline Moreira, de 35 anos, se movimenta, pelo menos duas mil profissionais negras de sua rede de contatos se movimentam com ela. E a empresária, que se tornou referência quando o assunto é impulsionar o empreendedorismo negro, decidiu que não podia parar sua luta antirracista por protagonismo negro nem durante a licença-maternidade. Por isso, nos últimos seis meses, idade da pequena Luna, a CEO da Negras Plurais decidiu continuar o processo de criação do primeiro aplicativo de oferta de produtos e serviços de mulheres pretas da América Latina e, diante da pandemia, acelerou o passo. Quando olho para os meus filhos - além de Luna, ela tem Miguel, de 7 anos -, sinto culpa por não estar me dedicando tanto quanto gostaria, mas acredito que a luta antirracista é mais urgente agora porque estou trabalhando para construir um mundo para eles. Acredito que eles vão entender o que estava...

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    Ilustração: Stephanie Pollo

    Para compreender os oportunismos do fascismo

    O fascismo não se realiza sem a dominação dos corpos das mulheres No último dia 15 de maio, um grupo de moradores desceu as ruas do Complexo do Alemão carregando cinco cadáveres enrolados em lençóis e papelão.Era o “saldo” de uma operação policial que havia começado com tiros e granadas às 6 horas da manhã e que deixou para trás os corpos e o desespero das famílias . Três dias depois, em outro município do Estado do Rio, João Pedro, de 14 anos, foi atingido com um tiro nas costas. Ele estava em casa e foi morto por um policial, também durante uma operação. Em Recife, Mirtes Renata teve que ir trabalhar e levar o filho, que estava sem aulas desde o início da Pandemia. Ao descer com os cachorros da casa, a patroa não teve paciência com o menino de 5 anos. Deixou Miguel sozinho no elevador e ele...

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    (Foto: Day Rodrigues)

    Carta às mulheres solteiras: agência, amor próprio e a solidão da mulher negra

    Nesse dia dos namoradXs, eu fiquei com vontade de falar sobre algumas coisas que têm visitado os meus pensamentos. Não me dirijo a vocês com a intenção de fazer generalizações sobre as vivências das mulheres negras, mas se a minha experiência servir para acalentar algumas das minhas irmãs, esse texto fica como um presente pelo dia de hoje. Se isso não acontecer, tudo bem! Seguimos no caminho de aprender com as nossas diferenças! Faz tempo que eu tenho refletido em relação os rumos que a discussão sobre a solidão da mulher negra tem tomado. Entendo a gravidade do fato de mulheres como eu se casarem menos e enfrentarem problemas sexistas e racistas nos relacionamentos, sendo eles interraciais ou não. Contudo, eu, também, sinto a necessidade de trazer para esse debate mais reflexões sobre amor próprio e as escolhas que nós, mulheres, fazemos. Decisões que estão inseridas em um conjunto de...

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    Ao redor do mundo, lideranças femininas estão a frente de algumas das melhores estratégias já vistas até aqui no combate ao novo coronavírus (Imagem retirada do site BBC)

    Coronavírus: por que países liderados por mulheres se destacam no combate à pandemia?

    E estas lideranças estão sendo elogiadas na mídia e nas redes sociais por suas atitudes, bem como pelas medidas que introduziram em face da atual crise global de saúde. Um artigo recente da colunista Avivah Wittenberg-Cox na revista Forbes as considerou "exemplos de verdadeira liderança". "As mulheres estão se colocando à frente para mostrar ao mundo como gerenciar um caminho confuso para a nossa família humana", escreveu. As mulheres representam 70% dos profissionais de saúde em todo o mundo. Já no mundo político, em 2018, elas eram apenas dez dos 153 chefes de Estado eleitos, de acordo com a União Interparlamentar. Apenas um quarto dos membros dos Parlamentos do mundo são mulheres. Embora também haja outros fatores sociais e econômicos que favoreçam estes países no enfrentamento à pandemia, analistas acreditam que as trajetórias sociais das mulheres — e não qualquer condicionamento biológico — tornem sua conduta como líderes também diferentes....

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    Marielle Franco (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

    Caso Marielle: polícia prende bombeiro que teria cedido carro para esconder armas de Lessa, acusado de matar vereadora

    Apontado como cúmplice do sargento da reserva da Polícia Militar Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, o sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa, o Suel, de 44 anos, foi preso, na manhã desta quarta-feira, durante a operação Submersos II. Ele foi localizado num condomínio no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Suel já estava na mira da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio (MPRJ) desde a prisão de Lessa e do ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, em março do ano passado. De acordo com os investigadores, coube ao bombeiro ajudar, logo após a prisão do sargento, no descarte das armas escondidas por Lessa. O bombeiro é acusado de ter cedido um carro para a quadrilha de Lessa esconder as...

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