quinta-feira, julho 2, 2020

    Questões de Gênero

    Lançamento do aplicativo CAIXA|Auxílio Emergencial

    Mulher negra com renda mensal de R$ 285 é perfil de maioria no Cadastro Único

    Ter inscrição no CadÚnico é uma das condições para receber os R$ 600 do auxílio emergencial. Em dezembro de 2018, 2,6 milhões de famílias inscritas no programa tinham renda zero Por Luisa Fragão, Da Revista Fórum (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil) A última pesquisa feita do perfil socioeconômico dos brasileiros inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), em dezembro de 2018, registrava que 83% das famílias inscritas eram chefiadas por mulheres. Na época, o banco de dados do governo federal para identificar famílias brasileiras de baixa renda somava 68,4 milhões de pessoas inscritas. Estar no Cadastro Único é uma das condições que o governo federal estabeleceu para receber o auxílio emergencial de R$ 600 durante a pandemia do coronavírus. Além desta, ser Micro Empreendedor Individual (MEI), cumprir o requisito de baixa renda ou ser contribuinte do INSS também são condições para receber o auxílio. A média de...

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    Eleições nos EUA: líder dos direitos civis sugere que chapa presidencial deve ter mulher negra como vice

    Congressista, parceiro de Martin Luther King Jr e ícone dos direitos civis nos Estados Unidos, John Lewis afirmou, na última terça-feira, (07), que Joe Biden, candidato democrata à presidência, deveria escolher uma mulher negra para ser sua companheira de chapa. Do Noticia Preta (Foto: Tom Williams/CQ-Roll Call via Getty Image) Lewis anunciou seu apoio formal a Biden, dando uma injeção de ânimo ao provável candidato progressista. Segundo a CBS, Lewis afirmou que Joe deveria pensar nos anseios dos seus eleitores e que seria uma boa escolha ter uma mulher negra para a vice-presidência. “Acho que o Biden deve olhar para seu eleitorado, e seria bom ter uma mulher de cor na sua chapa. Seria bom ter uma mulher que se pareça com o resto da América, inteligente, talentosa, lutadora, guerreira” afirmou a jornalistas. Joe Biden entrou para a história em 2008 quando fez parte da chapa...

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    Organização de mulheres negras cobra poder público por ações de proteção social em meio à pandemia

    Entidade lembra que crise cresce junto às populações mais vulneráveis e empurra para a miséria grupos que perdem renda e emprego Do RBA BORDADO: COLETIVO/ FOTO: ISANELLE NASCIMENTO A Criola, organização de mulheres negras do Rio de Janeiro, publicou uma nota nesta quinta-feira (9) na qual cobra o Poder Público sobre a lentidão na execução das ações de proteção social, prevenção e cuidado frente à pandemia do novo coronavírus. A entidade lembra que o contágio cresce junto às populações mais vulneráveis e empurra para a miséria outros grupos que agora perdem renda e trabalho. Dentro desse contexto de crise humanitária e econômica, as mulheres negras são um dos grupos mais vulneráveis. A Criola diz que a renda emergencial, sancionada pelo governo federal e que prevê o pagamento de R$ 600, precisa ser implantada de modo simples e que possa chegar a todos. A entidade lembra que...

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    Aonde mora a violência contra a mulher?

    No dia 23 de julho de 2019, a jornalista Cláudia Collucci publicou um artigo no jornal Folha de São Paulo intitulado: Mulher corre mais risco de ser morta em casa do que na rua. No texto, a autora apresenta dados do Atlas da Violência de 2018, em especial a informação sobre o aumento de 17,1% do número de mulheres mortas dentro de casa entre 2012 e 2017, enquanto, no mesmo período, os assassinatos em locais públicos caíram 3,3%. Por Camila Miranda Sousa Race, enviado para o Portal Geledés  Foto da Campanha Feminicídio: uma realidade que queremos acabar do Ministério Público da Bahia. Esses dados trazem um paradoxo: em um país marcado por conflitos urbanos e violência nas ruas, a mulher é mais assassinada em casa. Ademais, outro ponto sensível é o fato da mulher negra ser a maior vítima de feminicídio no país, perfazendo 61% das...

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    Imagem: Isso que chamam de amor é trabalho não pago/ Artista: Ailén Possamay

    Pandemia COVID-19 e as mulheres

    Todos sabemos apontar e compreender, mesmo com as muitas mudanças ocorridas, os já estabelecidos papéis de gênero, onde às mulheres caberia o lugar de “cuidadoras”, de “donas de casa”, de principais responsáveis pelos domicílios e pelas famílias. Por Marlise Matos. no Anpocs Imagem: Isso que chamam de amor é trabalho não pago (Artista: Ailén Possamay) Em tempos de pandemia da COVID-19, infelizmente, esses papéis podem mais uma vez atuar contra as próprias mulheres, colocando-as ainda mais em risco e vulnerabilidade. Basta olhar para qualquer hospital, Unidade de Pronto Atendimento ou Posto de Saúde para perceber que as mulheres são a imensa maioria da força de trabalho na área da saúde. Wermelinger et al (2010) identificaram, a partir dos dados censitários do Brasil sobre a nossa força de trabalho em saúde, o fenômeno da feminização da força de trabalho na saúde. Dos trabalhadores de nível superior nessa...

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    A ialorixá Wanda d’Omolú Foto: Divulgação/Cristiane Cotrim

    Ialorixá Wanda d’Omolú: ‘O mundo precisa tirar o mofo’

    Criadora do Centro Cultural de Tradições Afro-brasileiras YIê Asè Egi Omim, em Santa Teresa, mãe de santo diz que ‘não podemos voltar ao normal depois do coronavírus, porque o normal era justamente o problema’ Por Maria Fortuna, do O Globo A ialorixá Wanda d’Omolú (Foto: Divulgação/Cristiane Cotrim) O terreiro da ialorixá Wanda d’Omolú está fechado. Mas isso não abala a fé dessa sacerdotisa do candomblé, que reza “do portão para dentro” todos os dias, às 10h e às 19h. As orações acontecem em conexão com casas de axé da Bahia, de Goiás e Pernambuco. Carioca, 61 anos, filha de Omolú com Oxum, coordenadora de projetos sociais como o Se Essa Rua Fosse Minha, Wanda é ialorixá há 36 anos. Seu terreiro ficava na Ilha de Guaratiba, mas em 2018 ela baixou com a família e filhos de santo numa casa em meio à Floresta da Tijuca,...

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    CODEPUTADA ESTADUAL ERIKA HILTON. FOTO: RAVI SANTANA.

    Campanha para ajudar pessoas trans em meio à pandemia é lançada na web

    Em meio à pandemia do novo coronavírus, uma campanha direcionada para pessoas transexuais e travestis foi lançada e vem ganhando força nas redes sociais. No Universa ERIKA HILTON (FOTO: RAVI SANTANA) Denominada "Fortaleça uma pessoa Trans", a campanha foi idealizada pela deputada estadual Erika Hilton, da bancada ativista do PSOL-SP. O objetivo é ajudar este tipo de público que está sem renda devido à quarentena decretada pelos governos estaduais. "A população transvestigênere vive desde sempre uma situação de extrema vulnerabilidade social, econômica e política. Essa população sofre com expulsão escolar e diversas formas de exclusão do mercado de trabalho, restando apenas a prostituição como alternativa de sobrevivência para 90% das mulheres trans. Com a necessidade de isolamento, essas profissionais se encontram impossibilitadas de garantir seu sustento e estão passando por situações profundamente precárias: precisam de moradia, alimentos, produtos de higiene pessoal entre outras coisas básicas", disse...

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    Madam C. J Walker: uma aula racial para você assistir

    Aviso: Esse texto contém spoilers. Por Luana Daltro, no Medium Mulheres Negras dançam ao redor de Madam C.J Walker. Fonte: Netflix Eu abri a Netflix e eis que me deparo com uma grata surpresa, o lançamento da série “A vida e a história de Madam C.J. Walker”, a primeira mulher negra milionária nos EUA. Confesso que desconhecia a história, mas desde as primeiras cenas fui tocada pela narrativa que aborda o empreendedorismo da mulher negra por meio de uma dor: a perda dos nossos cabelos. Imediatamente me fez relembrar do meu TCC, no qual tive a oportunidade de falar sobre cabelo crespos, especificamente, da transição capilar da mulher negra, e os impactos na sociedade. Meu objetivo é mostrar, em alguns exemplos da série, como podemos aprender na prática como racismo, machismo, colorismo e muito mais acontece. Portanto, te convido a imergir nesta história comigo. Conhecendo Sarah....

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    Ingra, Erika, Ester, Flávia e Jaqueline formam o time que sequenciou o gene do coronavírus. Dedicação que comprova a excelência da ciência brasileira (foto: Almir R. Ferreira /SCAPI IMT )

    Ciência é assunto de mulher

    Pesquisadoras brasileiras se destacam ao desenvolver ciência e mostram ao mundo o poder feminino Por Hélio Euclides, no Maré Online Grupo coordenado pela professora Ester Sabino (Imagens: SCAPI IMT/Almir R Ferreira)   O assunto do momento é o novo coronavírus. O primeiro passo numa luta é conhecer o adversário: sequenciar o genoma do vírus, que permite monitorar as diferentes entradas no Brasil, entender de onde ele veio e algumas características do crescimento, mutação e medidas a serem tomadas. O Brasil foi o primeiro país da América Latina a decifrar a sequência da amostra do primeiro caso de infecção da Covid-19 no país, em apenas 48 horas, por meio de cinco pesquisadoras. As biomédicas Jaqueline Goes de Jesus, Ingra Morales, Flávia Salles e a farmacêutica Erika Manuli são as pesquisadoras do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP), dentro do Instituto Adolfo Lutz (IAL)....

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    (AP Photo/Mahesh Kumar A.)

    Capital, pandemia e os papéis do feminismo

    Ultraliberais querem decidir quem vive ou morre. A maioria — com raça, gênero e classe social segregadas — amarga o medo e a exclusão. É a necropolítica, descrita pelo filósofo Achile Mbembe. Mas brecha da mudança foi aberta… Por SOS Corpo, no Outras Palavras Foto: AP Photo/Mahesh Kumar A. Por SOS Corpo, na coluna Baderna Feminista A rápida expansão da pandemia de coronavírus pelo mundo e a tragédia sanitária e socioeconômica por ela instalada nos coloca face a face com a profunda insegurança social em que o capitalismo jogou populações inteiras, as mais empobrecidas. Já ultrapassamos os 30 mil mortos e não temos condições de prever até onde vamos diante deste cenário de incertezas. A outra questão impiedosa deste processo é a voz dos poderosos querendo transparecer como algo que nos afeta indistintamente, em termos de classe, gênero, raça/etnia. Isso é um mito. Em tempos de pandemias, as...

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    Núcleo de Defesa da Mulher permanece em atendimento por telefone

    Defensoria Pública orienta sobre casos de violência doméstica durante a pandemia da Covid-19

    Apesar da necessidade de isolamento social, as vítimas de violência doméstica precisam sim buscar os meios necessários para a sua segurança Por Ângela Ferry, do Governo do Estado do Piauí Núcleo de Defesa da Mulher permanece em atendimento por telefone ( Imagem retirada do site Governo do Estado do Piauí) O Núcleo de Defesa da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar da Defensoria Pública do Estado do Piauí orienta às mulheres que venham a sofrer qualquer tipo de violência doméstica durante o período em que durar a pandemia provocada pelo novo coronavírus, que recorram aos canais de atendimento disponibilizados pela Defensoria, bem pela rede de proteção. Segundo a coordenadora do Núcleo da Mulher, defensora pública Lia Medeiros do Carmo Ivo, o período de confinamento imposto pela necessidade de cada pessoa se proteger do contágio do vírus pode levar que mulheres que estejam sofrendo violência...

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    O secretário-geral da ONU, o português Antonio Guterres, pediu aos governos que incluam a proteção às mulheres em suas medidas de resposta ao coronavírus. A organização afirma que os casos de violência doméstica cresceram em todo o mundo durante a quarentena necessária para impedir que a Covid-19 de espalhe ainda mais pelo mundo Foto: ANGELA WEISS / AFP

    ONU pede proteção para as mulheres durante confinamento por coronavírus

    'A violência não se limita ao campo de batalha', afirmou o secretário- geral da organização, Antonio Guterres, em vídeo Do AFP, no O Globo O secretário-geral da ONU, o português Antonio Guterres, pediu aos governos que incluam a proteção às mulheres em suas medidas de resposta ao coronavírus. A organização afirma que os casos de violência doméstica cresceram em todo o mundo durante a quarentena necessária para impedir que a Covid-19 de espalhe ainda mais pelo mundo (Foto: ANGELA WEISS / AFP) O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo mundial para pedir proteção às mulheres em suas próprias casas, no momento em que as medidas de confinamento provocadas pela pandemia de Covid-19 exacerbam a violência de gênero e nas família. "A violência não se limita ao campo de batalha", disse em um vídeo em inglês, com legendas em francês, árabe, espanhol, chinês e russo,...

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    Coronavírus: 92% das mães nas favelas dizem que faltará comida após um mês de isolamento, aponta pesquisa

    "Muitas pessoas entraram na linha de pobreza da noite para o dia. O casal que trabalhava no shopping na semana retrasada, que recebia por semana, fez a compra da semana passada e nesta semana já não está mais trabalhando. Porque o shopping fechou, o patrão também quebrou. Hoje esse casal está com três filhos em casa, que não estão mais comendo na escola. Você tem o casal em casa, os três filhos e muitas vezes os pais do casal, idosos, que moram com eles." Por Ligia Guimarães, Da BBC News (Foto:FELIPE SOUZA/BBC BRASIL) É a partir da cena descrita acima que o produtor cultural Celso Athayde, fundador e coordenador geral da Central Única das Favelas (CUFA), organização fundada há 20 anos e que reúne 500 comunidades em todo o país, explica a situação de urgência que vivem os 13,5 milhões de brasileiros que moram nas favelas...

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    “Fome, uma autobiografia do (meu) corpo”, livro de Roxane Gay

    “Fome” não é um livro para gostar ou desgostar, é obra para conhecer uma realidade acachapante e torturante para várias mulheres, mas ignorada por muitas de nós . Roxane Gay, uma mulher negra caribenha, de 1,90 e que já chegou a ter mais de 250 quilos nos conta de maneira brutal as brutalidades sofridas por seu corpo, toda a violência de, quando menina, ter sido estuprada por um grupo de garotos, liderado por seu namorado. Ela nos entrega a autobiografia de seu corpo definido por todas as dores, recalques, cicatrizes e dezenas de quilos subsequentes, buscados e acolhidos como uma proteção do próprio corpo às violências do mundo. Por Cidinha da Silva, Do Medium (Foto: Reprodução/ Globo Livros) Um corpo silenciado cujo grito acontecia pela ingestão de comida: “No antes da minha vida, eu era bem jovem e protegida. Não sabia nada sobre nada. Não sabia...

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    Faço faxina, se eu trabalhar, como! Se eu não trabalhar, não como!

    A pandemia do coronavírus escancara as desigualdades existentes no Brasil, que infelizmente muitos insistem em não enxergar Por Luana Tolentino, da Carta Capital Luana Tolentino (Foto: Vera Godoy / Cartola) Mesmo depois de abolida a escravidão/ Negra é a mão/De quem faz a limpeza/Lavando a roupa encardida, esfregando o chão/Negra é a mão (Gilberto Gil) Chamar as mães quando os alunos cometem algum ato de indisciplina é uma prática recorrente entre nós, professores. Fiz questão de escrever mães no lugar de pais, pois elas são sempre culpabilizadas quando algo vai mal com os estudantes. É como se os homens também não fossem responsáveis pelas crianças e pelos adolescentes, evidenciando quão machista é a nossa sociedade. Há alguns anos, o Francisco*, na época matriculado no 9° ano, me tirou a paz. Além de não fazer as atividades, tumultuava a sala. Sempre que o repreendia, ele respondia de...

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    Winnieteca usa leitura como ferramenta de combate ao racismo

    A casa de Winnie Bueno, de 31 anos, em Porto Alegre, sempre foi repleta de livros. Ela cresceu vendo a avó, que não chegou a completar o ensino fundamental, se jogar nos livros como forma de preencher a lacuna por não ter estudado. Por Vanessa Fajardo, do Ecoa Winnie Bueno, criadora da WinnietecaImagem: Marília Dias/Divulgação Na transição para adolescência, os livros viraram refúgio. "Na escola que eu estudava havia pouquíssimas crianças negras, me sentia isolada e ia para os livros. Passava muito tempo na biblioteca, tanto que minha festa de 15 anos foi dentro de uma. Tenho uma relação afetiva com os livros." A história da Winnieteca, chamada inicialmente de Tinder dos Livros, teve início em novembro de 2018 quando Winnie, vendo a repercussão no Twitter por conta do Dia da Consciência Negra, sugeriu em um post que as pessoas brancas que diziam ser antirracistas, fizessem...

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    Marcos Santos/USP

    Mulheres em isolamento: quando a própria casa é o espaço inseguro

    A Justiça do RJ já registrou um aumento de 50% de casos de violência doméstica, e a comunicação é fundamental para proteger as mulheres Por Mônica Mourão, da Carta Capital  Marcos Santos/USP Fiquem em casa. A campanha pelo isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus está na TV, na internet e é compartilhada por artistas e anônimos. O Instagram criou um selo em que o desenho de uma casa se mistura com o de um coração, e assim é possível assistir aos “stories” de quem está resguardado. Porém, o que muitas vezes escapa aos que têm o direito à moradia digna é que o ambiente doméstico não é um espaço de amor para todo mundo. Sequer um espaço seguro. Campanhas informativas, aplicativos para celular e documentos cobrando do Estado medidas protetivas às mulheres são algumas das iniciativas que ganham força neste contexto para combater e...

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    foto- Cada Minuto

    “Minha realidade como mulher, negra e militar é complexa.Que nunca deixemos de ser resistência”- diz Stephany

    A bombeira militar, Stephany Domingos escreve:  Por Arísia Barrosno Cada Minuto foto- Cada Minuto "Eu acredito que seja bem difícil, pra não dizer impossível, uma instituição militar, estruturalmente feita por homens para homens, não ser machista.  E em se tratando de mulheres e negras, o preconceito ultrapassa barreiras que a gente nem consegue mensurar. Não tem como nós visualizarmos o movimento feminista, sem enxergar esse recorte. No nosso caso, mulheres e negras, o recorte é ainda mais específico e complexo. Porém, muita gente, e infelizmente muitas mulheres do nosso meio, por falta de conhecimento, ou por questões culturais institucionalizadas, não enxergam o machismo e racismo, muitas vezes velado dentro das nossas instituições e/ou setores, batalhões e grupamentos. Desde os tempos mais primórdios, a mulher negra era escravizada, um pedaço de carne do senhorzinho branco da casa grande, ou do mestiço capataz, ou ama de leite da...

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    Imagem: Gênero e Número

    Maioria entre informais, mulheres têm lugar central na inédita renda emergencial

    Por três meses, mães chefes de família terão acesso a R$ 1200 para enfrentar crise do coronavírus; medida atende principalmente à população feminina negra, historicamente mais precarizada Por Giulliana Bianconi* no Gênero e Número Imagem: Gênero e Número Haverá renda mínima emergencial de R$ 1.200 na crise do coronavírus para mães trabalhadoras informais que não contam com cônjuge na criação dos filhos. Elas fazem parte de um dos grupos nominalmente contemplados no texto aprovado pela Câmara nesta quinta-feira (26), que propõe a Renda Emergencial Básica por três meses para a população trabalhadora de baixa renda. A medida, acordada entre líderes com chancela do governo, deve ser validada pelo Senado nos próximos dias e tem forte impacto na vida de milhões de mulheres e seus filhos. Não é a primeira vez que mulheres são reconhecidas como centrais no núcleo familiar por programas de assistência social. “O Bolsa...

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    Djamila Ribeiro indica livros para ler durante isolamento por coronavírus

    A filósofa e colunista de Marie Claire sugere obras de romance, ficção e poemas escritos por pessoas negras A filósofa e colunista de Marie Claire, Djamila Ribeiro indica livros para ler durante isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus, a COVID-19. De sua casa e em bate papo ao vivo no Instagram de Marie Claire, a autora sugere obras de romance, ficção e poemas escritos por pessoas negras. Confira a lista: 1. Amada - Toni Morrison A história é baseada em fatos reais e é ambientado em 1873, época em que os Estados Unidos começavam a lidar com as feridas da escravidão recém-abolida. Com estilo sinuoso, Toni Morrison constrói uma narrativa complexa, que entrelaça com maestria brutalidade e lirismo. (Companhia das Letras, pags.368, R$ 67,90) 2. O Olho Mais Azul - Toni Morrison Considerado um dos livros mais impactantes da autora, seu primeiro romance conta a história de Pecola Breedlove,...

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