Questões de Gênero

    Foto: Adeloya Magnoni

    Carla Akotirene lança “Ó Pa Í, Prezada” nessa terça em Salvador

    Lançamento acontece em Salvador no dia 17 de março Enviado para o Portal Geledés Capa do livro “Ó Pa Í, Prezada – Racismo e sexismo tomando bonde nas penitenciárias femininas”, de Carla Akotirene. (Divulgação/Pólen Livros) A Pólen Livros e o Selo Sueli Carneiro, coordenado por Djamila Ribeiro, lançam em Salvador no dia 17 de março o livro “Ó Pa Í, Prezada – Racismo e sexismo tomando bonde nas penitenciárias femininas”, de Carla Akotirene. O lançamento acontece na Casa Respeita as Mina e está de acordo com as normas sanitárias impostas pelo Município em face da epidemia de Coronavírus. O livro é resultado da dissertação de mestrado da autora, apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismos da Universidade Federal da Bahia, e levanta uma discussão interseccional da situação prisional de mulheres no Brasil, a partir de uma pesquisa de campo realizada no...

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    (Pintura: Antônio Rafael Pinto Bandeira)

    Sou uma mulher negra e a minha invisibilidade é real

    Quando falamos de invisibilidade abre-se um leque de conceitos e didáticas que podemos discutir, um delas é a solidão da mulher negra. Por Laiela Santos, da Revista Cult (Pintura: Antônio Rafael Pinto Bandeira) Precisamos entender que essa solidão não existe somente em relacionamentos afetivos. Essa invisibilidade vai desde a infância até a fase adulta. As mulheres negras são inferiorizadas na entrevista de emprego, quando não têm o perfil de uma mulher padronizada; na fila do hospital, quando são consideradas fortes o suficiente para aguentar mais dores que uma mulher branca; nos relacionamentos, quando são abandonas pelos seus parceiros e sofrem para cuidar de seus filhos sozinhas, se tornando mulheres exaustas e sobrecarregadas. Ser uma mulher negra num país racista é ter que construir e reconstruir a sua autoestima dia a dia pela falta de representatividade nos meios de comunicação em massa; é ser sexualizada no Carnaval,...

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    Para abalar estruturas, projeto promove educação financeira para mulheres negras

    Ancestralidade é o caminho para reverter dinheiro em patrimônio nas periferias, explica a idealizadora do Grana Pretta Por Pedro Stropasolas, do Brasil de Fato Segundo dados da Pnad, além de inferior a dos homens, a renda média das mulheres negras é menor que a das mulheres brancas. Na foto, a educadora Mônica Costa, criadora do projeto - Pedro Stropasolas/Brasil de Fato As mulheres pretas são a base da desigualdade de renda no Brasil. São elas também que estão mais suscetíveis ao desemprego e às piores condições de trabalho no país. Em São Paulo (SP), por exemplo, trabalham o dobro do tempo para obter salário de homem branco: enquanto o rendimento médio por hora de uma mulher negra é de R$ 10,82, quem está no topo da escala de remuneração recebe R$ 21,84. Os dados foram sistematizados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a...

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    Na CNN Brasil, Luciana Barreto não quer ser a “âncora negra”

    Jornalista e mestre em relações étnico-raciais, a carioca fala da falta de negros nas redações, representatividade, racismo e maternidade Por Dandara Fonseca, Da Revista Trip (Foto: Divulgação/CNN Brasil) Luciana Barreto não quer ser uma história única. Ela não deseja ser conhecida como a âncora negra da CNN, comparada à jornalista Maju Coutinho e muito menos ser tratada como uma super mulher que, por mérito próprio, chegou onde está hoje. "Quero apenas que esses espaços sejam democráticos para que todas acessem", explica. A opção pelo jornalismo nasceu da urgência de mostrar o que acontecia na Baixada Fluminense, região onde nasceu. "Eu e minha mãe vimos um barraco pegar fogo com duas crianças e isso não era notícia. As mazelas periféricas não eram notícia", conta a apresentadora. "Fui crescendo com o sonho do jornalismo para denunciar os problemas sociais". A partir daí, nem a rotina acordando às 3...

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    Sou cineasta negra e quero falar do racismo no audiovisual brasileiro

    Ler que "no Brasil não tem um Spike Lee ou uma Ava DuVernay" me faz perceber que é chegada a hora de abordar o racismo estrutural na produção audiovisual brasileira. É um problema que atinge um país "doente", no qual pessoas que se dizem profissionais da sétima arte não estão preocupadas em contar uma história e, sim, em lucrar em cima de nossas dores, mortes de pessoas iguais a mim, com a pele escura. Por Camila de Moraes, Do Universa Camila de Moraes (Foto: Natasha Montier) Há tempos, estamos na luta por outras narrativas possíveis dentro do audiovisual e aprendemos com o movimento negro que não se pode dar "nenhum passo atrás, nem para dar impulso". A nossa luta é por uma sociedade mais igualitária e é coletiva. Por isso, falo no plural a partir daqui - já que há um provérbio africano que nos ensina:...

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    Rio de Janeiro - Protesto no Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, pelo fim da violência contra as mulheres e contra o PL 5069/13, em frente à Câmara de Vereadores (Fernando Frazão/Agência Brasil)

    Mães com idades entre 21 e 40 anos são as principais vítimas de feminicídio no RJ

    Levantamento da Defensoria Pública aponta que ex e atuais companheiros são os principais responsáveis pelos crimes Por Clívia Mesquita, Do Brasil de Fato Em 37 dos 107 casos de feminicídio analisados, os agressores não aceitaram o término do relacionamento (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) Mães entre 21 e 40 anos, atacadas em casa com faca ou a tiros, à noite ou de madrugada pelos ex-namorados, companheiros ou maridos. Esse é principal perfil das mulheres vítimas de tentativa de feminicídio ou feminicídio consumado no Rio de Janeiro, segundo levantamento da Defensoria Pública do estado (DP-RJ). “Os dados deixam claro que as vítimas de feminicídio são alvos de pessoas próximas, com quem mantiveram ou mantêm relacionamento amoroso, e sofrem de situações de violência em momentos e locais em que se encontram mais vulneráveis”, resume a diretora de Estudos e Pesquisas de Acesso à Justiça, Carolina Haber. A pesquisa, que...

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    Raiva e esperança na terra dos feminicídios

    De Veracruz, o estado mexicano que registra mais casos de violência contra a mulher, se propagou a convocação da paralisação feminista Por David Marcial Pérez, Do El País O coletivo feminista As Bruxas do Mar, em Veracruz (Foto: CORTESÍA BRUJAS DEL MAR) No porto de Veracruz, o motor industrial do terceiro estado mais populoso do México, os navios descarregavam suas mercadorias normalmente nesta segunda-feira. Do calçadão, Mercedes Reyes atende como todos os dias em sua barraca de sorvetes e raspadinhas de frutas. “Gostaria, mas não consigo parar. Nós trabalhamos por dia”, ela diz, olhando de soslaio para a filha de nove anos, sentada a seu lado. Reyes, de 36 anos, e mãe solteira, não pôde participar da greve, mas diz que duas de suas irmãs não foram trabalhar ––uma professora e outra, funcionária do setor administrativo de uma multinacional. Veracruz é o estado mexicano com mais...

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    Metamorworks // Getty Images

    Estudo da Stilingue aponta avanço na presença das mulheres no mercado de Tecnologia

    Levantamento realizado entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2020 abrangeu mais de 390 mil publicações coletadas; desafios enfrentados pelas mulheres negras e iniciativas corporativas também foram destaque Do Diário do Nordeste  Quando se fala em mulher e mercado de trabalho, muitas profissões são associadas à imagem feminina. Entre elas, professora, atendente de loja, enfermeira, aeromoça etc. Mas outros cenários, como o da Tecnologia, estão cada vez mais sendo ocupados por elas. Com o objetivo de identificar os pontos de destaque sobre as mulheres e o mercado de trabalho e os temas mais relacionados, especialmente nesta área, a Stilingue, plataforma nacional de Inteligência Artificial (IA) para o idioma Português (PT-BR) – com foco em Customer Intelligence & Responding em tempo real – realizou um levantamento que abrangeu o período de 1º de janeiro de 2019 a 29 de fevereiro de 2020, totalizando mais de 390 mil publicações coletadas (393.875) nas...

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    A Lei do Feminicídio foi sancionada no dia 9 de março de 2015. Desde então, mais de 4700 casos foram registrados no país. Foto: Arte de Lari Arantes sobre foto de Ricardo Cassiano

    Lei do Feminicídio completa cinco anos. Entenda por que ela é necessária

    Especialistas explicam funcionamento da lei, sancionada em 9 de março de 2015, e apontam avanços e desafios no enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil Por Raphaela Ramos, do O Globo A Lei do Feminicídio foi sancionada no dia 9 de março de 2015. Desde então, mais de 4700 casos foram registrados no país. (Foto: Arte de Lari Arantes sobre foto de Ricardo Cassiano) No dia 9 de março de 2015, a Lei do Feminicídio foi aprovada no Brasil. A partir de então, assassinatos de mulheres envolvendo violência doméstica e questões de gênero passaram a ser qualificados como crimes hediondos, com penas de até 30 anos. A proposta foi elaborada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher e sancionada pela então presidente Dilma Rousseff. Mais de 4700 feminicídios foram registrados no país durante os cinco anos desde que a lei...

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    Foto: André Leonardo

    Comentários sobre a Carta de Juristas Negras na III Conferência Nacional da Mulher Advogada

    O dia 06 de março de 2020 ficará marcado na história da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) como o dia em que mulheres negras se articularam para dar voz aos pleitos de equidade racial no Sistema OAB, defendendo a necessidade de uma política institucional que, interseccionando gênero e raça, rompa com as barreiras construídas pelas estruturas do machismo e do racismo. A mobilização das mulheres negras em rede para atuação sociopolítica e jurídica não é fato inédito, uma vez que, tanto dentro quanto fora da institucionalidade, a realidade reivindica-nos racionalidade instrumental e comunicativa e estratégias ancestrais substanciosas, para que seja garantida existência, desenvolvimento, participação nas arenas decisórias historicamente defesas e não retrocesso das conquistas obtidas pelo protagonismo coletivo. E, assim, a atuação coletiva comentada se deu no âmbito da III Conferência Nacional da Mulher Advogada (CNMA), com o tema Igualdade, Liberdade e Sororidade, que ocorreu em Fortaleza, nos dias...

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    (SBSSP/Reprodução)

    Virgínia Bicudo, a brasileira pioneira em estudos raciais na psicanálise

    Neta de uma escrava alforriada, a cientista também foi um dos primeiros nomes a falar sobre o campo clínico da psique infantil no país Por Camilla Venosa, da Revista Claudia (SBSSP/Reprodução) Uma das figuras mais importantes na disseminação da psicanálise no Brasil, Virgínia Leone Bicudo foi pioneira no debate de estudos raciais no campo clínico da psique humana. Com uma vida marcada pelo racismo, ela encontrou na ciência um local de debates para os preconceitos que enfrentou, tornando-se uma das principais referências nos estudos das relações raciais na ciência. Nascida em 1910, na cidade de São Paulo, Virgínia é filha de uma imigrante pobre de origem italiana e de um descendente de escravo. Mais velha de seis irmãos, a família foi grande incentivadora do seu percurso acadêmico. Em 1930, formou-se na Escola Normal Caetano de Campos, considerada um marco na renovação da educação do país, onde...

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    Roda de Conversa: O direito sob o olhar feminista anti-racista – Salvador/BA

    O Consórcio Lei Maria da Penha, Cladem, Tamo Juntas e Grupo Madás irão promover o lançamento do livro Tecendo Fios das Críticas Feministas ao Direito no Brasil, organizado pelo Consórcio Lei Maria da Penha, e a Roda de Conversa O direito sob o olhar feminista anti-racista durante as atividades do Colóquio de Direitos Humanos e Contemporaneidade e V Congresso Internacional de Direito dos Povos e Comunidades Tradicionais na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na Agência Patrícia Galvão Divulgação O lançamento do livro Tecendo Fios das Críticas Feministas ao Direito no Brasil, organizado pelo Consórcio Lei Maria da Penha, acontecerá às 12h, com distribuição gratuita de exemplares. Já a Roda de Conversa, às 18h30, contará com a participação de Laina Crisóstomo (Tamo Juntas e Consórcio Lei Maria da Penha), Ingrid Viana Leão (Cladem e Consórcio Lei Maria da Penha), Loyana Araújo (Grupo Madás)...

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    Ato de mulheres aconteceu na Praça das Flores, em Natal — Foto: Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi

    Mulheres fazem ato contra violência de gênero e por direitos em Natal

    Manifestação aconteceu no Dia Internacional de Luta pelos Direitos da Mulher, celebrado neste domingo (8) Por Inter TV Cabugi, no G1 Ato de mulheres aconteceu na Praça das Flores, em Natal — Foto: Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi Um ato em homenagem ao Dia Internacional de Luta pelos Direitos da Mulher aconteceu na manhã deste domingo (8) em Natal. O movimento aconteceu na Praça das Flores, no bairro Petrópolis e culminou com uma passeata pela ruas da Zona Leste da capital potiguar. Centenas de pessoas compareceram ao ato político e cultural organizado por coletivos, movimentos de mulheres e partidos políticos contra a violência de gênero e por direitos. Homens também participaram da manifestação em apoio às pautas. "Hoje é o Dia Internacional das Mulheres. É um dia de luta, de denúncia, de resistência pela democracia, contra o facismo e pelo direito das mulheres. Mas também estamos comemorando...

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    Foto: Jana Sá

    Como foi o 8 de março no único Estado governado por uma mulher no Brasil

    Com o entendimento que a luta por uma vida digna para as mulheres passa pelo compromisso em defesa da democracia, os protestos que ganharam as ruas da capital potiguar neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, abriram o calendário de ações deste mês. As críticas às políticas do presidente Jair Bolsonaro foi o mote do ato convocado pela Frente Brasil Popular, em Natal, “Mulheres em resistência: pela vida e por direitos”. Por Jana Sá, do Saiba Mais Foto: Jana Sá O retrocesso nas políticas necessárias ao enfrentamento à violência de gênero foi alvo de críticas pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra: “O que nós estamos vendo em plano nacional é o imenso retrocesso. De janeiro para cá o governo federal retirou todos os recursos que eram destinados às políticas de enfrentamento à violência.” Foto: Jana Sá O atendimento...

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    Maria Soares, a Dona Santinha, ativista de 95 anos que inspira a luta de feministas mais jovens por direitos Foto: Fernando Lemos

    Dia internacional da Mulher: as lições de uma militante de 95 anos

    Maria dos Santos Soares participou da versão carioca da performance feminista "Um violador em teu caminho". Em vídeo, ela fala sobre o racismo que já sofreu e conta como superou seus próprios preconceitos para abraçar as causas feminista e LGBT Por Carla Nascimento, do O Globo Maria Soares, a Dona Santinha, ativista de 95 anos que inspira a luta de feministas mais jovens por direitos (Foto: Fernando Lemos) Dezenas de mulheres cantavam contra o estupro em um ato na Cinelândia, Centro do Rio, na noite de 3 de dezembro 2019. “E a culpa não era minha, nem onde estava, nem como me vestia”, diziam, em uníssono. Em meio ao coro, no entanto, um rosto chamava atenção: Maria dos Santos Soares, a Dona Santinha, como é chamada pela família. Aos 95 anos, ela entoava a letra e executava a coreografia que aprendera horas antes ao lado de...

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    Keiny Andrade/UOL

    Depoimento: Neon Cunha pediu morte assistida se Justiça não reconhecesse seu de gênero

    Eu arrisquei minha vida para poder comemorar o Dia Internacional da Mulher. Não é figura de linguagem. Em 2016, pedi à Justiça o direito à morte assistida caso não pudesse mudar de nome e gênero. E impus uma condição, me recusava a ser diagnosticada com uma patologia, como acontecia até então com mulheres trans. Por Neon Cunha, no Universa Keiny Andrade/UOL Eu poderia ter me tornado um cadáver, mas me tornei Neon Cunha. Sou mulher. Não tenho doença alguma. E quando perguntam se eu estava disposta a morrer, digo um sonoro "É claro". Estava com 46 anos e havia experimentado de tudo. Sofri ameaças, surras, tive arma apontada para cabeça, trabalhei de olheira de cafetina, fiz boquete em policial para evitar espancamento e fui estuprada por bandidos. Mas nunca deixei de querer viver. E quando você tem certeza da vida, não tem medo da morte. E...

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    Seminario Igualdad, Genero y No Discriminación

    Entrevista: A ofensiva antigênero como política de Estado

    Em entrevista à Conectas, a pesquisadora Sonia Corrêa analisa o impacto das políticas do governo Jair Bolsonaro sobre a pauta de gênero Do Conectadas Às véspera do Dia Internacional da Mulher, a pesquisadora e ativista Sonia Corrêa fala à Conectas sobre o impacto das políticas do governo Bolsonaro sobre a pauta de gênero. (foto: Luis Vera) Enquanto os movimentos feministas vêm pautando há décadas o debate sobre gênero de uma perspectiva de igualdade, da democracia e da plasticidade, forças conservadoras religiosas e seculares tem atacado esse conceito de maneira virulenta, usando como alvo o código “ideologia de gênero” . No Brasil, essa ataques que vinham ganhando corpo desde os meados dos anos 2000 ganham uma nova escala nas eleições presidenciais de 2018. Hoje a ideologia antigênero se vê traduzida em legislações e diretrizes de política pública. Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, conversamos com Sonia...

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    Em 2020, os protestos do '8M' ganham também um caráter de repúdio aos protestos convocados por Jair Bolsonaro para o dia 15 de março (Imagem retirada do site

    Mulheres lançam campanha de arrecadação para manifestações do 8 de Março

    Em São Paulo, as mulheres se concentram na Avenida Paulista, a partir das 14h, no centro da cidade Em 2020, os protestos do '8M' ganham também um caráter de repúdio aos protestos convocados por Jair Bolsonaro para o dia 15 de março (marcha mundial das mulheres) Os movimentos feministas e populares se organizam para mais uma manifestação do Dia Internacional da Mulher, no próximo domingo (8). Em São Paulo, as mulheres se concentram na Avenida Paulista, a partir das 14h. A organização lançou campanha de financiamento virtual. A meta é juntar R$ 7 mil para pagar as despesas do ato. Até o começo da tarde desta quinta-feira (5), pouco mais da metade da metade dessa quantia havia sido alcançada. Todos os anos, homens e mulheres saem às ruas contra o feminicidio, por mais direitos e para denunciar o machismo. Neste ano, os movimentos adotaram o tema...

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    Por um feminismo de baderna, ira e alarde

    Neste 8M, ocuparemos politicamente as ruas e as nossas casas, em festa e protesto. Não queremos flores, parabéns e elogios — mas sacudir uma ordem social irrespirável, que tem a mesma cara dos machos rivalistas e opressores Por SOS Corpo, no Outras Palavra  Arte: Rafael Werkema/CFESS O feminismo veio para ocupar tudo! Não tem como conter essa forma de ver, pensar e transformar o mundo. O pensamento feminista foi fundamental para que a democracia ganhasse demandas reais em espaços do cotidiano, foi fundamental para compreendermos que ele é uma forma de organizar a vida social. Nós mulheres não só denunciamos as declarações sexistas de políticos ou escrachamos os machos que se esfregam “nelas” no metrô ou no carnaval. É mais que isso: o feminismo revelou que o espaço “privado” imposto a nós mulheres, à família e à casa nada tinha de privado, mas representou e representa...

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    “Queremos disputar nossa própria agenda na política”, afirma ativista indígena equatoriana

    Vereadora feminista, Paolina Vercoutere lembra participação de mulheres indígenas nos protestos que pararam o Equador em 2019 e aponta novos desafios para o 8 de Março Por Julia Dolce, Da Agência Pública Paolina Vercoutere (Foto: Reprodução/Twitter) Em outubro de 2019, o Equador foi completamente paralisado por um dos maiores protestos já vistos na história do país. As manifestações, que tiveram como objetivo barrar um decreto de medidas econômicas e reformas trabalhistas do presidente Lenin Moreno receitadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), tiveram êxito com as medidas sendo revogadas. Na linha de frente dos protestos, o protagonismo das mulheres indígenas foi aclamado mundialmente. A Agência Pública conversou com a ativista feminista Paolina Vercoutere, vereadora do município de Otavalo, integrante da Plataforma de Mulheres Caminhando pela Igualdade e representante do povo Kichwa. Ela destacou que a participação feminina sempre esteve presente nas vitórias históricas dos indígenas no Equador...

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