segunda-feira, setembro 21, 2020

    Questões de Gênero

    (Foto: RAWPIXEL.COM- Nappy)

    Encontro discute trajetória das mulheres negras nas universidades

    Com o tema Política Institucional das Universidades e a Trajetória das Mulheres Negras, o Escritório USP Mulheres realizará o primeiro Encontro USP Mulheres Negras, Latino-Americanas e Caribenhas, nos dias 23 e 24 de julho, com a presença de profissionais, especialistas e pesquisadoras para analisar quatro grandes questões sobre o assunto. Equalizar as oportunidades na carreira docente; apoiar a trajetória acadêmica de mulheres; discutir gênero e política institucional; e inovar propondo medidas antidiscriminatórias são as linhas de debate nos dois dias do encontro. A abertura contará com a participação do reitor da USP, Vahan Agopyan, e com a coordenadora do Escritório USP Mulheres, a professora Maria Arminda do Nascimento Arrudada, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O encerramento terá a leitura de um documento elaborado a partir das apresentações realizadas. O evento terá transmissão on-line pelo Youtube neste link e para participar não é necessário fazer...

    Leia mais
    Reprodução/Facebook

    Marcha das Mulheres Negras de SP acontece com programação online neste sábado

    Será realizada neste sábado (25) a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, a partir das 14h. O evento, que ocorre pelo quinto ano seguido, será organizado de maneira digital devido à pandemia do coronavírus, mas também contará com manifestações presenciais. Além de reivindicar seus direitos, as mulheres se manifestarão contra o projeto genocida em todas as esferas de governo. A Marcha busca conectar pessoas por meio do mote “Nem cárcere, nem tiro, nem Covid: corpos negros vivos! Mulheres negras e indígenas! Por nós, por todas nós, pelo bem viver!”. A manifestação vai apresentar uma programação online e intervenções de rua que serão transmitidas ao vivo no sábado, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e Dia Nacional de Teresa de Benguela. A programação começará a ser transmitida às 14h e contará com encontros e discussões sobre ancestralidade, apresentação musical, sarau literário e programação infantil, além de questionamentos sobre...

    Leia mais
    Colagem analógica por Aline de Campos Título: .energia ancestral (2020)

    Ancestralidade e feminismo: de onde vem a prática feminista que você exerce?

    Provocada por uma professora do mestrado – obrigada por isso Carla Cristina! –, refleti acerca de minha concepção de feminismo a partir de uma ótica ancestral. O exercício era considerar as relações entre mim e as duas mulheres que vieram antes, minha mãe e minha avó. Costumo discutir com colegas como a percepção do feminismo chega nas periferias, tendo em vista que as mulheres da resistência cotidiana são as mais expostas às opressões que fortalecem as desigualdades. Cabe lembrar, como Lélia Gonzalez e bell hooks destacaram, que em geral as pautas feministas não trouxeram nenhuma novidade à realidade das mulheres que já lutavam contra dominações desde sempre. Bagagem a mulher preta e periférica tem, seu entendimento das práticas colonizadoras ainda vigentes, na encruzilhada da desigualdade, chega primeiro pela cor, depois pelo gênero. Diferente de como se deu na Europa por meio das classes, como exposto por Marx, a desigualdade no...

    Leia mais
    Reprodução/Facebook

    Stephanie Ribeiro assume comando do “Decore-se”

    A partir de outubro, a nova temporada do "Decora", que se adapta diante do cenário atual e passa a se chamar "Decore-se", terá o comando da arquiteta e produtora de conteúdo Stephanie Ribeiro. No novo formato, os participantes contam com ajuda remota da especialista para transformar os ambientes em espaços acolhedores e funcionais, com dicas simples e práticas que podem ser reproduzidas pelos próprios moradores. Maurício Arruda, à frente desde 2016, deixa o "Decora" para se dedicar a projetos pessoais. Ao longo dos anos, a atração contou com diferentes apresentadores, somando o toque especial de cada profissional à essência do programa.  

    Leia mais
    Maria Isabel Gonçalves é professora de um colégio público no município de Boninal, na Chapada Diamantina (Foto: Acervo Pessoal)

    Professora baiana vence prêmio mais importante da educação brasileira

    Uma ideia pode mudar o mundo. E foi assim que a professora Maria Isabel dos Santos Gonçalves levou o nome da pequena cidade de Boninal, na Chapada Diamantina, para todo o Brasil. Isso porque ela foi uma das vencedoras do Prêmio Educador Nota 10 - maior e mais importante prêmio da Educação Básica Brasileira e que desde 1998 premia iniciativas feitas por profissionais da educação dentro de sala de aula. Aos 33 anos, Maria Isabel é nascida no povoado de Duas Passagens, a 60km de Boninal, e por lá foi criada. Sem energia elétrica, subindo em árvore e tomando banho de rio. As novelas das 21h eram os causos contados por sua mãe e sua bisavó Iaiá Lia: rezadeira, parteira e líder da região de Umburana que foi a inspiração para o seu projeto vitorioso chamado ‘As filosofias de minha avó: poetizando memórias para afirmar direitos’. "Com 30 anos minha...

    Leia mais
    (Foto: Adobe)

    O Julho é das Pretas; o racismo é todo seu

    O Julho é das Pretas. Em julho, honramos o Dia de Tereza de Benguela, para a discussão das desigualdades de gênero e raça. Para a mulher negra, nunca houve um dia de festa, flores, cuidado e aconchego. Vivemos num mundo que não enxerga a mulher negra pela pessoa que é, mas pelos recursos que fornece, pelas ferramentas que oferece. A mulher negra ainda é a carne mais barata do mercado, o gadget mais útil da loja. Mas o Julho… É delas. Por ela, o mês é todo delas. A nós, a cidadania é sistematicamente negada. E por isso, é necessário que tenhamos um Julho das Pretas. É necessário refletir sobre tudo que somos, sobre os passos que demos - eles vêm de muito longe - e que ainda vamos dar. Precisamos falar de Tereza de Benguela para entender isso. Precisamos falar desta mulher negra, quilombola, estadista, empreendedora, líder. esposa, filha,...

    Leia mais
    Foto: EPA

    Quatro mulheres negras à frente de pesquisas sobre a covid-19

    A professora e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense (UFF) Andrea Alice da Silva fez pós-doutorado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, em 2019, e retornou ao Brasil em fevereiro deste ano. Pouco tempo depois, sua vida teve uma mudança radical. Com a chegada do novo coronavírus, ela mudou sua linha de pesquisa e passou a se dedicar a ajudar no diagnóstico da doença. “A covid atropelou tudo. As minhas linhas de pesquisas originais estão todas paralisadas”, conta. Uma das brasileiras à frente dos estudos sobre a covid-19 no país, ela faz parte do diminuto universo de 23% de docentes negras no ensino superior do país, segundo o mais recente Censo de Ensino Superior do Inep, de 2018. Brancas são maioria (76%). A principal linha de pesquisa da professora da UFF é a hepatite C, na qual investiga como novos tratamentos para a doença são conduzidos no Brasil, já que...

    Leia mais
    Tereza de Benguela

    Caruaru celebra ‘Semana da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha’

    Inicia nesta quarta-feira (22), a programação alusiva à Semana da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. O evento está sendo realizado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), junto com o Conselho Municipal da Mulher de Caruaru (CMM), no Agreste de Pernambuco. O encontro virtual vai debater temas como o impacto da pandemia do novo coronavírus sobre a vida das mulheres negras. A programação contará com palestras e orientações, com foco na autonomia financeira, saúde mental, enfrentamento à violência e combate ao racismo. Para participar basta acessar o site e se inscrever, conforme as orientações. Confira a programação: Quarta-feira (22): Cidadania: Mulher Negra e empreendedorismo, incentivo a autonomia econômica. Facilitadoras: Marília Brandão e Julia Lira Mediadora: Tamyres Cardoso 19h Quinta-feira (23): Beleza: Transição Capilar em Tempos de Pandemia (Salão Afro Hair) 19h Sexta-feira (24): Enfrentamento a violência e saúde mental da mulher negra em tempos de pandemia : uma importante...

    Leia mais
    Coisa Mais linda (Reprodução/Netflix)

    Coisa mais linda e a invisibilidade da mulher negra

    De uma forma abrangente a série aborda pautas muito importantes relacionadas a vivencia da mulher e o que é ser uma no Brasil em meados da década de 50. Feminismo, violência e até o feminicídio é trazido de forma explícita e direta no enredo da série, entretanto a abordagem ao racismo e as outras formas de opressão sofridas por diferentes grupos de mulheres não foram trazidas com a mesma urgência, o que soa o discurso um pouco vazio, artificial e preocupante.  A serie conta com quatro mulheres que exercem os papais principais e entre elas há somente uma mulher negra: Adélia.  Adélia é uma mulher negra e se formos observar de uma forma crítica é possível perceber que o papel exercido por ela é o mais comum entre as pessoas negras: moradora do morro, tem uma filha pequena, de início é mãe solteira e trabalha como empregada doméstica. Efetivamente esse...

    Leia mais
    Idosa é ajudada por parentes na hora de fazer o teste da Covid-19 em Srinagar, na Índia: mulheres são mais afetadas pela pandemia (Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP)

    Pandemia prejudica mais as mulheres e pode aumentar desigualdade de gênero, alerta Fundo Monetário

    A crise global provocada pela pandemia do novo coronavírus afeta mais as mulheres que os homens e pode reverter as conquistas femininas no mercado de trabalho, alertou na segunda-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI). Para a entidade, os países precisam adotar medidas para minimizar esse impacto. Uma equipe, liderada pela diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirma que "a pandemia de Covid-19 ameaça reverter os ganhos obtidos em termos de oportunidades econômicas para as mulheres e, assim, ampliar as disparidades de gênero que persistem apesar de 30 anos de avanços." Em texto publicado no blog do Fundo, as pesquisadoras – o texto só é assinado por mulheres – lembra que os setores mais afetados pela pandemia têm uma participação feminina maior. Isso ocorre especialmente nos serviços que demandam interação pessoal e não podem ser feitos remotamente, como varejo, turismo e hotelaria. "Nos Estados Unidos, cerca de 54% das mulheres empregadas nos...

    Leia mais
    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Debates virtuais sobre direitos e lutas marcam programação alusiva ao Dia da Mulher Negra

    Iniciou nesta segunda-feira (20) e segue até o dia 26 o evento online promovido pelo Núcleo de Pesquisa e Documentação das Expressões Afro-Religiosas do Oeste do Pará e Caribe (NPDAFRO), vinculado à Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), com o tema "Mulheres Negras: Rompendo o silêncio". A programação celebra o Dia Internacional da Mulher Afro-Latina, Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, comemorados no dia 25 de julho. O evento discute questões como a luta por direitos, religiosidade e experiências da mulher negra na pesquisa antropológica. As lives com pesquisadores e ativistas são transmitidas pelo Instagram (@npdafro_ufopa). Na abertura da programação o tema discutido foi: "Mulheres de Axé na vanguarda da Luta do Povo Negro”, com a participação de Mãe Dora de Oyá (Yalorisá do Ilê Axé Tojú Labá/Brasília) e mediação de Beatriz Moura, antropóloga e professora da Ufopa. Programação: 21/07...

    Leia mais
    Reprodução/Facebook

    ‘Festival Latinidades’ tem programação linda sobre representatividade

    Bora valorizar a cultura e as narrativas das mulheres negras latino-americanas? Esta é justamente a proposta do Festival Latinidades, que chega a sua 13ª edição com uma edição totalmente online, com mais de 60 atrações, entre bate-papos, shows, danças, recitais de poesia, espaço infantil, vivências e oficinas. A mostra é gratuita e acontece entre os dias 22 e 27 de julho, com atividades transmitidas no Instagram @afrolatinas, no Facebook @Festivallatinidades e no YouTube. Confira a programação completa aqui. Com o tema “Utopias Negras”, a 13ª edição do Festival Latinidades homenageia três grandes mulheres: Mãe Dalva Damiana, da Irmandade da Boa Morte, na Bahia; a cantora carioca Elza Soares; e a atriz e escritora Elisa Lucinda, fundadora do projeto Casa Poema. A programação reúne convidadas de todas as regiões brasileiras e dos seguintes países Colômbia, Guiné Bissau, Nigéria, Barbados, Haiti, Costa Rica, Cuba, Jamaica e Etiópia. A proposta do festival é ser uma plataforma de formação, cultura, inovação,...

    Leia mais
    Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

    Nossas escrevivências importam 

    Nesta semana, período em que celebramos o Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, meu intuito é inspirar todas as mulheres negras desse mundo a escreverem, contarem suas histórias, suas derrotas, suas superações, mas principalmente suas vitórias. Muitas mulheres negras na história, como Audre Lorde, já nos diziam que: "nosso silêncio não nos protege". Partindo de nossas oralidades e escritas inspiradas por nossas experiências e trajetórias, e também por meio de nossas encruzilhadas ancestrais, quero utilizar este espaço para manifestar a importância de nós, mulheres negras, exercitarmos nossa escrevivência. Conceição Evaristo conceitua "escrevivência" como a escrita que nasce de nosso cotidiano, de nossas lembranças, da experiência de viver e sentir a vida real enquanto mulheres negras, historicamente jogadas à margem deste projeto de sociedade falho e racialmente dividido. É certo que, o simples fato de compartilharmos nossas perspectivas subjetivas nos ajuda a inspirar outras mulheres. Tornar da nossa escrita...

    Leia mais
    Joana Mendes é publicitária e uma das fundadoras do primeiro banco de imagens de mulheres negras do Brasil (Foto: Arte/UOL)

    Ela se tornou a primeira diretora negra em uma grande agência publicitária

    Joana Mendes, publicitária e uma das idealizadoras do YGB.BLACK, o primeiro banco de imagens brasileiro de mulheres negras, fala hoje no quarto painel de debates da segunda edição de Universa Talks, com o tema "A Mulher no Mercado de Trabalho". Em seu discurso, Joana resgata sua trajetória de vida: nascida em Rondônia, considera que foi graças à postura da avó, uma trabalhadora doméstica, que as mulheres seguintes da sua família conseguiram chegar aos espaços que ocupam hoje. Há alguns dias, Joana se tornou a primeira mulher negra a ocupar um cargo de direção em uma grande agência de publicidade: a FBiz. Mudança na pirâmide "Sou rondoniense, minha mãe é carioca e minha avó sergipana. Ela, como muitas mulheres negras, foi empregada doméstica. Aos 11 anos, foi tirada da escola. Mais velha, trabalhava na casa de uma patroa que a constrangia, humilhava. Depois de escutar que 'não era e nem iria...

    Leia mais
    Primeira Marcha das Mulheres Negras em 2015, em Brasília (Foto: Thaís Mallon/Divulgação)

    Prefeitura do Rio celebra Semana da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

    A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, realiza uma série de ações online pelo Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado neste sábado (25). Lives, bate-papos e publicações que trazem vozes de referências na Cultura e na luta das mulheres negras em todo país. Começando pelo #FalaPreta, a Secretaria traz em suas redes sociais diariamente vídeos com depoimentos de mulheres negras sobre o dia 25 de julho, que também é Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei nº 12.987/2014. Nomes como Zezé Motta, Helena Theodoro, Sandra de Sá e Flávia Oliveira, falarão sobre a importância da luta das mulheres negras em seus diferentes territórios e ocupações. Pensando nisso, o Museu da História e da Cultura Afro-brasileira (MUHCAB), realiza a 1ª Semana Tereza de Benguela, com publicações diárias, live sobre “O racismo no sistema judiciário” e Live poética com...

    Leia mais
    Mulheres estudadas por Hanayrá Negreiros, reproduzidas em seu perfil Imagem: Reprodução/Instagram/hana.yra

    Moda é documento e esta mulher faz fina “arqueologia” da indumentária negra

    Hanayrá Negreiros é uma mulher que ilumina com a sua pretitude e nos inspira em vários níveis. A firme delicadeza quando fala, a beleza de "criola contemporânea" e sua dedicação acadêmica são alguns dos meus encantos por ela. Formada em Negócios da Moda pela Universidade Anhembi Morumbi, ultrapassou o apagamento curricular do ensino da história do povo preto e indígena, mas, como muitas vezes os desafios impostos para uma mulher preta viram sementes, durante seu mestrado viu sua semente florescer quando se dedicou aos estudos das estéticas afro-brasileiras e africanas, que se manifestam através da indumentária, iconografia, memórias e religiosidades negras. Ainda bem! E sorte a nossa! Acompanhando o trabalho realizado por ela, fica ainda mais forte a consciência de que moda é também registro, é documento. A partir de retratos de mulheres pretas brasileiras da segunda metade do século 19 e um delicado estudo "arqueológico" sobre as suas indumentárias,...

    Leia mais
    Flávia Oliveira (Foto: Arquivo/ O Globo)

    Julho das Pretas

    Um mês depois de a multidão indignada arrancar do pedestal — e lançar num rio de Bristol, no Reino Unido — a estátua do comerciante de escravizados Edward Colston, uma mulher negra foi içada a monumento na mesma praça, no mesmo ponto, como alvorecer de uma necessária era antirracista. O escultor britânico Marc Quinn, famoso pelas obras provocativas, eternizou — por um dia, posto que o poder público removeu a ousadia — em resina e aço o gesto da jovem Jen Reid: braço direito erguido, punho cerrado. Nos Estados Unidos, a onda de manifestações em reação ao assassinato por asfixia do americano George Floyd, homem negro, por um policial branco também resultou num reconhecimento simbólico ao ativismo feminino numa capa da revista “Rolling Stone”. O artista visual Kadir Nelson batizou de “American Uprising” (revolta americana em tradução livre) a obra com uma moça e um menino negros à frente dos...

    Leia mais
    Jurema Werneck (Foto: Lucas Landau)

    Jurema Werneck: “Mulheres potentes construíram nossas lutas, mas é preciso ir além”

    No dia 24 de junho, a ativista e intelectual Sueli Carneiro completou 70 anos. Em isolamento social evitando a Covid-19, Sueli recebeu várias homenagens feitas à maneira destes tempos, na tela do computador. Em uma das lives, ela lembrou que o cotidiano de quem entra em ação para a defesa de direitos é árduo. Disse Sueli: “Militantes não costumam ser festejados, mas perseguidos, criminalizados, desqualificados” e, completou, assassinados. Foi o que aconteceu com Marielle Franco, a quinta vereadora mais votada do Rio, morta aos 39 anos. Mulheres ativistas liderando ações coletivas não são novidade no Brasil. A superação, ainda que precária, de tantas injustiças e desigualdades, não teria sido possível se muitas não tivessem arregaçado as mangas e se colocado na linha de frente. No entanto, seus nomes costumam desaparecer dos livros, das homenagens, e mesmo de nossa memória coletiva. Suas vozes e ações não encontram o eco necessário num...

    Leia mais

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Twitter

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist